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Portugus: a nova lngua do poder e dos negcios
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Portugus: a nova lngua do poder e dos negcios

Não é demais dizer-se que o Português é a língua da moda.
No final de novembro, um estudo da uma empresa internacional de análise da atividade de redes sociais, revelava que a «língua de Camões» foi a que mais cresceu em toda a rede Facebook, entre maio de 2010 e novembro de 2012, sendo já o terceiro idioma mais falado na maior rede social do mundo. Um mês antes, a revista internacional «Monocle» dedicava a edição de outubro ao mundo lusófono. Ao longo de 258 páginas, aquela publicação mensal de culto para muitos e que marca tendências em todo o mundo desde 2007, explica o porquê de o português ser a “nova língua do poder e dos negócios”…


No início deste mês, na cerimónia de apresentação do livro «Potencial Económico da Língua Portuguesa, que reúne os resultados de um estudo sobre a importância económica do Português, a presidente do Camões - Instituto da Cooperação e da Língua, alertava que o seu valor económico deve ser potenciado “não só por razões internas”, mas também “porque há uma ligação muito estreita entre a rota da língua e a rota dos negócios”.
Uma opinião que foi secundada por Marcelo Rebelo de Sousa, a quem coube a apresentação da obra.
“A língua portuguesa tem um valor incomensurável para Portugal e para a sua afirmação na lusofonia e mundo”, afirmou o professor catedrático, jurisconsulto e comentador político, acrescentando ainda ser também fundamental “sensibilizar os decisores políticos e económicos” para o facto de que “mais do que a identidade nacional, a língua portuguesa é um valor económico”.
Não há dúvidas de que o Português é uma língua cada vez mais global e uma importância económica que não para de crescer. Foi por isso que a revista internacional «Monocle», uma publicação mensal de culto editada no Reino Unido e que marca tendências em todo o mundo desde 2007, dedicou à Língua e à Lusofonia, a sua edição de outubro deste ano.

Língua de poder e de negócios

Ao longo de 258 páginas, a publicação refere todos os países de Língua Portuguesa para mostrar “o porquê de o português ser a nova língua do poder e dos negócios”.
Com o título «Geração Lusofonia» e mais de dez artigos sobre política, economia, cultura e design em português, a revista “diz ‘olá’ ao mundo”, centra-se numa comunidade que “faz negócios com um ritmo único” e questiona se não será este o momento de “libertar o (seu) enorme potencial”.
“São soalheiras, lindas e seguras, mas Portugal parece não saber o que fazer com elas. Talvez seja tempo de começar a reconhecer o potencial dos Açores”. É esta a entrada para um dos artigos de destaque da edição, intitulado «Esperando nas ilhas», mas toda a revista é dedicada não só a Portugal como a todo o mundo lusófono, com temas desenvolvidos do Brasil a Timor, de Moçambique a Angola.  
Uma reportagem no atelier de Álvaro Siza Vieira no Porto para falar da arquitetura nacional, uma entrevista com o ministro das Relações Exteriores brasileiro, António Patriota, um artigo sobre os portugueses que estão a trocar Lisboa por Luanda e outro sobre a arquitetura portuguesa de Maputo são apenas alguns dos temas em destaque.
Além de visitas ao Brasil, a Angola e a Moçambique, há relatos de uma viagem a Lisboa e ao Porto, aos Açores e à Comporta, no estuário do rio Sado. A reportagem passou também por Coruche, onde a família Amorim continua a trabalhar na maior indústria corticeira do planeta, para contar como a «melhor cortiça do mundo» fornece produtores de vinho «icónicos», designers de moda e até a NASA.
A «Monocle» enumera as 20 melhores estrelas de língua portuguesa, revela o segredo dos centros comerciais de São Paulo e descreve negócios que vão das antigas conservas de peixe portuguesas às famosas sandálias brasileiras «Havaianas».
O editor de internacional da revista, Steve Bloomfield, que esteve em Lisboa, visitou ainda a sede da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), reconheceu que já há tentativas de juntar os países para trabalharem juntos e que “algum do trabalho da CPLP é fascinante e incrivelmente ambicioso”, mas defendeu que ainda há oportunidades a explorar. “A maior vantagem que vocês têm é que toda a gente adora os brasileiros e os portugueses. Têm muita empatia (soft power - poder suave), são populares em todo o mundo e podem mesmo tirar partido dessa boa vontade”, afirmou à Lusa.
Noutro artigo, intitulado «Voando sob uma bandeira Global», dois jornalistas afirmam que “embora Portugal não esteja a passar pela mais bem-sucedida fase da sua economia, ainda é o lar de alguns negócios poderosos e crescentes”, e indicam que Angola e Brasil “estão (juntos) numa liga própria, quando se trata de vigor empresarial”. De seguida, enumeram 15 grupos empresariais lusófonos que consideram como os “15 principais atores no mundo de língua portuguesa”. Entre estes, estão os portugueses Espírito Santo Group, a Portucel Soporcel, a Portugal Telecom, a Sonae e as Conservas Ramirez.
No artigo de abertura da edição dedicada à lusofonia o editor de internacional da «Monocle» escreveu que sentem “que o mundo lusófono é muitas vezes ignorado pelos outros e era altura de alguém reparar (…) países que estão a crescer economicamente e onde estão a acontecer coisas fantásticas”. Steve Bloomfield defendeu ainda que “está na hora do resto do mundo começar a aprender um pouco de português”.
O jornalista cita ainda o chefe da diplomacia brasileira quando diz que “há muitas histórias positivas a sair do mundo lusófono”. E refere a opinião de António Patriota acerca do idioma comum aos oito países lusófonos (Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste). “Nós temos muito orgulho na língua que usamos”, disse o governante brasileiro, acrescentando com um sorriso: “é uma língua muito bonita”.
A finalizar, Steve Bloomfield deixa um desafio: “é hora de o resto do mundo começar a aprender um pouco de português”. “Quanto ao resto do mundo, acreditamos que poderia beneficiar de um pouco de Lusofonia”, conclui.

