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França: Alunos sem professores incluídos no “reajustamento”

Sexta-Feira, 27 Janeiro de 2012
Quase 300 dos 2700 alunos afetados pelo despedimento de 20 professores de português em França puderam continuar a ter aulas devido a um “moroso trabalho de reajustamento” da rede, afirmou a Coordenadora do Ensino à agência Lusa.
Adelaide Cristóvão, Coordenadora do Ensino Português em França, explicou que depois da decisão do Governo de diminuir o número de professores de português no estrangeiro, que naquele país afetaria 2700 de um total de mais 16 mil alunos, foi preciso “fazer um levantamento de todas as turmas que não podiam cair”.
 “A questão que se punha é que havia algumas turmas que perdíamos com a saída destes professores que eram turmas muito grandes e/ou que estavam em zonas onde havia continuidade no ensino do francês do primário para o secundário (responsabilidade do Governo francês), que é um dos pontos pelos quais nós nos batemos”, acrescentou.
Assim, foi preciso fazer “um moroso trabalho de reajustamento” e atribuir aos professores que ficavam e que tinham turmas “pouco importantes” turmas “consideradas mais importantes”.
Um trabalho que segundo a coordenadora permitiu “recuperar” 279 alunos. “É claro que é problemático e dramático que alunos tenham ficado sem aulas. Mas o que é importante nestes quase 300 alunos é que salvaguardámos turmas que tinham continuidade”, disse. Para o ano letivo de 2012/2013, Adelaide Cristóvão garantiu que “a vontade é de continuar a assegurar todos os alunos, inclusivamente aqueles que agora ficaram sem aulas” e avançou que “está a ser estudada a forma de fazer isso”. “A questão que se põe é uma questão de orçamento. E com mais este problema: estando o ensino integrado no sistema escolar francês ele não pode sequer ser comparticipado pelos pais”, acrescentou.
A responsável anunciou ainda que o Ministério da Educação e o Instituto Camões estão a estudar uma forma de certificação para todas as crianças que estudam português em França - inclusive as que viram interrompido o ano letivo -, que deverá ser posta em prática ainda no final deste ano letivo.
Instituto Camões anunciou no final de 2011 que iria reduzir, até janeiro, 20 professores de português em França: na Córsega (1), em Bordéus (1), em Lyon (2), em Orleães (1), em Estrasburgo (1) e em Paris (14). A decisão tem motivado diversos protestos e manifestações por parte de pais, alunos, professores e associações da comunidade portuguesa.   



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