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NacionalCASO MADELEINE: PJ devolveu bens apreendidos a Robert MuratTerça-Feira, 25 Março de 2008
A Polícia Judiciária (PJ) devolveu os bens apreendidos a Robert Murat, arguido no caso do desaparecimento de Madeleine McCann, disse à Lusa o seu advogado, que considerou o facto um "bom sinal" para o fim do estatuto de arguido. De acordo com Francisco Pagarete, a devolução teve lugar na passada quarta-feira, nas instalações da PJ de Portimão, e foi o próprio causídico e o seu cliente que foram buscar os bens. "É um bom sinal para as nossas pretensões", afirmou, sustentando que a devolução ocorre na mesma linha de "outras diligências que também se revelaram infrutíferas", aquando das duas incursões das autoridades em casa de Robert Murat. O material apreendido e entretanto devolvido são computadores, cabos informáticos, discos amovíveis e algumas peças de roupa, de acordo com Francisco Pagarete. Robert Murat foi constituído arguido a 15 de Maio de 2007, 12 dias depois do desaparecimento da menina inglesa, no mesmo dia em que os investigadores da PJ começaram a fazer buscas na casa em que vive com a mãe. Novas buscas, mais aprofundadas, teriam lugar durante vários dias consecutivos, no início de Agosto. De ascendência britânica, Murat, 33 anos de idade, oferecera-se logo no início das investigações para servir de intérprete entre a família McCann e as autoridades portuguesas, mas estas estranharam o seu comportamento e acabaram por constituí-lo arguido. O advogado sustentou que esta devolução "significa que a PJ tinha instruções do Ministério Público para que isto acontecesse no caso de os materiais não serem relevantes para a investigação, o que veio a provar-se". Sobre os efeitos da devolução no estado de espírito do seu cliente, Pagarete assegurou que Murat está agora "mais forte e com mais coragem para enfrentar esta situação adversa". Ressalvou, contudo, que tem acautelado o seu constituinte para que não esteja demasiado optimista, já que "os prazos para que ele deixe de ser arguido ainda não terminaram, nem se sabe quando terminarão". Sobre o impacto psicológico deste caso no futuro do seu cliente, independentemente do seu desfecho, sustentou que Robert Murat "dificilmente voltará a ser o mesmo". "No entanto, acredito que o seu futuro passa pela Praia da Luz, é lá que está o seu apoio familiar e os seus amigos, aqueles que nunca acreditaram que ele fosse aquilo que se dizia", disse Pagarete à Agência Lusa. Além de Murat - que vive com a mãe na vivenda Liliana, a uma centena de metros do Ocean Club, de onde Madeleine McCann despareceu a 3 de Maio de 2007 -, foram constituídos arguidos, em Setembro, os pais da menina, Gerry e Kate. Siga aqui a cronologia dos principais acontecimentos: 20 de Fevereiro A Polícia francesa está a investigar o relato de uma estudante holandesa que afirma ter visto Madeleine McCann, desaparecida no Algarve a 03 de Maio de 2007, no estacionamento de um restaurante de autoestrada em Sète, sul de França. De acordo com uma fonte próxima das investigações citada pela France Presse, as autoridades francesas não têm de momento "qualquer elemento tangível", mas apreenderam as gravações das câmaras de vigilância da auto-estrada e levaram-nas para análise no Instituto de Investigação Criminal dos "gendarmes" (corpo de polícia paramilitar francês). A estudante holandesa, Melissa Firing, afirmou hoje ao jornal regional holandês De Gelderlander ter reconhecido Madeleine McCann, desaparecida do quarto de um complexo hoteleiro na Praia da Luz, Algarve, a 03 de Maio último. A menina, que terá desaparecido quando os pais jantavam num restaurante próximo, tinha na altura três anos e a sua fotografia tem vindo a ser passada repetidamente nos meios de comunicação social de todo o mundo. "Ela tinha um ar magrinho e os cabelos mais curtos", afirmou Melissa Firing, que diz ter alertado os "gendarmes" imediatamente. Desde que a menina desapareceu foram vários os relatos de avistamentos da pequena Maddie, em Portugal, Marrocos, Suíça e Malta, entre outros países.
Esta proposta é feita depois do director da Polícia Judiciária, Alípio Ribeiro, ter admitido numa entrevista ao jornal Público e à Rádio Renascença que «houve uma certa precipitação» ao constituir Kate e Gerry Mc Cann como arguidos durante o inquérito ainda a decorrer com o objectivo de encontrar a criança de quatro anos. «Como sempre disse, Kate e Gerry estão completamente inocentes de qualquer envolvimento no desaparecimento de Madeleine«, acrescenta Mitchell. Além de afectar a sua reputação, o facto de serem arguidos pode levar a que pessoas que tenham informação crucial para encontrar Maddie não a revelem aos pais por falta de confiança no casal, acrescenta. Se as autoridades portuguesas retirarem o estatuto de suspeitos, poderão trabalhar em conjunto com os detectives da família para encontrar rapidamente Madeleine e »apresentar os responsáveis pelo seu rapto perante a justiça«. Madeleine McCann desapareceu na noite de 03 de Maio de 2007 quando passava férias com os pais na Aldeia da Luz, no Algarve.
Perante a pergunta da jornalista do Público sobre se "houve uma certa precipitação?", o director da Judiciária foi peremptório na resposta: "Houve uma certa precipitação!". Alípio Ribeiro ressalvou que, como director da PJ, não podia legalmente dar ordens na constituição como arguidos de Gerry e Kate McCann, pais da criança desaparecida a 03 de Maio de um empreendimento turístico da Praia da Luz, no Algarve. Alípio Ribeiro assegurou também que o Ministério da Justiça nunca lhe deu qualquer instrução relativamente à investigação de algum processo criminal, desmentindo, assim, acusações feitas quinta-feira à noite pelo bastonário da Ordem dos Advogados, António Marinho Pinto. O director nacional da Judiciária rejeitou todas as acusações feitas por Marinho Pinto sobre a dependência da polícia criminal relativamente ao poder político. O mesmo responsável disse concordar que a PJ dependa organicamente do Governo, à semelhança do que acontece com outras polícias, mas assegurou que não há interferência política na orientação que é dada às investigações. Depois de na semana passada ter denunciado a existência de corrupção na hierarquia do Estado, o recém-eleito bastonário da Ordem dos Advogados referiu-se, numa entrevista quinta-feira no programa "Grande Entrevista", na RTP, a problemas graves na investigação criminal em Portugal, tecendo duras críticas à Polícia Judiciária. Marinho Pinto declarou que algumas detenções realizadas no decurso do processo Casa Pia visaram "decapitar o Partido Socialista", em acções orientadas pela Polícia Judiciária (PJ). Sobre este assunto, na entrevista Renascença/Público/RTP2, Alípio Ribeiro vincou que as críticas de Marinho Pinto à actuação da PJ "são políticas". "As declarações têm uma conotação política muito forte e devem ser entendidas ao nível do discurso político", afirmou Alípio Ribeiro, vincando que existiu "uma contundência relativamente à PJ" que em sua opinião "é excessiva". "A PJ não está acima das críticas, tem coisas muito boas, terá outras menos boas, terá eventualmente coisas más que precisamos de corrigir. Mas claro que me parece injusto essa imputação que é feita neste momento à PJ", sublinhou. Na entrevista, que será divulgada domingo ao meio-dia na Renascença, Alípio Ribeiro falou também do assassínio dos dois jovens em Rio de Mouro e da facilidade destes grupos em arranjar armas, da dificuldade da investigação da criminalidade organizada, branqueamento de capitais e corrupção, bem como de terrorismo.
"Desminto categoricamente a sugestão de que está a haver qualquer tipo de guerra de licitações entre cadeias ou programas de televisão norte-americanos", disse Clarence Mitchell. "Não é uma coisa (a guerra de licitações) que nós encorajássemos", acrescentou, referindo-se a notícias publicadas sexta-feira pela imprensa britânica. "Gerry e Kate não vão fazer nenhuma entrevista enquanto continuarem a ser arguidos... Nem foi discutida qualquer quantia a receber por uma entrevista", disse também o porta-voz. Um porta-voz da produtora de Oprah Winfrey, Harpo Productions, também confirmou a existência de contactos com esse fim, mas negou igualmente que haja qualquer "guerra de licitações". "O Oprah Winfrey Show não paga entrevistas noticiosas", disse o porta-voz da Harpo. Segundo o jornal britânico The Times, os McCann estão no entanto em conversações com produtoras britânicas e norte-americanas para a realização de um documentário que terá por objectivo alertar a opinião pública para o tráfico de crianças na Europa e para a falta de um sistema de alerta europeu. O Times escreve ainda que Kate e Gerry intervirão nesse documentário, pedindo como contrapartida "um donativo" para o fundo que criaram para financiar a campanha por Maddie, desaparecida a 03 de Maio do aldeamento Ocean Club, na Praia da Luz. O fundo, Find Madeleine Appeal, tem uma dotação de 1,2 milhões de libras esterlinas (1,6 milhões de euros), mas deverá esgotar-se até Junho, devido sobretudo aos pagamentos a uma agência de detectives espanhola, a Metodo 3, que cobra 50 mil libras (cerca de 67.500 euros) por mês pelos seus serviços.
De acordo com o porta-voz da família McCann, Clarence Mitchell, a turista é britânica, chama-se Gail Cooper e estava instalada a cerca de 500 metros do apartamento onde estavam os McCann na Praia da Luz, perto de Lagos. Uma das imagens hoje divulgadas mostra a cara de um homem com cabelo comprido, sobrancelhas cerradas e bigode. O outro retrato mostra-o a andar com um blusão claro e com calças azuis. O porta-voz da família disse hoje numa conferência de imprensa que a turista britânica contactou com a polícia portuguesa quando soube do desaparecimento de Madeleine McCann a dizer que tinha visto um «homem arrepiante» naquela zona. Segundo Clarence Mitchell, «a polícia tem essa informação desde essa altura, mas não foi feito qualquer retrato do homem, até agora». «Queremos saber quem ele é e onde está. Queremos saber isso o mais depressa possível. Hoje estamos a pedir a ajuda das pessoas», sublinhou o porta-voz. Clarence Mitchell disse ainda que se «ele não está relacionado com o desaparecimento de Madeleine, deve pelo menos aparecer para que possa ser eliminado das investigações da polícia e dos detectives particulares». De acordo com o porta-voz, Gail Cooper disse ter visto, a 20 de Abril do ano passado, o homem a andar sozinho debaixo de chuva na praia perto do aldeamento turístico. Gail Cooper disse ainda que, nesse mesmo dia, o homem abordou a sua filha no resort, enquanto a sua neta de oito anos estava a brincar junto à piscina, relata a BBC. A turista britânica descreveu o homem como «agitado e nervoso» e disse que poderá ser descendente de africanos. Segundo Gail Cooper, o homem alegou que trabalhava para um orfanato de uma vila próxima, exibiu rapidamente uma identificação, que a turista acredita ser falsa, e ela disse-lhe para ir embora. De acordo com o porta-voz, há «semelhanças» entre as imagens hoje divulgadas e desenhos feitos no ano passado, que mostravam um homem com cabelo escuro, comprido e oleoso, que vestia uma camisola vermelha ou castanho-avermelhada com calças beges e transportava uma criança, segundo o testemunho de Jane Tanner, uma amiga dos McCann.
O requerimento do MP foi feito hoje ao juiz de instrução, dias antes de se completarem oito meses sobre a abertura do inquérito - o prazo máximo aplicável - quando o luso-britânico Robert Murat foi constituído arguido. O Código de Processo Penal estipula que, ultrapassado o prazo máximo de duração do inquérito sem que tenha havido despacho de acusação ou de arquivamento, o processo deverá sair de segredo de justiça. No entanto, a mesma lei prevê que um inquérito pode ser declarado de excepcional complexidade e, assim, ser prolongado o período de segredo de justiça. Entretanto, os pais de Madeleine McCann - que desapareceu a 3 de Maio de 2007 - admitiram voltar a Portugal para despertar atenção sobre o caso do desaparecimento da filha, mas apenas se lhes for levantado o estatuto de arguido, a que também estão sujeitos no âmbito deste processo. Madeleine McCann, de quatro anos de idade, desapareceu de um apartamento num aldeamento turístico na Praia da Luz, concelho de Lagos, no Algarve, enquanto os pais jantavam com amigos num restaurante próximo. Os pais, que abandonaram Portugal a 9 de Setembro passado, regressando a Inglaterra, mantêm a convicção de que a criança foi raptada. A polícia portuguesa continua a admitir a tese de assassínio.
