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CASO MADELEINE: PJ devolveu bens apreendidos a Robert Murat

Terça-Feira, 25 Março de 2008
A Polícia Judiciária (PJ) devolveu os bens apreendidos a Robert Murat, arguido no caso do desaparecimento de Madeleine McCann, disse à Lusa o seu advogado, que considerou o facto um "bom sinal" para o fim do estatuto de arguido.
De acordo com Francisco Pagarete, a devolução teve lugar na passada quarta-feira, nas instalações da PJ de Portimão, e foi o próprio causídico e o seu cliente que foram buscar os bens.
"É um bom sinal para as nossas pretensões", afirmou, sustentando que a devolução ocorre na mesma linha de "outras diligências que também se revelaram infrutíferas", aquando das duas incursões das autoridades em casa de Robert Murat.
O material apreendido e entretanto devolvido são computadores, cabos informáticos, discos amovíveis e algumas peças de roupa, de acordo com Francisco Pagarete.
Robert Murat foi constituído arguido a 15 de Maio de 2007, 12 dias depois do desaparecimento da menina inglesa, no mesmo dia em que os investigadores da PJ começaram a fazer buscas na casa em que vive com a mãe.
Novas buscas, mais aprofundadas, teriam lugar durante vários dias consecutivos, no início de Agosto.
De ascendência britânica, Murat, 33 anos de idade, oferecera-se logo no início das investigações para servir de intérprete entre a família McCann e as autoridades portuguesas, mas estas estranharam o seu comportamento e acabaram por constituí-lo arguido.
O advogado sustentou que esta devolução "significa que a PJ tinha instruções do Ministério Público para que isto acontecesse no caso de os materiais não serem relevantes para a investigação, o que veio a provar-se".
Sobre os efeitos da devolução no estado de espírito do seu cliente, Pagarete assegurou que Murat está agora "mais forte e com mais coragem para enfrentar esta situação adversa".
Ressalvou, contudo, que tem acautelado o seu constituinte para que não esteja demasiado optimista, já que "os prazos para que ele deixe de ser arguido ainda não terminaram, nem se sabe quando terminarão".
Sobre o impacto psicológico deste caso no futuro do seu cliente, independentemente do seu desfecho, sustentou que Robert Murat "dificilmente voltará a ser o mesmo".
"No entanto, acredito que o seu futuro passa pela Praia da Luz, é lá que está o seu apoio familiar e os seus amigos, aqueles que nunca acreditaram que ele fosse aquilo que se dizia", disse Pagarete à Agência Lusa.
Além de Murat - que vive com a mãe na vivenda Liliana, a uma centena de metros do Ocean Club, de onde Madeleine McCann despareceu a 3 de Maio de 2007 -, foram constituídos arguidos, em Setembro, os pais da menina, Gerry e Kate.


Siga aqui a cronologia dos principais acontecimentos:

20 de Fevereiro
A Polícia francesa está a investigar o relato de uma estudante holandesa que afirma ter visto Madeleine McCann, desaparecida no Algarve a 03 de Maio de 2007, no estacionamento de um restaurante de autoestrada em Sète, sul de França.

De acordo com uma fonte próxima das investigações citada pela France Presse, as autoridades francesas não têm de momento "qualquer elemento tangível", mas apreenderam as gravações das câmaras de vigilância da auto-estrada e levaram-nas para análise no Instituto de Investigação Criminal dos "gendarmes" (corpo de polícia paramilitar francês).

A estudante holandesa, Melissa Firing, afirmou hoje ao jornal regional holandês De Gelderlander ter reconhecido Madeleine McCann, desaparecida do quarto de um complexo hoteleiro na Praia da Luz, Algarve, a 03 de Maio último.

A menina, que terá desaparecido quando os pais jantavam num restaurante próximo, tinha na altura três anos e a sua fotografia tem vindo a ser passada repetidamente nos meios de comunicação social de todo o mundo.

"Ela tinha um ar magrinho e os cabelos mais curtos", afirmou Melissa Firing, que diz ter alertado os "gendarmes" imediatamente.

Desde que a menina desapareceu foram vários os relatos de avistamentos da pequena Maddie, em Portugal, Marrocos, Suíça e Malta, entre outros países.


5 de Fevereiro
O presidente da Associação Sindical dos Juízes Portugueses (ASJP), António Martins, considerou "complicadas" as recentes declarações do director nacional da Polícia Judiciária (PJ) sobre o caso Maddie, adiantando porém que elas não atingem os juízes. "São declarações complicadas desde logo internamente na PJ, na relação daquela polícia com o Ministério Público (MP) e para ele pessoalmente", disse António Martins à agência Lusa, adiantando não querer fazer mais comentários "para não ampliar" esta questão.
O director nacional da PJ, Alípio Ribeiro, disse sábado, em entrevista ao programa "Diga Lá Excelência", da Rádio Renascença/RTP2/Público, que poderá ter havido precipitação na constituição como arguidos dos pais da menina inglesa desaparecida de um aldeamento turístico no Algarve em Maio de 2007.
A entrevista de Alípio Ribeiro suscitou reacções do presidente do Sindicato dos Magistrados do Ministério Público, que criticou que os responsáveis de organizações falem sobre processos pendentes e do advogado português do casal McCann que apelou ao cumprimento do Dever de Reserva.
Na sequência da entrevista, o porta-voz do casal inglês defendeu que as autoridades portuguesas devem retirar o estatuto de arguidos ao casal.
As declarações do director nacional da PJ foram igualmente comentadas por Marcelo Rebelo de Sousa, que considerou que Alípio Ribeiro "matou a investigação" e que na prática veio dizer que "a Judiciária esteve mal, o MP esteve mal e o juiz esteve mal porque não havia provas suficientes para a constituição como arguidos".
Para António Martins, neste caso concreto, as declarações do director nacional da PJ, não "beliscam ou atingem" os juízes.
"A constituição de arguidos depende da PJ e do MP. O juiz apenas avalia os indícios que existem e define as medidas de coacção", disse.

3 de Fevereiro
O porta-voz dos McCann, pais da menina britânica desaparecida no Algarve em Maio passado, sustenta que as autoridades portuguesas devem retirar o estatuto de arguidos ao casal. «Apelamos às autoridades judiciais portuguesas que decidam de forma humanitária e lhes retirem o estatuto de arguidos tão rápido quanto possível», afirma Clarence Mitchell na página dos Mc Cann na Internet.

Esta proposta é feita depois do director da Polícia Judiciária, Alípio Ribeiro, ter admitido numa entrevista ao jornal Público e à Rádio Renascença que «houve uma certa precipitação» ao constituir Kate e Gerry Mc Cann como arguidos durante o inquérito ainda a decorrer com o objectivo de encontrar a criança de quatro anos.

«Como sempre disse, Kate e Gerry estão completamente inocentes de qualquer envolvimento no desaparecimento de Madeleine«, acrescenta Mitchell.

Além de afectar a sua reputação, o facto de serem arguidos pode levar a que pessoas que tenham informação crucial para encontrar Maddie não a revelem aos pais por falta de confiança no casal, acrescenta.

Se as autoridades portuguesas retirarem o estatuto de suspeitos, poderão trabalhar em conjunto com os detectives da família para encontrar rapidamente Madeleine e »apresentar os responsáveis pelo seu rapto perante a justiça«.

Madeleine McCann desapareceu na noite de 03 de Maio de 2007 quando passava férias com os pais na Aldeia da Luz, no Algarve.



2 de Fevereiro
O Director Nacional da Polícia Judiciária admitiu, numa entrevista conjunta Rádio Renascença/Público, de que a RTP transmitiu hoje excertos, que poderá ter havido "precipitação" na constituição como arguidos dos pais da criança Madeleine McCann, desaparecida em Maio passado no Algarve. "Neste momento, a esta distância, com a experiência que tenho de magistrado do Ministério Público (...) talvez devesse ter havido outra avaliação, sobre isso não tenho dúvidas", afirmou Alípio Ribeiro, em entrevista ao programa "Diga Lá Excelência", da Rádio Renascença, numa parceria com o diário Público e com a RTP 2, conduzida pelos jornalistas Celso Paiva e Paula Torres de Carvalho.

Perante a pergunta da jornalista do Público sobre se "houve uma certa precipitação?", o director da Judiciária foi peremptório na resposta: "Houve uma certa precipitação!".

Alípio Ribeiro ressalvou que, como director da PJ, não podia legalmente dar ordens na constituição como arguidos de Gerry e Kate McCann, pais da criança desaparecida a 03 de Maio de um empreendimento turístico da Praia da Luz, no Algarve.

Alípio Ribeiro assegurou também que o Ministério da Justiça nunca lhe deu qualquer instrução relativamente à investigação de algum processo criminal, desmentindo, assim, acusações feitas quinta-feira à noite pelo bastonário da Ordem dos Advogados, António Marinho Pinto.

O director nacional da Judiciária rejeitou todas as acusações feitas por Marinho Pinto sobre a dependência da polícia criminal relativamente ao poder político.

O mesmo responsável disse concordar que a PJ dependa organicamente do Governo, à semelhança do que acontece com outras polícias, mas assegurou que não há interferência política na orientação que é dada às investigações.

Depois de na semana passada ter denunciado a existência de corrupção na hierarquia do Estado, o recém-eleito bastonário da Ordem dos Advogados referiu-se, numa entrevista quinta-feira no programa "Grande Entrevista", na RTP, a problemas graves na investigação criminal em Portugal, tecendo duras críticas à Polícia Judiciária.

Marinho Pinto declarou que algumas detenções realizadas no decurso do processo Casa Pia visaram "decapitar o Partido Socialista", em acções orientadas pela Polícia Judiciária (PJ).

Sobre este assunto, na entrevista Renascença/Público/RTP2, Alípio Ribeiro vincou que as críticas de Marinho Pinto à actuação da PJ "são políticas".

"As declarações têm uma conotação política muito forte e devem ser entendidas ao nível do discurso político", afirmou Alípio Ribeiro, vincando que existiu "uma contundência relativamente à PJ" que em sua opinião "é excessiva".

"A PJ não está acima das críticas, tem coisas muito boas, terá outras menos boas, terá eventualmente coisas más que precisamos de corrigir. Mas claro que me parece injusto essa imputação que é feita neste momento à PJ", sublinhou.

Na entrevista, que será divulgada domingo ao meio-dia na Renascença, Alípio Ribeiro falou também do assassínio dos dois jovens em Rio de Mouro e da facilidade destes grupos em arranjar armas, da dificuldade da investigação da criminalidade organizada, branqueamento de capitais e corrupção, bem como de terrorismo.



26 de Janeiro
Os pais de Madeleine McCann, desaparecida há oito meses da Praia da Luz, no Algarve, recusaram pedidos de entrevista de Oprah Winfrey e Barbara Walters por serem arguidos no caso, informou hoje o seu porta-voz, Clarence Mitchell.
O porta-voz confirmou que Gerry e Kate McCann foram contactados pelas equipas de produção das populares apresentadoras norte-americanas, mas negou que haja uma "guerra" entre ambas para uma entrevista exclusiva ao casal.

"Desminto categoricamente a sugestão de que está a haver qualquer tipo de guerra de licitações entre cadeias ou programas de televisão norte-americanos", disse Clarence Mitchell.

"Não é uma coisa (a guerra de licitações) que nós encorajássemos", acrescentou, referindo-se a notícias publicadas sexta-feira pela imprensa britânica.

"Gerry e Kate não vão fazer nenhuma entrevista enquanto continuarem a ser arguidos... Nem foi discutida qualquer quantia a receber por uma entrevista", disse também o porta-voz.

Um porta-voz da produtora de Oprah Winfrey, Harpo Productions, também confirmou a existência de contactos com esse fim, mas negou igualmente que haja qualquer "guerra de licitações".

"O Oprah Winfrey Show não paga entrevistas noticiosas", disse o porta-voz da Harpo.

Segundo o jornal britânico The Times, os McCann estão no entanto em conversações com produtoras britânicas e norte-americanas para a realização de um documentário que terá por objectivo alertar a opinião pública para o tráfico de crianças na Europa e para a falta de um sistema de alerta europeu.

O Times escreve ainda que Kate e Gerry intervirão nesse documentário, pedindo como contrapartida "um donativo" para o fundo que criaram para financiar a campanha por Maddie, desaparecida a 03 de Maio do aldeamento Ocean Club, na Praia da Luz.

O fundo, Find Madeleine Appeal, tem uma dotação de 1,2 milhões de libras esterlinas (1,6 milhões de euros), mas deverá esgotar-se até Junho, devido sobretudo aos pagamentos a uma agência de detectives espanhola, a Metodo 3, que cobra 50 mil libras (cerca de 67.500 euros) por mês pelos seus serviços.



20 de Janeiro
Os pais de Madeleine McCann, a criança inglesa de quatro anos que desapareceu de um aldeamento turístico no Algarve, divulgaram hoje dois retratos-robot de um homem que acreditam ter levado a sua filha.
Os retratos foram feitos com base no testemunho de uma turista que se encontrava a passar férias na mesma altura (Maio de 2007) e o mesmo resort algarvio que os McCann, indica hoje a BBC na sua página na Internet.

De acordo com o porta-voz da família McCann, Clarence Mitchell, a turista é britânica, chama-se Gail Cooper e estava instalada a cerca de 500 metros do apartamento onde estavam os McCann na Praia da Luz, perto de Lagos.

Uma das imagens hoje divulgadas mostra a cara de um homem com cabelo comprido, sobrancelhas cerradas e bigode.

O outro retrato mostra-o a andar com um blusão claro e com calças azuis.

O porta-voz da família disse hoje numa conferência de imprensa que a turista britânica contactou com a polícia portuguesa quando soube do desaparecimento de Madeleine McCann a dizer que tinha visto um «homem arrepiante» naquela zona.

Segundo Clarence Mitchell, «a polícia tem essa informação desde essa altura, mas não foi feito qualquer retrato do homem, até agora».

«Queremos saber quem ele é e onde está. Queremos saber isso o mais depressa possível. Hoje estamos a pedir a ajuda das pessoas», sublinhou o porta-voz.

Clarence Mitchell disse ainda que se «ele não está relacionado com o desaparecimento de Madeleine, deve pelo menos aparecer para que possa ser eliminado das investigações da polícia e dos detectives particulares».

De acordo com o porta-voz, Gail Cooper disse ter visto, a 20 de Abril do ano passado, o homem a andar sozinho debaixo de chuva na praia perto do aldeamento turístico.

Gail Cooper disse ainda que, nesse mesmo dia, o homem abordou a sua filha no resort, enquanto a sua neta de oito anos estava a brincar junto à piscina, relata a BBC.

A turista britânica descreveu o homem como «agitado e nervoso» e disse que poderá ser descendente de africanos.

Segundo Gail Cooper, o homem alegou que trabalhava para um orfanato de uma vila próxima, exibiu rapidamente uma identificação, que a turista acredita ser falsa, e ela disse-lhe para ir embora.

De acordo com o porta-voz, há «semelhanças» entre as imagens hoje divulgadas e desenhos feitos no ano passado, que mostravam um homem com cabelo escuro, comprido e oleoso, que vestia uma camisola vermelha ou castanho-avermelhada com calças beges e transportava uma criança, segundo o testemunho de Jane Tanner, uma amiga dos McCann.



