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CVR de Lisboa vai englobar Ribatejo e Estremadura

Tera-Feira, 23 Outubro de 2007
Actualmente em processo de criação, a Comissão Vitivinícola da Região de Lisboa (CVR de Lisboa) vai englobar a CVR da Estremadura e a CVR do Ribatejo. Ao Emigrante/Mundo Português, o engenheiro João Ghira, presidente da CVR da Estremadura revelou que já está decidido que o novo organismo ficará sedeada em Torres Vedras, que vão manter-se as denominações de origem dos vinhos das duas regiões e que as apostas fortes vão ser na certificação e na promoção...

Como vai chamar-se o novo organismo?
Vai chamar-se Comissão Vitivinícola da Região de Lisboa. Não é a junção de duas entidades, mas sim a constituição de uma nova entidade, dentro da reorganização institucional do sector vitivinícola e das novas funções que devem ser atribuídas às entidades certificadoras.

Nesse sentido - embora no caso concreto da Estremadura e do Ribatejo, por exigência legal, não fosse necessária uma nova entidade - dando resposta a um desejo da parte do Governo, por deliberação dos agentes económicos das duas regiões, entendeu-se conveniente constituir uma entidade de maior dimensão, com algumas vantagens em termos essencialmente de gestão, uma vez que as funções de certificação mantém-se dentro dos novos princípios, com maior grau de exigência. Julgo que há uma vantagem essencialmente na parte de gestão, de administração. Pode haver uma maior economia de escala, uma maior racionalização dos serviços. E é evidente que uma entidade com maior dimensão tem outra capacidade, muito em particular na parte da promoção.


Onde vai ficar sedeada?

Foi ficar sedeada em Torres Vedras. Para já será aqui (onde neste momento está sedeada a Comissão da Estremadura). É natural que depois precisemos de mais espaço. Foi um entendimento comum, até porque a Estremadura tem mais área de vinha do que o Ribatejo, tem um volume superior de vinho comercializado. E hoje em dia, com as auto-estradas, com facilidade as pessoas se deslocam, embora, no interesse dos produtores, irá haver uma delegação em Santarém, assim como se mantém uma delegação em Leiria.


Não haverá nenhuma estrutura em Lisboa?

De momento, não. Julgo que não era vantajoso para os agentes económicos. Acho que tem que haver uma descentralização. Para um produto como o vinho, e tendo em conta a natureza dos produtores, devemos estar próximos da produção.

Neste momento, em que patamar está o processo?

Estamos a aguardar o parecer do Instituto da Vinha e do Vinho relativamente ao projecto de estatutos da nova entidade. Já há um tempo que foi enviado, já nos foi dada uma primeira resposta, muito recente, e que já respondemos. Julgo que praticamente estão criadas as condições para se poder fazer a escritura notarial de constituição da nova entidade, para que no imediato, se candidate como entidade certificadora para os vinhos das denominações de origem das áreas vitivinícolas do Ribatejo e da Estremadura, e do vinho regional de que também já foi apresentado um projecto de portaria para reconhecimento da indicação geográfica «Lisboa».

Porque um dos objectivos que levou à constituição desta entidade e a ficar numa zona vitivinícola mais alargada, foi haver só um vinho regional. Até aqui havia o Regional Estremadura, o Regional Ribatejano, e a intenção agora é ser reconhecida a indicação geográfica «Lisboa», o Vinho Regional Lisboa.

Embora contemplando numa fase intermédia, duas sub-regiões: Sub-região Ribatejana e Sub-região Estremadura o que, inclusivamente, pode ser referido no rótulo «Vinho Regional Lisboa - Sub-região Estremadura». Ligando as duas regiões e havendo um vinho regional único, os produtores poderão retomar a valorização através dos lotes e esse foi também um dos objectivos que certos agentes económicos consideraram muito importante.

 

Além da criação do Vinho Regional Lisboa, que outras mudança haverá? As denominações de origem das duas regiões vão manter-se?