«Nesta época do ano, quando tantas famílias se reunem, nós suplicamo-vos que nos ajudem a estar novamente com a Madeleine», acrescentam. «Madeleine, é a mamã e o papá. Lembra-te que te amamos muito, Madeleine. Fazes-nos muita falta. (...) Estamos a fazer tudo o que podemos para te encontrar», dizem. Os pais prevêem que este será «o mais difícil Natal que é possível imaginar», apelando aqueles que saibam algo sobre a filha que ponham fim ao seu «desespero e angústia» por ocasião da quadra festiva. 7 de Dezembro Gerry McCann, pai de Maddie, é um dos 12 nomeados ao prémio Escocês do Ano, promovido pelo jornal Scotland on Sunday. Segundo a edição do jornal Diário de Notícias, esta eleição decorre até à próxima semana, e inclui um conjunto de personalidades escocesas- desde o actual primeiro-ministro britânico, Gordon Brown, ao selecionador de futebol da Escócia, Alex McLeish, que estiveram em destaque na comunicação social ao longo do ano. 29 de Novembro A polícia de Leicestershire confirmou hoje a realização de uma reunião entre elementos da Polícia Judiciária e peritos forenses britânicos para discutir a investigação ao desaparecimento de Madeleine McCann. «Podemos confirmar que se vai realizar», disse uma porta-voz da polícia de Leicestershire, que negou a existência de um grande desenvolvimento no inquérito, que se prolonga há oito meses. «Não é que exista um grande desenvolvimento, mas entenderam que era altura de [as equipas] se encontrarem frente-a-frente», acrescentou. A reunião terá lugar na região de Leicestershire, condado no centro de Inglaterra onde residem os McCann, entre elementos do Laboratório Forense de Birmingham, a polícia de Leicestershire, que coordena a colaboração britânica na investigação, e a Polícia Judiciária. O local exacto do encontro não foi revelado, nem estão previstas declarações ou comunicados no final. 20 de Novembro Um detective espanhol garantiu à BBC que está "muito perto de encontrar o raptor" de Madeleine McCann, cujo desaparecimento é tema de um documentário a transmitir hoje com imagens inéditas e entrevistas exclusivas. Dando conta de um avistamento de Madeleine num carro "numa pequena estrada em Portugal" dois dias depois do desaparecimento, Francisco Marco, dirigente da agência "Método 3" contratada pelos McCann, adianta que está perto do objectivo. "Estamos muito perto de encontrar o raptor", afirma, num excerto da reportagem de investigação intitulada "O Mistério de Madeleine McCann", que será transmitida hoje à noite na estação pública britânica. Segundo o detective, a informação terá sido participada às autoridades portuguesas. O programa inclui também imagens inéditas da intimidade do casal McCann filmadas em Agosto por um amigo, e onde o pai de Madeleine reafirma acreditar na tese do rapto premeditado. Neste vídeo, captado antes de serem pronunciados arguidos no processo, Gerry McCann mostra-se convicto de que a filha Madeleine foi levada por um "predador" que aproveitou uma "janela de oportunidade". "Não tenho dúvida nenhuma que a Madeleine foi escolhida e isso dói pensar que alguém estava a vigiar-nos e à nossa filha e que a escolheu a ela - eu penso que a palavra certa é um predador", afirma, citado pela página electrónica da BBC News. O cardiologista escocês refere que o rapto terá sido facilitado pelos "pontos fracos" em termos de segurança do apartamento onde passavam férias, na Praia da Luz, perto de Lagos. "É um apartamento de canto com árvores na frente. Qualquer pessoa podia estar ali escondida ou a vigiar sem ser vista", refere. No mesmo vídeo, a mãe de Madeleine, Kate McCann, comenta a pressão que sofriam na altura a propósito da campanha que iniciaram para encontrar a filha. Na reportagem será também mostrada uma entrevista exclusiva de Jane Tanner, uma das pessoas do grupo de amigos que jantou naquela noite com os McCann, e que também advoga a tese do rapto. Lembrando o testemunho que deu à Polícia Judiciária, no qual garante ter-se cruzado com um homem com uma criança nos braços na noite do desaparecimento, Jane Tanner está convencida a criança era Madeleine e o homem o raptor. "Eu sei o que vi e eu penso que é importante que as pessoas saibam o que eu vi porque eu acredito que Madeleine foi raptada", declara, recusando as acusações de "mentirosa e fantasista". A reportagem foi transmitida no âmbito do magazine "Panorama", que a BBC reivindica ser o mais antigo programa de televisão sobre a actualidade do mundo, iniciado em 1953. 12 de Novembro Um dos amigos da família McCann - que esteve presente no jantar durante o qual Gerry e Kate deram pelo desaparecimento de Madeleine - afirmou, através do seu advogado, que "o lóbi económico e político da família atemoriza verdadeiramente qualquer pessoa". De acordo com o jornal «Diário de Notícias» de hoje, a testemunha manteve o silêncio "para ajudar a investigação", já que "estranhas circunstâncias rodeiam o caso", explicou o jurista, acrescentando que o seu cliente pediu para ser ouvido novamente pela Polícia Judiciária. As autoridades portuguesas só terão questionado o amigo dos McCann relativamente ao facto de o casal ter deixado os três filhos sozinhos, enquanto jantavam, pelo que a testemunha terá pedido para "corrigir alguns detalhes e discrepâncias", que surgiram nas declarações feitas pelas nove pessoas presentes no restaurante naquela noite. "O meu cliente deseja trazer à luz toda a verdade, não pretende acusar nem culpar ninguém, porque esse é o trabalho da polícia", afirmou o advogado, declarando que o caso "está longe de ser um caso de polícia normal". "Entendo que o nosso governo tenha a obrigação legal de ajudar os McCann, mas não posso compreender que recebam apoios que vão muito mais além do que seria normal, o que prejudica o meu cliente e a averiguação da verdade", acusou.
O retrato terá sido feito por um artista especialista neste tipo de trabalho e foi divulgado pela primeira vez na quinta-feira num canal de televisão espanhol. De acordom com o porta-voz da família, Clarence Mitchell, o esboço mereceu a «aprovação tácita» da polícia portuguesa. O desenho coincide com a descrição de um suspeito divulgada pela Polícia Judiciária a 26 de Maio, que pedia informações sobre um pessoa caucasiana, com idade entre 35 e 40 anos, medindo entre 1,70 e 1,75 metros, cabelo curto e vestindo um blusão ou casaco de cor escura, calças de tecido de cor clara e sapatos pretos. «Acreditamos que era a Madeleine quem estava a ser levada do apartamento por um homem, por isso damos grande importância ao facto de esta imagem ter sido feita», explicou Mitchell. Os pais apelam às pessoas que tenham informações sobre o alegado raptor para que contactem a linha telefónica operada por detectives privados em Espanha contratados para ajudar a encontrar Madeleine. O número de telefone (0034902300213), anunciado na quarta-feira durante uma entrevista de Kate e Gerry McCann ao canal espanhol «Antena 3», visa pessoas que residam em Portugal, Espanha ou Marrocos e terão operadores que falam português, espanhol, árabe, francês e inglês. Na entrevista, durante a qual não conteve as lágrimas, Kate voltou a manifestar a esperança de que a filha, desaparecida há perto de seis meses, esteja ainda viva e pediu ao público que providencie novas informações. «Suponho que seja um pressentimento, mas sinto que, como mãe da Madeleine, sinto no meu coração que ela está por aí. Não acredito que a Madeleine nos tenha sido levada permanentemente», frisou. Na mesma ocasião, Gerry McCann classificou como «ridículas» as notícias que dizem que Madeleine terá morrido devido a uma dose excessiva de sedativos. 19 de Outubro O desaparecimento de Madeleine McCann foi tema de uma "breve conversa" entre o primeiro-ministro britânico, Gordon Brown, e o seu homólogo português, José Sócrates, à margem da cimeira europeia em Lisboa, noticia hoje a BBC. Um porta-voz do governo citado hoje pela página electrónica da "BBC News" revelou que o assunto foi discutido durante uma "breve conversa" entre os dois primeiros-ministros. Ambos terão concordado que deve existir uma "cooperação o mais próxima possível" entre as polícias portuguesa e britânica, acrescentou a mesma fonte. Contactado hoje pela agência Lusa, um porta-voz de Downing Street recusou confirmar esta conversa, alegando que "o assunto deve ser resolvido entre as autoridades policiais". Brown já tinha dito aos jornalistas na quinta-feira que tencionava discutir o caso com o chefe de Governo português para se assegurar de que as autoridades policiais estavam a tomar as acções necessárias. A iniciativa não foi, contudo, preparada com a família McCann, que garantiu hoje à agência Lusa que só soube da diligência pelos jornais. "Não fomos informados pelos assessores do primeiro-ministro, só vimos os comentários na imprensa", disse hoje à Lusa uma porta-voz da campanha para encontrar a criança. "Mas ficamos satisfeitos que o caso chegue a um nível tão alto", confessou, desejando que a investigação "progrida". A mesma fonte não soube dizer quando foi a última vez que o primeiro-ministro e a família conversaram, o que chegaram a fazer nas semanas posteriores ao desaparecimento, a 3 de Maio. 17 de Outubro O pai de Madeleine McCann, Gerry McCann, admite a «possibilidade» de a filha estar morta, mas nega que tal seja «provável», clarificou na página electrónia da campanha para encontrar a filha, contrariando vários jornais. «Ao contrário de algumas notícias, Kate [mãe de Madeleine] e eu NÃO aceitamos que Madeleine esteja provavelmente morta», escreveu na terça-feira na página www.findmadeleine.com. «Sabemos que é uma possibilidade, mas o facto de não existirem provas de que a Madeleine foi seriamente maltratada dá-nos a esperança de que ela seja encontrada viva», frisa. O comentário de Gerry seguiu-se às declarações do porta-voz do casal, Clarence Mitchell, que afirmou que os pais de Madeleine viam esse cenário como «provável». «Kate e Gerry são realistas o suficiente para saber que existe a probabilidade de ela estar morta», anuiu, em declarações aos jornalistas. «Eles não abandonaram a esperança de que ela possa estar viva e a ser cuidada algures. Mas a natureza humana é tal que se teme sempre o pior e eles precisam de saber o que se passou», enfatizou. Também Susan Healey, mãe de Kate McCann, aludiu ao facto de ter falado com a filha sobre a hipótese de a menina britânica desaparecida a 3 de Maio no Algarve estar morta. «Kate e eu falámos sobre isso a noite passada, falámos sobre o que era pior e a Kate disse-me que se a Madeleine já está morta, então temos de saber», revelou Susan Healey, numa entrevista divulgada terça-feira. Vários jornais portugueses e britânicos noticiaram também nos últimos dias a apreensão pela Polícia Judiciária portuguesa de um computador de Gerry McCann, o que foi desvalorizado pelo porta-voz da família na terça-feira. «Não há nada nele que incrimine porque não há nada incriminatório para encontrar», garantiu Clarence Mitchell à imprensa. O responsável explicou que o computador, que tinha sido oferecido, só foi utilizado para imprimir as declarações públicas que o casal faria à imprensa. «No fim, desistimos da coisa e aquilo ficou num canto a apanhar pó», acrescentou. Madeleine McCann, actualmente com quatro anos, desapareceu de um apartamento da Praia da Luz, no Algarve, onde passava férias com os pais e os irmãos, a 03 de Maio. Depois de a PJ ter investigado a tese de rapto, os pais da menina, Kate e Gerry McCann, foram constituídos arguidos a 7 de Setembro, tendo abandonado o país dois dias depois apara voltar a Rothley, no centro de Inglaterra. Kate e Gerry McCann são, segundo os seus porta-vozes, suspeitos de homicídio involuntário e de ocultação de cadáver. No entanto, os McCann não deixam de clamar a sua inocência e apelam à continuação das buscas para tentar encontrar a sua filha.
«Já passaram cinco meses, as minhas poupanças esgotaram-se, a (minha) mãe está a fazer o que pode e está a ser muito, muito difícil», revelou, em declarações divulgadas nos noticiários da noite de sexta-feira da televisão pública britânica. Murat está há vários meses confinado ao convívio com a família que vive no Algarve e alguns amigos, depois de ter sido constituído arguido em Maio e a casa onde vivia com a mãe na Praia da Luz ter sido revistada pelo menos duas vezes. Desde essa altura, Murat remeteu-se ao silêncio e deixou de falar à comunicação social, respeitando a legislação portuguesa, que impede que os arguidos comentem publicamente o caso. «Infelizmente, há muitas coisas de que não podemos falar e é muito frustrante», disse. «Mas esta é a lei deste país e é isto que temos de a cumprir», conformou-se. Uma prima, Sally Eveleigh, revela que Robert Murat «não vê a filha (de quatro anos e que vive com a ex-mulher no Reino Unido) há mais de cinco meses». «Já não tem notícias da polícia há três meses e não existem provas contra ele», afirma, mostrando incompreensão por as autoridades ainda não terem levantado o estatuto de arguido ao seu primo. Na sua edição de hoje, o Diário de Notícias refere que o advogado de Murat, Francisco Pagarete, espera que o processo seja arquivado após 14 de Novembro, altura em que passam seis meses desde o dia em que o luso-britânico foi constituído arguido. Em declarações ao jornal, Francisco Pagarete recordou que o normal é que um inquérito criminal dure seis meses, mas pode prolongar-se até dez meses caso o Ministério Público alegue precisar de mais tempo devido à complexidade do caso.
No comunicado, a família McCann diz ainda que as informações avançadas pelo jornal português são «imprecisas e não substanciadas».