11 de Janeiro
O Ministério Público pediu hoje o alargamento do prazo do segredo de justiça no processo sobre o desaparecimento da criança inglesa Madeleine McCann, disse à Lusa fonte da Procuradoria-Geral da República (PGR).
O pedido, a ser aceite pela PGR, fará com que a investigação continue sujeita ao regime de segredo de justiça durante mais três meses. O Ministério Público (MP) alegou excepcional complexidade do processo para pedir a prorrogação do prazo.

O requerimento do MP foi feito hoje ao juiz de instrução, dias antes de se completarem oito meses sobre a abertura do inquérito - o prazo máximo aplicável - quando o luso-britânico Robert Murat foi constituído arguido.

O Código de Processo Penal estipula que, ultrapassado o prazo máximo de duração do inquérito sem que tenha havido despacho de acusação ou de arquivamento, o processo deverá sair de segredo de justiça. No entanto, a mesma lei prevê que um inquérito pode ser declarado de excepcional complexidade e, assim, ser prolongado o período de segredo de justiça.

Entretanto, os pais de Madeleine McCann - que desapareceu a 3 de Maio de 2007 - admitiram voltar a Portugal para despertar atenção sobre o caso do desaparecimento da filha, mas apenas se lhes for levantado o estatuto de arguido, a que também estão sujeitos no âmbito deste processo.

Madeleine McCann, de quatro anos de idade, desapareceu de um apartamento num aldeamento turístico na Praia da Luz, concelho de Lagos, no Algarve, enquanto os pais jantavam com amigos num restaurante próximo. Os pais, que abandonaram Portugal a 9 de Setembro passado, regressando a Inglaterra, mantêm a convicção de que a criança foi raptada. A polícia portuguesa continua a admitir a tese de assassínio.



22 de Dezembro
Os pais de Madeleine McCann, enviaram uma mensagem à filha, dizendo que vê-la voltar era o seu único desejo de Natal. «O nosso único desejo de Natal é que tu estejas de novo entre nós», dizem Kate e Gerry McCann numa gravação video, realizada na sua casa em Rothley, próximo de Leicester. «Sê corajosa, querida», acrescentam os pais no documento posto à disposição da comunicação social de todo o mundo e que contém também três filmes inéditos de Madeleine, realizados no seu último Natal com a família.

«Nesta época do ano, quando tantas famílias se reunem, nós suplicamo-vos que nos ajudem a estar novamente com a Madeleine», acrescentam.

«Madeleine, é a mamã e o papá. Lembra-te que te amamos muito, Madeleine. Fazes-nos muita falta. (...) Estamos a fazer tudo o que podemos para te encontrar», dizem.

Os pais prevêem que este será «o mais difícil Natal que é possível imaginar», apelando aqueles que saibam algo sobre a filha que ponham fim ao seu «desespero e angústia» por ocasião da quadra festiva.



7 de Dezembro
Gerry McCann, pai de Maddie, é um dos 12 nomeados ao prémio Escocês do Ano, promovido pelo jornal Scotland on Sunday. Segundo a edição do jornal Diário de Notícias, esta eleição decorre até à próxima semana, e inclui um conjunto de personalidades escocesas- desde o actual primeiro-ministro britânico, Gordon Brown, ao selecionador de futebol da Escócia, Alex McLeish, que estiveram em destaque na comunicação social ao longo do ano.

29 de Novembro
A polícia de Leicestershire confirmou hoje a realização de uma reunião entre elementos da Polícia Judiciária e peritos forenses britânicos para discutir a investigação ao desaparecimento de Madeleine McCann.

«Podemos confirmar que se vai realizar», disse uma porta-voz da polícia de Leicestershire, que negou a existência de um grande desenvolvimento no inquérito, que se prolonga há oito meses.

«Não é que exista um grande desenvolvimento, mas entenderam que era altura de [as equipas] se encontrarem frente-a-frente», acrescentou.

A reunião terá lugar na região de Leicestershire, condado no centro de Inglaterra onde residem os McCann, entre elementos do Laboratório Forense de Birmingham, a polícia de Leicestershire, que coordena a colaboração britânica na investigação, e a Polícia Judiciária.

O local exacto do encontro não foi revelado, nem estão previstas declarações ou comunicados no final.


20 de Novembro
Um detective espanhol garantiu à BBC que está "muito perto de encontrar o raptor" de Madeleine McCann, cujo desaparecimento é tema de um documentário a transmitir hoje com imagens inéditas e entrevistas exclusivas.
Dando conta de um avistamento de Madeleine num carro "numa pequena estrada em Portugal" dois dias depois do desaparecimento, Francisco Marco, dirigente da agência "Método 3" contratada pelos McCann, adianta que está perto do objectivo. "Estamos muito perto de encontrar o raptor", afirma, num excerto da reportagem de investigação intitulada "O Mistério de Madeleine McCann", que será transmitida hoje à noite na estação pública britânica. Segundo o detective, a informação terá sido participada às autoridades portuguesas.
O programa inclui também imagens inéditas da intimidade do casal McCann filmadas em Agosto por um amigo, e onde o pai de Madeleine reafirma acreditar na tese do rapto premeditado.
Neste vídeo, captado antes de serem pronunciados arguidos no processo, Gerry McCann mostra-se convicto de que a filha Madeleine foi levada por um "predador" que aproveitou uma "janela de oportunidade".
"Não tenho dúvida nenhuma que a Madeleine foi escolhida e isso dói pensar que alguém estava a vigiar-nos e à nossa filha e que a escolheu a ela - eu penso que a palavra certa é um predador", afirma, citado pela página electrónica da BBC News.
O cardiologista escocês refere que o rapto terá sido facilitado pelos "pontos fracos" em termos de segurança do apartamento onde passavam férias, na Praia da Luz, perto de Lagos.
"É um apartamento de canto com árvores na frente. Qualquer pessoa podia estar ali escondida ou a vigiar sem ser vista", refere.
No mesmo vídeo, a mãe de Madeleine, Kate McCann, comenta a pressão que sofriam na altura a propósito da campanha que iniciaram para encontrar a filha.
Na reportagem será também mostrada uma entrevista exclusiva de Jane Tanner, uma das pessoas do grupo de amigos que jantou naquela noite com os McCann, e que também advoga a tese do rapto.
Lembrando o testemunho que deu à Polícia Judiciária, no qual garante ter-se cruzado com um homem com uma criança nos braços na noite do desaparecimento, Jane Tanner está convencida a criança era Madeleine e o homem o raptor.
"Eu sei o que vi e eu penso que é importante que as pessoas saibam o que eu vi porque eu acredito que Madeleine foi raptada", declara, recusando as acusações de "mentirosa e fantasista".
A reportagem foi transmitida no âmbito do magazine "Panorama", que a BBC reivindica ser o mais antigo programa de televisão sobre a actualidade do mundo, iniciado em 1953.


12 de Novembro
Um dos amigos da família McCann - que esteve presente no jantar durante o qual Gerry e Kate deram pelo desaparecimento de Madeleine - afirmou, através do seu advogado, que "o lóbi económico e político da família atemoriza verdadeiramente qualquer pessoa".

De acordo com o jornal «Diário de Notícias» de hoje, a testemunha manteve o silêncio "para ajudar a investigação", já que "estranhas circunstâncias rodeiam o caso", explicou o jurista, acrescentando que o seu cliente pediu para ser ouvido novamente pela Polícia Judiciária.

As autoridades portuguesas só terão questionado o amigo dos McCann relativamente ao facto de o casal ter deixado os três filhos sozinhos, enquanto jantavam, pelo que a testemunha terá pedido para "corrigir alguns detalhes e discrepâncias", que surgiram nas declarações feitas pelas nove pessoas presentes no restaurante naquela noite. "O meu cliente deseja trazer à luz toda a verdade, não pretende acusar nem culpar ninguém, porque esse é o trabalho da polícia", afirmou o advogado, declarando que o caso "está longe de ser um caso de polícia normal".

"Entendo que o nosso governo tenha a obrigação legal de ajudar os McCann, mas não posso compreender que recebam apoios que vão muito mais além do que seria normal, o que prejudica o meu cliente e a averiguação da verdade", acusou.



3 de Novembro
Hoje completam-se seis meses sobre o desaparecimento de Madeleine McCann de um aldeamento turístico da Praia da Luz, no Algarve. O mistério sobre o que terá acontecido à menina inglesa, mantém-se.
A Polícia Judiciária (PJ), que inicialmente admitiu o rapto, sustenta agora a tese de que a criança possa ter morrido, com base em vestígios biológicos encontrados três meses depois, recaindo suspeitas sobre os pais, Gerry e Kate McCann, ambos médicos.
A menina inglesa, de quatro anos, desapareceu a 3 de Maio, do quarto onde dormia com os seus dois irmãos gémeos, enquanto os pais jantavam com um grupo de amigos num restaurante próximo, no aldeamento turístico Ocean Club. A campanha para encontrar Madeleine desencadeada pelo casal McCann, que chegou a envolver o Papa Bento XVI, gerou uma onda de solidariedade, com uma mobilização nunca antes vista na história de crianças desaparecidas, fazendo as manchetes de jornais e aberturas de telejornais de todo o mundo.
Ao fim de vários dias a ouvir testemunhos e de diligências no terreno, a PJ constituiu arguido um cidadão inglês, de 33 anos, por suspeitar da sua implicação no caso, mas não encontrou provas para o deter.
Robert Murat, empresário no ramo imobiliário, chegou a servir de intérprete entre a família e as autoridades nos dias a seguir ao desaparecimento e reside numa casa a cerca de 100 metros do apartamento do complexo turístico Ocean Club, na Praia da Luz.
Ao fim de três meses de investigações, onde foram seguidas centenas de pistas que, segundo a Polícia, se "revelaram falsas", a PJ mudou o rumo da investigação, apontando a tese da morte da criança, com base em vestígios biológicos recolhidos no apartamento e no carro alugado pelo casal McCann, 25 dias depois do desaparecimento da sua filha.
Os novos indícios, recolhidos com a ajuda de dois cães da Polícia inglesa, "peritos" em detectar sangue e odor a cadáver, foram enviados para o laboratório forense britânico, em Birmingham, para serem analisados.
Em Setembro, ao receber os resultados das primeiras análises forenses, a Polícia Judiciária passou a centrar as suspeitas no casal McCann - por ocultação do cadáver -, apontando a morte como "a causa provável para o desaparecimento da menina".
Depois de terem sido sujeitos a várias horas de interrogatório no Departamento de Investigação Criminal (DIC) da PJ de Portimão, Gerry e Kate McCann, que sempre disseram "querer manter-se em Portugal até ao completo esclarecimento do caso", decidem voltar a casa, em Leicester (Inglaterra), a 09 de Setembro, alegando a sua inocência e acusando a Polícia portuguesa de "plantar provas para os incriminar".
O silêncio a que se remeteu a Polícia Judiciária após ter implicado o casal no desaparecimento da sua filha gerou um rol de críticas aos investigadores portugueses "sobre a consistência das provas".
Em Outubro, na sequência da troca de acusações, o até então titular do processo e coordenador da PJ de Portimão, Gonçalo Amaral, em declarações ao Diário de Notícias, criticou a Polícia britânica, por "andar a fazer o que o casal queria", tendo sido demitido e afastado do caso.
A equipa de investigação é agora liderada por Paulo Rebelo e inclui inspectores especialistas em homicídios e crimes sexuais.
Seis meses depois do desaparecimento de Madeleine McCann, a Polícia Judiciária assegura que continua à espera "da totalidade dos resultados das análises" efectuadas no laboratório forense de Birmingham.


2 de Novembro
A embaixada portuguesa no Reino Unido apresentou hoje um protesto veemente junto do órgão de regulamentação da imprensa britânica contra um artigo do tablóide "Daily Mirror" que insultou o embaixador por declarações sobre o caso Madeleine. "Apresentámos hoje um protesto veemente devido ao teor ofensivo e insultuoso do artigo e pedindo [à comissão para as queixas sobre a imprensa britânica] que tome medidas adequadas", revelou hoje à agência fonte diplomática da representação portuguesa em Londres.
Em causa está uma crónica no diário "Daily Mirror" publicada na segunda-feira onde o autor qualifica declarações do embaixador português no Reino Unido, António Santana Carlos, sobre o "caso Madeleine" como "estúpidas e desnecessárias". Assinado pelo polémico jornalista Tony Parsons, este cita uma entrevista do diplomata ao diário "The Times" no passado sábado.
Nesta, o embaixador afirma que em Portugal "as famílias vivem todas juntas", razão pela qual, sugere, alguns portugueses terão criticado os McCann por terem deixado os seus filhos sozinhos a dormir num apartamento enquanto jantavam num restaurante próximo.
"Eles erraram, embaixador. As vidas deles foram destruídas. Isso é um castigo suficiente, sem os seus comentários estúpidos e desnecessários", escreve o articulista do Mirror, que aconselha que no futuro Santana Carlos "mantenha fechada a boca estúpida e trituradora de sardinhas".
De acordo com a mesma fonte, foi enviada uma "nota verbal", instrumento diplomático à disposição das embaixadas, "factual e sintética", onde se protesta contra o "abuso de liberdade de expressão" do referido texto.
O conteúdo da crónica, assim como o provocador título "Oh, up yours, senor", foi considerado por vários portugueses como uma "ofensa escandalosa", iniciando uma corrente de correios electrónicos a incitar a apresentação de uma queixa ao órgão [Press Complaints Comission em inglês, PCC].
Os autores deste apelo invocam uma infracção à lei de ordem pública de 1986, a qual proíbe os insultos raciais ou o uso de termos que instiguem o ódio racial, e que no artigo em causa teria atingido os portugueses.
Um porta-voz da PCC confirmou na quarta-feira à agência Lusa a recepção de cerca de 50 queixas, na maioria de cidadãos portugueses, contra a crónica de Tony Parsons, cujo conteúdo está a analisar para "decidir se se justifica uma investigação mais profunda", o que deverá acontecer dentro de duas a três semanas.
Se a publicação foi considerada culpada, esta poderá ser obrigada a retratar-se nas suas páginas.
O assunto originou também dezenas de comentários na página electrónica do tablóide, onde pessoas de diferentes nacionalidades, incluindo vários que se identificam como britânicos, condenam Parsons, enquanto outros concordam.
Desde o início da semana, quando o artigo foi publicado, que chegaram à embaixada "manifestações de solidariedade e apreço de portugueses e britânicos", adiantou à Lusa a fonte diplomática.


30 de Outubro
Os pais de Madeleine McCann garantiram hoje que já pararam de usar dinheiro do fundo para encontrar a filha para pagar o empréstimo de compra da casa, depois de o terem feito para duas prestações.
"O fundo admitia sempre a possibilidade de apoiar financeiramente a família se fosse necessário e eles usaram-no apenas para pagar duas prestações do empréstimo, no início do ano", sustentou hoje o porta-voz de Gerry e Kate McCann, Clarence Mitchell.
No entanto, acrescentou que "quando eles foram constituídos arguidos isso parou", uma decisão que terá sido tomada em conjunto com os responsáveis pela gestão do fundo.
"Eles estavam dispostos para aceitar que a mudança de estatuto não lhes permitia manter aquela assistência", afirmou.
O casal e os dois filhos gémeos habitam numa casa em Rothley, uma pequena localidade no centro de Inglaterra, avaliada em 460 mil libras esterlinas (657 mil euros).


