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Las Vegas: Governo diz que não há portugueses entre as vítimas até ao momento

03/10/17 COMUNIDADES

O secretário de Estado das Comunidades Portuguesas disse hoje que até à segunda-feira à noite não havia informação de portugueses entre as vítimas do ataque em Las Vegas, EUA, que causou a morte a pelo menos 59 pessoas.

Em declarações cerca das 08:30 de hoje à agência Lusa, o secretário de Estado das Comunidades, José Luís Carneiro, adiantou que até segunda-feira à noite (altura em que recebeu dados dos Estados Unidos) não havia registo de portugueses entre as vítimas mortais e feridos.

Apesar da informação de que até ao momento não há vítimas nem feridos portugueses, José Luís Carneiro sublinhou que estes números são sempre provisórios, uma vez que as autoridades norte-americanas ainda não conseguiram identificar todas as pessoas.

“Recebemos a informação das autoridades policiais de Las Vegas ontem [segunda-feira] à noite de que não há portugueses no conjunto de feridos e vítimas mortais deste acontecimento tão grave e tão lamentável”, adiantou à agência Lusa José Luís Carneiro.

De acordo com o secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, a missão portuguesa em Las Vegas contactou com um português que assistiu ao concerto, mas que se encontra bem.

“O departamento de Estado [norte-americano] contactou todas as missões afetadas e a nossa missão felizmente não foi contactada. Um português com quem contactámos, que assistiu ao concerto, encontra-se bem”, disse.

“Contudo, continuamos a acompanhar a situação para verificar o decurso das diligências da polícia para saber com certeza se há algum cidadão português envolvido”, concluiu.

Pelo menos 59 pessoas morreram e 527 ficaram feridas no tiroteio ocorrido no domingo à noite em Las Vegas, no Estado do Nevada, nos Estados Unidos da América, durante um concerto de música ‘country’ junto a um casino.

A polícia federal norte-americana (FBI) indicou que o autor do ataque - identificado como Stephen Paddock, um residente local de 64 anos -, não tinha qualquer relação com grupos terroristas.

Esta informação do FBI surgiu depois de o grupo extremista Estado Islâmico (EI) ter reivindicado o ataque, sem fornecer qualquer prova da sua alegação.

As autoridades ainda não identificaram qual o motivo do ataque, mas acreditam que o homem agiu sozinho. O homem matou-se depois, com o vice-xerife de Las Vegas, Kevin McMahill, a afirmar que "havia pelo menos oito armas de fogo" no quarto de hotel do suspeito.

Entretanto, as autoridades anunciaram que pelo menos 18 armas, explosivos e milhares de munições foram encontradas na casa do atirador, em Mesquite, no Nevada.

O Presidente norte-americano, Donald Trump, já condenou o ataque, descrevendo-o como “um ato de pura maldade”.

Segundo a agência Associated Press, este foi o tiroteio mais mortífero da História moderna dos Estados Unidos da América, ultrapassando o número de vítimas do ataque numa discoteca de Orlando, em junho de 2016, que fez 49 mortes.

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