Entratanto decidiu dirigir-se à embaixada do Reino Unido e mostrar a fotografia. Clara Torres conta ainda que "já tivemos oportunidade de falar com o advogado da família e entregar-lhe a foto. Há, de facto, a possibilidade de ser Maddie, mas não é cem por cento seguro". Foto de Clara Torres, publicada no site da rádio espanhola Cadena COPE ![]() 24 de Setembro Os pais da menina britânica Madeleine McCann, desaparecida em Maio em Portugal, contrataram detectives privados, duvidando da eficácia das buscas realizadas pela polícia portuguesa, revelam hoje os jornais britânicos. Kate e Gerry McCann recorreram desde Maio ao serviço de detectives privados da Control Risks Group, uma empresa especializada, com o objectivo de estabelecer o perfil de um eventual sequestrador e de verificar os diferentes testemunhos de pessoas que afirmaram ter visto a sua filha, indicou o Times, citando fontes anónimas próximas da família. "Podemos supor que esses detectives estão a conseguir fazer o que a polícia portuguesa não foi capaz de fazer", indicou a mesma fonte, que não divulgou qual o montante dos honorários pagos pelo casal McCann à empresa. Informações semelhantes são publicadas pelo Daily Telegraph e pelo Daily Mail. Segundo o Times, a Control Risks conta com cerca de 600 funcionários, a maior parte dos quais antigos membros dos serviços secretos britânicos, sendo a empresa britânica que mais dividendos tira da sua actividade no Iraque. Os pais da menina, Kate e Gerry McCann, foram constituídos arguidos a 7 de Setembro e dois dias depois abandonaram Portugal para regressar a Inglaterra. Tanto Kate como Gerry são, segundo os seus assessores, suspeitos de homicídio involuntário e ocultação de cadáver. No entanto, os McCann continuam a clamar inocência e apelam à continuação das investigações para tentar encontrar a sua filha, actualmente com quatro anos. 22 de Setembro O casal McCann está disposto a submeter-se a um detector de mentiras para reforçar que está inocente no caso do desaparecimento da sua filha Madeleine, há quatro meses no Algarve, noticia hoje a imprensa britânica. «Se lhes pedissem para se submeterem a um detector de mentiras, é óbvio que eles aceitariam», afirma uma fonte próxima da família. «Kate e Gerry estão dispostos a fazer qualquer coisa que ajude a limpar os seus nomes», sustentou a mesma fonte, que a imprensa não identifica. O detector de mentiras, também conhecido por polígrafo, é um aparelho que, através do registo de alterações da pressão sanguínea, batimentos cardíacos e transpiração, indica se a pessoa está a mentir ou dizer a verdade às perguntas que lhe são feitas. Controverso em termos científicos a nível internacional, já que existem dúvidas sobre a veracidade dos resultados, o polígrafo não é aceite em Portugal como elemento de prova. Kate e Gerry McCann, arguidos no caso do desaparecimento da sua filha a 3 de Maio na Praia da Luz, no Algarve, estão actualmente a trabalhar com os seus advogados para a sua defesa em Portugal. De acordo com a imprensa britânica, Rogério Alves, presidente da Ordem dos Advogados, foi contratado para reforçar a equipa jurídica que assessoria o casal, juntando-se ao também português Carlos Pinto de Abreu. Dois outros advogados britânicos, Angus McBride e Michael Caplan, trabalham igualmente para os McCann, que receberam na semana passada a promessa do empresário Richard Branson de ajudar com 150 mil euros para as despesas legais. 21 de Setembro Rogério Alves, bastonário da Ordem dos Advogados, vai fazer parte da equipa legal em Portugal dos MacCann. Segundo a edição desta sexta-feira do jornal Público, Rogério Alves irá trabalhar com Carlos Pinto de Abreu, que também faz parte da Ordem como presidente da Comissão dos Direitos Humanos, e que foi o primeiro advogado a ser nomeado para a defesa do casal. 19 de Setembro Kate McCann, arguida na investigação ao desaparecimento da filha Madeleine, admite voltar a Portugal «voluntariamente», mesmo se não for convocada pela autoridades judiciais, afirmou numa entrevista publicada hoje. «Voltaremos [a Portugal] voluntariamente quando quisermos. Não estamos a tentar fugir», garantiu ao tablóide Daily Mirror, as primeiras declarações desde que regressou a Rothley, a localidade no centro de Inglaterra onde a família reside. «Se a polícia fizer um pedido para nos interrogar, aceitaremos. Mas nunca dissémos que só iríamos se a polícia nos pedisse», reitera. A médica refere que «existem muitas razões - espirituais, emocionais e sociais - para voltar a Portugal a qualquer momento, independentemente de quaisquer exigências da investigação». Lembra que têm amigos em Portugal e advogados que os aconselham e que por isso podem «voltar a qualquer momento». «Mas não há nada planeado neste momento», frisou. Kate McCann revelou ainda que uma tradutora local lhe envia um resumo da imprensa portuguesa todos os dias. Ela e «todas as pessoas com ela quem falou na Praia da Luz acreditam que não somos culpados», assegurou. O caso mantém interessada a imprensa britânica, que hoje revela dados que podem refutar as provas de que o corpo de Madeleine teria sido transportado no carro alugado pela família McCann após o desaparecimento. Segundo fontes anónimas ligadas ao casal, umas sandálias e um pijama de Madeleine foram colocados na bagageira durante a mudança de casa no Algarve, além de fraldas dos irmãos gémeos. «Estes objectos terão trazido vestígios de pele, suor e fluidos corporais. O ADN teria sido facilmente transferido nestas circunstâncias», sustentam. Recordam ainda que o veículo foi usado por «pelo menos 30 pessoas» - amigos, família e voluntários na campanha durante o período em que esteve ao serviço dos McCann. Embora um porta-voz da família tenha negado um novo pedido da polícia portuguesa ou britânica para interrogatório, o jornal Times noticia hoje que detectives portugueses são esperados hoje em Leicester. Segundo o jornal, os investigadores da Polícia Judiciária terão na posse uma carta do juíz encarregado do caso, Pedro Frias, para «pedir mais depoimentos aos McCann e a apreensão de mais pistas». 18 de Setembro Clarence Mitchell assumiu hoje funções como porta-voz do casal McCann porque acredita que são «vítimas inocentes», abandonando o cargo de assessor de imprensa do primeiro-ministro britânico, anunciou. «Fi-lo porque acredito tão fortemente que eles são vítimas inocentes de um crime odioso que estou pronto para abandonar a minha carreira ao serviço do governo para os assistir», disse Mitchell, numa declaração hoje feita em Rothley, onde residem os McCann. Agradecendo o convite a Kate e Gerry, que estiveram presentes durante a leitura do texto, mas que não falaram aos jornalistas, o porta-voz mostrou-se «orgulhoso por poder ajudá-los a lidar com a pressão do contínuo interesse dos media internacionais na sua situação». Segundo Mitchell, a sua nomeação teve o apoio dos advogados e apoiantes financeiros, entre os quais se encontra o milionário Richard Branson, que confirmou na segunda-feira ter doado 150 mil euros para a defesa legal da família McCann. «A atenção deve agora voltar para a Madeleine e afastar-se da especulação que alastra, infundada e imprecisa», frisou, resumindo o objectivo da família em «encontrar [Madeleine] e perceber porque desapareceu». Antigo jornalista da BBC, Clarence Mitchell trabalhou como porta-voz dos McCann nos dias seguintes ao rapto de Madeleine a 03 de Maio desde ano, enviado pelo ministério dos Negócios Estrangeiros britânico. Após voltar ao Reino Unido, onde era funcionário público, foi nomeado director da unidade de monitorização dos media junto do primeiro-ministro, que analisa os media estrangeiros para recolher informação que interesse ao governo.
Ainda segundo o DN, vários investigadores continuam a «observar e analisar» discretamente os terrenos a sul do The Ocean Club, junto à costa entre a Praia da Luz e Burgau. Assim, quando a PJ ali voltar, terá a noção exacta dos «locais específicos sob maior suspeita», que possam ser alvo, por exemplo, de escavações. Para já, os inspectores pretendem ver se determinadas zonas foram remexidas ou esburacadas.
No diário, que teve pedaços publicados pelo jornal «Correio da Manhã», Kate McCann queixa-se frequentemente de que os filhos são "histéricos" e fala de Madeleine como "uma menina com excesso de vitalidade e que a esgota". Também afirma que seu marido Gerry não a ajuda nas tarefas domésticas e que ela tem que cuidar dos três filhos sozinha. Segundo outro jornal - o «Público», os acontecimentos posteriores ao desaparecimento de Madeleine, a angústia e o desespero de sua mãe, a solidaridade de seus amigos e o impacto do caso nos media são outros elementos citados no diário, cujos detalhes interessam muito à polícia para investigar se existem contradições nos depoimentos da mãe, explica o jornal Público. De acordo com a imprensa, as cópias da agenda de Kate "foram feitas durante uma revista da residência dos McCann há mais de dois meses". - Um porta-voz do casal McCann afirma que estes não vão usar dinheiro do fundo constituído para financiar a busca da filha Madeleine, desaparecida em Portugal há quatro meses, para pagar despesas jurídicas pessoais no processo. "A opinião de Gerry e Kate é que se eles retirassem dinheiro do fundo, 90 por cento das pessoas não se incomodaria", sustentou Hughes. "Mas se dez por cento das pessoas se incomodam, eles não querem irritá-las", explicou o porta-voz. Segundo a imprensa britânica, o casal, já contratou advogados do gabinete britânico Kingsley Napley, conhecido por ter defendido o antigo ditador chileno Augusto Pinochet. Em Portugal, o advogado português Carlos Pinto de Abreu está a assistir os dois médicos britânicos no processo judicial. De acordo com a página oficial da campanha para encontrar Madeleine McCann, o fundo já recebeu em donativos 1,036 milhões de libras )cerca de dois milhões de euros). 12 de Setembro - Num comunicado emitido hoje, a Procuradoria-Geral da República (PGR) diz que "vai haver novas diligências para se saber que tipo de crime" foi praticado pelos pais de Madeleine, os quais, recorde-se, foram constituídos arguidos há uma semana, após longos interrogatórios no Departamento de Investigação Criminal (DIC) de Portimão da PJ.
As amostras foram recolhidas numa parede e numa cortina do apartamento - local onde um dos cães ingleses marcou a presença de odor de cadáver. Notícias ontem veiculadas em Inglaterra davam conta de que o casal McCann irá solicitar uma nova perícia ao automóvel alugado no qual os cães ingleses sinalizaram odor de cadáver na mala e encontraram vestígios biológicos da menina. Entretanto, o diário português destaca ainda que Justine McGuinness, porta-voz de Kate e Gerry, e Angus McBride, um dos advogados do casal, têm tido reuniões com editores de jornais britânicos numa tentativa de reconquistar a simpatia pelo casal. O JN soube que tais encontros ocorreram desde o início da semana e terão sido agendados pela equipa McCann.
Por outro lado, o Ministério Público está a analisar que diligências se justificam nesta altura da investigação. Uma delas, segundo o JN, relaciona-se com a inquirição, através de carta rogatória para Inglaterra, de familiares e amigos dos McCann. O procurador titular do caso decidirá, ainda, se se justifica efectuar buscas a mais locais por onde o eventual corpo da menina possa ter passado. - Kate e Gerry McCann enviaram ontem uma mensagem à Polícia Judiciária desafiando os inspectores a encontrarem o corpo de Madeleine para provar o envolvimento do casal. De acordo com o jornal inglês "Daily Mail", os advogados dos pais de Madeleine terão dito que sem um corpo será extremamente difícil provar um envolvimento na alegada morte da criança de quatro anos. 11 de Setembro O processo relativo ao desaparecimento da menina inglesa Madeleine McCann foi remetido pelo Ministério Público ao juiz de instrução criminal de Portimão. "O processo foi remetido ao juiz de instrução que o irá despachar quando for oportuno", limitou-se a dizer a funcionária judicial à porta do Tribunal de Portimão. Trata-se de um processo com 10 volumes referentes às investigações da Polícia Judiciária e inclui já as inquirições aos pais da criança realizadas quinta-feira e sexta-feira passadas. O relatório preliminar do processo, elaborado pela PJ e entregue o juiz de instrução, ontem também os resultados dos exames periciais realizados em Inglaterra. - O Procurador-Geral da República, Pinto Monteiro, emite um comunicado a referir que a investigação "não está finda", pelo que a PJ deve realizar novas diligências que poderão conduzir à revisão das actuais medidas de coacção impostas ao casal McCann.
O casal partiu sem cumprir as burocracias e medidas normais de um aeroporto, nomeadamente sem passar pelo check-in. Recorde-se que os pais de Madeleine foram constituídos arguidos na última sexta-feira, tendo ficado sujeitos à medida de coacção de termo de identidade e residência. Kate e Gerry McCann sairam da sua casa na Praia da Luz cerca das 06:00, rodeados de um forte contigente de jornalistas, que os acompanhou até ao aeroporto. Madeleine McCann, de quatro anos de idade, desapareceu em Maio deste ano quando dormia com os irmãos gémeos num apartamento num empreendimento turístico na Praia da Luz, enquanto os pais jantavam num restaurante próximo. Tanto Kate como Gerry negam qualquer envolvimento no desaparecimento de Madeleine a 3 de Maio. «Para mim, é claro que a polícia portuguesa tem por objectivo resolver este crime e, mais importante, encontrar Madeleine, que é o que também nós tentamos fazer apoiando os McCann», declarou Smith à televisão BBC1. «Quando nos for pedida a nossa colaboração, fá-lo-emos, e quando pudermos ajudar a família, particularmente para nos assegurarmos de que Madeleine será encontrada, também o faremos«, acrescentamos a ministra britânica. «É muito importante que a investigação portuguesa prossiga», acrescentou, assegurando que toda a avaliação médico-legal de que os polícias portugueses precisem será posta à sua disposição se a solicitarem. O laboratório médico-legal de Birmingham, no centro da Inglaterra, já procedeu à análise de vestígios de sangue e de vestígios biológicos.
«Hoje (sexta-feira), Kate e Gerry foram os dois constituídos arguidos», não tendo sido movida qualquer acusação, informou o advogado, Carlos Pinto de Abreu, à saída das instalações da PJ de Portimão, às 00:05. O advogado acrescentou que os dois arguidos ficaram apenas sujeitos ao Termo de Identidade e Residência, a medida de coacção mais reduzida, pelo que ficam com «total liberdade de movimentos». «Não lhes foi movida qualquer acusação e a investigação prossegue», afirmou. O interrogatório a Gerry seguiu-se ao da sua mulher, Kate McCann, que foi também constituía arguida após ser ouvida durante cinco horas no Departamento de Investigação Criminal (DIC) da PJ de Portimão, local onde foi inquirida por mais de 11 horas na quinta-feira. O processo relativo ao desaparecimento de Maddie, diminutivo pelo qual a menina é também conhecida, tinha já um arguido, Robert Murat. As inquirições a Kate e a Gerry McCann ocorrem dias após a Polícia Judiciária ter recebido parte dos resultados dos exames aos vestígios biológicos recolhidos em Julho no apartamento de onde desapareceu a criança. - Segundo o jornal Diário de Notícias sobre Kate recai a suspeita de "crime de homicídio por negligência e ocultação de cadáver" (este último incorre a uma pena até dois anos de prisão)". Uma situação que foi confirmada pela assessora dos McCann, Justine McGuinness, que referiu que "a polícia portuguesa considerou Kate suspeita da morte acidental da sua filha". Entretanto, fontes ligadas ao processo revelaram que o pai, Gerry McCann terá admitido aos investigadores ter administrado um sedativo aos filhos na noite de 3 de Maio. Segundo o jornal diário uma das teorias sobre este caso mediático é a hipótese de a criança ter sido sedada com uma dose excessiva de um medicamento. - O reverendo anglicano Haynes Hubdard disse hoje aos jornalistas que o casal McCann está preparado para ir para Inglaterra, mas não quer fazê-lo sem a sua filha Madeleine, desaparecida há mais de quatro meses na Praia da Luz, em Lagos. Em declarações aos jornalistas, no final da homilia realizada ao fim da tarde de hoje na igreja da Praia da Luz, o reverendo, amigo do casal, sublinhou que os McCann estão a passar por "um período muito difícil", cansados de procurar a menina, já que não querem ir para Inglaterra sem a sua filha. "São um homem e uma mulher que perderam um filho, o que é difícil de suportar, e querem a sua filha de volta", disse o reverendo. Questionado pelos jornalistas sobre o seu apoio aos McCann, menos de 24 horas depois de terem sido constituídos arguidos, Hubdard disse tratar-se de uma relação de amizade que suporta todo esse apoio. A hipótese de o casal regressar a casa tinha sido avançada hoje à tarde pelo porta-voz de Kate e Gerry McCann. Segundo David Hughes, Kate e Gerry estão a "tentar limpar a sua imagem" depois de ambos terem sido constituídos arguidos no caso do desaparecimento da filha, Madeleine McCann, "apesar de não terem sido acusados de qualquer crime". 7 de Setembro Uma porta-voz da família McCann declarou hoje à BBC que Kate McCann foi formalmente constituída arguida pela Polícia Judiciária no caso do desaparecimento da sua filha Maddie.