26 de Outubro
Vários jornais britânicos divulgam hoje o esboço de um homem moreno como sendo o alegado raptor de Madeleine McCann, produzido a pedido dos pais e, segundo o porta-voz do casal, com a «aprovação tácita» da polícia portuguesa. O desenho mostra um homem magro de cabelo liso escuro, casaco castanho e calças beige com uma criança vestida de pijama nos braços, feito com base na descrição dada por Jane Tanner, uma amiga do casal, de um homem suspeito que viu na noite do desaparecimento, a 3 de Maio.
No entanto, o rosto da imagem que ocupa a primeira página do conservador Daily Telegraph e dos tablóides The Sun e Daily Mirror não tem olhos, boca ou nariz, detalhes que a testemunha alega não ter conseguido reter.

O retrato terá sido feito por um artista especialista neste tipo de trabalho e foi divulgado pela primeira vez na quinta-feira num canal de televisão espanhol. De acordom com o porta-voz da família, Clarence Mitchell, o esboço mereceu a «aprovação tácita» da polícia portuguesa.

O desenho coincide com a descrição de um suspeito divulgada pela Polícia Judiciária a 26 de Maio, que pedia informações sobre um pessoa caucasiana, com idade entre 35 e 40 anos, medindo entre 1,70 e 1,75 metros, cabelo curto e vestindo um blusão ou casaco de cor escura, calças de tecido de cor clara e sapatos pretos.

«Acreditamos que era a Madeleine quem estava a ser levada do apartamento por um homem, por isso damos grande importância ao facto de esta imagem ter sido feita», explicou Mitchell.

Os pais apelam às pessoas que tenham informações sobre o alegado raptor para que contactem a linha telefónica operada por detectives privados em Espanha contratados para ajudar a encontrar Madeleine.

O número de telefone (0034902300213), anunciado na quarta-feira durante uma entrevista de Kate e Gerry McCann ao canal espanhol «Antena 3», visa pessoas que residam em Portugal, Espanha ou Marrocos e terão operadores que falam português, espanhol, árabe, francês e inglês.

Na entrevista, durante a qual não conteve as lágrimas, Kate voltou a manifestar a esperança de que a filha, desaparecida há perto de seis meses, esteja ainda viva e pediu ao público que providencie novas informações.

«Suponho que seja um pressentimento, mas sinto que, como mãe da Madeleine, sinto no meu coração que ela está por aí. Não acredito que a Madeleine nos tenha sido levada permanentemente», frisou.

Na mesma ocasião, Gerry McCann classificou como «ridículas» as notícias que dizem que Madeleine terá morrido devido a uma dose excessiva de sedativos.


19 de Outubro
O desaparecimento de Madeleine McCann foi tema de uma "breve conversa" entre o primeiro-ministro britânico, Gordon Brown, e o seu homólogo português, José Sócrates, à margem da cimeira europeia em Lisboa, noticia hoje a BBC. Um porta-voz do governo citado hoje pela página electrónica da "BBC News" revelou que o assunto foi discutido durante uma "breve conversa" entre os dois primeiros-ministros.
Ambos terão concordado que deve existir uma "cooperação o mais próxima possível" entre as polícias portuguesa e britânica, acrescentou a mesma fonte. Contactado hoje pela agência Lusa, um porta-voz de Downing Street recusou confirmar esta conversa, alegando que "o assunto deve ser resolvido entre as autoridades policiais".
Brown já tinha dito aos jornalistas na quinta-feira que tencionava discutir o caso com o chefe de Governo português para se assegurar de que as autoridades policiais estavam a tomar as acções necessárias.
A iniciativa não foi, contudo, preparada com a família McCann, que garantiu hoje à agência Lusa que só soube da diligência pelos jornais. "Não fomos informados pelos assessores do primeiro-ministro, só vimos os comentários na imprensa", disse hoje à Lusa uma porta-voz da campanha para encontrar a criança.
"Mas ficamos satisfeitos que o caso chegue a um nível tão alto", confessou, desejando que a investigação "progrida". A mesma fonte não soube dizer quando foi a última vez que o primeiro-ministro e a família conversaram, o que chegaram a fazer nas semanas posteriores ao desaparecimento, a 3 de Maio.


17 de Outubro
O pai de Madeleine McCann, Gerry McCann, admite a «possibilidade» de a filha estar morta, mas nega que tal seja «provável», clarificou na página electrónia da campanha para encontrar a filha, contrariando vários jornais.

«Ao contrário de algumas notícias, Kate [mãe de Madeleine] e eu NÃO aceitamos que Madeleine esteja provavelmente morta», escreveu na terça-feira na página www.findmadeleine.com.

«Sabemos que é uma possibilidade, mas o facto de não existirem provas de que a Madeleine foi seriamente maltratada dá-nos a esperança de que ela seja encontrada viva», frisa.

O comentário de Gerry seguiu-se às declarações do porta-voz do casal, Clarence Mitchell, que afirmou que os pais de Madeleine viam esse cenário como «provável». «Kate e Gerry são realistas o suficiente para saber que existe a probabilidade de ela estar morta», anuiu, em declarações aos jornalistas. «Eles não abandonaram a esperança de que ela possa estar viva e a ser cuidada algures. Mas a natureza humana é tal que se teme sempre o pior e eles precisam de saber o que se passou», enfatizou. Também Susan Healey, mãe de Kate McCann, aludiu ao facto de ter falado com a filha sobre a hipótese de a menina britânica desaparecida a 3 de Maio no Algarve estar morta.

«Kate e eu falámos sobre isso a noite passada, falámos sobre o que era pior e a Kate disse-me que se a Madeleine já está morta, então temos de saber», revelou Susan Healey, numa entrevista divulgada terça-feira.

Vários jornais portugueses e britânicos noticiaram também nos últimos dias a apreensão pela Polícia Judiciária portuguesa de um computador de Gerry McCann, o que foi desvalorizado pelo porta-voz da família na terça-feira.

«Não há nada nele que incrimine porque não há nada incriminatório para encontrar», garantiu Clarence Mitchell à imprensa.

O responsável explicou que o computador, que tinha sido oferecido, só foi utilizado para imprimir as declarações públicas que o casal faria à imprensa.

«No fim, desistimos da coisa e aquilo ficou num canto a apanhar pó», acrescentou.

Madeleine McCann, actualmente com quatro anos, desapareceu de um apartamento da Praia da Luz, no Algarve, onde passava férias com os pais e os irmãos, a 03 de Maio.

Depois de a PJ ter investigado a tese de rapto, os pais da menina, Kate e Gerry McCann, foram constituídos arguidos a 7 de Setembro, tendo abandonado o país dois dias depois apara voltar a Rothley, no centro de Inglaterra. Kate e Gerry McCann são, segundo os seus porta-vozes, suspeitos de homicídio involuntário e de ocultação de cadáver. No entanto, os McCann não deixam de clamar a sua inocência e apelam à continuação das buscas para tentar encontrar a sua filha.




13 de Outubro
Robert Murat, o luso-britânico suspeito do desaparecimento de Madeleine McCann, confessou à BBC que está numa situação «muito, muito difícil», com as economias esgotadas e sem ver a filha há mais de cinco meses.

«Já passaram cinco meses, as minhas poupanças esgotaram-se, a (minha) mãe está a fazer o que pode e está a ser muito, muito difícil», revelou, em declarações divulgadas nos noticiários da noite de sexta-feira da televisão pública britânica.

Murat está há vários meses confinado ao convívio com a família que vive no Algarve e alguns amigos, depois de ter sido constituído arguido em Maio e a casa onde vivia com a mãe na Praia da Luz ter sido revistada pelo menos duas vezes.

Desde essa altura, Murat remeteu-se ao silêncio e deixou de falar à comunicação social, respeitando a legislação portuguesa, que impede que os arguidos comentem publicamente o caso.

«Infelizmente, há muitas coisas de que não podemos falar e é muito frustrante», disse.

«Mas esta é a lei deste país e é isto que temos de a cumprir», conformou-se.

Uma prima, Sally Eveleigh, revela que Robert Murat «não vê a filha (de quatro anos e que vive com a ex-mulher no Reino Unido) há mais de cinco meses».

«Já não tem notícias da polícia há três meses e não existem provas contra ele», afirma, mostrando incompreensão por as autoridades ainda não terem levantado o estatuto de arguido ao seu primo.

Na sua edição de hoje, o Diário de Notícias refere que o advogado de Murat, Francisco Pagarete, espera que o processo seja arquivado após 14 de Novembro, altura em que passam seis meses desde o dia em que o luso-britânico foi constituído arguido.

Em declarações ao jornal, Francisco Pagarete recordou que o normal é que um inquérito criminal dure seis meses, mas pode prolongar-se até dez meses caso o Ministério Público alegue precisar de mais tempo devido à complexidade do caso.


12 de Outubro
Kate e Gerry McCann emitiram um comunicado a desmentir a notícia veiculada no jornal 24 Horas onde se escreve que Gerry não é o pai biológico de Maddie.
«Gerry McCann é o pai biológico da sua filha Madeleine. Uma notícia do jornal 24 Horas sugeriu o contrário, o que é mentira. Não passa de uma absoluta fabricação. Os advogados de Kate e Gerry McCann, tanto no Reino Unido, como em Portugal, vão lembrar os editores dos dois países que estão a acompanhar a cobertura jornalística de muito perto e não vão hesitar em tomar acções sempre que considerarem necessário», lê-se numa nota enviada pelo porta-voz Clarence Mitchell à comunicação social.

No comunicado, a família McCann diz ainda que as informações avançadas pelo jornal português são «imprecisas e não substanciadas».


11 de Outubro
O director nacional da Polícia Judiciária (PJ), Alípio Ribeiro, assegurou hoje que todas as linhas de investigação no processo Madeleine McCann continuam em aberto e disse que ainda não está na posse de todos os dados laboratoriais sobre o caso. Falando aos jornalistas na Directoria de Faro, após uma reunião com o director distrital, Guilhermino Encarnação, e o novo responsável do Departamento de Investigação Criminal (DIC) de Portimão, Paulo Rebelo, o director nacional da PJ manifestou-se esperançado em que os resultados laboratoriais cheguem em breve. "Ainda não estamos na posse de todos os resultados. Esperamos tê-los proximamente, mas são factores que não controlamos na Polícia Judiciária", afirmou, em referência aos exames que estão a ser feitos num laboratório de Birmingham, Reino Unido. Respondendo a uma pergunta sobre a alegada possibilidade de culpa dos pais, afirmou que "todas as linhas de investigação continuam e continuarão em aberto até à conclusão da investigação". "Qualquer conclusão que se tire seria especulação e nós na Polícia Judiciária não queremos alimentar a especulação", disse. Reconhecendo que a investigação "não é fácil", Alípio Ribeiro reafirmou que a Polícia que dirige está empenhada "em fazê-la com serenidade". Adiantou ainda que o novo coordenador do Departamento de Investigação de Portimão da PJ, Paulo Rebelo, reportará à Directoria de Faro e não directamente à Direcção Nacional. Na curta declaração inicial aos jornalistas, a que se seguiu a resposta a três questões, o director nacional da PJ disse esperar do novo coordenador do caso Maddie "o mesmo rigor, empenho e determinação" seguidos até ao momento.
Paulo Rebelo, que não quis prestar hoje declarações aos jornalistas, é o substituto de Gonçalo Amaral, afastado da coordenação do Departamento de Investigação Criminal de Portimão, que investiga o caso Maddie.
Paulo Rebelo, com carreira no combate à droga na Directoria de Lisboa, ocupava as funções de director nacional adjunto. O novo responsável pelo DIC de Portimão da PJ fez carreira na Direcção Central de Investigação ao Tráfico de Estupefacientes (DCITE) e esteve à frente da Directoria de Lisboa durante a investigação de pedofilia que resultou no processo Casa Pia. Paulo Rebelo esteve também na condução do inquérito à fuga de informação relativa ao caso Freeport, de Alcochete.

9 de Outubro
Os últimos resultados das análises feitas nos laboratórios forenses de Birmingham mostram que a polícia portuguesa agiu correctamente ao considerar Kate e Gerry McCann como arguidos no desaparecimento da sua filha Madeleine, escreve hoje a imprensa inglesa.
Citando fontes dos laboratórios de Ciências Forenses de Birmingham, onde há várias semanas estão a ser analisadas amostras de cabelo, fibras e fluidos encontrados na bagageira da viatura usada pelo casal, os jornais ingleses afirmam que o "foco das investigações está onde devia estar" e que se justifica o facto da polícia portuguesa ter acusado os pais de envolvimento no desaparecimento de Maddie, a 3 de Maio, do aldeamento turístico Ocean Club, na Praia da Luz, Algarve.
O Guardian, que destaca a nomeação de Paulo Rebelo para a coordenação da investigação ao desaparecimento de Maddie, substituindo o demitido inspector Goçalo Amaral, escreve que os vestígios encontrados no carro "pertencem à criança desaparecida e não foram transferidos por contacto de roupas ou brinquedos", como alegam Kate e Gerry McCann.

6 de Outubro
Se o casal McCann estivesse envolvido no desaparecimento da filha mereceria um Óscar pela representação, diz hoje ao "The Times" um especialista em Relações Públicas que os acompanhou nos primeiros dias e afirma ter presenciado o seu desespero. Ao diário britânico, Alex Woolfall, enviado à Praia da Luz pela companhia que organizou a viagem da família a Portugal, diz que a aparente calma que o casal apresentava após o desaparecimento de Madeleine nada tem a ver com a perturbação e o medo que demonstrou nos bastidores. "Se eles estivessem envolvidos ou de alguma forma fossem culpados, para mim, teriam que ganhar todos os globos de ouro e Óscares alguma vez atribuídos", disse, acrescentando estar convencido de que Kate e Gerry estão inocentes. O britânico sublinha ao "The Times" que o estado de espírito do casal durante os primeiros dias oscilava entre a angústia e a determinação para fazer o que fosse necessário para ajudar a encontrar a menina, desaparecida há cerca de cinco meses.
Segundo Alex Woolfall, a seguir ao desaparecimento, a primeira suposição dos McCann ia no sentido de Madeleine ter-se perdido e sofrido um acidente, ou sido levada por um estranho bem intencionado, não tendo o casal equacionado logo a hipótese da menina ter sido levada por um pedófilo.
O especialista em Relações Públicas chegou a Portugal dia 05 de Maio, dois dias depois de Madeleine ter desaparecido e diz que o casal se comportava exactamente como ele esperava que alguém se comportasse numa situação daquelas. "Eles não tinham dormido e queriam desesperadamente publicitar a cara da menina", contou, acrescentando que os McCann estavam ao mesmo tempo a tentar lidar emocionalmente com o que tinha acontecido e, por outro lado, encontrar uma forma de trazê-la de volta.
O britânico diz ter ficado surpreendido com a reacção dos observadores ingleses ao comportamento do casal, que criticaram o seu aparente controlo e frieza perante a situação, embora Woolfall diga que era exactamente o contrário. "Eles não estavam de todo controlados. Quando estava com eles, oscilavam entre um estado de absoluta perturbação e a tentativa de fazer aquilo que achavam ser correcto perante o que tinha acontecido", sublinhou.
Kate e Gerry McCann regressaram no início de Agosto ao Reino Unido, depois de terem sido constituídos arguidos e sujeitos a Termo de Identidade e Residência, não tendo voltado a ser, depois disso, formalmente interrogados pelas autoridades.

