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Imobiliário: Litoral Alentejano, Algarve e zona Oeste atraem grandes investidores

Quinta-Feira, 05 Abril de 2012
O mercado português de resorts turísticos de luxo arrefeceu ao longo de 2010 e no primeiro semestre de 2011, mas os preços mantiveram-se consolidados, superando nalgumas regiões a barreira dos três milhões de euros. Em Portugal, este mercado de resorts mantém-se com um nível de consolidação importante, sendo visto pelos clientes e potenciais clientes deste tipo de imobiliário como um mercado com oportunidades de investimento seguro e que não sofreu depreciações de valor acentuadas. Estas são algumas d as principais conclusões extraídas da quinta edição do estudo “Portugal: The Luxury Tourism Resort Property Market 2011”, promovido pela consultora Prime Yield e a imobiliária Fine & Country.

Ingleses, irlandeses, alemães e holandeses são os principais investidores do turismo imobiliário de luxo e com a lenta recuperação de alguns desses mercados, sobretudo o mercado irlandês, existe a expetativa de que os empreendimentos de qualidade do Sul, Costa Alentejana e de Prata (Óbidos, Torres Vedras e Caldas da Rainha) venham a chamar de novo investidores. “Portugal continua a ser um destino muito apelativo no segmento de luxo”, realça José Manuel Velez.
Este especialista esclarece ainda que a segurança é um fator abonatório, em contraponto com outros destinos próximos. “A insegurança dos países do Magrebe está a beneficiar a comercialização de empreendimentos no Algarve e na zona Oeste”, esclarece José Velez. Estas são algumas das conclusões do estudo “Portugal: The Luxury Tourist Resort Property Market 2011”, elaborado pela consultora Prime Yield e pela imobiliária Fine & Country.
“O Algarve e a Zona Oeste vão manter-se como os destinos mais estáveis no que diz respeito ao mercado do turismo residencial em Portugal. Da mesma forma, o Litoral Alentejano tornou-se uma das regiões que mais tem atraído as atenções dos investidores de resorts, particularmente na zona costeira: projetos de investimento como o Tróia Resort, a Herdade da Comporta e o L’AND Vineyards (em Montemor-o-Novo), havendo ainda espaço para desenvolvimentos no mercado nacional”, refere José Velez, diretor da Prime Yield.
Como realçou José Velez numa das conclusões deste estudo relativas ao feedback que recebem dos seus clientes estes “encaram Portugal como um mercado consolidado e apesar de se ter registado descidas nas vendas e preços de propriedades, Portugal mantém uma posição forte no mercado do Turismo Residencial de Luxo em comparação com outros mercados que foram denominados de ‘minas de ouro’ há alguns anos e que agora sofreram depreciações drásticas no preço das propriedades.
Portugal é definitivamente um mercado com sólidas oportunidades de investimento e excelentes retornos para aqueles que tenham um bom timing de decisão ao investir”, conclui José Velez.

Valores imobiliários consolidados

No que concerne aos Apartamentos, em relação ao preço médio por metro quadrado, o estudo “Portugal: The Luxury Tourist Resort Property Market” adianta que o valor de € 5.195 manteve-se inalterado.
Em relação às Moradias, este é produto imobiliário que se mantém uniforme no que respeita ao valor médio das áreas estimadas para este estudo, com uma referência média avaliada em € 2.958 por metro quadrado.
Relativamente às Casas de Campo (Villas), o estudo confirma que existe uma certa uniformidade de valores e que no Triângulo Dourado, formado por Vale do Lobo, Quinta do Lago e Almancil, as Casas de Campo passaram a barreira dos € 3.000.000.
Os valores apresentados nos Terrenos, relativos às informações recolhidas na zona de Cascais e Estoril, revelam que o valor médio por metro quadrado atingem um valor exponencial máximo de cerca de € 810.

Qualidade de construção e design

Segundo o “The Luxury Tourist Resort Property Market”, “diversos projetos em carteira acabaram por ser reavaliados e as decisões de avançar com a promoção congeladas, com os promotores a apresentarem uma postura mais cautelosa e a reformularem os seus investimentos de forma a adequarem os produtos à nova realidade económica e a um consumidor mais cauteloso e constrangido em termos de recursos financeiros”.
Apesar do arrefecimento do mercado português de imobiliário de luxo, o estudo ressalva que “os preços do imobiliário mantiveram-se consolidados no Triângulo Dourado, formado por Vale do Lobo, Quinta do Lago e Almancil”, a zona de ‘resorts’ mais cara de Portugal, superando a barreira dos três milhões de euros em 2010.
O diretor da Fine & Country, especializada na comercialização de imobiliário residencial de luxo, Alberto Pinheiro, considera que “2010 e os primeiros meses de 2011 confirmaram a tendência de 2009, marcada pelo abrandamento do volume de oferta em construção bem como de uma abordagem mais cautelosa aos projetos em fase de planeamento”.
Por seu lado, o diretor da Prime Yield, especialista em avaliação imobiliária, José Velez, realçou que “Portugal tem um mercado de imobiliário de ‘resorts’ especialmente resistente, dado ser menos exposto às variações dos ciclos imobiliários, tendo em conta as suas características e vantagens naturais, mas também devido à qualidade de construção e design”.
Este trabalho revela que o mercado imobiliário de luxo registou em 2010 um decréscimo, entre 10 e 15 por cento, no número de transações concluídas assim como nos valores médios das vendas.
De acordo com as conclusões do estudo, “o mercado sente um dinamismo bastante reduzido, tendo observado, em 2010, decréscimos quer no número de transações concluídas quer nos valores médios das vendas, com quedas entre os 10 e os 15 por cento”.
“O mercado de ‘resorts’ turísticos de luxo apresentou, em 2010 e no primeiro semestre de 2011, à semelhança do mercado imobiliário, uma tendência generalizada de contração, influenciado pelas condições económicas e financeiras adversas e pelas crescentes restrições de acesso ao crédito, quer a nível nacional quer internacional”, explica o estudo.
O estudo “Portugal: The Luxury Tourist Resort Property Market 2011”  teve em conta as regiões de Portugal em que o turismo está consolidado ou que apresentam excelente potencial turístico. O Algarve continua a ser caracterizado como uma região interessante para investimento mas o Litoral Alentejano assim como a Zona Oeste começam a ganhar protagonismo no turismo residencial de luxo.
José Carlos Lourinho



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