Entretanto, amigos da família citados pela estação britânica também disseram que o advogado de Kate McCann, Carlos Pinto de Abreu, lhe disse que ela poderá vir a ser indiciada pelo desaparecimento da filha.
Gerry McCann deverá ser ouvido ainda esta tarde.
«Da conversa não ressaltou da parte da PJ que hoje ela passasse a ser arguida no caso, mas foi levantada a hipótese. Aliás, essa hipótese existe sempre, desde que uma pessoa é ouvida como testemunha», afirmou Carlos Pinto de Abreu à Lusa. Recorde-se que se os McCann vierem a ser constituídos arguidos, ficando sujeitos a termo de identidade e residência, serão obrigados a permanecer em Portugal, em nome da eficácia do processo. Quem continua a aguardar a evolução da investigação é Robert Murat, o único arguido até ao momento no processo de desaparecimento da criança britânica, que desde o dia 14 de Maio está sujeito à medida de coacção mínima. «Não há nenhuma decisão definitiva sobre um regresso a casa. Por um lado, ficar em Portugal pode ter-se tornado contraproducente, mas por outro, emocionalmente é muito difícil sairmos de Portugal como uma família de quatro, depois de lá termos chegado como uma família de cinco», disse Gerry McCann. O pai de Maddie, que esteve sábado no Festival Internacional de Televisão de Edimburgo para falar do papel dos 'media' no caso do desaparecimento da filha, considerou que um regresso pode contribuir para «diminuir a especulação». Gerry McCann disse também que começou a pensar em regressar ao trabalho: «Não podemos ser um farrapo emocional 24 horas por dia...», disse Gerry, médico cardiologista, acrescentando que investiu muito na sua especialização. Estas afirmações sobre um possível regresso a breve prazo da família McCann ao Reino Unido foram as mais claras alguma vez proferidas e alguma imprensa britânica interpretou-as como reveladoras de que os McCann decidiram regressar. Mas a porta-voz dos McCann em Portugal, Justine McGuiness, negou à Agência Lusa que haja qualquer decisão e qualificou essas interpretações como «pura especulação». Sobre a cobertura mediática do caso, Gerry explicou como ele e a mulher, Kate, foram surpreendidos pela amplitude que essa cobertura assumiu e indicou que o casal pretende reduzir a exposição do caso. «Nunca, nunca previmos a forma como a história foi mantida no topo da actualidade. Pessoalmente, penso que não era necessário bombardear as pessoas diariamente com a imagem de Madeleine«, disse Gerry na conferência, citado pela agência britânica Press Association. «Se vamos manter este nível de cobertura? Não. Não pretendemos fazê-lo. Vamos continuar a realizar eventos de tempos a tempos, para lembrar às pessoas que Maddie continua desaparecida e que nós continuamos à procura dela», acrescentou.
Segundo disse à Lusa o inspector Olegário Sousa, a notícia que aponta para a existência de um suspeito inglês, próximo do casal, relacionado com desaparecimento de Madeleine, a 03 de Maio no Algarve, «não é proveniente» da Polícia Judiciária, nem tem «lógica nenhuma». Aquele responsável também não confirmou a inquirição alegadamente marcada para hoje, segundo noticia a imprensa nacional, da mulher que vive no apartamento por cima daquele de onde desapareceu a criança de quatro anos. Olegário Sousa reiterou que a Judiciária não divulga o seu calendário de inquirições, lembrando que, no decorrer de uma investigação, «há sempre a possibilidade» de serem recolhidos mais testemunhos. Quanto aos resultados das amostras de sangue recolhidas no apartamento do aldamento Ocean Club, onde Madeleine dormia quando desapareceu, e em diversas viaturas, o inspector disse não haver novidades e que a Judiciária continua à espera da chegada das análises, que estão a ser feitas num laboratório inglês. - Segundo alguma imprensa britânica na altura em que Madeleine McCann desapareceu um líder de um grupo de assaltantes residia no Ocean's Club, local onde a Maddie e a família passavam férias. Segundo os jornais ingleses, a Polícia Judiciária está a investigar a possibilidade de Maddie ter sido raptada por assaltantes, que estiveram envolvidos numa série de roubos no Algarve. Alguns empregados do Ocean Club's estão a ser novamente entrevistados pelos agentes, e a PJ irá falar também com os dois turistas que dizem ter visto o possível raptor. Refira-se que uma residente de um apartamento junto ao dos pais de Madeleine conta que se deparou com um intruso que queria adquirir a chave das propriedades. A cidadã inglesa, de 70 anos, diz que tal como ela, outras testemunhas viram este mesmo homem a vaguear no rés-do-chão, onde se localizava o apartamento onde estava Maddie, na mesma altura em que a menina desapareceu. Também Ian Robertson, que detém de um apartamento situado a cerca de 100 metros, fala de vários possíveis assaltantes. O inglês refere que, em Fevereiro, um grupo de assaltantes entrou no seu apartamento, acontecimento que comunicou às autoridades portuguesas. 20 de Agosto A Polícia Judiciário pode prender hoje um cidadão britânico no âmbito das investigações sobre o desaparecimento de Madeleine McCann. Segundo avança o jornal inglês Daily Express este cidadão pode ser detido pela PJ que, ainda segundo a imprensa inglesa, irá levar a cabo hoje novas buscas no Algarve. á a imprensa portuguesa volta a afirmar que os resultados das análises aos vestígios encontrados no quarto dos McCann devem ser hoje conhecidos oficialmente. De acordo com o diário português Jornal de Notícias, a polícia inglesa está a realizar diligências junto de cidadãos britânicos que estavam de férias no Ocean Club quando a Maddie desapareceu. 16 de Agosto Um porta-voz do laboratório de Birmingham afirmou hoje que ainda não terminaram as análises ao sangue encontrado no apartamento de onde desapareceu Madeleine McCann, depois da imprensa inglesa ter noticiado que o ADN identificado é de um homem. O diário The Times noticiou hoje que o sangue encontrado não é da criança desaparecida, mas sim de um homem. "As análises ainda não terminaram. Não podemos fazer comentários, estamos surpreendidos com o artigo do Times", disse à AFP um porta-voz do "Forensic Science Service", de Birmingham, para onde foram enviadas as amostras de sangue. Até ao momento as análises não permitem qualquer conclusão, disse, entretanto, uma fonte próxima do processo à France Press. Citando um relatório de quatro páginas, o diário The Times afirma hoje que o sangue pertence a um homem do "sub-grupo europeu do nordeste" e não a Madeleine McCann, desaparecida desde 03 de Maio de um apartamento da Praia da Luz, Algarve. Esta conclusão terá apenas 72 por cento de certeza devido à degradação da amostra, acrescenta o jornal. - A imprensa britânica revela hoje que Madeleine McCann morreu na noite do seu desaparecimento, que a polícia portuguesa já sabe quem a matou e que o sangue encontrado no apartamento da Praia da Luz não é da menina. O Daily Mail revela hoje na sua primeira página que "Maddie morreu na noite do seu desaparecimento", uma notícia assinada por Fiona Barton, que cita o inspector-coordenador da Polícia Judiciária (PJ), Olegário Sousa. Segundo o Daily Mail, Olegário Sousa revelou que a Madeleine morreu na noite do seu desaparecimento, sublinhando a possibilidade de brevemente serem conhecidos novos suspeitos no caso da menina, que desapareceu a 03 de Maio de um apartamento da Praia da Luz. Por seu lado, o Daily Express e o Daily Star indicam que a PJ já sabe quem matou Madeleine enquanto o The Times avança que o sangue encontrado no apartamento da Praia da Luz de onde a menina desapareceu pertence a um homem. Segundo o The Times, que teve acesso aos resultados das análises realizadas num laboratório inglês, esta notícia dá uma nova esperança aos pais de Madeleine, Kate e Gerry McCann, que continuam a acreditar que a sua filha vai ser encontrada viva, 105 dias após o seu desaparecimento. A análise, que tem um grau de exactidão de 72 por cento, devido ao mau estado da amostra recolhida, mostra que o sangue pertencerá a um homem do nordeste da Europa. De acordo com o jornal, o laboratório inglês está a realizar mais análises às amostras de sangue disponíveis. Na sua primeira página, o Daily Mirror prefere destacar uma declaração da mãe de Madeleine, Kate, em que esta aborda pela primeira vez a possibilidade de regressar a Inglaterra: "Podemos regressar a casa sem ela". Entretanto, contactada pela Agência Lusa, a Polícia Judiciária indicou que as declarações do seu porta-voz terão sido mal interpretadas pela imprensa britânica. 14 de Agosto O porta-voz da Judiciária para o caso Madeleine disse à Lusa que só depois de conhecidos os resultados das análises de vestígios é que a polícia decide se avança com mais inquéritos aos McCann e amigos. "Se esses resultados permitirem [vestígios de sangue e outros], conjugados com outras provas recolhidas, alterar o estatuto de intervenientes processuais ou adicionar outros intervenientes processuais isso será tornado público", garantiu Olegário de Sousa, referindo que para já não há datas agendadas para novas inquirições. Vários vestígios, entre os quais sangue encontrado no apartamento do Ocean Club onde Madeleine desapareceu há mais de 100 dias e buscas em 10 carros, estão a ser analisados num laboratório inglês para se saber se pertencem à criança, e os resultados devem ser conhecidos entre esta e a próxima semana. "Falaram-me em 10, 12 ou 15 dias. É muito pouco provável que cheguem esta semana", admitiu Olegário de Sousa numa entrevista telefónica à Lusa. "Mesmo que cheguem é muito pouco provável que se publicitem os resultados, porque é mais uma das situações que vai cair no segredo de justiça", alertou o inspector da Polícia Judiciária (PJ) e porta-voz no caso, Olegário de Sousa. Sobre as notícias veiculadas nalguma imprensa sobre o possível despronunciamento de Robert Murat, o único arguido no caso Madeleine, Olegário de Sousa afirmou que será sempre ouvido no Ministério Público como arguido. O inspector da Judiciária explicou que na lei penal portuguesa, sempre que existe um inquérito contra determinada pessoa, essa pessoa tem de ser ouvida na qualidade de arguido e só o Ministério Público, após análise das provas produzidas, é que pode manter ou retirar o estatuto. "Se um dos intervenientes processuais no estatuto do arguido não provar as suspeitas iniciais, naturalmente é retirada a qualidade de arguido", acrescentou Olegário de Sousa. A Lusa tentou contactar o porta-voz do casal McCann para confirmar a vontade de antecipar o encontro semanal com a polícia, mas até ao momento não obteve resposta. A estação televisiva SIC noticiou que o casal McCann, Kate e Gerry, não vai dar mais entrevistas até que se conheçam os resultados das análises e pretende antecipar o encontro semanal com a PJ. 13 de Agosto A mãe de Madeleine McCann admite numa entrevista a publicar terça-feira que prefere descobrir a filha morta do que permanecer na incerteza sobre o que lhe aconteceu há três meses, quando desapareceu no Algarve. "Nunca gostei da incerteza. E este é o pior tipo de limbo. Gerry [pai da criança] e eu falámos sobre isto e, nos nossos corações, ambos preferimos saber - mesmo que saber signifique termos de enfrentar a verdade terrível de que a Madeleine possa estar morta", afirma Kate McCann, numa entrevista à revista feminina "Woman's Own". As declarações, citadas hoje em vários jornais britânicos, são as primeiras em que que Kate McCann admite que a filha possa estar morta, depois de na semana anterior ter sempre insistido que esperava encontrar Madeleine viva. Mas Kate confessa que não consegue preparar-se para as "más notícias". "Simplesmente, não sei como" afirma. A mudança de discurso coincide com a clarificação da Polícia Judiciária portuguesa de que está a seguir uma nova linha de investigação, que ganhou força sobre a hipótese de rapto. "Nos últimos dias tem havido alguns desenvolvimentos, algumas pistas que apontam para a possível morte da criança", sublinhou sábado à televisão britânica BBC o inspector Olegário Sousa, porta-voz da PJ. De acordo com amigos da família citados pela imprensa britânica, os pais de Madeleine ficaram incomodados com a mudança de rumo por esta não ter lhes sido comunicada directamente antes de ser tornada pública. 10 de Agosto O director nacional da Polícia Judiciária (PJ), Alípio Ribeiro, afirmou hoje à Lusa que o caso do desaparecimento da criança inglesa Madeleine McCann «está longe de ser esclarecido», apesar de terem surgido «novos elementos na investigação». «Há novos elementos na investigação, mas ainda não sabemos onde estes nos irão conduzir», acrescentou o responsável nacional da PJ, considerando, por isso, que a Judiciária «está longe de esclarecer o caso» do desaparecimento da menina inglesa de quatro anos de idade, a 03 de Maio passado na Praia da Luz, no Algarve. Em declarações à agência Lusa, Alípio Ribeiro revelou que «houve uma evolução na investigação [com a recolha de novos elementos de prova], não estando, contudo, ainda bem claro em que sentido» se irá desenvolver o processo. «Continuamos a trabalhar em todas as linhas, porque a realidade vai trazendo novos elementos. Uma investigação criminal é, sobretudo, uma dinâmica», sublinhou. Segundo o responsável, «a PJ tem desenvolvido, desde o início deste caso, uma investigação séria, empenhada e dedicada e tem investido o melhor dos seus meios humanos e técnicos». «Continuamos todos com o mesmo espírito e empenho do início. Estamos de consciência tranquila quanto ao trabalho desenvolvido», frisou Alípio ribeiro, ressalvando que «a investigação é complexa e tem múltiplas linhas de trabalho». Além disso, «casos como este, e porque estamos a lidar com pessoas, exigem sensibilidade na aproximação da prova», disse. O director-nacional da PJ lembrou a «excelente cooperação pericial e técnica da Polícia inglesa» e as «excelentes relações mantidas com o Ministério Público, o tutelar da investigação». Questionado sobre as inúmeras hipóteses avançadas pela comunicação social, muitas vezes citando fontes policiais, Alípio Ribeiro considerou «natural que à volta de um caso como este se criem distorções». «Mas a Polícia não cria cenários, baseia-se em provas. A investigação não é um exercício de imaginação», alertou. «Temos de ser serenos e rigorosos e não nos deixarmos ir pela especulação e não criar falsas expectativas», acrescentou. Questionado sobre a alegada campanha de difamação da imprensa inglesa em relação à actuação da Polícia portuguesa, Alípio Ribeiro limitou-se a dizer que está «confiante no empenho e dedicação das pessoas» que investigam o desaparecimento de Maddie McCann, faz sábado 100 dias, na Praia da Luz, no Algarve. As declarações hoje prestadas à Lusa por Alípio Ribeiro trazem uma nova informação, na medida em que uma fonte ligada à investigação do «caso Madeleine» disse terça-feira à Lusa que a PJ considera que «já há uma luz ao fundo do túnel» neste processo, assegurando ter «uma ideia do que pode ter acontecido» à menina desaparecida no Algarve. «A Polícia vê, neste momento, uma luz ao fundo do túnel sobre o caso do desaparecimento da criança inglesa», afirmou a mesma fonte, sem adiantar mais pormenores. «O grupo de trabalho envolvido neste caso tem um ideia do que poderá ter acontecido e é com base nessa ideia que estamos a trabalhar, a desenvolver a investigação. É ainda prematuro avançar com hipóteses concretas, porque estas têm de ser consolidadas», adiantou. Madeleine desapareceu no dia 03 de Maio deste ano quando dormia com os dois irmãos gêmeos num apartamento do empreendimento turístico Ocean Club, na Praia da Luz, no Algarve, enquanto os pais jantavam num restaurante próximo.