3 de Outubro

- O coordenador da Polícia Judiciária de Portimão Gonçalo Amaral foi demitido e fica assim de fora da investigação ao desaparecimento de Madeleine McCann. A Direcção Nacional da PJ tomou esta decisão depois de o inspector ter criticado o trabalho da polícia inglesa em declarações ao «Diário de Notícias».

- O director nacional da Polícia Judiciária, Alípio Ribeiro, disse que o responsável da PJ pela investigação do caso Madeleine McCann, Gonçalo Amaral, "cessou a comissão de serviço" como coordenador do Departamento de Investigação Criminal de Portimão. "Foi uma decisão tomada pelo director nacional", acrescentou Alípio Ribeiro, à margem da conferência internacional sobre "Guerras, Mulheres e Direitos", em Lisboa.

- Em reacção aos comentários de Gonçalo Amaral, o ministro da Justiça, Alberto Costa, reafirmou hoje que as relações entre a PJ e a Polícia britânica no caso Madeleine são de "cooperação profícua". "É preciso centrarmo-nos no trabalho e não no comentário", afirmou Alberto Costa, que não se quis alongar em declarações sobre a críticas feitas pelo até agora coordenador do caso e responsável pelo Departamento de Investigação Criminal de Portimão, Gonçalo Amaral. Por sua vez, a Polícia britânica reiterou hoje que continua a "apoiar a Polícia portuguesa" no caso do desaparecimento de Madeleine McCann, recusando comentar as críticas feitas por Gonçalo Amaral. "A Polícia de Leicestershire é uma entre várias agências da lei [britânicas] que continua a apoiar a Polícia portuguesa na sua investigação ao desaparecimento de Madeleine McCann", declarou hoje à agência Lusa uma porta-voz daquela força.

2 de Outubro
O coordenador da investigação do caso Madeleine McCann, Gonçalo Amaral, acusa, em declarações publicadas hoje pelo Diário de Notícias, a polícia inglesa de investigar "unicamente" pistas e informações "trabalhadas" pelos pais de Madeleine McCann. "A polícia britânica tem estado unicamente a trabalhar sobre aquilo que o casal McCann pretende e lhe convém", disse ao DN o coordenador do caso e responsável pelo Departamento de Investigação Criminal (DIC) de Portimão.
Gonçalo Amaral comentava assim a notícia publicada segunda-feira em vários jornais ingleses dando conta de um e-mail anónimo enviado para o site oficial do príncipe Carlos que acusa uma ex-empregada do The Ocean Club, empreendimento de onde desapareceu a criança de quatro anos, de ter raptado a menina por vingança.
Gonçalo Amaral disse ao DN que tal informação não "tem qualquer credibilidade para a polícia portuguesa", estando "completamente posta de parte".
Acrescentou que os seus colegas ingleses "têm vindo a investigar dicas e informações criadas e trabalhadas pelos McCann, esquecendo-se que o casal é suspeito da morte da sua filha Madeleine".
Para o responsável do DIC de Portimão, a história do rapto por vingança não passa de "mais um facto trabalhado pelos McCann".
O The Ocean Club "está situado na Praia da Luz e não em Londres, o que significa que tudo que diga respeito ao aldeamento e respectivos funcionários já foi ou está a ser investigado pela Polícia Judiciária", adiantou.
Garantiu que não será um "e-mail, ainda por cima anónimo, que é fácil saber de onde partiu que vai distrair a linha de investigação" da PJ.

26 de Setembro
A menina loura fotografada em Marrocos por turistas espanhóis não é Madeleine McCann, desaparecida em Maio no Algarve, mas uma criança marroquina, segundo um fotógrafo da agência francesa AFP que esteve hoje com a menor e a sua família. O nome da menina que aparece na fotografia é Bouchra Benaisse e nasceu em 24 de Outubro de 2004 em Zinat, perto de Tetuan (Norte de Marrocos), disseram Ahmed Ben Mohamed Benaissa, o pai da criança, e Hafida Achkar, a mãe. O casal de camponeses mostrou ao fotógrafo da AFP os registos de nascimento da menina e os documentos que provam a identidade de todos os elementos da família.
Os inspectores encarregues das investigações para encontrar Madeleine receberam terça-feira a fotografia de uma menina loira parecida com a filha dos McCann tirada no Norte de Marrocos no fim de Agosto, segundo a porta-voz da família.
A fotografia mostra uma menina loira transportada às costas de uma mulher marroquina e foi tirada a 31 de Agosto em Zinat, no norte de Marrocos, por uma turista espanhola, Clara Torres.
Torres decidiu segunda-feira mostrar a fotografia à polícia depois de ter sabido pela imprensa que duas testemunhas afirmaram ter visto Maddie em Marraquexe, também em Marrocos, alguns dias após o seu desaparecimento a 03 de Maio, revelou Mitchell. "A semelhança (com Madeleine) é impressionante", afirmou Torres na rádio espanhola COPE.
Os pais da menina, Kate e Gerry McCann, foram constituídos arguidos a 07 de Setembro e dois dias depois abandonaram Portugal para regressar a Inglaterra.
Kate e Gerry McCann são, segundo os seus porta-vozes, suspeitos de homicídio involuntário e de ocultação de cadáver.
No entanto, os McCann não deixam de clamar a sua inocência e apelam à continuação das buscas para tentar encontrar a sua filha, hoje com quatro anos.


25 de Setembro
Uma fotografia de uma menina tirada por um casal de turistas espanhol em Marrocos está a ser investigada pela Interpol. O casal é natural da província espanhola de Albacete e estava a visitar Marrocos quando suspeitaram ver Madeleine McCann. Na fotografia pode ver-se uma menina loura que está acompanhada por adultos de aspecto magrebe. Esta notícia foi veículada por um jornal local. A fotografia foi enviada para a Comissária do Corpo Nacional da Polícia segundo fontes da sub-delegação do Governo em Alabacete. A foto terá sido também enviada para a organização policial internacional, a Interpol.
Entretanto, o site da rádio espanhola Cadena Cope divulgou a fotografia tirada por Clara Torres, que revelou ter fotografado aquela que algund pensam ser Maddie no dia 31 de Agosto, pelas 10h41 (hora portuguesa), na pequena localidade de Zinat, entre Chaouen e Tetuán. Segundo a autora tudo se passou quando "ia com a minha família e o meu namorado a viajar normalmente de carro e a tirar fotografias ao acaso, até que vimos um grupo de pessoas que aparentavam ser locais, mas que transportavam uma menina muito loura". "Nunca pensámos que pudesse ser Madeleine. Quando chegámos a Espanha descarregámos as fotos e ontem, quando ouvimos que havia vários testemunhos de que tinham visto Madeleine em Marrocos, decidimos enviar a foto para a polícia" disse ainda confirmando de seguida que enviou a foto para a Comisaría do Corpo Nacional de Polícia de Albacete.

Entratanto decidiu dirigir-se à embaixada do Reino Unido e mostrar a fotografia. Clara Torres conta ainda que "já tivemos oportunidade de falar com o advogado da família e entregar-lhe a foto. Há, de facto, a possibilidade de ser Maddie, mas não é cem por cento seguro".


Foto de Clara Torres, publicada no site da rádio espanhola Cadena COPE




24 de Setembro
Os pais da menina britânica Madeleine McCann, desaparecida em Maio em Portugal, contrataram detectives privados, duvidando da eficácia das buscas realizadas pela polícia portuguesa, revelam hoje os jornais britânicos.
Kate e Gerry McCann recorreram desde Maio ao serviço de detectives privados da Control Risks Group, uma empresa especializada, com o objectivo de estabelecer o perfil de um eventual sequestrador e de verificar os diferentes testemunhos de pessoas que afirmaram ter visto a sua filha, indicou o Times, citando fontes anónimas próximas da família. "Podemos supor que esses detectives estão a conseguir fazer o que a polícia portuguesa não foi capaz de fazer", indicou a mesma fonte, que não divulgou qual o montante dos honorários pagos pelo casal McCann à empresa. Informações semelhantes são publicadas pelo Daily Telegraph e pelo Daily Mail.
Segundo o Times, a Control Risks conta com cerca de 600 funcionários, a maior parte dos quais antigos membros dos serviços secretos britânicos, sendo a empresa britânica que mais dividendos tira da sua actividade no Iraque.
Os pais da menina, Kate e Gerry McCann, foram constituídos arguidos a 7 de Setembro e dois dias depois abandonaram Portugal para regressar a Inglaterra.
Tanto Kate como Gerry são, segundo os seus assessores, suspeitos de homicídio involuntário e ocultação de cadáver. No entanto, os McCann continuam a clamar inocência e apelam à continuação das investigações para tentar encontrar a sua filha, actualmente com quatro anos.


22 de Setembro
O casal McCann está disposto a submeter-se a um detector de mentiras para reforçar que está inocente no caso do desaparecimento da sua filha Madeleine, há quatro meses no Algarve, noticia hoje a imprensa britânica.

«Se lhes pedissem para se submeterem a um detector de mentiras, é óbvio que eles aceitariam», afirma uma fonte próxima da família.

«Kate e Gerry estão dispostos a fazer qualquer coisa que ajude a limpar os seus nomes», sustentou a mesma fonte, que a imprensa não identifica.

O detector de mentiras, também conhecido por polígrafo, é um aparelho que, através do registo de alterações da pressão sanguínea, batimentos cardíacos e transpiração, indica se a pessoa está a mentir ou dizer a verdade às perguntas que lhe são feitas.

Controverso em termos científicos a nível internacional, já que existem dúvidas sobre a veracidade dos resultados, o polígrafo não é aceite em Portugal como elemento de prova.

Kate e Gerry McCann, arguidos no caso do desaparecimento da sua filha a 3 de Maio na Praia da Luz, no Algarve, estão actualmente a trabalhar com os seus advogados para a sua defesa em Portugal.

De acordo com a imprensa britânica, Rogério Alves, presidente da Ordem dos Advogados, foi contratado para reforçar a equipa jurídica que assessoria o casal, juntando-se ao também português Carlos Pinto de Abreu.

Dois outros advogados britânicos, Angus McBride e Michael Caplan, trabalham igualmente para os McCann, que receberam na semana passada a promessa do empresário Richard Branson de ajudar com 150 mil euros para as despesas legais.



21 de Setembro
Rogério Alves, bastonário da Ordem dos Advogados, vai fazer parte da equipa legal em Portugal dos MacCann.

Segundo a edição desta sexta-feira do jornal Público, Rogério Alves irá trabalhar com Carlos Pinto de Abreu, que também faz parte da Ordem como presidente da Comissão dos Direitos Humanos, e que foi o primeiro advogado a ser nomeado para a defesa do casal.
Entretanto os McCann anunciaram, através do seu porta-voz, que estão "muito encorajados" com a nota divulgada anteontem pelo procurador-geral distrital de Évora e responsável pela investigação onde este terá esclarecido que não há elementos de prova que justifiquem novos interrogatórios.


19 de Setembro

Kate McCann, arguida na investigação ao desaparecimento da filha Madeleine, admite voltar a Portugal «voluntariamente», mesmo se não for convocada pela autoridades judiciais, afirmou numa entrevista publicada hoje. «Voltaremos [a Portugal] voluntariamente quando quisermos. Não estamos a tentar fugir», garantiu ao tablóide Daily Mirror, as primeiras declarações desde que regressou a Rothley, a localidade no centro de Inglaterra onde a família reside. «Se a polícia fizer um pedido para nos interrogar, aceitaremos. Mas nunca dissémos que só iríamos se a polícia nos pedisse», reitera. A médica refere que «existem muitas razões - espirituais, emocionais e sociais - para voltar a Portugal a qualquer momento, independentemente de quaisquer exigências da investigação». Lembra que têm amigos em Portugal e advogados que os aconselham e que por isso podem «voltar a qualquer momento». «Mas não há nada planeado neste momento», frisou.

Kate McCann revelou ainda que uma tradutora local lhe envia um resumo da imprensa portuguesa todos os dias.

Ela e «todas as pessoas com ela quem falou na Praia da Luz acreditam que não somos culpados», assegurou.

O caso mantém interessada a imprensa britânica, que hoje revela dados que podem refutar as provas de que o corpo de Madeleine teria sido transportado no carro alugado pela família McCann após o desaparecimento.

Segundo fontes anónimas ligadas ao casal, umas sandálias e um pijama de Madeleine foram colocados na bagageira durante a mudança de casa no Algarve, além de fraldas dos irmãos gémeos.

«Estes objectos terão trazido vestígios de pele, suor e fluidos corporais. O ADN teria sido facilmente transferido nestas circunstâncias», sustentam.

Recordam ainda que o veículo foi usado por «pelo menos 30 pessoas» - amigos, família e voluntários na campanha durante o período em que esteve ao serviço dos McCann.

Embora um porta-voz da família tenha negado um novo pedido da polícia portuguesa ou britânica para interrogatório, o jornal Times noticia hoje que detectives portugueses são esperados hoje em Leicester.

Segundo o jornal, os investigadores da Polícia Judiciária terão na posse uma carta do juíz encarregado do caso, Pedro Frias, para «pedir mais depoimentos aos McCann e a apreensão de mais pistas».


18 de Setembro

Clarence Mitchell assumiu hoje funções como porta-voz do casal McCann porque acredita que são «vítimas inocentes», abandonando o cargo de assessor de imprensa do primeiro-ministro britânico, anunciou.

«Fi-lo porque acredito tão fortemente que eles são vítimas inocentes de um crime odioso que estou pronto para abandonar a minha carreira ao serviço do governo para os assistir», disse Mitchell, numa declaração hoje feita em Rothley, onde residem os McCann.

Agradecendo o convite a Kate e Gerry, que estiveram presentes durante a leitura do texto, mas que não falaram aos jornalistas, o porta-voz mostrou-se «orgulhoso por poder ajudá-los a lidar com a pressão do contínuo interesse dos media internacionais na sua situação».

Segundo Mitchell, a sua nomeação teve o apoio dos advogados e apoiantes financeiros, entre os quais se encontra o milionário Richard Branson, que confirmou na segunda-feira ter doado 150 mil euros para a defesa legal da família McCann.

«A atenção deve agora voltar para a Madeleine e afastar-se da especulação que alastra, infundada e imprecisa», frisou, resumindo o objectivo da família em «encontrar [Madeleine] e perceber porque desapareceu».