Português é o idioma da moda na rede Facebook
O Português foi o idioma que mais cresceu na rede social Facebook, entre maio de 2010 e novembro de 2012. A revelação consta num estudo elaborado pela SocialBakers, uma empresa internacional de análise da atividade de redes sociais. “À medida que o Facebook continua a crescer em todo o mundo, a língua está a tornar-se num fator cada vez mais importante para os responsáveis e marketing determinarem onde está a audiência local e global” da maior rede social do mundo, destaca a Socialbakers, no relatório divulgado no final de novembro. Segundo dados da SocialBakers – considerada ainda a fonte mais citada a nível mundial sobre dados globais de utilização do Facebook - o Português cresceu praticamente 10 vezes entre 2010 e 2012. Um nível de crescimento que não se repetiu com as demais línguas. A título de exemplo, o inglês teve um aumento de 1,6 vezes e o espanhol, 2,3. Estes resultados colocam assim, a Língua Portuguesa como aquela que mais cresceu no universo do Facebook em todo o mundo, nos últimos dois anos. Indicam ainda que a «língua de Camões» seja já a terceira mais falada na maior rede social do mundo. Segundo dados da SocialBakers, o número de usuários que optaram por visualizar o site do Facebook em português saltou de 6,1 milhões (maio de 2010) para 58,5 milhões (novembro de 2012), mantendo o idioma atrás do inglês, com quase 360 milhões de usuários, e o espanhol, com 142 milhões. A língua portuguesa está apenas atrás do inglês, que lidera a tabela, e do espanhol, que surge em segundo lugar. O Português e o Árabe foram as duas línguas que beneficiaram de um maior crescimento, sendo que a “língua de Camões” foi a que cresceu de forma mais significativa, muito por conta do grande salto dado pelo Brasil na utilização do Facebook. Na lista das 10 línguas mais faladas figura ainda o Francês, que aparece logo depois do Português, bem como o Indonésio, o Turco, o Alemão, o Italiano, o Árabe e o Chinês, que ocupa a 10ª posição com 20,1 milhões de falantes.

Ana Grácio Pinto
apinto@mundoportugues.org
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