O "Daily Mail" faz referência às acusações de agressão de Leonor Cipriano ao inspector da PJ Gonçalo Amaral, coordenador da equipa que investiga o desaparecimento de Maddie. Contactado pela Lusa, Gonçalo Amaral desvaloriza a alegada campanha, considerando que "é apenas um 'fait-divers' sem importância". "Não dou qualquer importância a isso. Tenho a consciência tranquila e a convicção que estamos todos a fazer um bom trabalho", afirmou à agência Lusa o coordenador do Departamento de Investigação Criminal da PJ de Portimão. O inspector considera que a imprensa inglesa "tem necessidade de colocar alguém em causa" e, neste caso concreto, "escolheram os policiais portugueses". "Podem escrever o que quiserem, estou completamente à vontade", frisou. O inspector lembrou que o desaparecimento de Maddie MacCann está a ser investigado "por uma equipa de polícias portugueses e ingleses que tudo estão a fazer para desvendar o caso". Para Gonçalo Amaral, "o mais importante é que a investigação prossiga num clima de serenidade e com o mínimo de ruído".
O casal McCann já havia deixado em inícios de Julho de morar no apartamento do Ocean Club, de onde a filha Madeleine desapareceu a 03 de Maio, mas continuavam a usufruir dos cuidados de acompanhamento dos seus filhos gémeos. Na casa onde estão agora a residir, a cerca de 10 quilómetros do aldeamento Ocean Club, uma vivenda baptizada de «Vista do Mar», sobre o mar, reinava o silêncio e calma ao início da manhã, mas a presença do carro do casal no local dava a entender que a família ainda estava em casa. No documento distribuído aos jornalistas pelos seguranças do Ocean Club ao início da noite da quarta-feira, os McCann afirmavam estar «preocupados com o impacto negativo» que a presença dos muitos órgãos de comunicação social no Ocean Club poderia causar às famílias em férias e residentes locais. «Assim decidiram prescindir das facilidades que o Ocean Club proveu, inerentes ao acompanhamento dos filhos, em virtude da presença significativa dos media», refere o comunicado. Numa clara atitude de preservação da esfera privada e porque não querem «causar indevida perturbação aos veraneantes e residentes da vila da Luz», o casal informou que deixará de frequentar aquele espaço onde a filha mais velha desapareceu há mais de três meses. Apesar da clara vontade de que a comunicação social se afaste, Gerry Mccann passou rapidamente de carro esta manhã pelo Ocean Club.
Na entrevista dada hoje de manhã à BBC, Gerry McCann, o pai da menina de quatro anos desaparecida há mais de três meses da Praia da Luz, em Lagos, Algarve, reiterou a sua convicção de que a filha está viva e que foi levada do apartamento no Ocean Club, onde a família se encontrava de férias. Os pais da criança adiantaram que a Polícia Judiciária (PJ) sempre lhes disse que está à procura da menina viva e que não dispõe de informações contrárias. Sobre as notícias de que vestígios de sangue terão sido detectados no apartamento, podendo indicar que Madeleine terá morrido no quarto, Gerry escusou-se a comentar, afirmando que não pretende expor aspectos da peritagem que possam pôr em perigo a investigação, e referiu que tem informações que não passam para o domínio público. Gerry admitiu que o carro que têm utilizado foi levado para uma peritagem realizada segunda-feira pela PJ, que abrangeu também viaturas de familiares do único arguido no caso, Robert Murat. O pai da criança considerou que esta é a «forma correcta», referindo esperar, por parte das autoridades portuguesas, «a mesma precisão e o mesmo tratamento» que estão a ser aplicados a terceiros. Gerry sublinhou que o casal está «muito feliz» por colaborar com a Polícia e agradeceu o empenho e o trabalho «de muitas horas» das autoridades, que disse estarem «tão empenhadas» quanto os pais da criança. Por sua vez, Kate destacou que o casal está «muito satisfeito» com a forma como têm decorrido as investigações. A mãe de Madeleine afirmou-se incomodada com a presença de dezenas de jornalistas junto à casa que alugaram na Praia da Luz, considerou que constitui uma «devassa» à sua privacidade e classificou de «mais um obstáculo» que a família terá de «ultrapassar». Os pais de Madeleine lembraram que inicialmente tentaram colaborar com a imprensa, pois seria «menos doloroso para todos», mas desde há cerca de mês e meio optaram por uma postura mais reservada, aparecendo apenas em acções públicas, como a deslocação a Huelva no final da semana passada para distribuir panfletos e cartazes a alertar para o desaparecimento de Madeleine. O casal quer também proteger a privacidade dos filhos gémeos, referindo que tem mantido uma rotina com eles e que as crianças estão «bastante felizes». - O porta-voz da Judiciária para o caso Madeleine admitiu hoje a probabilidade de novas inquirições, mas frisou que a qualidade em que serão ouvidas algumas pessoas envolvidas no processo depende dos resultados das perícias realizadas nos últimos dias. "É possível que algumas pessoas sejam chamadas, mas a qualidade em que serão ouvidas depende do resultado dos exames", afirmou Olegário Sousa, escusando-se a dizer para quando estão previstas as novas inquirições. "Desde o início que a PJ nunca pôs cá fora o calendário de inquirições ou interrogatórios", sublinhou, acrescentando desconhecer quando estarão prontos os resultados das perícias efectuadas nos últimos dias. Durante o fim-de-semana as autoridades retomaram as buscas na casa do único arguido no caso, Robert Murat, e segunda-feira inspeccionaram diversos veículos de pessoas ligadas ao inquérito, nomeadamente familiares de Murat. Na sua edição de segunda-feira, o Jornal de Notícias avança que a menina de quatro anos pode ter morrido por acidente no quarto do Ocean Club, onde estava instalada com os pais, depois de terem sido descobertos vestígios de sangue de uma pessoa morta numa das paredes. Em declarações à Lusa, o inspector chefe Olegário Sousa, disse que, apesar dos "grandes pormenores" descritos pela Imprensa em relação ao caso, a Judiciária "não confirma nem desmente" as informações avançadas. "Há uma linha da investigação que continua em aberto, mas não posso pormenorizar qual", dizendo apenas, que no decorrer da investigação, algumas hipóteses foram ganhando força, enquanto outras perderam. Quanto à alegada relação entre o suicídio de um pedófilo suíço que segundo o The Times terá estado no Algarve na altura do desaparecimento da menina e o caso Madeleine, Olegário Sousa diz desconhecer que as autoridades daquele país tenham comunicado algo à judiciária. "Se as autoridades suíças entenderem que há indícios farão chegar essa informação à polícia portuguesa através da Interpol", conclui. O advogado de Murat escusou-se também a comentar as perícias efectuadas, escudando-se no segredo de justiça e reforçando a ideia de que por agora apenas está empenhado em que o cliente deixe de ser arguido no caso. "Sei quais foram os resultados, mas não irei tecer comentários", afirmou, acrescentando que todas as diligências serão importantes para que Murat deixe de ser arguido no processo. - A Polícia Judiciária (PJ) sabe, há um mês, que Madeleine McCann foi morta na noite de 3 de Maio, no apartamento do resort do The Ocean Club, na Praia da Luz, tendo abandonado definitivamente a hipótese de rapto, noticia o Diário de Notícias na edição de hoje. Segundo o jornal, que cita fontes ligadas à investigação, as suspeitas que desde o desaparecimento da menina sempre recaíram sobre os pais de Maddie tomam agora mais força. A certeza de que Maddie terá morrido, por homicídio ou negligência, é baseada em novo indício, e desencadeou as buscas efectuadas pela PJ na Praia da Luz, há cerca de duas semanas, adianta o DN. Essa certeza, diz o jornal, motivou a deslocação de agentes da polícia britânica, que se encontram na Praia da Luz a apoiar as investigações da polícia portuguesa, acompanhados de cães pisteiros especialmente treinados para detectar cadáveres. - Alguns dos veículos de familiares de Robert Murat, único arguido no caso do desaparecimento de Madeleine McCann, foram inspeccionados hoje à tarde num parque de estacinamento no centro de Portimão, disse à Lusa fonte ligada ao processo. Segundo a mesma fonte, as viaturas, entre as quais uma autocaravana, foram levadas para aquele parque de estacionamento subterrâneo, no largo da Câmara Municipal e próximo das instalações da PJ em Portimão. A mãe de Robert Murat foi vista várias vezes a conduzir a autocaravana que foi inspeccionada. A PJ, contactada pela Lusa, escusou-se a pormenizar esta diligência, nomeadamente que exames terão sido feitos e a esclarecer qual o motivo destas buscas. Dois pisos subterrâneos do parque de estacionamento estão vedados desde o início da tarde, onde as autoridades estão a realizar exames periciais às viaturas. Cerca das 17:30, cinco dos veículos, conduzidos por inspectores e funcionários da Polícia Judiciária, abandonaram o parque, desconhecendo-se qual o seu destino. 6 de Agosto Madeline McCann pode ter morrido por acidente no quarto do Ocean Club, no Algarve, onde estava instalada com os pais, avança o Jornal de Notícias na sua edição de hoje. De acordo com o jornal, vestígios de sangue de uma pessoa morta, presumivelmente da pequena Madeleine, foram descobertos numa parede do quarto ocupado pelo casal McCann, no apartamento do "Ocean Club", em Lagos, de onde a menina desapareceu, no dia 3 de Maio. O facto, ainda segundo o JN, situa a morte da criança dentro do apartamento, mas não é certo para os investigadores que se tenha tratado de homicídio, apesar de, e de acordo com os elementos recolhidos pelos peritos forenses, alguém ter tentado limpar os referidos vestígios Os novos indícios podem levar PJ a interrogar de novo família e amigos da criança desaparecida, adianta o jornal. A Policia Judicária deu no domingo por terminadas as buscas que levou a cabo nos últimos dois dias na propriedade de Robert Murat, o único arguido no caso do desaparecimento de Madeleine McCann, disse à Lusa fonte daquela polícia. Mais de uma dezena de inspectores estiveram durante todo o dia na casa Liliana, onde o arguido reside com a mãe, de onde a maioria saiu pelas 15:45 horas, tendo os últimos homens abandonado o local cerca das 16:10, constatou a agência Lusa no local. Durante as buscas os agentes ultilizaram um cão pisteiro de raça Border Collie. Fonte da PJ escusou-se a revelar os resultados das buscas, confirmando que o número de agentes envolvidos foi aumentando ao longo do dia. Robert Murat e o seu advogado, Francisco Pagarete, acompanharam todas as deligências da PJ e já se encontram novamente no interior da propriedade, após uma saída de duas horas para almoço. Os agentes da PJ iniciaram o segundo dia de buscas um pouco antes das 7:00 da manhã na casa que fica a uma centena de metros do apartamento de onde a menina inglesa desapareceu a 3 de Maio último. "O trabalho de ontem (sábado) consistiu em preparar o terreno para as operações científicas de hoje e tinham mesmo que ser feitas", disse fonte da PJ ao início da manhã. - Um segundo suspeito no caso do desaparecimento de Madeleine McCann está a ser vigiado há várias semanas pela polícia por ter laços com o único arguido, Robert Murat, noticia hoje a imprensa britânica. "Murat não é o único nome. Outro homem tem estado sob vigilância há várias semanas", revela uma fonte policial citada pelo jornal "The Sun". De acordo com a mesma fonte, "factores relacionados com o seu passado e movimentos na altura [do desaparecimento] levaram a polícia a suspeitar que ele possa estar envolvido", após declarações de uma testemunha importante. A informação da existência de um segundo suspeito, que estará a ser filmado e seguido sem o saber, é notícia noutros dois tablóides, o "Daily Mirror" e o "Daily Express", ambos citando fontes não identificadas. O alegado "cúmplice" do raptor corresponde à descrição de um homem que levava uma menina embrulhada num cobertor na noite do desaparecimento de Madeleine, a 03 de Maio, segundo os dois jornais. "É também possível que o segundo homem não tenha estado envolvido fisicamente no rapto, mas saiba quem foi e esteja a esconder o crime", afirma uma fonte próxima da investigação portuguesa ao "Daily Mirror". - Os tablóides britânicos referem a existência de testemunhos que localizam Robert Murat bêbado num bar na noite do desaparecimento de Madeleine, contrariando o alibi de que estaria em casa com a mãe. A pista do segundo suspeito é tratada pela imprensa britânica com maior destaque do que a alegada descoberta de vestígios de sangue de um cadáver no apartamento onde a família McCann passava férias quando a menina desapareceu enquanto dormia. - As novas buscas à casa onde Robert Murat vivia com a mãe foram também amplamente cobertas pela imprensa britânica, principalmente os tablóides "Daily Express" e "Daily Mirror", que voltam a dar destaque de primeira página ao assunto. - Para marcar os 100 dias desde o desaparecimento da filha, Kate McCann deu extensas entrevistas aos semanários "The Observer" e "Sunday Times", onde expressa o seu sofrimento pelo que aconteceu. "Arrependo-me desesperadamente de não ter lá estado para a ajudar. Todas as horas ainda me pergunto: 'Porque é que pensei que era seguro?', confessa ao "Sunday Times". Contando ainda a relação forte com a filha, que nasceu depois de tratamentos contra a infertilidade, Kate volta a contestar as críticas à atenção que estão a ter da comunicação social e aos potencias efeitos negativos de tanta publicidade. "Algumas pessoas dizem que a publicidade pode prejudicar, que ela pode estar escondida por causa disso. Mas o que é que podemos fazer, ficar sentados e não fazer nada?", questiona. 