Antigo jornalista da BBC, Clarence Mitchell trabalhou como porta-voz dos McCann nos dias seguintes ao rapto de Madeleine a 03 de Maio desde ano, enviado pelo ministério dos Negócios Estrangeiros britânico.

Após voltar ao Reino Unido, onde era funcionário público, foi nomeado director da unidade de monitorização dos media junto do primeiro-ministro, que analisa os media estrangeiros para recolher informação que interesse ao governo.



14 de Setembro
A Polícia Judiciária (PJ) admitiu poder nunca vir a encontrar o corpo de Madeleine McCann, uma vez que este «poderá já não existir», adianta o Diário de Notícias (DN) na edição de hoje. Uma das possibilidades mais credíveis, segundo o jornal, passaria por o cadáver ter sido lançado num saco com pedras já em alto mar a partir de um iate, nomeadamente de um velejador inglês da Marina de Lagos, que, de resto, chegou a estar sob investigação das autoridades, na sequência de buscas a computadores apreendidos ao luso-britânico Robert Murat. A não existência de um cadáver «pode significar que a morte não foi acidental», adiantam fontes policiais, já que uma das linhas de investigação passa, agora, por a criança ter sido morta com o envolvimentos dos pais, nomeadamente a mãe, Kate.

Ainda segundo o DN, vários investigadores continuam a «observar e analisar» discretamente os terrenos a sul do The Ocean Club, junto à costa entre a Praia da Luz e Burgau. Assim, quando a PJ ali voltar, terá a noção exacta dos «locais específicos sob maior suspeita», que possam ser alvo, por exemplo, de escavações. Para já, os inspectores pretendem ver se determinadas zonas foram remexidas ou esburacadas.


13 de Setembro
- A imprensa portuguesa publicou hoje trechos do diário de Kate McCann. Nele, a mãe de Madeleine terá demonstrado ser uma mulher esgotada, por ter que cuidar de três filhos "agitados".

No diário, que teve pedaços publicados pelo jornal «Correio da Manhã», Kate McCann queixa-se frequentemente de que os filhos são "histéricos" e fala de Madeleine como "uma menina com excesso de vitalidade e que a esgota". Também afirma que seu marido Gerry não a ajuda nas tarefas domésticas e que ela tem que cuidar dos três filhos sozinha.

Segundo outro jornal - o «Público», os acontecimentos posteriores ao desaparecimento de Madeleine, a angústia e o desespero de sua mãe, a solidaridade de seus amigos e o impacto do caso nos media são outros elementos citados no diário, cujos detalhes interessam muito à polícia para investigar se existem contradições nos depoimentos da mãe, explica o jornal Público.

De acordo com a imprensa, as cópias da agenda de Kate "foram feitas durante uma revista da residência dos McCann há mais de dois meses".


- Um porta-voz do casal McCann afirma que estes não vão usar dinheiro do fundo constituído para financiar a busca da filha Madeleine, desaparecida em Portugal há quatro meses, para pagar despesas jurídicas pessoais no processo. "A opinião de Gerry e Kate é que se eles retirassem dinheiro do fundo, 90 por cento das pessoas não se incomodaria", sustentou Hughes. "Mas se dez por cento das pessoas se incomodam, eles não querem irritá-las", explicou o porta-voz.

Segundo a imprensa britânica, o casal, já contratou advogados do gabinete britânico Kingsley Napley, conhecido por ter defendido o antigo ditador chileno Augusto Pinochet. Em Portugal, o advogado português Carlos Pinto de Abreu está a assistir os dois médicos britânicos no processo judicial.

De acordo com a página oficial da campanha para encontrar Madeleine McCann, o fundo já recebeu em donativos 1,036 milhões de libras )cerca de dois milhões de euros).


12 de Setembro

- Num comunicado emitido hoje, a Procuradoria-Geral da República (PGR) diz que "vai haver novas diligências para se saber que tipo de crime" foi praticado pelos pais de Madeleine, os quais, recorde-se, foram constituídos arguidos há uma semana, após longos interrogatórios no Departamento de Investigação Criminal (DIC) de Portimão da PJ.


- O laboratório de Birmingham, na Inglaterra, ainda não terá enviado à Polícia Judiciária, os resultados dos exames às amostras de vestígios biológicos recolhidas no apartamento do Ocean Club onde esteve hospedada a família McCann, divulga hoje o «Jornal de Notícias». A informação é crucial para serem decididos os passos seguintes da investigação e partir para novos interrogatórios a Kate e Gerry McCann, bem como eventualmente o agravamento de medidas de coacção, consoante o sangue seja ou não de Maddie.

As amostras foram recolhidas numa parede e numa cortina do apartamento - local onde um dos cães ingleses marcou a presença de odor de cadáver. Notícias ontem veiculadas em Inglaterra davam conta de que o casal McCann irá solicitar uma nova perícia ao automóvel alugado no qual os cães ingleses sinalizaram odor de cadáver na mala e encontraram vestígios biológicos da menina.

Entretanto, o diário português destaca ainda que Justine McGuinness, porta-voz de Kate e Gerry, e Angus McBride, um dos advogados do casal, têm tido reuniões com editores de jornais britânicos numa tentativa de reconquistar a simpatia pelo casal. O JN soube que tais encontros ocorreram desde o início da semana e terão sido agendados pela equipa McCann.


- Na edição de ontem, o «Jornal de Notícias» refere que o juiz de instrução criminal foi chamado a validar a apreensão de uma agenda de Kate McCann, que pode ser vista também como "diário". A PJ pretende, com esse e outros documentos, investigar melhor os hábitos da mãe de Madeleine.

Por outro lado, o Ministério Público está a analisar que diligências se justificam nesta altura da investigação. Uma delas, segundo o JN, relaciona-se com a inquirição, através de carta rogatória para Inglaterra, de familiares e amigos dos McCann. O procurador titular do caso decidirá, ainda, se se justifica efectuar buscas a mais locais por onde o eventual corpo da menina possa ter passado.


- Kate e Gerry McCann enviaram ontem uma mensagem à Polícia Judiciária desafiando os inspectores a encontrarem o corpo de Madeleine para provar o envolvimento do casal. De acordo com o jornal inglês "Daily Mail", os advogados dos pais de Madeleine terão dito que sem um corpo será extremamente difícil provar um envolvimento na alegada morte da criança de quatro anos.


11 de Setembro

O processo relativo ao desaparecimento da menina inglesa Madeleine McCann foi remetido pelo Ministério Público ao juiz de instrução criminal de Portimão. "O processo foi remetido ao juiz de instrução que o irá despachar quando for oportuno", limitou-se a dizer a funcionária judicial à porta do Tribunal de Portimão.

Trata-se de um processo com 10 volumes referentes às investigações da Polícia Judiciária e inclui já as inquirições aos pais da criança realizadas quinta-feira e sexta-feira passadas.

O relatório preliminar do processo, elaborado pela PJ e entregue o juiz de instrução, ontem também os resultados dos exames periciais realizados em Inglaterra.


- O Procurador-Geral da República, Pinto Monteiro, emite um comunicado a referir que a investigação "não está finda", pelo que a PJ deve realizar novas diligências que poderão conduzir à revisão das actuais medidas de coacção impostas ao casal McCann.

10 de Setembro
A estação de televisão Sky News avança que o ADN recolhido no carro alugado por Kate e Gerry McCann, pais de Maddie, 25 dias após o desaparecimento da sua filha, pertence à criança.
Segundo a mesma estação de televisão britânica as autoridades portuguesas estão convicatas de que o veículo terá sido utilizado para transportar o corpo de Maddie.


9 de Setembro
Kate e Gerry McCann, pais de Madeleine desaparecida há quatro meses na Praia da Luz, já estão em Inglaterra depois de terem deixado hoje Portugal a bordo de um avião da EasyJet.
Numa declaração sem direito a perguntas aos jornalistas no exterior do aeroporto, uma assessora do casal garantiu que os pais de Madeleine, «extremamente perturbados» pelos últimos desenvolvimentos da investigação, não têm qualquer envolvimento no desaparecimento da filha. A assessora referiu ainda que o casal partiu com autorização e colaboração das autoridades portuguesas e inglesas. Fonte próxima da investigação garantiu à Lusa que a Polícia Judiciária não foi informada da partida de Kate e Gerry McCann.

O casal partiu sem cumprir as burocracias e medidas normais de um aeroporto, nomeadamente sem passar pelo check-in. Recorde-se que os pais de Madeleine foram constituídos arguidos na última sexta-feira, tendo ficado sujeitos à medida de coacção de termo de identidade e residência.

Kate e Gerry McCann sairam da sua casa na Praia da Luz cerca das 06:00, rodeados de um forte contigente de jornalistas, que os acompanhou até ao aeroporto.

Madeleine McCann, de quatro anos de idade, desapareceu em Maio deste ano quando dormia com os irmãos gémeos num apartamento num empreendimento turístico na Praia da Luz, enquanto os pais jantavam num restaurante próximo. Tanto Kate como Gerry negam qualquer envolvimento no desaparecimento de Madeleine a 3 de Maio.

- A ministro do Interior britânica, Jacqui Smith, assegurou hoje à polícia portuguesa que Londres continuará a prestar-lhe toda a cooperação que solicitar na investigação sobre o desaparecimento de Madeleine McCann.

«Para mim, é claro que a polícia portuguesa tem por objectivo resolver este crime e, mais importante, encontrar Madeleine, que é o que também nós tentamos fazer apoiando os McCann», declarou Smith à televisão BBC1.

«Quando nos for pedida a nossa colaboração, fá-lo-emos, e quando pudermos ajudar a família, particularmente para nos assegurarmos de que Madeleine será encontrada, também o faremos«, acrescentamos a ministra britânica. «É muito importante que a investigação portuguesa prossiga», acrescentou, assegurando que toda a avaliação médico-legal de que os polícias portugueses precisem será posta à sua disposição se a solicitarem.

O laboratório médico-legal de Birmingham, no centro da Inglaterra, já procedeu à análise de vestígios de sangue e de vestígios biológicos.


8 de Setembro
Gerry McCann foi constituído arguido, tal como a sua mulher, Kate, informou o advogado dos pais da criança desaparecida há quatro meses na Praia da Luz, ao fim de um interrogatório de mais de nove horas.

«Hoje (sexta-feira), Kate e Gerry foram os dois constituídos arguidos», não tendo sido movida qualquer acusação, informou o advogado, Carlos Pinto de Abreu, à saída das instalações da PJ de Portimão, às 00:05.

O advogado acrescentou que os dois arguidos ficaram apenas sujeitos ao Termo de Identidade e Residência, a medida de coacção mais reduzida, pelo que ficam com «total liberdade de movimentos».

«Não lhes foi movida qualquer acusação e a investigação prossegue», afirmou.

O interrogatório a Gerry seguiu-se ao da sua mulher, Kate McCann, que foi também constituía arguida após ser ouvida durante cinco horas no Departamento de Investigação Criminal (DIC) da PJ de Portimão, local onde foi inquirida por mais de 11 horas na quinta-feira.

O processo relativo ao desaparecimento de Maddie, diminutivo pelo qual a menina é também conhecida, tinha já um arguido, Robert Murat.

As inquirições a Kate e a Gerry McCann ocorrem dias após a Polícia Judiciária ter recebido parte dos resultados dos exames aos vestígios biológicos recolhidos em Julho no apartamento de onde desapareceu a criança.


- Segundo o jornal Diário de Notícias sobre Kate recai a suspeita de "crime de homicídio por negligência e ocultação de cadáver" (este último incorre a uma pena até dois anos de prisão)". Uma situação que foi confirmada pela assessora dos McCann, Justine McGuinness, que referiu que "a polícia portuguesa considerou Kate suspeita da morte acidental da sua filha".
Entretanto, fontes ligadas ao processo revelaram que o pai, Gerry McCann terá admitido aos investigadores ter administrado um sedativo aos filhos na noite de 3 de Maio. Segundo o jornal diário uma das teorias sobre este caso mediático é a hipótese de a criança ter sido sedada com uma dose excessiva de um medicamento.

- O reverendo anglicano Haynes Hubdard disse hoje aos jornalistas que o casal McCann está preparado para ir para Inglaterra, mas não quer fazê-lo sem a sua filha Madeleine, desaparecida há mais de quatro meses na Praia da Luz, em Lagos. Em declarações aos jornalistas, no final da homilia realizada ao fim da tarde de hoje na igreja da Praia da Luz, o reverendo, amigo do casal, sublinhou que os McCann estão a passar por "um período muito difícil", cansados de procurar a menina, já que não querem ir para Inglaterra sem a sua filha.
"São um homem e uma mulher que perderam um filho, o que é difícil de suportar, e querem a sua filha de volta", disse o reverendo. Questionado pelos jornalistas sobre o seu apoio aos McCann, menos de 24 horas depois de terem sido constituídos arguidos, Hubdard disse tratar-se de uma relação de amizade que suporta todo esse apoio. A hipótese de o casal regressar a casa tinha sido avançada hoje à tarde pelo porta-voz de Kate e Gerry McCann. Segundo David Hughes, Kate e Gerry estão a "tentar limpar a sua imagem" depois de ambos terem sido constituídos arguidos no caso do desaparecimento da filha, Madeleine McCann, "apesar de não terem sido acusados de qualquer crime".

7 de Setembro
Uma porta-voz da família McCann declarou hoje à BBC que Kate McCann foi formalmente constituída arguida pela Polícia Judiciária no caso do desaparecimento da sua filha Maddie.


«Eles - disse referindo-se à policia portuguesa - acreditam que têm provas que demonstram que ela de alguma forma está envolvida na morte da filha, o que é completamente ridículo. Eles sugerem que foi encontrado sangue num carro que o casal alugou 25 dias depois de a Madeleine ter sido levado», disse à BBC Justine McGuiness.

Entretanto, amigos da família citados pela estação britânica também disseram que o advogado de Kate McCann, Carlos Pinto de Abreu, lhe disse que ela poderá vir a ser indiciada pelo desaparecimento da filha.


Kate McCann está desde há três horas a ser ouvida no Departamento de Investigação Criminal (DIC) de Portimão, o mesmo local onde na quinta-feira foi inquirida por mais de 11 horas.

Gerry McCann deverá ser ouvido ainda esta tarde.


Às 10:00 de hoje, o advogado de Kate McCann tinha dito à Agência Lusa que na inquirição da mãe de Maddie, interrompida hoje de madrugada, foi levantada a hipótese de passar a ser arguida, «mas sem nada de definido».

«Da conversa não ressaltou da parte da PJ que hoje ela passasse a ser arguida no caso, mas foi levantada a hipótese. Aliás, essa hipótese existe sempre, desde que uma pessoa é ouvida como testemunha», afirmou Carlos Pinto de Abreu à Lusa.

Recorde-se que nos termos da lei portuguesa ser arguido não significa ser indiciado pela prática do crime, mas é um estado decretado pela instrução do processo quando há convicção e prova que o arguido esteve de alguma forma relacionado com a prática do crime mais directamente.