De momento, não vai haver mudanças. Todas as denominações de origem se vão manter. Não vai desaparecer o Bucelas, nem o Carcavelos, nem o Colares, nem o Ribatejano, nem o Alenquer.

Aliás, este é um processo que já foi seguido aqui na Estremadura. Havia, no início, a CVR de Alenquer, Arruda e Torres Vedras, havia a CVR de Óbidos, havia a CVR de Alta Estremadura, com uma capacidade financeira relativamente reduzida, porque as receitas de áreas mais reduzidas eram inferiores para fazer frente à necessária promoção dos vinhos. Já há uns anos que se promoveu a constituição da CVR da Estremadura, juntando todas as outras. Na altura, Bucelas, Carcavelos e Colares não se integraram, e concluem hoje que teria sido benéfico. Mas quando fazemos acções no estrangeiro convidamos e os produtores de Bucelas, Carcavelos e Colares podem ir. Serão agora integrados na CVR de Lisboa.

 

Ao juntarem-se ficam com mais visibilidade...

Essencialmente. Até em termos de promoção. É evidente que depois, é possível fazer, com o somatório das duas, a promoção que inicialmente estava a ser repartida. Uma deslocação ao estrangeiro envolvia duas estruturas, agora passa a envolver uma. Aí há uma economia de escala. Haverá mais facilidades, para o produtor, de chegar ao consumidor final. Cada um mantém as suas marcas e a sua denominação de origem, mas quando se vai ao estrangeiro fazer uma apresentação dos vinhos da região, há outra disponibilidade e outros recursos.

 

Qual o número de produtores que a CVR de Lisboa vai integrar?

Presentemente, na Estremadura há cerca de 100 produtores a comercializarem directamente o vinho que produzem. No Ribatejo o número é inferior, mas admito que entre Estremadura, Bucelas, Carcavelos, Colares e o Ribatejo, venha a ser um número próximo de 200, o dos agentes económicos que comercializam. Embora, os que têm um volume significativo de garrafas - acima das 500 mil - seja um número mais reduzido, entre 25 a 30 agentes económicos.

 

Qual será o volume de produção de vinho?

Na totalidade, com indicação geográfica, com denominação de origem e vinho de mesa das duas regiões, este ano andará por 1,5 milhões de hectolitros. Depende sempre dos anos, obviamente, mas andará entre 1,5 a dois milhões de hectolitros.

Será no futuro, a segunda região a nível nacional, em termos de produção na totalidade do vinho. Porque Trás-os-Montes e Douro tem uma produção ligeiramente superior ao somatório da Estremadura e do Ribatejo.

 

As verbas para gestão desta nova CVR terão que aumentar?

Essas serão decisões que terão que ser tomadas em conselho geral pelos produtores. De momento, não está prevista uma alteração do valor dos selos. Digamos que a receita será o somatório das receitas anteriores. Não há de momento, qualquer perspectiva de alteração.

 

As receitas provêem da venda dos selos?

Essencialmente. Há uns subsídios, inscrições de vinha, mas tudo isso, comparado com o valor da venda dos selos de certificação, não tem qualquer peso.

 

A promoção é uma aposta forte para a nova CVR de Lisboa?

O principal objectivo é o da certificação. Qualidade. Imediatamente a seguir, vem o da promoção. É evidente que tem que se produzir «bom» e depois tem que se vender bem. É nessa perspectiva que vamos dar um reforço à parte da promoção.

Principalmente, para os mercados externos. Haverá necessidade sempre de alargar os mercados, mas essencialmente (a promoção) é no reforço dos mercados onde estamos inseridos. Nomeadamente em relação à Escandinávia, a empresa portuguesa que maior volume de vinhos exporta para a Noruega, é uma empresa aqui da região. E atrás dessa vêm outras da região, que, principalmente para os mercados nórdicos e do Reino Unido, têm uma quota muito importante.

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