4 de Agosto - As buscas que decorrem desde o início da manhã na casa de Robert Murat são para confirmar ou não eventuais indícios surgidos na investigação ao desaparecimento da menina britânica, disse à Lusa fonte ligada à investigação. «É uma diligência no âmbito da investigação, entre as muitas que tem sido feitas e que servem para confirmar ou infirmar indícios recolhidos pelos investigadores», disse a fonte. A mesma fonte referiu ainda que a medida de coacção aplicada a Robert Murat (termo de identidade e residência, a medida menos gravosa), o único arguido no caso do desaparecimento da menina britânica na praia da Luz, poderá vir a ser agravada no âmbito desta diligência. Escusando-se a pormenorizar se Robert Murat poderá vir a ser detido, a mesma fonte disse «que tudo pode acontecer». «O processo continua a decorrer, temos que verificar todos os elementos de prova que os investigadores tem recolhido e como tal as diligências mantêm-se no seguimento do processo», explicou a fonte, sublinhando que as buscas de hoje tanto podem demorar mais duas horas como três ou quatro dias. «Tudo depende do que for encontrado e que corresponda ao que está nas mãos do investigadores», concluiu. Na casa Liliana, propriedade da mãe de Robert Murat, mantém-se cerca de uma dezena de inspectores da Polícia Judiciária, militares da GNR, elementos da Protecção Civil Municipal de Lagos e trabalhadores de uma empresa de jardinagem que têm desbastado vegetação nos jardins da residência em áreas previamente delimitadas por fitas de polícia. Ao local têm acorrido igualmente inúmeros jornalistas portugueses e estrangeiros, tendo em conta o mediatismo do caso que despoletou no início de Maio quando Madeleine McCann, de 3 anos de idade, desapareceu do apartamento onde dormia com dois irmãos gémeos, na Praia da Luz, em Lagos. -Robert Murat, único suspeito do desaparecimento de Maddie McCann, está desde as 7:00 a acompanhar as buscas no interior de sua casa na praia da Luz, onde inspectores da Polícia Judiciária e GNR estão a fazer limpeza no terreno. O porta-voz de Robert Murat, Tuck Price, disse à agência Lusa que as autoridades chegaram às 07:00 da manhã ao local munidas de um mandado judicial. Fontes polícias britânicas, citadas pela imprensa do Reino Unido, dizem que as buscas na casa de Murat podem durar até quatro dias. A Lusa constatou no local que as autoridades - pelo menos oito inspectores da PJ e militares da GNR - delimitaram várias zonas com fitas policial e que procedem a operações de limpeza do terreno em torno da habitação. No interior do terreno da vivenda estão também vários veículos da protecção civil e da Polícia Judiciária. Para o local deslocaram-se já vários jornalistas ingleses e portugueses que acompanham os trabalhos, criando-se novamente o cenário que foi habitual ao longo de cerca de dois meses logo após o desaparecimento de Madeleine McCann. Francisco Pagarete, que tal como Robert Murat está dentro da habitação, disse à agência Lusa que já é formalmente advogado do único arguido, mas recusou a dar qualquer informação adicional sobre as buscas desta manhã. A casa situa-se a cerca de uma centena de metros do apartamento onde a menina desapareceu a 0 de Maio, enquanto dormia com dois irmãos gémeos e os pais jantavam no restaurante do resort, a cerca de 50 metros. As autoridades policiais escusaram-se para já a fornecer elementos sobre a sua actuação no terreno de Robert Murat, o único suspeito até agora no envolvimento no caso, mas revelaram que a PJ se têm mantido activa e que têm efectuado outras diligências, nomeadamente em casa de familiares do inglês de 33 anos. 3 de Agosto Faz hoje, dia 3 de Agosto, precisamente três meses que Madeleine McCann desapareceu no Algarve quando passava férias com os pais na praia da Luz em Lagos no complexo Ocean Club. Até hoje e com as investigações policiais a decorrerem sem parar já foram ouvidas muitas possíveis testemunhas. O inglês Robert Murat é o único arguido neste caso. Os pais continuam a acompanhar a investigação de muito perto (vivem agora no Algarve), encontrando-se frequentemente com a Polícia Judiciária.
Ainda segundo as testemunhas o casal suspeito viajava num carro de marca Volvo, modelo recente, com uma matrícula belga que começa pelas letras VUV. Outras testemunhas referiram ter visto Maddie na esplanada do café "De Pause" em Torges. A notícia foi avançada pelo jornal inglês «Daily Express»: uma nova testemunha terá afirmado à Polícia Judiciária (PJ) que viu um homem, perto das 21h30, a andar apressadamente em direcção à Igreja da Praia da Luz, junto à praia, na noite em que Madeleine McCann foi raptada. Esta informação vem corroborar o testemunho de uma amiga do casal McCann, Jane Tanner, que já tinha dito anteriormente à PJ ter visto, na noite de 3 de Maio, um homem a descer a rua apressadamente com uma criança enrolada num cobertor, sensivelmente à mesma hora. A rota que terá sido tomada a pé, passa pela frente da entrada do empreendimento onde os pais se encontravam a jantar nessa noite, e depois por um supermercado, que a essa hora já estaria fechado. Mais abaixo, em direcção à praia, encontra-se a Igreja de Nossa Senhora da Conceição, já perto da praia. Murat: suspeitas reforçadas Entretanto, o jornal online Diário Digital referia no dia 23 de Julho Robert Murat seria confrontado ao longo desta semana pela Polícia Judiciária (PJ) com novas informações entretanto recolhidas pelos inspectores sobre o caso, e que vêm reforçar a ideia de que o britânico estará envolvido no desaparecimento da criança. Robert Murat - o único arguido até ao momento no âmbito do rapto da menina inglesa - afirmou desde o início à polícia que na noite do desaparecimento jantou na vivenda da sua mãe, localizada a cerca de 200 metros do apartamento do resort The Ocean Club, onde a criança dormia com os dois irmãos gémeos. Disse ainda à polícia que deitou-se cedo, mas algumas testemunhas afirmaram à polícia que o arguido ajudou nas buscas na noite, e serviu até como tradutor. O comunicado acrescenta que «a família McCann mantém-se convencida que Madeleine está viva», apelando a quem tenha informações sobre o seu paradeiro que informe a polícia, revelando ainda que o casal se mantém em «contacto regular» com as polícias de Portugal e do Reino Unido. Gerry McCann, médico cardiologista, deverá regressar à Praia da Luz ainda hoje. 11 de Julho - O único arguido do processo relacionado com o desaparecimento de Madeleine, Robert Murat, já saiu das instalações da Polícia Judiciária de Portimão, onde esteve a ser ouvido desde as dez da manhã. Robert Murat começou a ser ouvido às 10:00, fez apenas uma interrupção de cerca de uma hora e meia para almoço e saiu pouco depois das 18:00 das instalações da PJ de Portimão sem prestar declarações aos jornalistas. Fonte da investigação disse à agência Lusa que Robert Murat esteve a ser inquirido para despistar ou confirmar pormenores do seu depoimento inicial bem como elementos que podem constituir prova encontrados a quando do inicio das investigações. A mesma fonte adiantou que o cidadão britânico pode, caso seja necessário, voltar quinta-feira às instalações do Departamento de Investigação Criminal (DIC) de Portimão.
Os três ingleses, Rachael Oldfield, de 36 anos, Russell O'Brien, de 36 e Fiona Payne, de 34, entraram no Departamento de Investigação Criminal (DIC) da PJ de Portimão cerca das 11h, uma hora depois da chegada de Robert Murat, que até ao momento é o único arguido no caso. Murat, saiu da Judicária pouco antes dos britânicos, regressando àquelas instalações por volta das 14h35, onde se encontra a esta hora. Os três britânicos não prestaram declarações aos jornalistas mas a porta-voz dos McCann emitiu uma nota à Agência Lusa dando conta da reacção dos amigos do casal a esta diligência policial. "Estamos muito satisfeitos por poder ajudar a polícia na sua investigação. Todos nós queremos fazer tudo o que pudermos para ajudar a encontrar Madeleine para que volte a estar com os seus pais. Eu sei que Kate e Gerry estão muito gratos aos portugueses pelo seu enorme apoio», afirmou na nota uma das amigas, Rachel Oldfield. Na nota pode ainda ler-se que "a investigação para encontrar Madeleine continua activa" e que "Kate e Gerry McCann estão em contacto regular com a polícia portuguesa". A terminar surge mais um apelo: "Quem saiba de qualquer informação sobre o paradeito de Madeleine deve contactar a polícia na sua zona de residência ou ligar para 00441883731336". Entretanto António Toscano, jornalista espanhol, chegou hoje a Portugal dirigindo-se às instalações da DIC da Judiciária para fazer a entrega de documentação que diz sustentar a tese de que a menina foi raptada pelo indivíduo conhecido por «El Francês», ligado a uma rede internacional de pedofilia.
Além de Robert Murat, a Judiciária tem já marcadas para esta semana outras diligências com testemunhas, entre as quais a cidadã alemã sócia de Murat numa imobiliária e o seu companheiro português. O objectivo será, mais uma vez, confrontá-los com factos apurados no decorrer da investigação iniciada a 3 de Maio. Madeleine McCann, de quatro anos, desapareceu do quarto onde dormia com os dois irmãos num apartamento do aldeamento turístico Ocean Club, na Praia da Luz, enquanto os pais, Gerry e Kate McCann, jantavam com um grupo de amigos num restaurante próximo. A Judiciária acredita que a chave do caso está na Praia da Luz e nas pessoas que ali se encontravam na altura, e continua a aguardar o resultado de algumas perícias laboratoriais, nomeadamente genéticas. Entre estas contam-se diversos testes a amostras recolhidas em Sotogrande, Algeciras, em Espanha, onde foi detido um industrial italiano (que ficou em prisão preventiva) e a sua companheira portuguesa, acusados de tentativa de extorsão ao casal McCann, no valor de quatro milhões de euros. - O único arguido no caso Madeleine voltou na manhã de hoje, 11 de Julho, à Polícia Judiciária. Robert Murat - que já ontem tinha sido interrogado durante mais de sete horas - chegou às instalações da PJ de Portimão por volta das 10 horas, acompanhado pelo advogado e mostrou-se bastante tranquilo. Uma hora depois, entraram na PJ três amigos do casal McCann, duas mulheres e um homem que viajaram propositadamente de Inglaterra para serem inquiridos na qualidade de testemunhas no processo. Espera-se um dia longo. Entretanto, fonte da PJ disse à Lusa que o jornalista espanhol freelancer António Toscano vai quarta-feira deslocar-se ao Departamento de Investigação Criminal de Portimão para entregar documentos que sustentam a sua tese de que a menina terá sido raptada por um indivíduo conhecido como «El Francês» e que este terá relações com redes pedófilas. Aquele jornalista já foi ouvido no âmbito das investigações, tendo-se deslocado a Portugal no dia 27 de Junho. Na altura entregou todos os elementos que afirmava ter sobre o desaparecimento de Madeleine McCann. Toscano explicou que a sua deslocação a Portugal não teve como única finalidade a entrega de documentos ás autoridades portuguesas mas também a recolha de outras informações «para continuar a investigar o caso». O director da PJ, Alípio Ribeiro, afirmou dois dias depois da visita do jornalista espanhol que o seu depoimento não merecia «particular credibilidade» à polícia portuguesa. Numa curta entrevista dada aos jornalistas, no dia em que faz dois meses que Maddie desapareceu os pais de Madeleine McCann admitiram que tem existido muita especulação em torno do caso, facto que não ajuda as investigações.