6 de Setembro
Depois do site do EMIGRANTE/MUNDO PORTUGUES ter avançado ontem com o reacender do caso da menina desaparecida no Algarve, o CM na edição de hoje afirma que segundo os exames dos cães ingleses especialmente treinados para detectar o cheiro de cadáveres foi encontrado um rasto de morte na roupa de Kate McCann, (a mãe da crinça) assim como no peluche que, desde o desaparecimento da filha, a mãe da Madeleine não larga. De acordo com o Correio da Manhã desta quinta-feira, o trabalho foi registado em vídeo e pode servir de prova.

- Um dia depois de ter começado a receber os resultados das análises realizados num laboratório de Birmingham, no Reino Unido, aos vestígios de sangue, cabelos e saliva encontrados no The Ocean Club, a Polícia Judiciária encontra-se hoje com os pais da menina de quatro anos, que desapareceu da Praia da Luz, no Algarve, a 3 de Maio.
Por outro lado o DN afirma que os investigadores concentram neste momento esforços para localizar o cadáver da criança, sem descurar a hipótese de este ter passado por vários locais, entre apartamentos e viaturas. O resultado dos exames deverá levar à realização de importantes diligências ainda hoje, até mesmo detenções.

Recorde-se que se os McCann vierem a ser constituídos arguidos, ficando sujeitos a termo de identidade e residência, serão obrigados a permanecer em Portugal, em nome da eficácia do processo. Quem continua a aguardar a evolução da investigação é Robert Murat, o único arguido até ao momento no processo de desaparecimento da criança britânica, que desde o dia 14 de Maio está sujeito à medida de coacção mínima.

30 de Agosto
Gerry McCann apelou ao eventual raptor da sua filha Madeleine para que a devolva, deixando-a num sítio seguro, ou pelo menos que os ajude a saber o que lhe aconteceu, numa mensagem no "site" que mantém na Internet.
"Se fez algo de que se arrependa, se está numa situação que não é intencional, não é tarde demais para tomar a atitude certa", apela o pai da menina de quatro anos no site www.findmadeleine.com.
Madeleine McCann desapareceu há mais de três meses em circunstâncias até agora desconhecidas, pensando as autoridades inicialmente tratar-se de um rapto, tese que começou gradualmente a ser posta de parte para dar lugar à de que a menina poderá estar morta.
Neste momento, aguardam-se os resultados das amostras recolhidas no apartamento e em alguns carros, que estão a ser analisadas num laboratório em Birmingham, na Inglaterra, há mais de vinte dias.
"Não sabemos quem levou a Madeleine ou porquê. Às vezes as pessoas fazem coisas que nem elas entendem. Um acto de loucura, um acidente ou um impulso súbito podem levar a consequências que as pessoas nunca imaginaram", diz. Gerry McCann está convencido de que, perante tal situação, qualquer "alma humana" acabará por ser atormentada por sentimentos de culpa e medo.
O pai da menina foi recentemente notícia por ter saído a meio uma entrevista a um canal de televisão espanhol, ao ter sido questionado pelo jornalista sobre os alegados vestígios de sangue encontrados no quarto.

26 de Agosto
O pai de Madeleine McCann, a menina britânica desaparecida há mais de três meses da Praia da Luz, Algarve, admitiu que está a pensar regressar ao Reino Unido porque «ficar em Portugal pode estar a tornar-se contraproducente».

«Não há nenhuma decisão definitiva sobre um regresso a casa. Por um lado, ficar em Portugal pode ter-se tornado contraproducente, mas por outro, emocionalmente é muito difícil sairmos de Portugal como uma família de quatro, depois de lá termos chegado como uma família de cinco», disse Gerry McCann.

O pai de Maddie, que esteve sábado no Festival Internacional de Televisão de Edimburgo para falar do papel dos 'media' no caso do desaparecimento da filha, considerou que um regresso pode contribuir para «diminuir a especulação».

Gerry McCann disse também que começou a pensar em regressar ao trabalho: «Não podemos ser um farrapo emocional 24 horas por dia...», disse Gerry, médico cardiologista, acrescentando que investiu muito na sua especialização.

Estas afirmações sobre um possível regresso a breve prazo da família McCann ao Reino Unido foram as mais claras alguma vez proferidas e alguma imprensa britânica interpretou-as como reveladoras de que os McCann decidiram regressar.

Mas a porta-voz dos McCann em Portugal, Justine McGuiness, negou à Agência Lusa que haja qualquer decisão e qualificou essas interpretações como «pura especulação».

Sobre a cobertura mediática do caso, Gerry explicou como ele e a mulher, Kate, foram surpreendidos pela amplitude que essa cobertura assumiu e indicou que o casal pretende reduzir a exposição do caso.

«Nunca, nunca previmos a forma como a história foi mantida no topo da actualidade. Pessoalmente, penso que não era necessário bombardear as pessoas diariamente com a imagem de Madeleine«, disse Gerry na conferência, citado pela agência britânica Press Association.

«Se vamos manter este nível de cobertura? Não. Não pretendemos fazê-lo. Vamos continuar a realizar eventos de tempos a tempos, para lembrar às pessoas que Maddie continua desaparecida e que nós continuamos à procura dela», acrescentou.


24 de Agosto
A Polícia Judiciária admitiu hoje que continua a ter notícias diárias de alegados avistamentos de Madeleine, a menina britânica desaparecida da Praia da Luz, Algarve, mas nega ter recebido informação de um avistamento recente em Espanha.
"Há diversos avistamentos, inclusivamente em território nacional continuam a haver, ainda agora estive com um na mão, ontem estive com mais dois ou três, mas de Espanha não temos conhecimento que tenha existido um avistamento", afirmou à Lusa o Director Nacional Adjunto da Polícia judiciária e da Directoria de Faro.
Agentes da Guardia Civil de Cartagena, próximo de Múrcia (Espanha) estão a investigar a denúncia de duas mulheres que na passada terça-feira dizem ter visto Madeleine McCann.
Segundo uma fonte policial, as duas mulheres asseguravam ter visto a criança britânica numa gasolineira próximo de Tentegorra, no município de Cartagena.
As testemunhas afirmaram ainda que a menina estava acompanhada de um homem, que depois de as ver a observarem-no, meteu a criança, "à pressa", no carro, um modelo Citroen ZX.

23 de Agosto
Agentes da Guarda Civil em Cartagena, próximo de Múrcia (Espanha), estão a investigar a denúncia de duas mulheres que na passada terça-feira disseram ter visto Madeleine McCann, disse hoje à Lusa fonte policial.
A fonte explicou que duas mulheres se apresentaram à Guarda Civil ao início da noite de terça-feira, e asseguraram ter visto a criança britânica numa gasolineira próximo de Tentegorra, no município de Cartagena.
Segundo as testemunhas, a menina estava acompanhada de um homem que, depois de ver que as mulheres o observavam, meteu a criança "à pressa" no carro, modelo Citroen ZX.
Os pais de Madeleine McCann tinham manifestado estarem confiantes que a filha estaria viva e em Espanha, em entrevistas divulgadas quarta-feira por três jornais espanhóis.

21 de Agosto
O porta-voz da Judiciária para o caso Madeleine MacCann desmentiu hoje à Lusa que a polícia inglesa esteja a preparar a detenção de um amigo dos pais da menina, dizendo que essa informação «não tem lógica nenhuma». A informação segundo a qual detectives britânicos se preparam para deter um amigo do casal MacCann em Exeter, Reino Unido, depois de terem recebido indicações da polícia portuguesa, foi avançada pelo jornal inglês Daily Express.

Segundo disse à Lusa o inspector Olegário Sousa, a notícia que aponta para a existência de um suspeito inglês, próximo do casal, relacionado com desaparecimento de Madeleine, a 03 de Maio no Algarve, «não é proveniente» da Polícia Judiciária, nem tem «lógica nenhuma».

Aquele responsável também não confirmou a inquirição alegadamente marcada para hoje, segundo noticia a imprensa nacional, da mulher que vive no apartamento por cima daquele de onde desapareceu a criança de quatro anos.

Olegário Sousa reiterou que a Judiciária não divulga o seu calendário de inquirições, lembrando que, no decorrer de uma investigação, «há sempre a possibilidade» de serem recolhidos mais testemunhos.

Quanto aos resultados das amostras de sangue recolhidas no apartamento do aldamento Ocean Club, onde Madeleine dormia quando desapareceu, e em diversas viaturas, o inspector disse não haver novidades e que a Judiciária continua à espera da chegada das análises, que estão a ser feitas num laboratório inglês.


- Segundo alguma imprensa britânica na altura em que Madeleine McCann desapareceu um líder de um grupo de assaltantes residia no Ocean's Club, local onde a Maddie e a família passavam férias. Segundo os jornais ingleses, a Polícia Judiciária está a investigar a possibilidade de Maddie ter sido raptada por assaltantes, que estiveram envolvidos numa série de roubos no Algarve. Alguns empregados do Ocean Club's estão a ser novamente entrevistados pelos agentes, e a PJ irá falar também com os dois turistas que dizem ter visto o possível raptor. Refira-se que uma residente de um apartamento junto ao dos pais de Madeleine conta que se deparou com um intruso que queria adquirir a chave das propriedades. A cidadã inglesa, de 70 anos, diz que tal como ela, outras testemunhas viram este mesmo homem a vaguear no rés-do-chão, onde se localizava o apartamento onde estava Maddie, na mesma altura em que a menina desapareceu. Também Ian Robertson, que detém de um apartamento situado a cerca de 100 metros, fala de vários possíveis assaltantes. O inglês refere que, em Fevereiro, um grupo de assaltantes entrou no seu apartamento, acontecimento que comunicou às autoridades portuguesas.

20 de Agosto
A Polícia Judiciário pode prender hoje um cidadão britânico no âmbito das investigações sobre o desaparecimento de Madeleine McCann. Segundo avança o jornal inglês Daily Express este cidadão pode ser detido pela PJ que, ainda segundo a imprensa inglesa, irá levar a cabo hoje novas buscas no Algarve.
á a imprensa portuguesa volta a afirmar que os resultados das análises aos vestígios encontrados no quarto dos McCann devem ser hoje conhecidos oficialmente. De acordo com o diário português Jornal de Notícias, a polícia inglesa está a realizar diligências junto de cidadãos britânicos que estavam de férias no Ocean Club quando a Maddie desapareceu.

16 de Agosto
Um porta-voz do laboratório de Birmingham afirmou hoje que ainda não terminaram as análises ao sangue encontrado no apartamento de onde desapareceu Madeleine McCann, depois da imprensa inglesa ter noticiado que o ADN identificado é de um homem.
O diário The Times noticiou hoje que o sangue encontrado não é da criança desaparecida, mas sim de um homem.
"As análises ainda não terminaram. Não podemos fazer comentários, estamos surpreendidos com o artigo do Times", disse à AFP um porta-voz do "Forensic Science Service", de Birmingham, para onde foram enviadas as amostras de sangue.
Até ao momento as análises não permitem qualquer conclusão, disse, entretanto, uma fonte próxima do processo à France Press.
Citando um relatório de quatro páginas, o diário The Times afirma hoje que o sangue pertence a um homem do "sub-grupo europeu do nordeste" e não a Madeleine McCann, desaparecida desde 03 de Maio de um apartamento da Praia da Luz, Algarve.
Esta conclusão terá apenas 72 por cento de certeza devido à degradação da amostra, acrescenta o jornal.

- A imprensa britânica revela hoje que Madeleine McCann morreu na noite do seu desaparecimento, que a polícia portuguesa já sabe quem a matou e que o sangue encontrado no apartamento da Praia da Luz não é da menina.
O Daily Mail revela hoje na sua primeira página que "Maddie morreu na noite do seu desaparecimento", uma notícia assinada por Fiona Barton, que cita o inspector-coordenador da Polícia Judiciária (PJ), Olegário Sousa.
Segundo o Daily Mail, Olegário Sousa revelou que a Madeleine morreu na noite do seu desaparecimento, sublinhando a possibilidade de brevemente serem conhecidos novos suspeitos no caso da menina, que desapareceu a 03 de Maio de um apartamento da Praia da Luz.
Por seu lado, o Daily Express e o Daily Star indicam que a PJ já sabe quem matou Madeleine enquanto o The Times avança que o sangue encontrado no apartamento da Praia da Luz de onde a menina desapareceu pertence a um homem.
Segundo o The Times, que teve acesso aos resultados das análises realizadas num laboratório inglês, esta notícia dá uma nova esperança aos pais de Madeleine, Kate e Gerry McCann, que continuam a acreditar que a sua filha vai ser encontrada viva, 105 dias após o seu desaparecimento.
A análise, que tem um grau de exactidão de 72 por cento, devido ao mau estado da amostra recolhida, mostra que o sangue pertencerá a um homem do nordeste da Europa.
De acordo com o jornal, o laboratório inglês está a realizar mais análises às amostras de sangue disponíveis.
Na sua primeira página, o Daily Mirror prefere destacar uma declaração da mãe de Madeleine, Kate, em que esta aborda pela primeira vez a possibilidade de regressar a Inglaterra: "Podemos regressar a casa sem ela".
Entretanto, contactada pela Agência Lusa, a Polícia Judiciária indicou que as declarações do seu porta-voz terão sido mal interpretadas pela imprensa britânica.

14 de Agosto
O porta-voz da Judiciária para o caso Madeleine disse à Lusa que só depois de conhecidos os resultados das análises de vestígios é que a polícia decide se avança com mais inquéritos aos McCann e amigos. "Se esses resultados permitirem [vestígios de sangue e outros], conjugados com outras provas recolhidas, alterar o estatuto de intervenientes processuais ou adicionar outros intervenientes processuais isso será tornado público", garantiu Olegário de Sousa, referindo que para já não há datas agendadas para novas inquirições.
Vários vestígios, entre os quais sangue encontrado no apartamento do Ocean Club onde Madeleine desapareceu há mais de 100 dias e buscas em 10 carros, estão a ser analisados num laboratório inglês para se saber se pertencem à criança, e os resultados devem ser conhecidos entre esta e a próxima semana.
"Falaram-me em 10, 12 ou 15 dias. É muito pouco provável que cheguem esta semana", admitiu Olegário de Sousa numa entrevista telefónica à Lusa. "Mesmo que cheguem é muito pouco provável que se publicitem os resultados, porque é mais uma das situações que vai cair no segredo de justiça", alertou o inspector da Polícia Judiciária (PJ) e porta-voz no caso, Olegário de Sousa.
Sobre as notícias veiculadas nalguma imprensa sobre o possível despronunciamento de Robert Murat, o único arguido no caso Madeleine, Olegário de Sousa afirmou que será sempre ouvido no Ministério Público como arguido.
O inspector da Judiciária explicou que na lei penal portuguesa, sempre que existe um inquérito contra determinada pessoa, essa pessoa tem de ser ouvida na qualidade de arguido e só o Ministério Público, após análise das provas produzidas, é que pode manter ou retirar o estatuto.
"Se um dos intervenientes processuais no estatuto do arguido não provar as suspeitas iniciais, naturalmente é retirada a qualidade de arguido", acrescentou Olegário de Sousa.
A Lusa tentou contactar o porta-voz do casal McCann para confirmar a vontade de antecipar o encontro semanal com a polícia, mas até ao momento não obteve resposta.
A estação televisiva SIC noticiou que o casal McCann, Kate e Gerry, não vai dar mais entrevistas até que se conheçam os resultados das análises e pretende antecipar o encontro semanal com a PJ.

