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Cientista de Coimbra identifica compostos mais benéficos da dieta mediterrânica

Segunda-Feira, 06 Fevereiro de 2012
A cientista Maria Paula Marques, da Unidade Química-Física Molecular da Universidade de Coimbra (UC), lidera uma equipa internacional de investigadores que identificou os compostos antioxidantes presentes em produtos da dieta mediterrânica, que têm maior capacidade de prevenção dos cancros de mama e melanoma.

É o caso do azeite e de fitoquímicos (compostos existentes em vegetais, fruta, legumes, cereais, soja, etc.). partindo da certeza de que há uma ligação direta entre o consumo da dieta mediterrânica e uma menor incidência de vários tipos de cancro e de doenças cardiovasculares, os investigadores iniciaram, há cerca de oito anos, estudos que lhes permitissem saber quais os compostos que têm uma maior capacidade de eliminação de radicais livres nocivos (antioxidantes) e por que motivo.
“Considerando que um extrato vegetal pode conter mais de uma centena de compostos diferentes, é necessário avaliar o comportamento de cada um, isoladamente, para assim poder atribuir-lhe um efeito biológico específico, relacionando-o com a sua estrutura. Ao estabelecer estas Relações Estrutura/Atividade (REA), identificam-se as características estruturais responsáveis por uma determinada atividade benéfica para a saúde”, explicou Maria Paula Marques. Para determinar a capacidade antioxidante e quimiopreventiva de compostos consumidos numa dieta quotidiana, os investigadores realizaram estudos biológicos a nível molecular, em linhas celulares cancerígenas humanas já que, explica a coordenadora do estudo,
A investigação revelou que a dosagem é determinante para a função antioxidante benéfica. “Os ensaios realizados até à data permitiram determinar as dosagens benéficas e as danosas, que podem diferir de composto para composto”, explicou alerta Maria Paula Marques, acrescentando que esta descoberta “mostra que é urgente a criação de normas reguladoras da utilização de aditivos alimentares, tal como acontece com os medicamentos”. Se consumidos indiscriminadamente, estes e outros produtos de venda livre podem ter efeitos indesejáveis, ao não especificarem a dosagem e antioxidantes presentes”, alerta.
A investigação multidisciplinar teve a colaboração de investigadores do Rutherford Appleton Laboratory (Oxford, Reino Unido), da Faculdade de Ciências do Porto e do Instituto Português de Oncologia (IPO).


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