Ainda segundo a mesma fonte fora emitido um mandado internacional de captura contra Chemello, emitido por França, por delito de associação ilícita, adiantando que o detido já cumprira uma de prisão de 18 meses em França por ter maltratado uma filha menor. Segundo o jornal, o casal detido tentou «cobrar a recompensa oferecida pelos pais» de Madeleine McCann, que desapareceu do quarto onde dormia na Praia da Luz, Algarve, a 3 de Maio. Segundo o jornal, citando fontes policiais espanholas, não haverá uma ligação directa dos detidos com o desaparecimento da criança e o mesmo dizem fontes do Ministério italiano dos Negócios Estrangeiros. O juiz de Torremolinos que acompanha a detenção do casal decretou o segredo de justiça para o caso, salienta o jornal. - As autoridades espanholas detiveram um homem italiano e uma mulher alegadamente portuguesa numa urbanização de Cádiz, Espanha, por eventual ligação ao desaparecimento da menina britânica Madeleine MacCann, há 56 dias, no Algarve. A Polícia Judiciária portuguesa está em Portimão a ouvir o jornalista espanhol António Toscano, que diz ter informações sobre o paradeiro de Madeleine McCann. António Toscano, que vive em Valência, Espanha, viajou esta manhã até ao Algarve depois de ter afirmado publicamente ter informações sobre o alegado raptor de Madeleine McCann. Segundo declarações recentes à imprensa depois de ser ouvido pela PJ, o jornalista pretende ir ao complexo turístico de onde a criança desapareceu, na Praia da Luz, e falar com os pais da criança, Gerry e Kate McCann. 25 de Junho Dezassete pessoas garantiram às autoridades maltesas que viram a menina britânica em várias localidades da ilha, mas, até agora, nenhuma destas pistas foi confirmada. Se na sexta-feira passada foram duas as testemunhas que contactaram a polícia, no sábado voltou a haver quem afirmasse ter visto a criança de quatro anos na ilha mediterrânica. Uma das testemunhas é uma cidadã de Malta que afirma ter visto a Maddie há uma semana e meia, num jardim público, sentada numa carrinho de criança na companhia de uma mulher. Já outra testemunha disse às autoridades que no passado dia 22 de Junho, sexta-feira, viu uma menina muito parecida com Maddie, num carrinho de criança, na capital da ilha, acompanhada por uma mulher provavelmente estrangeira. O terceiro contacto foi feito por um homem, igualmente maltês, que procurou as autoridades para dizer que há um mês e meio viu uma criança parecida numa outra cidade da ilha. 22 de Junho Os pais de Madeleine McCann não desistem da campanha para divulgar ao mundo o desaparecimento da filha, no Algarve, e hoje vão recordar os 50 dias passados sobre o facto, lançando balões em mais de 50 capitais espalhadas pelo mundo. Segundo o pai de Madeleine, Gerry McCann, toda a família está agradecida pela participação das várias capitais espalhadas pelo mundo no lançamento de balões para assinalar o 50º dia do desaparecimento da filha. Está previsto que na Praia da Luz, Lagos, os balões sejam lançados cerca das 14:00 de hoje. "Estamos satisfeitos com a resposta positiva para o lançamento dos balões no 50º dia, que vai ser um verdadeiro evento global", disse Gerry, referindo que em alguns lugares do mundo vão haver "alternativas aos balões". Na cidade de Ventura, no sul da Califórnia (EUA), em vez de balões vão ser "largadas 50 pombas brancas" e no Afeganistão está prevista uma "corrida de papagaios de papel, actividade proibida durante o domínio taliban", lê-se no site da Internet "Find Madeleine". 16 de Junho A PJ abandonou em definitivo a pista seguida nos últimos três dias na sequência de uma carta anónima que apontava uma zona nas proximidades de Odiáxere, Faro, onde poderia estar enterrado o corpo de Madeleine McCann, anunciou fonte daquela polícia. "A pista foi eliminada por falta de provas", disse o porta-voz da PJ para o caso, acrescentando que outras pistas continuam em investigação. Olegário Sousa confirmou à Lusa que vários inspectores estiveram hoje, durante cerca de três horas no terreno, entre Arão e Pereira, apoiados por agentes da GNR acompanhados de cães. 15 de Junho Os pais de Madeleine continuam a acreditar que a filha está viva e estão satisfeitos por até agora não haver provas de que o corpo da menina está enterrado no local indicado na carta anónima divulgada pelo De Telegraaf. Na última entrada do "blog" integrado no "site" www.findmadeleine.com, datada de quinta-feira, Gerry afirma-se satisfeito pela ausência de provas de que o corpo de Maddie esteja enterrado, embora ressalve que "ainda vão decorrer buscas". A zona em questão esteve vedada desde a madrugada de hoje, mas as vedações foram retiradas cerca das 9:30 e desde então não são visíveis agentes da PJ ou da GNR naquela zona. As vedações, que estiveram guardadas por militares da GNR, impediam o acesso aos locais onde os investigadores trabalharam durante a madrugada entre as pequenas povoações de Arão e a Pereira. Segundo fontes da GNR, cerca das 06:30 oito viaturas da PJ apoiadas por duas equipas, uma das quais de busca e salvamento da GNR com cães, entraram na zona previamente vedada. Num "post" publicado quarta-feira, o casal afirmava-se "extremamente desapontado" com o facto de o jornal holandês ter publicado parte da carta anónima e preocupados com a sua credibilidade enquanto pista. "Embora toda a informação deva ser levada a sério, ficámos muito aborrecidos por a carta ter sido publicada antes que a polícia portuguesa tivesse a oportunidade de investigar a área sem a atenção massiva da imprensa", referia Gerry McCann. O casal classifica ainda a publicação da carta como um exemplo de jornalismo "irresponsável", que, ainda que transmitisse informação verdadeira, foi feito de maneira "cruel" e "insensível". 13 de Junho O diário holandês De Telegraaf recebeu uma carta anónima com mapas que assinalam o lugar onde alegadamente se encontra o corpo de Madeleine McCann. O remetente da carta anónima diz que o corpo de Madeleine poderá encontrar-se "a norte do caminho, debaixo de arbustos e pedras", num ponto "a cerca de 15 quilómetros a nordeste do local onde a criança foi vista pela última vez". Um porta-voz da polícia de Amsterdão, Gerard Crooland, disse à Agência Lusa que o jornal holandês "De Telegraaf", que na sua edição de hoje publica a carta anónima, contactou as autoridades de Amsterdão na segunda-feira à noite e forneceu-lhes o documento. Segundo o diário holandês, o remetente da carta "é muito provavelmente" o mesmo que no ano passado enviou àquele jornal uma nota sobre o lugar em que se encontravam as meninas belgas assassinadas Stacy e Nathalie, de sete e dez anos de idade, respectivamente. O porta-voz da Polícia Judiciária portuguesa para o caso Madeleine, Olegário Sousa, admitiu a possibilidade de ser investigado o local mas adiantou que a imprensa não será informada dessas diligências, dizendo apenas que a informação "já chegou seguramente à investigação", se não a carta "pelo menos a notícia" e que será investigada, "como todas as outras". 11 de Junho Os pais de Madeleine McCann estiveram hoje em Marrocos, onde divulgaram o desaparecimento da menina de quatro anos, no dia 3 de Maio, no Algarve, e reuniram-se com o ministro de Interior do país norte-africano. O ministro marroquino do Interior, Mohamed Benaissa, disse a Gerry e Kate McCann que a polícia local investigará qualquer pista sobre a menina que eventualmente surja em Marrocos. Gerry e Kate McCann encontraram-se também com organizações de protecção infantil. "Viemos pedir ajuda ao público marroquino", disse Gerry McCann. O casal distribui fotografias de Madeleine com informação em árabe e contactos das autoridades a quem podem ser fornecidas pistas sobre o paradeiro da criança. O casal desvalorizou ainda alguns rumores segundo os quais foram a Marrocos para seguir a pista dada por uma turista norueguesa, que assegurou ter visto Madeleine em Marraquexe seis dias depois do seu desaparecimento.
Depois de ter trocado algumas palavras com o casal Mc Cann, o Papa Bento XVI abençoou hoje os pais e a fotografia de Madeleine McCann, desaparecida no Algarve a 3 de Maio, e prometeu rezar pela família e pelo regresso da menina. Católicos devotos, os McCann rezaram na semana passada no Santuário de Fátima pelo regresso da menina em segurança. Um porta-voz do Vaticano, o reverendo Ciro Benedettini, tinha dito anteriormente que tinha sido o Cardeal britânico Cormac Murphy-O´Connor a solicitar o encontro.
A alemã é sócia de Robert Murat no site online de venda imobiliária Romigen e vive na Praia da Luz há vários anos. De acordo com Clarece Mitchell, o casal não foi mais cedo ao Santuário, porque queria estar o mais próximo possível do "centro das buscas". "Para Kate é muito difícil" estar longe da Praia da Luz e "ela quer voltar o mais rapidamente possível", disse Mitchell.
Entretanto, de acordo com a PJ, nos conteúdos do disco rígido apreendido ao russo Serguei Malinka, nada foi encontrado que justifique a alteração do seu estatuto de testemunha no caso. Malinka garante ao CM que a relação com Robert Murat é "apenas profissional", mas o site da Romigen está activo desde 6 de Abril do ano passado, depois de o russo o ter criado. E na noite do rapto, a 3 de Maio, quase um ano e um mês depois, foi apanhado a ligar primeiro para a vivenda e depois para a mãe do suspeito inglês e único arguido no caso do rapto da pequena Maddie McCann. 20 Maio (domingo) - O Padre José Manuel Pacheco anunciou este domingo, na Igreja da Praia da Luz, em Lagos, a realização de uma oração nacional por Madeleine, desaparecida há 17 dias no Algarve. Segundo o clérigo, a oração, organizada pela Congregação Irmãs Carmelitas, está marcada para a próxima terça-feira, às 22 horas. A Congregação mandou um e-mail a todas as paróquias do Ppaís para se juntarem a iniciativa. O anúncio foi feito depois de os pais de Madeleine, Gerry e Kate McCann, terem comparecido, como fazem diariamente, na missa da manhã. 19 Maio (sábado) - Um poço nos arredores de Silves e uma casa abandonada na zona da Praia da Luz foram os dois locais onde a Polícia Judiciária realizou novas buscas à procura de Madeleine. No entanto, estas buscas não tiveram resultados relevantes para a investigação. As autoridades encontram-se agora à espera do resultado de várias perícias, que estão a ser efectuadas ao material apreendido, quer a Robert Murat, o único arguido do caso, quer ao seu conhecido, Serguei Malinka. Segundo a edição de hoje do Correio da Manhã, os computadores apreendidos a Serguei Malinka tinham os discos rígidos apagados e, duas horas depois do desaparecimento da menina de quatro anos, terá havido um telefonema entre o russo e o telemóvel de Jennifer Murat, a mãe do britânico, depois de uma primeira tentativa para o número fixo da vivenda. 18 Maio (sexta-feira) - Uma notícia avançada pela agência France Press revela que a polícia grega iniciou esta sexta-feira buscas para encontrar Madeleine McCann, depois de uma turista ter dito que vira a criança na ilha de Creta. O turista, de nacionalidade Suiça, disse à polícia do seu país que viu Madeleine acompanhada de um homem, aparentando entre 40 e 50 anos, dentro de num hotel em Hersonissos, 26 quilómetros a Leste de Hérakliton. Contactado pelo «PortugalDiário», o porta-voz da Polícia Judiciária de Portimão, Olegário Sousa, afirmou desconhecer a diligência.
Recorde-se que, durante o interrogatório policial, Robert Murat assegurou que na noite em que Madeleine desapareceu esteve com a mãe. Um testemunho confirmado pela própria aos elementos da Judiciária. Este foi mais um indício recolhido pelos investigadores, para consolidarem as suspeitas que sobre ele recaem. - O alerta recebido pela polícia de Pinhal Novo, concelho de Setúbal, feito por um indivíduo que dizia ter visto a menina desaparecida no Algarve no interior de uma carrinha, acabou por se mostrar tratar de um falso alarme. Segundo disse à Agência Lusa fonte da corporação,"um indivíduo informou os militares do posto da GNR do Pinhal Novo de que teria avistado a menina inglesa no interior de uma carrinha cinzenta". "Foi-nos dada uma matrícula que não estava correcta porque o indivíduo terá trocado alguns números, mas conseguimos perceber qual era o veículo e falar com o proprietário ao princípio da tarde, tendo-se verificado que a informação dada não tinha qualquer fundamento", acrescentou. De acordo com a informação, a menina seguiria dentro de uma carrinha que circulava na margem sul do Tejo. Face a esta suspeita, está a decorrer uma operação conjunta levada a cabo pela PSP, GNR e Polícia Judiciária para tentar localizar a carrinha em questão - de cor vermelha e marca Ford - que circula com matrícula falsa, de acordo com informação avançada ao jornal por fonte policial. A operação para tentar localizar a carrinha suspeita está a decorrer nos concelhos de Almada, Moita e Montijo.
- Elementos da Polícia Judiciária (PJ) destacados para a investigação sobre o desaparecimento de Madeleine MacCann estão desde as 18h10 de hoje no apartamento de um cidadão russo, Sergei Malika, que reside a cerca de 600 metros do Ocean Club. A agência Lusa presenciou a chegada de duas viaturas da PJ, com quatro investigadores e o cidadão russo, que, segundo fonte próxima da investigação, esteve a ser ouvido nas instalações da Judiciária de Portimão.
Segundo Cheree Dodd, a diplomata nomeada pelo Governo britânico para ajudar os pais da menina desaparecida há 13 dias da Praia da Luz, em Lagos, o objectivo desta iniciativa dos amigos e família do casal McCann é disponibilizar toda a informação sobre a menina de quatro anos, nomeadamente sobre os fundos recolhidos para auxiliar na procura da criança.