13 de Agosto
A mãe de Madeleine McCann admite numa entrevista a publicar terça-feira que prefere descobrir a filha morta do que permanecer na incerteza sobre o que lhe aconteceu há três meses, quando desapareceu no Algarve.
"Nunca gostei da incerteza. E este é o pior tipo de limbo. Gerry [pai da criança] e eu falámos sobre isto e, nos nossos corações, ambos preferimos saber - mesmo que saber signifique termos de enfrentar a verdade terrível de que a Madeleine possa estar morta", afirma Kate McCann, numa entrevista à revista feminina "Woman's Own".
As declarações, citadas hoje em vários jornais britânicos, são as primeiras em que que Kate McCann admite que a filha possa estar morta, depois de na semana anterior ter sempre insistido que esperava encontrar Madeleine viva.
Mas Kate confessa que não consegue preparar-se para as "más notícias". "Simplesmente, não sei como" afirma.
A mudança de discurso coincide com a clarificação da Polícia Judiciária portuguesa de que está a seguir uma nova linha de investigação, que ganhou força sobre a hipótese de rapto.
"Nos últimos dias tem havido alguns desenvolvimentos, algumas pistas que apontam para a possível morte da criança", sublinhou sábado à televisão britânica BBC o inspector Olegário Sousa, porta-voz da PJ.
De acordo com amigos da família citados pela imprensa britânica, os pais de Madeleine ficaram incomodados com a mudança de rumo por esta não ter lhes sido comunicada directamente antes de ser tornada pública.

10 de Agosto
O director nacional da Polícia Judiciária (PJ), Alípio Ribeiro, afirmou hoje à Lusa que o caso do desaparecimento da criança inglesa Madeleine McCann «está longe de ser esclarecido», apesar de terem surgido «novos elementos na investigação».

«Há novos elementos na investigação, mas ainda não sabemos onde estes nos irão conduzir», acrescentou o responsável nacional da PJ, considerando, por isso, que a Judiciária «está longe de esclarecer o caso» do desaparecimento da menina inglesa de quatro anos de idade, a 03 de Maio passado na Praia da Luz, no Algarve.

Em declarações à agência Lusa, Alípio Ribeiro revelou que «houve uma evolução na investigação [com a recolha de novos elementos de prova], não estando, contudo, ainda bem claro em que sentido» se irá desenvolver o processo.

«Continuamos a trabalhar em todas as linhas, porque a realidade vai trazendo novos elementos. Uma investigação criminal é, sobretudo, uma dinâmica», sublinhou.

Segundo o responsável, «a PJ tem desenvolvido, desde o início deste caso, uma investigação séria, empenhada e dedicada e tem investido o melhor dos seus meios humanos e técnicos».

«Continuamos todos com o mesmo espírito e empenho do início. Estamos de consciência tranquila quanto ao trabalho desenvolvido», frisou Alípio ribeiro, ressalvando que «a investigação é complexa e tem múltiplas linhas de trabalho».

Além disso, «casos como este, e porque estamos a lidar com pessoas, exigem sensibilidade na aproximação da prova», disse.

O director-nacional da PJ lembrou a «excelente cooperação pericial e técnica da Polícia inglesa» e as «excelentes relações mantidas com o Ministério Público, o tutelar da investigação».

Questionado sobre as inúmeras hipóteses avançadas pela comunicação social, muitas vezes citando fontes policiais, Alípio Ribeiro considerou «natural que à volta de um caso como este se criem distorções».

«Mas a Polícia não cria cenários, baseia-se em provas. A investigação não é um exercício de imaginação», alertou.

«Temos de ser serenos e rigorosos e não nos deixarmos ir pela especulação e não criar falsas expectativas», acrescentou.

Questionado sobre a alegada campanha de difamação da imprensa inglesa em relação à actuação da Polícia portuguesa, Alípio Ribeiro limitou-se a dizer que está «confiante no empenho e dedicação das pessoas» que investigam o desaparecimento de Maddie McCann, faz sábado 100 dias, na Praia da Luz, no Algarve.

As declarações hoje prestadas à Lusa por Alípio Ribeiro trazem uma nova informação, na medida em que uma fonte ligada à investigação do «caso Madeleine» disse terça-feira à Lusa que a PJ considera que «já há uma luz ao fundo do túnel» neste processo, assegurando ter «uma ideia do que pode ter acontecido» à menina desaparecida no Algarve.

«A Polícia vê, neste momento, uma luz ao fundo do túnel sobre o caso do desaparecimento da criança inglesa», afirmou a mesma fonte, sem adiantar mais pormenores.

«O grupo de trabalho envolvido neste caso tem um ideia do que poderá ter acontecido e é com base nessa ideia que estamos a trabalhar, a desenvolver a investigação. É ainda prematuro avançar com hipóteses concretas, porque estas têm de ser consolidadas», adiantou.

Madeleine desapareceu no dia 03 de Maio deste ano quando dormia com os dois irmãos gêmeos num apartamento do empreendimento turístico Ocean Club, na Praia da Luz, no Algarve, enquanto os pais jantavam num restaurante próximo.


- Os pais da menina inglesa desaparecida de um apartamento da Praia da Luz, no Algarve, consideram ridículas as suspeitas do seu envolvimento na possível morte da filha, adiantando que a polícia nunca lhes deu qualquer indicação nesse sentido.
"A polícia nunca nos deu qualquer indicação de que somos suspeitos. De maneira nenhuma", disse Kate McCann numa entrevista ao semanário Expresso, adiantando que os acontecimentos desta semana os levam a pensar que a investigação voltou ao princípio.
Na edição que o jornal publica sábado, mas que já está disponível on-line, os McCann afirmam-se ainda muito perturbados com as notícias que apontam para a possibilidade de Madeleine estar morta, recusando-se a aceitar tal facto.
"Pensar que matámos a nossa filha?! É ridículo (...).É incrivelmente perturbador: por um lado sugerir que a nossa filha está morta e que a polícia tem provas disso, e por outro sugerir que o fizemos", disse Gerry McCann ao Expresso.
Os McCann afirmam desconhecer de onde surgiram as notícias que dão Madeleine como morta e os apontam como suspeitos do seu desaparecimento e garantem que fizeram tudo o que podiam para encontrar filha, que desapareceu do apartamento onde passava férias com os pais no Ocean Club, na Praia da Luz, a 03 de Maio.
"Não faço ideia de onde veio isso. Ficámos e fizemos tudo o que podíamos para encontrar Maddie. Acreditámos sempre, encorajados pela Polícia Judiciária, que Madeleine está viva. Houve buscas no apartamento, numa enorme área da terreno e não há quaisquer provas de que esteja morta. Não podemos aceitar que Maddie esteja morta até que haja uma prova definitiva", disse Gerry McCann.
Sobre a actuação da polícia portuguesa neste caso e o paralelo que tem sido feito com o caso Joana, a menina que desapareceu na Aldeia da Figueira, em Portimão, em Setembro de 2004 e cuja mãe cumpre pena pelo seu homicídio, os McCann sublinham que o que é preciso é saber o que aconteceu.
"Foi seguida uma linha de investigação que não resultou em nada. As provas têm de ser reexaminadas para se chegar à verdade. Óptimo. Já dissemos à polícia tudo o que sabíamos", disse o pai de Maddie, acrescentando que apenas um número reduzido de pessoas sabe o que aconteceu.
"Nós sabemos o que fizemos, a polícia sabe o que fizemos e o raptor sabe o que fez", referiu.
Em relação à gota de sangue encontrada no apartamento onde a criança dormia e que se encontra em Inglaterra para se apurar se pertence ou não a Maddie, os Mccann dizem que querem apenas saber a verdade.
"Seria surpreendente que fosse sangue de Madeleine e só fosse encontrado agora, tanto tempo depois", considerou Gerry.
Os pais da menina inglesa esclareceram ainda que permanecem em Portugal em regime de licença sem vencimento e que é "muito difícil voltar" para Inglaterra porque a sua "vida normal" acabou a 03 de Maio.
Sobre a decisão tomada esta semana de os gémeos, irmãos de Maddie, deixarem de frequentar o Ocean Club, os Mccann dizem que o fizeram para preservar os restantes hóspedes do empreendimento e também para que os filhos não fossem fotografados.
Questionados sobre a quase obrigatoriedade de permanecer em casa, Kate respondeu que será apenas esta semana porque a "imprensa está fora de controlo", uma situação que acredita acabará por passar.
"A atenção que queremos é no desaparecimento de Maddie. Não nas outras crianças. Não é justo", disse Kate.

- O pai de Madeleine McCann, Gerry, garantiu hoje não acreditar "nem por segundo" que algum amigo do casal esteja envolvido no caso que resultou no desaparecimento da filha, há mais de três meses na Praia da Luz.
Kate e Gerry McCann concederam hoje entrevistas de dez minutos cada às três estações de televisão portuguesas (SIC, RTP e TVI).
À SIC, o casal afirmou que os amigos que os acompanhavam naquela noite são de "absoluta confiança", mas disse também compreender que a polícia tenha que fazer o seu trabalho da "forma mais correcta".
A entrevista realizada numa vivenda privada, na zona da Meia Praia, Lagos, surgiu depois de a imprensa portuguesa ter insistido para um encontro com Kate e Gerry McCann, um pedido após três televisões britânicas terem obtido entrevistas em exclusivo.
O casal, que aparentava calma, respondeu a quase todas as questões e admitiu que as investigações voltaram à estaca zero, mas comentaram que está a existir muita especulção e que estão magoados.

9 de Agosto
O inspector da Polícia Judiciária Gonçalo Amaral desvaloriza as notícias da imprensa britânica que hoje destaca uma alegada campanha da PJ para difamar os pais de Madeleine McCann, a menina inglesa desaparecida em Maio, no Algarve. Vários tablóides britânicos recordam a investigação ao "caso Joana", a menina que desapareceu na Aldeia da Figueira, em Portimão, em Setembro de 2004, e cuja mãe (Leonor Cipriano) cumpre pena pelo seu homicídio, insinuando que a Polícia Judiciária (PJ) portuguesa está a montar uma cilada a Kate McCann para a implicar na morte da filha.

O "Daily Mail" faz referência às acusações de agressão de Leonor Cipriano ao inspector da PJ Gonçalo Amaral, coordenador da equipa que investiga o desaparecimento de Maddie.

Contactado pela Lusa, Gonçalo Amaral desvaloriza a alegada campanha, considerando que "é apenas um 'fait-divers' sem importância".

"Não dou qualquer importância a isso. Tenho a consciência tranquila e a convicção que estamos todos a fazer um bom trabalho", afirmou à agência Lusa o coordenador do Departamento de Investigação Criminal da PJ de Portimão.

O inspector considera que a imprensa inglesa "tem necessidade de colocar alguém em causa" e, neste caso concreto, "escolheram os policiais portugueses".

"Podem escrever o que quiserem, estou completamente à vontade", frisou.

O inspector lembrou que o desaparecimento de Maddie MacCann está a ser investigado "por uma equipa de polícias portugueses e ingleses que tudo estão a fazer para desvendar o caso".

Para Gonçalo Amaral, "o mais importante é que a investigação prossiga num clima de serenidade e com o mínimo de ruído".


- Kate e Gerry McCann deixaram hoje de frequentar o aldeamento turístico Ocean Club, na Praia da Luz, dispensando os serviços da creche onde costumavam deixar os filhos gémeos, uma forma de preservarem a sua privacidade. Às 09:00 de hoje, como habitualmente, o casal McCann era esperado pelos órgãos de comunicação social portugueses e ingleses para serem fotografados a irem deixar os gémeos Sean e Emily na creche, mas tal não aconteceu. O casal emitiu na quarta-feira à noite um comunicado a informar que iriam «deixar de frequentar o Ocean Club no futuro próximo», o que aconteceu já esta manhã.

O casal McCann já havia deixado em inícios de Julho de morar no apartamento do Ocean Club, de onde a filha Madeleine desapareceu a 03 de Maio, mas continuavam a usufruir dos cuidados de acompanhamento dos seus filhos gémeos.

Na casa onde estão agora a residir, a cerca de 10 quilómetros do aldeamento Ocean Club, uma vivenda baptizada de «Vista do Mar», sobre o mar, reinava o silêncio e calma ao início da manhã, mas a presença do carro do casal no local dava a entender que a família ainda estava em casa.

No documento distribuído aos jornalistas pelos seguranças do Ocean Club ao início da noite da quarta-feira, os McCann afirmavam estar «preocupados com o impacto negativo» que a presença dos muitos órgãos de comunicação social no Ocean Club poderia causar às famílias em férias e residentes locais.

«Assim decidiram prescindir das facilidades que o Ocean Club proveu, inerentes ao acompanhamento dos filhos, em virtude da presença significativa dos media», refere o comunicado.

Numa clara atitude de preservação da esfera privada e porque não querem «causar indevida perturbação aos veraneantes e residentes da vila da Luz», o casal informou que deixará de frequentar aquele espaço onde a filha mais velha desapareceu há mais de três meses.

Apesar da clara vontade de que a comunicação social se afaste, Gerry Mccann passou rapidamente de carro esta manhã pelo Ocean Club.



- O Jornal de Notícias noticia hoje que os cães ingleses que estão a auxiliar a investigação sinalizaram em vários locais-alvo de buscas no Algarve o mesmo odor que os levou a descobrir, numa parede do quarto do casal McCann, no Ocean Clube vestígios de sangue de um cadáver, supostamente de Madeleine. Ainda segundo este jornal estas novas pistas fazem a PJ acreditar estar à beira de reconstituir o percurso por onde terá passado aquele que se julga ser o corpo de Madeleine McCann.
Nos próximos dias serão dissipadas as dúvidas sobre a quem pertence o vestígio de sangue de pessoa morta assim que for conhecido o resultado das análises a ser efectuadas em Inglaterra.
As investigações dos últimos dias podem dar mais força à tese sobre a eventual morte de Maddie ainda no apartamento já que os cães voltaram a ter reagir de igual forma à que fizeram no quarto nos sítios passados a pente fino pelos investigadores. Entre os alvos de busca estão cerca de 10 automóveis utilizados pela família McCann e seus amigos, alguns terrenos da Praia da Luz e zona litoral algarvia, bem como a casa e quintal de Robert Murat. Os cães estiveram ainda durante várias horas no último piso do parque de estacionamento subterrâneo, localizado em frente à PJ. Refira-se que a pedido da Polícia Judiciária dois dos quatro pisos estão encerrados ao público.

- Os pais de Madeleine McCann, desaparecida no Algarve há cerca de três meses, deslocaram-se ontem à Polícia Judiciária (PJ) de Portimão, no âmbito dos "encontros semanais habituais" com os investigadores do caso, disse à Lusa o porta-voz do casal. O casal McCann saiu da PJ de Portimão cerca das 17:00, tendo ali permanecido cerca de meia hora, disse à Lusa outra fonte.
Os pais de Madeleine McCann afirmaram terça-feira, em entrevista à estação televisiva britânica BBC, que continuam a acreditar que a menina está viva e que essa tem sido sempre a informação transmitida pela Polícia Judiciária. Na entrevista à BBC, Gerry McCann, o pai da menina de quatro anos desaparecida há mais de três meses da Praia da Luz, em Lagos, Algarve, reiterou a sua convicção de que a filha está viva e que foi levada do apartamento no Ocean Club, onde a família se encontrava de férias.
Os pais da criança adiantaram que a Polícia Judiciária (PJ) sempre lhes disse que está à procura da menina viva e que não dispõe de informações contrárias.


