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Ramal da Lousã: Governo garante que metro vai circular “o mais rapidamente possível”

Quinta-Feira, 28 Junho de 2012
Após cem anos de ligação ferroviária entre Serpins, Lousã, Miranda do Corvo, as populações perderam este meio de transporte com a promessa de ser construído um moderno Metro de Superfície. As obras tiveram o seu arranque, depois pararam e os utilizadores não pararam de protestar, temendo não voltar a ouvir o apito das composições. O governo promete que os comboios voltem rapidamente aos carris depois de avultados investimentos em obras...

O Ramal da Lousã foi um troço ferroviário de bitola ibérica, que apresentava uma extensão de 36,9 quilómetros e liga Coimbra a Serpins, passando por Ceira, Miranda do Corvo, e Lousã, em Portugal e que comemorou cem anos. Quem não se lembra de ver comboios atravessar a baixa de Coimbra junto da ponte de Santa Clara para a ligação entre Coimbra e Coimbra Parque. Quantas mercadorias não foram escoadas por estas linhas.
No anterior governo este troço de linha foi encerrado e decidido construir um Metro de Superfície a  - sociedade Metro do Mondego que já custou 75 milhões mas que ainda não faz andar nenhum comboio. A população protesta pela falta deste confortável e rápido meio de transporte entre a cidade dos estudantes e suas vilas, cuja frequência sempre foi grande, ultimamente com automotoras entre Serpins e Coimbra, tendo hoje a população só autocarros ao serviço,  o que não é a mesma coisa, segundo referem.
Percorremos o lastro desta linha, já devidamente estruturado, faltando só os carris.  A obra promete com plataformas novas, estações novas, e traçado corrigido, pronto a receber carris e eletrificação, para o moderno, rápido e mais económico meio de transporte iniciar o vaivém constante de transporte de passageiros que necessitam diariamente de ir trabalhar, estudar, ou ir ao médico a Coimbra. 
Os cofres do Estado já desembolsaram 75,3 milhões de euros para a construção do metro do Mondego, apesar de 15 anos depois do início do projeto ainda não ser possível ir de Coimbra à Lousã por aquele meio de transporte.
Assim, até Dezembro de 2010, tinham saído 27,7 milhões do Orçamento do Estado para aquele projeto, 1,7 milhões de euros da CP e 40,6 milhões foram gastos pela Refer. A juntar à não construção de metro entre Coimbra e Lousã, em 2010 deixou de funcionar a antiga ligação ferroviária, que aproximava aquelas duas cidades.
A ausência de soluções tem motivado queixas da população que referem que Pedro Passos Coelho, atual Primeiro Ministro tem de cumprir as promessas feitas em frente à estação da CP em Miranda do Corvo. Cavaco Silva tem de ser coerente com as afirmações num comício no pavilhão do Olivais. O Partido Socialista, na falta de José Sócrates, tem de repor os carris que mandou arrancar, referem os populares abordados.  As pessoas de Coimbra, Miranda, Lousã e Góis estão fartas da telenovela do Ramal da Lousã  / Metro Mondego.
A primeira fase do Sistema de Mobilidade do Mondego, com um investimento de € 285 Milhões, consiste na intervenção no Ramal da Lousã e no lançamento do concurso público internacional do Material Circulante. A intervenção no Ramal da Lousã inclui: Electrificação de toda a linha entre Serpins até Coimbra-B; compra de material circulante, ou seja uma linha totalmente nova em substituição do comboio por metro de superfície.

Metro nos carris

Mas entretanto chegam boas notícias e o governo garante que o sistema de mobilidade do Mondego será sobre carris e esclarece que o metro será feito com financiamento do QREN. Segundo noticiou, o secretário de Estado dos Transportes, Sérgio Monteiro, assegurou na reunião do grupo de trabalho para a reprogramação do projeto do Metro Mondego, ocorrida no dia 13 de Junho de 2012, em Coimbra, querer que o projeto do Metro Mondego “esteja no terreno o mais rapidamente possível”, incluindo a parte relativa à zona urbana daquela cidade.
Sérgio Monteiro falava aos jornalistas depois de ter participado nesta reunião do grupo de trabalho presidido pelo ex-presidente da Câmara de Coimbra Carlos Encarnação e do qual também fazem parte os presidentes dos municípios de Coimbra, Lousã e Miranda do Corvo, bem como representantes do Ministério da Economia, da Secretaria de Estado dos Transportes, da CP -- Comboios de Portugal e da Refer.
“A reunião foi muito produtiva” e “estamos focados no propósito de conseguir que o projeto esteja no terreno o mais rapidamente possível”, sublinhou o governante.


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