15 Maio (terça-feira) - A Polícia Judiciária constituiu hoje como arguido uma das três pessoas que esteve a interrogar na segunda-feira. O arguido é Robert Murat, que vive em casa da sua mãe a escassos metros do aldeamento de onde Madeleine desapareceu há 12 dias. Ao longo de segunda-feira, a Policia Judiciária inquiriu três pessoas, uma das quais Robert Murat, sendo que as restantes estão relacionadas com o cidadão britânico. O cidadão inglês saiu do DIC cerca da 1h45 de hoje, com termo de identidade e residência como medida de coação. - Os outros dois indivíduos ouvidos pela PJ também na segunda-feira, são o casal Michaela Walczuch, alemã, 33 anos, e Luis António, português, 47 anos. Michaela terá um relacionamento amoroso com Murat. A alemã vive há dez anos com o marido, Luís António, em Lagos, mas fazem vidas separadas e os vizinhos asseguram que Robert visita a casa há um ano. - A PJ revela que durante as investigações e perícias à casa de Robert Murat foram apreendidos computadores e telemóveis e cassetes de vídeo - presumivelmente com material pedófilo. No computador, a Polícia Judiciária (PJ) terá encontrado correio electrónico com mensagens encriptadas e ligações a páginas de pedofilia. A PJ acredita que as pistas de Murat, um alegado consumidor de sites pedófilos, podem conduzir a redes de tráfico de crianças para fins sexuais. 14 Maio (segunda-feira) - Cerca das 21h50, elementos da Polícia Judiciária (PJ) abandonaram a vivenda onde estiveram a realizar buscas durante todo o dia. A casa está localizada junto ao aldeamento turístico de onde Madeleine MacCann desapareceu há 11 dias. Cinco viaturas da PJ, com um total de 10 agentes a bordo, abandonaram a "Casa Liliana", na Praia da Luz, em Lagos, transportando vários caixotes e sacos de plástico. Na residência, onde vive uma das três pessoas que estão a ser inquiridas na PJ de Portimão, terão ficado ainda elementos daquela polícia científica e de investigação criminal. Fora da residência, a GNR mantém um cordão de segurança. - A Polícia Judiciária (PJ) e a GNR estão desde a manhã a fazer buscas na vivenda de um indivíduo de ascendência britânica situada a 100 metros do local onde desapareceu há 11 dias Madeleine McCann. O indivíduo é divorciado e vive com a mãe, uma inglesa de 79 anos, e com uma filha de quatro anos. As buscas de hoje resultaram de uma denúncia de uma jornalista britânica, Lori Campell, do Sunday Mirror, que estranhou o comportamento do homem durante os primeiros dias de investigação. De acordo com a repórter, o dono da casa quando se referia às buscas dizia sempre que «já era tarde de mais ou que Madeleine já estaria em Espanha». Por outro lado, acrescentou Lori Campell, o indivíduo dizia que era porta-voz da família McCann, o que não correspondia à verdade. «Estranhei que ele não falasse muito da menina, mas sobretudo do que a polícia andava a fazer e do andamento da investigação», contou a repórter do Sunday Mirror, que transmitiu as suspeitas às autoridades portuguesas. A mãe do indivíduo montou há dias uma banca de recolha de depoimentos sobre o desaparecimento da menina de quatro anos, com o argumento de que pretendia recolher testemunhos de pessoas que, por qualquer razão, tivessem medo de contactar com as autoridades. O início das buscas nesta casa foi marcado por uma correria dos jornalistas portugueses e estrangeiros que estavam no Ocean Club, o complexo turístico da Praia da Luz (Lagos) de onde desapareceu a menina de quatro anos, aguardando o depoimento do embaixador britânico. - Os investigadores voltaram hoje às buscas próximo do aldeamento, na Praia da Luz, de onde Madeleine desapareceu há onze dias, para investigar um apartamento a uma centena de metros do local do alegado rapto. Fontes ligadas à investigação avançaram à Agência Lusa que a entrada no apartamento de férias deu-se ainda de madrugada e as buscas duraram toda a manhã. A mesma fonte adiantou que a casa - situada numa rua paralela ao bloco de onde desapareceu Madeleine - poderá estar relacionada com a tragédia, mas não adiantou pormenores. Ao longo do dia, os repórteres têm-se dividido entre a Praia da Luz e o Tribunal de Portimão, a 25 quilómetros, onde se espera que algumas testemunhas de nacionalidade britânica sejam ouvidas por um juiz, para "memória futura". Contudo, até ao fim da tarde, não houve qualquer audição, situação semelhante à que se manteve nas instalações da Polícia Judiciária (PJ) da mesma cidade, onde não se prevê qualquer inquirição até ao final do dia, de acordo com o inspector chefe Olegário Sousa. "Recentemente tem havido múltiplas ofertas de diversas formas de ajuda de pessoas que querem ajudar Madeleine. Nós aceitamos com todo o carinho estas ofertas, mas neste momento elas criaram um problema para nós porque não sabíamos como as gerir", afirmou Gerry MacCann em conferência de imprensa. "Chamámos aqui os nossos advogados para nos ajudar sobre a forma de melhor usar estas ofertas de ajuda, a melhor forma de ajudar a Madeleine. Desde que os advogados cá chegaram sentimos que um enorme peso nos foi retirado dos nossos ombros, que era coisa que neste momento não queríamos pensar", explicou. Na edição de sábado, o jornal Correio da Manhã voltou a insistir na tese de que o rapto de Madeleine terá sido planeado em Inglaterra. De acordo com o diário, a Polícia Judiciária (PJ) acreditava «poder recuperar a pequena Maddie com vida nas próximas horas», já que «a chave do crime está entre nove inquiridos dos últimos dois dias», e que «os inspectores só não avançam para detenções para não pôr a vida da criança em risco». »Estão quase todos hospedados no Ocean Club e o rapto terá sido premeditado em Inglaterr»", noticiava o jrnal, adiantando ainda que os nove ingleses «têm sido submetidos a intensos interrogatórios e o CM sabe que a Polícia admite ter finalmente o crime desvendado, depois de, durante dias, terem ‘vagueado' entre diversas direcções, adianta uma fonte ligada às investigações». A notícia refere ainda que em causa esteve sempre «o trio de suspeitos que chegou a ser filmado numa bomba de gasolina e cuja imagem foi mostrada a várias pessoas entre os mais de cem inquiridos. Neste último núcleo que poderá explicar o desaparecimento de Maddie encontram-se os dois suspeitos que, conforme o CM avançou, passaram ontem toda a tarde a ser ouvidos». As nove pessoas foram levadas para o edifício da Polícia Judiciária em Portimão, onde decorreram as investigações, seis quinta-feira (dia 10) e três sexta-feira: duas mulheres e um homem hospedados no Ocean Club, de onde Maddie foi raptada. 13 Maio (domingo) - Dez dias após o alegado rapto de Madeleine, o aparato policial desapareceu da Praia da Luz, Lagos, e os passeios dos pais da criança britânica concentram a atenção das dezenas de repórteres que se mantêm no local. Os muitos agentes da Polícia Judiciária (PJ) que nos primeiros dias vasculhavam jardins, experimentavam acessos e batiam às portas vizinhas, saíram da proximidade do aldeamento algarvio e nem os apartamentos que as autoridades ocupam na zona têm hoje qualquer movimento. À tarde, uma simples ida dos McCann à praia deu origem a inúmeras correrias e atropelos entre os repórteres de imagem, mas ninguém ousou perturbar o silêncio a que se tem remetido o casal britânico nos intervalos das curtas declarações que tem feito.11 Maio (sexta-feira) - No dia em que a pequena Madeleine comemora quatro anos de idade, a Igreja da Praia da Luz encheu-se para uma eucaristia marcada pela forte presença de crianças portuguesas e britânicas, que rezaram e cantaram com emoção. A igreja católica daquela localidade algarvia esteve completamente cheia, com cerca de 300 crentes, que ouviram uma missa dita em português e inglês, pela menina britânica desaparecida há nove dias. Os pais da criança, Kate e Gerry McCann, estiveram na primeira fila, emocionados, e participaram nos cânticos. No altar foram colocadas flores, brinquedos e fitas verdes e amarelas que simbolizam a esperança para a encontrar Madeleine McCann. No final da eucaristia, as crianças de sétimo ano da catequese da Praia da Luz lançaram balões ao céu e entregaram a toda a comunidade que assistiu à missa uma fotografia em miniatura da menina desaparecida com a mensagem: "Obrigada Senhor, pelo dom da vida de Madeleine". O pároco da Praia da Luz informou os presentes de que em Fátima todos os cerca de 500 mil peregrinos presentes hoje no santuário estavam a rezar por Madeleine e uma das mensagens que deixou aos pais foi para terem "coragem e rezarem sempre".
Os alertas da Interpol são classificados por cores, sendo o «amarelo», agora accionado, relacionado com o desaparecimento de pessoas, em especial menores. Um antigo inspector português ligado à Interpol explicou à Lusa que os alertas feitos através desta organização internacional prendem-se com "o grau de importância da busca" e que neste caso "a busca decorre com grande intensidade".
Na conferência de imprensa realizada no pavilhão Portimão Arena, o porta-voz da PJ disse que continuam a ser despistadas "inúmeras hipóteses de investigação, resultantes de informações que em grande número continuam a chegar à PJ". "Até ao momento, foram objecto de busca mais de 200 quilómetros quadrados, tendo a área sido dividida, de acordo com a proximidade ao local do desaparecimento, em três zonas: perímetro próximo, intermédio e afastado", disse. - Por volta das 18H45 os pais que estavam na Policia Judiciária a ser ouvidos sairam juntamente com os avós e um outro casal não identificado. Em declarações públicas a polícia eliminou qualquer suspeita sobre os pais ou qualquer dos casais que estiveram a ser ouvidos esta tarde. Apesar de não terem sido feitas muitas declarações a juduciária sempe afimou que a investigação entrou na sua fase conclusiva. Entretanto esta tarde surgiu uma nova pista que leva até Espanha e uma informação não confirmada garantia até que uma localidade espanhola entre Sevilha e Huelva estaria inclusivamente cercada pela polícia - Por volta das 13H30 de hoje os pais da menina foram levados pela judiciária da casa onde se encontravam para Portimão para virem a ser de novo interrogados pela polícia. Fontes não identificadas garantiram entretanto que a polícia já pode estar em posse de um pedido de resgate...
Com a fotografia de Madeleine fixada junto à imagem de Nossa Senhora de Fátima e uma vela acesa de mais de 50 centímetros de altura, os crentes chorosos pediram luz e entregaram as suas orações à família McCann. A mãe de Madeleine, Kate McCann, esteve sentada na primeira fila da igreja, a assistir à cerimónia religiosa amparada por uma amiga, e foi a primeira a comungar, sempre agarrada ao pequeno peluche cor-de-rosa de Madeleine. O padre José Pacheco, pároco da igreja católica da Praia da Luz, disse entretanto à agência Lusa que no sábado, dia em que Madeleine faz quatro anos, haverá uma missa católica, em português, e sexta-feira, a partir das 21 horas, decorrerá uma vigília de esperança junto ao templo. Nessa ocasião, o padre pede que os fiéis levem um objecto ou peça de roupa de cor verde, para simbolizar a esperança no regresso de Madeleine. 9 Maio (quarta-feira) - A dona de um estabelecimento junto ao aldeamento turístico de onde desapareceu a menina inglesa denunciou às autoridades movimentos suspeitos de uma viatura, entre as 22h30 e as 23 horas daquele dia, que já avistara na Marina de Lagos. Fonte próxima das investigações disse à agência Lusa que a mulher avistou "um carro com três ou quatro homens" na zona daquele aldeamento turístico, na Praia da Luz, perto de Lagos, mas só após a notícia do desaparecimento da menina Madeleine McCann contactou as autoridades. Sexta-feira de manhã, 4 de Maio, a mulher dirigiu-se ao posto da GNR de Lagos, onde lhe terá sido dito que não havia tempo para a receber, mas mais tarde acabou por ser ouvida pelos investigadores. De acordo com a testemunha, tratava-se do mesmo carro e indivíduos que vira a circular na Marina de Lagos dias antes, numa movimentação que já na altura achou "esquisita". Contactada pela Lusa no estabelecimento comercial, situado a uma centena de metros do quarto de onde Madeleine desapareceu, a mulher confirmou ter sido ouvida pela Polícia, mas não confirmou nem desmentiu os acontecimentos, remetendo-se ao silêncio. Na zona, o dia de hoje foi agitado pela entrega às autoridades de uma peça de roupa infantil com um bilhete, cujo conteúdo se desconhece. A peça de roupa, entregue pouco antes das 14 horas pelo ocupante de uma carrinha, poderá ser um babete ou uma blusa tipo 'top', de cor verde. O homem parou bruscamente a viatura, junto ao sítio onde estão os jornalistas, e entregou a peça a um militar da GNR, que a transportou para o posto móvel, situado frente ao bloco de apartamentos. Desvalorizando a entrega, fonte da GNR disse à Lusa que aquele tipo de achados tem sido muito frequente nos últimos dias, estando as autoridades a analisar diversos objectos relacionados com crianças.
"Os polícias portugueses estão a fazer um grande esforço (...). Sei de colegas que se voluntariaram para ir trabalhar em dias de folga" e participar na operação montada para encontrar a pequena turista inglesa, disse Na sua opinião, a atitude crítica dos jornalistas britânicos que estão a acompanhar o caso indica que querem "arranjar um bode expiatório" para o facto de a criança não aparecer. "Nós não somos responsáveis pela situação criada", acentuou Armando Ferreira. 8 Maio (terça-feira) - A Polícia Judiciária (PJ) revelou que existem linhas de investigação que podem conduzir à determinação do móbil do alegado crime, permitindo a concentração e centralização dos esforços das autoridades policiais. Em comunicado, a PJ explica que, "dos vastos elementos já recolhidos pela investigação, e que são muitos, é agora possível afirmar que foram despistadas e abandonadas diferentes hipóteses de investigação, uma vez que lhes foi retirada consistência". No entanto, a PJ enfatiza que "permanecem abertas e em franco desenvolvimento outras hipóteses de investigação, que podem conduzir à determinação do móbil da ocorrência". "Com base em dados que apontam para o cometimento de um crime grave, a PJ mantém envolvidos na investigação todos os meios necessários e adequados para o esclarecimento do caso", diz a nota. Entre outras hipóteses, a Polícia Judiciária coloca a de rapto. - O criminalista Barra da Costa afirmou ter informações de que o sequestrador da menina britânica Madeleine McCann poderá ser um cidadão inglês. Em declarações à agência Lusa, o ex-inspector chefe da Polícia Judiciária (PJ) disse ter indicações de que o "retrato falado" aponta para que o sequestrador seja um "homem alto, de cabelo curto", e que provavelmente foi visto, por detrás, naquela zona há alguns dias.
A procura foi estendida a várias zonas do concelho de Vila do Bispo e à Barragem da Bravura. Pensafrim, Espinhaço de Cão, Budens e Espiche são algumas das povoações que foram inspeccionadas por militares da GNR, elementos da Protecção Civil e bombeiros. As zonas rurais de Colinas Verdes e Sargaçal estão a ser percorridas por homens e cães das patrulhas de busca e salvamento da GNR chegadas de Lisboa.
- O jornal britânico Daily Mail noticia que um amigo da mãe de Madeleine ofereceu uma recompensa de 100.000 libras (cerca de 147.000 euros) para informações acerca do paradeiro da menina.
- As buscas para encontrar Madeleine McCann prosseguiram durante toda a noite ao longo das bermas das estradas, incluindo a que liga a Estrada Nacional 125 (EN 125) à Praia da Luz, Lagos.
Segundo este responsável, todos os caminhos apontam para um crime de rapto da criança e que já existe um "esboço" de um eventual suspeito. Em conferência de imprensa, o responsável adiantou que a polícia "tem elementos que asseguram o rapto", acrescentando que este tipo de crime não é só para pedido de resgate, mas inclui também a prática sexual. Esta foi a primeira declaração oficial da Polícia Judiciária desde o desaparecimento de Madeleine.
Munidos de plantas da zona, os agentes passam "a pente fino" as redondezas do apartamento, na Praia da Luz, "batendo" as ruas, casas e jardins em redor do complexo Ocean Club.
As buscas da GNR tiveram o apoio da PSP de Lagos e Polícia Judiciária de Portimão, por não estar posta de lado a possibilidade de um rapto.
O desaparecimento terá ocorrido - segundo os pais - entre as 21:30 e as 22:00 do complexo Ocean Club, na praia da Luz, Lagos, numa das vezes em que os pais foram do restaurante ao apartamento para ver se estava tudo bem. Os pais dizem ter dado o alerta pouco depois das 22:00 enquanto a GNR referiu ter sido avisada cerca das 23:50. Depois de alertada, a GNR enviou para o local uma equipa cinotécnica (homem/cão) na tentativa de localizar a criança. |
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