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‘Villa’ Romana de Pisões reabriu ao público

03/10/17 TURISMO Imagem

A ‘Villa’ Romana de Pisões, considerada um "importante testemunho" da presença romana no concelho alentejano de Beja já pode voltar a ser visitada.

A ‘Villa’ Romana de Pisões, considerada um "importante testemunho" da presença romana no concelho alentejano de Beja já pode voltar a ser visitada. Tida ainda como "uma das mais originais ‘villae’ romanas da Península Ibérica", reabriu ao público, anunciou a Universidade de Évora (UÉ), proprietária e gestora do sítio arqueológico.
“Ainda que estejam a decorrer campanhas de estudo na Villa Romana de Pisões, já é possível visitar este espaço mediante três modalidades: sem marcação, com marcação e para escolas”, informa uma nota divulgada pela UÉ, onde se refere ainda que para permitir a reabertura ao público, foi recuperado o Centro de Acolhimento e Interpretação - que disponibiliza ao visitante informação sobre o sítio arqueológico - e foi elaborado e sinalizado o percurso da visita.
A modalidade sem marcação só está disponível mediante confirmação prévia para pequenos grupos de um a três visitantes. São recebidos pela guarda do sítio que os acompanhará numa visita às ruínas e às termas da ‘Villa’, depois de uma passagem pelo centro de acolhimento, onde a visita é introduzida através de meios audiovisuais.
A modalidade com marcação destina-se a visitas para grupos alargados, que devem ser agendadas junto da UÉ, com uma semana de antecedência pelo menos. Já a modalidade para escolas vai incluir visitas guiadas onde irão decorrer atividades científico-didáticas no âmbito das arqueociências e ciências do património, explica a UÉ, referindo que está a preparar programas de visita para escolas articulados aos vários níveis etários dos estudantes.

Plano de Ação
A 24 de agosto foi assinado pela Câmara Municipal de Beja, a Universidade de Évora e a Direção Regional de Cultura do Alentejo, um protocolo de colaboração que visa a gestão da ‘Villa’ Romana de Pisões e a apresentação do Plano de Ação para este sítio arqueológico.
O Plano de Ação prevê o desenvolvimento de um campo experimental para as Arqueociências e Ciências do Património. “Para além de outras iniciativas, o projeto permitirá, ainda, desenvolver atividades curriculares de 2º e 3º ciclo na área da Arqueologia e Ciências do Património, bem como a realização de eventos e encontros científicos ou atividades de ensino informal para públicos diversificados, incluindo a realização de atividades culturais a nível nacional e internacional ligadas à arqueologia experimental”, revela o comunicado da UÉ.

Uma ‘villa’ agrícola
Há, pelo Alentejo, inúmeros testemunhos arqueológicos destas estruturas agrárias romanas, designadas por ‘villae’, que caracterizam um tipo de ocupação e exploração agrícola do território. É o caso do sítio arqueológico da ‘Villa’ Romana de Pisões, implantado na Herdade da Almagrassa, a cerca de dez quilómetros da cidade de Beja, e ocupada no período romano entre os séculos I e IV d.C. (Depois de Cristo).
A ‘Villa’ Romana de Pisões foi acidentalmente descoberta em fevereiro de 1967, no decurso de trabalhos agrícolas, tendo as escavações arqueológicas então iniciadas revelado uma villa de grande interesse do ponto de vista do património histórico. O sítio arqueológico só se encontra parcialmente escavado: compreendendo parte significativa da pars urbana (parte da villa que servia de residência aos seus proprietários), com mais de quarenta divisões dispostas em torno de um pátio central descoberto, denominado peristilo. A fachada está virada a sul, abrindo para um enorme espelho de água (um tanque), um dos maiores conhecidos neste tipo de residências privadas em toda a Península Ibérica, tal como o edifício termal, um dos mais bem conservados da Península, tendo numerosas salas revestidas com placas de mármore.
Culturas como a da vinha e da oliveira, produção de cereais e de gado, destinar-se-iam ao abastecimento dos mercados de ‘Pax Iulia’ (designação de Beja, na época romana) ou de outras cidades do Alentejo e Algarve, bem como do exército e de coutos mineiros como ‘Vipasca’ (Aljustrel) e Mina de S. Domingos. Eventualmente, alguns produtos poderiam ser exportados para outras regiões do Império Romano.
É um notável espólio, com elementos do século I d.C. até à época Visigótica, o que faz desde sítio romano uma das mais originais ‘villae’ romanas da Península Ibérica. Mas os mosaicos da ‘villa’ são a maior riqueza deste lugar, podendo admirar-se uma apreciável diversidade de painéis de diferentes períodos da história romana, destacando-se vários estilos decorativos e iconográficos.

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