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Tecnologia nacional lê informação escondida em obras de arte

10/10/17 CIÊNCIA Imagem

É uma análise não invasiva e não destrutiva e já foi testada durante a requalificação da Igreja dos Clérigos, no Porto. Este serviço já está disponível no laboratório de uma startup portuguesa, em Braga.

A startup portuguesa ‘XpectralTEK’ desenvolveu uma tecnologia que permite fazer a leitura de informação escondida em obras de arte. A análise multiespectral de diagnóstico, não invasiva e não destrutiva, já foi testada durante a requalificação da Igreja dos Clérigos, no Porto.
A inovação nasceu no laboratório de gestão e conservação na área de diagnóstico não invasivo da Signinum – Gestão de Património Cultural, empresa que criou a ‘XpectralTEK’, startup dedicada à criação de soluções de visão artificial com base em imagem multiespectral.
A ‘XpectralTEK’, , startup incubada no UPTEC – Parque de Ciência e Tecnologia da Universidade do Porto, é uma empresa tecnológica que cria soluções de visão artificial com base em imagem multiespectral, permitindo uma análise alargada no espectro, desde as gamas de ultravioleta, passando pela radiação visível, até à gama dos infravermelhos.
A tecnologia pode ser aplicada em qualquer superfície, quer em telas de pintura ou azulejos. “Esta análise explora as características que os materiais possuem em refletir, absorver e emitir radiação eletromagnética, que dependa da composição e forma molecular. Sabendo que cada substância possui uma refletância ou fluorescência típica, como se de um bilhete de identidade se tratasse, torna-se possível obter informação sobre as obras que, à vista desarmada, não seria possível”, afirma o CEO da empresa, António Cardoso. “Com este equipamento de tecnologia de ponta o laboratório da Signinum consegue disponibilizar mais um serviço de diagnóstico não invasivo de peças de arte, quer a privados, quer a particulares”, refere ainda António Cardoso.
A análise multiespectral ao património cultural possibilita a atuação na fase de diagnóstico, com a localização, leitura e análise de informação escondida; durante a intervenção de conservação e restauro, ao classificar e mapear pigmentos e substâncias, visíveis ou não, em qualquer superfície; e na monitorização, através da realização de várias leituras espectrais, em tempos diferentes, que permite detetar, e mesmo prever, alterações que possam levar à degradação das obras.
Em 2016, a tecnologia foi testada na Igreja dos Clérigos, no Porto, e conseguiu localizar, ler e analisar informação escondida em obras de arte. No mesmo ano, no Museu Nacional de Machado de Castro, foi possível monitorizar o estado de uma pintura e a necessidade de intervenção, através de leitura feita por ultravioletas e infravermelhos.

 

 

 

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