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Final inédita entre o Sporting e a Académica

Sexta-Feira, 17 Fevereiro de 2012
Duelo inédito na final da Taça de Portugal: Sporting e Académica vão defrontar-se no dia 20 de maio depois de terem eliminado nas meias finais o Nacional e a Oliveirense, respetivamente. Para os leões será a 26ª presença na final da Taça enquanto que para os estudantes será a quinta vez...

O Sporting garantiu a presença na final da Taça de Portugal, ao vencer o Nacional, por 3-1, em jogo da segunda mão das meias-finais. Depois do empate a duas bolas em Alvalade, o Sporting adiantou-se no marcador com um golo de Fito Rinaudo, aos 17 minutos, mas os insulares empataram aos 63 minutos, por Diego Barcellos, tendo Van Wolfswinkel, aos 75 minutos, na marcação de uma grande penalidade, e João Pereira, com uma grande golo aos 94 minutos, garantido o triunfo leonino.
Na final, o Sporting vai encontrar a Académica, que já tinha garantido o regresso ao Jamor, graças a um empate frente à Oliveirense (2-2), depois de ter ganho em casa por 1-0. Marinho foi o herói dos estudantes ao marcar os dois golos. Refira-se que esta será uma final inédita já que as duas equipas nunca se encontraram nesta fase da prova.

Académica regressa 43 anos depois...

A Académica, histórica vencedora da primeira edição (1938/39), garantiu 43 anos depois, um lugar na final da Taça de Portugal, jogo que vai disputar pela quinta vez.
Ao afastar a Oliveirense, da Liga de Honra, a formação de Coimbra vai voltar a 20 de maio (ou 23) ao Jamor, onde não marcava presença desde a célebre final de 1968/69, perdida para o Benfica e Eusébio, que resolveu no prolongamento (2-1). Então, em plena crise estudantil, a final transformou-se “num dos maiores comícios de sempre contra o regime”, nas palavras do malogrado jornalista de A Bola Carlos Pinhão, citado pelo livro “Académica, História do Futebol”.
No Jamor, a 22 de junho de 1969, na mais politizada final da Taça de Portugal de sempre, foram bem visíveis tarjas em que se pedia “Melhor ensino, menos polícias”, “Ensino para todos” ou “Universidade Livre”. O clube não conquistou o “caneco”, perdendo a terceira final consecutiva (desaires em 1950/51 e 66/67, após o 4-3 ao Benfica, em 38/39), mas a Associação Académica de Coimbra conseguiu dar visibilidade às suas reivindicações e protestar contra as repressões de que os estudantes eram alvo.
Agora, mais de quatro décadas depois, a Académica volta ao Jamor, já com Portugal em liberdade, mas, curiosamente, também numa altura de grande tensão social, devido à política de austeridade, imposta pela Europa.
Rumo à final, o conjunto comandado por Pedro Emanuel esteve em grande plano sobretudo na eliminatória com o campeão nacional FC Porto, humilhado por 3-0 em Coimbra, na quarta ronda. Antes tinha ultrapassado o Oriental por 1-0. Nos oitavos-de-final bateu o Leixões por 5-2 após prolongamento tendo ultrapassado o Desportivo das Aves por 3-2 nos quartos-de-final.



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