8 de Agosto
Os pais de Madeleine estão "furiosos" com as notícias veiculadas pela imprensa portuguesa de que a filha pode ter sido morta no apartamento e de que eles poderão ser suspeitos, revelam hoje os jornais britânicos.
De acordo com o tablóide "The Sun", Gerry e Kate estão "em privado, furiosos por alguns jornais portugueses terem insinuado que eles ou os seus companheiros de férias no complexo de férias da Praia da Luz possam estar por detrás do desaparecimento da criança em Maio".
Gerry foi descrito ao "Daily Mail" como estando a "tremer de raiva" antes da entrevista que o casal deu às televisões britânicas na terça-feira à tarde, e onde reiterou a convicção de que a filha foi retirada do apartamento com vida.
"Kate e eu acreditamos fortemente que Madeleine estava viva quando foi levada do apartamento. Obviamente, o que não sabemos é o que aconteceu depois, quem a levou e por que motivo", afirmou o médico aos jornalistas.
A entrevista seguiu-se a notícias na imprensa portuguesa de que os vestígios de sangue encontrados no quarto de onde a criança desapareceu há três meses poderiam confirmar a tese de que ela teria sido morta no local.
Uma fonte anónima "ligada ao processo" terá dito ao Diário de Notícias que "as suspeitas que sempre recaíram sobre os pais de Maddie" ganharam força nos últimos dias.
"Kate e Gerry estão conscientes do que estas notícias estão a insinuar, que eles - deliberadamente ou por acidente - mataram a Madeleine, ou que foi um dos seus amigos próximos", comentou fonte próxima da família à imprensa britânica.
"Gerry está absolutamente lívido com tudo isto", acrescentou a mesma fonte.
Entretanto, o diário "The Guardian" adianta que uma porção do sangue encontrado na parede do apartamento deverá chegar hoje ao laboratório dos serviços científicos forenses britânicos, em Birmingham.
Caso consigam obter uma amostra de DNA do sangue, esta será comparada com o DNA de Madeleine, mas também com os perfis genéticos existentes na base de dados detida pelo Reino Unido, sublinha o jornal.
A base de dados genéticos britânica possui amostras de DNA de pessoas detidas por ofensas criminais passíveis de serem inscritas no cadastro, tendo em 2005 alcançado os 3,5 milhões, segundo dados oficiais.
Contactada pela Lusa, a polícia britânica não confirmou nem desmentiu que os vestígios de sangue tenham sido enviados para análise no Reino Unido.

- A menina vista em finais de Julho numa esplanada em Tongres, na Bélgica, não é a pequena inglesa Madeleine McCann, que desapareceu em Maio da Praia da Luz, em Lagos, referem hoje dois jornais belgas.
Segundo os jornais diários regionais Het Belang van Limburg e Gazet van Antwerpen, os vestígios de ADN encontrados numa palhinha por onde teria bebido a criança não corresponde ao ADN de Maddie.
Há uma semana, uma psicóloga infantil afirmou ter reconhecido a criança na esplanada de um café em Togres, acompanhada de um homem na casa dos quarenta anos com forte sotaque holandês e de uma mulher de 25 anos.
A procuradoria da localidade belga deverá pronunciar-se hoje de manhã sobre o assunto.

- Os vestígios encontrados no apartamento dos McCann poderão pertencer a qualquer um dos hóspedes que passaram pela casa posteriormente ao desaparecimento de Madeleine, disse à Lusa fonte ligada às investigações, que mantém em aberto a hipótese de rapto. "Nesta altura, todas as hipóteses se mantêm, incluindo o rapto", disse a mesma fonte.
A mesma fonte recordou que na altura do desaparecimento da menina, 03 de Maio, na Praia da Luz, Lagos, todo o apartamento então ocupado pela família McCann "foi passado a pente fino" com "os melhores equipamentos" da polícia científica, pelo que estranhou que só agora viessem a ser detectados vestígios já existentes na altura.
Ressalvou no entanto que "muito eventualmente" os vestígios agora descobertos poderiam ter passado despercebidos nas perícias iniciais, pelo que há uma "remota hipótese" de pertencerem a Madeleine McCann.
"Só os testes de ADN revelarão com toda a certeza a natureza das manchas", disse, observando que os cães da polícia britânica - um cocker spaniel e um border collier - utilizados recentemente em buscas ao apartamento "estão especialmente treinados para detectar sangue e fluídos humanos".
Sublinhou que desde há um mês e meio, o apartamento do Ocean Club, onde os McCann pernoitavam, já foi ocupado por vários hóspedes, e que as manchas poderão ter tido origem, por exemplo, num corte de pele de um deles. A mesma fonte refutou que os inspectores que lideram a investigação do caso saibam desde há várias semanas que a menina está morta, vincando que Madeleine poderá estar viva, uma hipótese que as autoridades não abandonaram.

7 de Agosto
O pai de Madeleine McCann admitiu hoje que é duro ver a sua família como alvo das buscas mais recentes da polícia para encontrar a filha, mas entende que os familiares devem ser tratados como qualquer outra pessoa.
"Claro que é duro", confessou Gerry McCann à pergunta de jornalistas britânicos sobre o facto de o seu automóvel ter sido objecto de buscas na segunda-feira, tal como os automóveis de outros alegados suspeitos. Em entrevista às televisões britânicas Sky News e BBC News, o pai da menina britânica desaparecida há três meses (a 03 de Maio) afirmou que os pais esperam "ser tratados da mesma forma que qualquer pessoa que que tenha estado" à sua volta. "Isso é que é correcto e adequado e estamos mais do que satisfeitos em cooperar com a polícia", garantiu.
Já Kate - que segunda-feira evitou as câmaras dos fotógrafos e prestar declarações à imprensa - considerou "intrusiva" a presença de jornalistas à porta de casa e o facto de a imprensa portuguesa noticiar que os seus testemunhos estão a ser revistos. "É obviamente intrusiva e preferiamos que não fosse o caso e que as pessoas respeitassem a nossa privacidade, mas é mais um obstáculo que temos de ultrapassar", observou. No momento em que passam 96 dias desde o desaparecimento da filha, Gerry McCann considera "encorajador ver que [a polícia] está a olhar cuidadosamente para todas as hipóteses". "É um excelente exemplo da colaboração entre a polícia britânica e portuguesa para tentar resolver o caso da Madeleine e o que lhe aconteceu", salientou.
Questionado sobre que tipo de informações os pais estão a receber da polícia sobre a investigação, Gerry afirmou que foram avisados "com antecedência" dos últimos desenvolvimentos. "Estávamos conscientes de que estes desenvolvimentos iam acontecer, fomos avisados com antecedência, mas naturalmente, após este tempo todo, estamos desesperados por encontrar a Madeleine. Isso é o mais importante", frisou. Recusando comentar a notícia de que terá sido encontrado sangue no apartamento de onde Maddie desapareceu, alegando que que não quer prejudicar a investigação, Gerry adiantou que a polícia afirmou várias vezes que "estava à procura da Madeleine viva e não dela morta", o que Kate confirmou. "Não somos ingénuos, mas em inúmeras ocasiões a polícia assegurou-nos que estava à procura da Madeleine viva e não dela morta", vincou Gerry.
"Kate e eu acreditamos fortemente que Madeleine estava viva quando foi levada do apartamento. Obviamente, o que não sabemos é o que aconteceu depois, quem a levou e por que motivo", continuou.
- Segundo a imprensa britânica, uma equipa de especialistas da polícia britânica está desde a semana passada no Algarve para rever as pistas reunidas pelos investigadores portugueses. No fim-de-semana foi feita uma nova busca com a ajuda de cães da polícia britânica à casa da mãe do único arguido, Robert Murat, situada a poucos metros do apartamento de onde a crianca desapareceu, tendo inclusivamente sido cortada toda a vegetação do jardim. Os mesmos cães foram também levados ao apartamento e, segundo a imprensa portuguesa, foram encontradas vestígios de sangue numa parede, resíduos que estão a ser analisados para ver se coincidem com o ADN de Madeleine. Vários jornais referem agora que a possibilidade de rapto está a ser descartada a favor de uma hipótese de a criança ter sido morta por acidente ou intencionalmente no apartamento onde a família passava férias, eventualmente por alguém próximo. Na opinião de um antigo detective britânico ouvido pela Sky News, existe muita especulação à volta do caso "por a polícia [portuguesa] dar tão pouca informação".
"No Reino Unido, a polícia teria uma estratégia para a comunicação social e estariam a dizer: muito bem, vamos divulgar esta quantidade de informação porque pára a especulação", enfatizou Mark Williams-Thomas.
Para Williams-Thomas, que é especialista em protecção de crianças, foi a presença da polícia britânica que originou os últimos desenvolvimentos na investigação, a cargo da Polícia Judiciária desde que começou, há três meses.
As buscas à casa de Murat terão sido realizadas com o objectivo de "ou acusá-lo com provas ou eliminá-lo [como suspeito]", e o sangue no apartamento "devia ter sido encontrado nos primeiros dois dias".
Temendo que as novas pistas possam levar o inquérito a "começar quase do início", o especialista criticou a polícia portuguesa por ter falhado "imensas etapas" no começo da investigação.
"Esperava ver as persianas a serem retiradas e análises forenses feitas no prazo de uma semana, o que não aconteceu. Não vimos serem tiradas impressões digitais no exterior, e isso poderia ter levado a serem descobertas muitas pistas", denunciou. Lembrou também que a casa do arguido, Robert Murat, "só foi revistada 10 ou 11 dias depois, muito rapidamente, num dia, e não levaram os automóveis". Finalmente, ironizou sobre o facto de ter visto "na noite passada a sra. Murat [mãe de Robert Murat] a conduzir o seu carro até à esquadra da polícia". "Se a polícia queria o carro porque tinha potencialmente provas, devia ter ido e apreendido o carro", afirmou.

- Os pais de Madeleine McCann afirmaram esta terça-feira, em entrevista à estação televisiva britânica BBC, que continuam a acreditar que a menina está viva e que essa tem sido sempre a informação transmitida pela Polícia Judiciária.

Na entrevista dada hoje de manhã à BBC, Gerry McCann, o pai da menina de quatro anos desaparecida há mais de três meses da Praia da Luz, em Lagos, Algarve, reiterou a sua convicção de que a filha está viva e que foi levada do apartamento no Ocean Club, onde a família se encontrava de férias.

Os pais da criança adiantaram que a Polícia Judiciária (PJ) sempre lhes disse que está à procura da menina viva e que não dispõe de informações contrárias.

Sobre as notícias de que vestígios de sangue terão sido detectados no apartamento, podendo indicar que Madeleine terá morrido no quarto, Gerry escusou-se a comentar, afirmando que não pretende expor aspectos da peritagem que possam pôr em perigo a investigação, e referiu que tem informações que não passam para o domínio público.

Gerry admitiu que o carro que têm utilizado foi levado para uma peritagem realizada segunda-feira pela PJ, que abrangeu também viaturas de familiares do único arguido no caso, Robert Murat.

O pai da criança considerou que esta é a «forma correcta», referindo esperar, por parte das autoridades portuguesas, «a mesma precisão e o mesmo tratamento» que estão a ser aplicados a terceiros.

Gerry sublinhou que o casal está «muito feliz» por colaborar com a Polícia e agradeceu o empenho e o trabalho «de muitas horas» das autoridades, que disse estarem «tão empenhadas» quanto os pais da criança.

Por sua vez, Kate destacou que o casal está «muito satisfeito» com a forma como têm decorrido as investigações.

A mãe de Madeleine afirmou-se incomodada com a presença de dezenas de jornalistas junto à casa que alugaram na Praia da Luz, considerou que constitui uma «devassa» à sua privacidade e classificou de «mais um obstáculo» que a família terá de «ultrapassar».

Os pais de Madeleine lembraram que inicialmente tentaram colaborar com a imprensa, pois seria «menos doloroso para todos», mas desde há cerca de mês e meio optaram por uma postura mais reservada, aparecendo apenas em acções públicas, como a deslocação a Huelva no final da semana passada para distribuir panfletos e cartazes a alertar para o desaparecimento de Madeleine.

O casal quer também proteger a privacidade dos filhos gémeos, referindo que tem mantido uma rotina com eles e que as crianças estão «bastante felizes».


- O porta-voz da Judiciária para o caso Madeleine admitiu hoje a probabilidade de novas inquirições, mas frisou que a qualidade em que serão ouvidas algumas pessoas envolvidas no processo depende dos resultados das perícias realizadas nos últimos dias. "É possível que algumas pessoas sejam chamadas, mas a qualidade em que serão ouvidas depende do resultado dos exames", afirmou Olegário Sousa, escusando-se a dizer para quando estão previstas as novas inquirições.
"Desde o início que a PJ nunca pôs cá fora o calendário de inquirições ou interrogatórios", sublinhou, acrescentando desconhecer quando estarão prontos os resultados das perícias efectuadas nos últimos dias.
Durante o fim-de-semana as autoridades retomaram as buscas na casa do único arguido no caso, Robert Murat, e segunda-feira inspeccionaram diversos veículos de pessoas ligadas ao inquérito, nomeadamente familiares de Murat.
Na sua edição de segunda-feira, o Jornal de Notícias avança que a menina de quatro anos pode ter morrido por acidente no quarto do Ocean Club, onde estava instalada com os pais, depois de terem sido descobertos vestígios de sangue de uma pessoa morta numa das paredes.
Em declarações à Lusa, o inspector chefe Olegário Sousa, disse que, apesar dos "grandes pormenores" descritos pela Imprensa em relação ao caso, a Judiciária "não confirma nem desmente" as informações avançadas.
"Há uma linha da investigação que continua em aberto, mas não posso pormenorizar qual", dizendo apenas, que no decorrer da investigação, algumas hipóteses foram ganhando força, enquanto outras perderam.
Quanto à alegada relação entre o suicídio de um pedófilo suíço que segundo o The Times terá estado no Algarve na altura do desaparecimento da menina e o caso Madeleine, Olegário Sousa diz desconhecer que as autoridades daquele país tenham comunicado algo à judiciária.
"Se as autoridades suíças entenderem que há indícios farão chegar essa informação à polícia portuguesa através da Interpol", conclui.
O advogado de Murat escusou-se também a comentar as perícias efectuadas, escudando-se no segredo de justiça e reforçando a ideia de que por agora apenas está empenhado em que o cliente deixe de ser arguido no caso.
"Sei quais foram os resultados, mas não irei tecer comentários", afirmou, acrescentando que todas as diligências serão importantes para que Murat deixe de ser arguido no processo.

- A Polícia Judiciária (PJ) sabe, há um mês, que Madeleine McCann foi morta na noite de 3 de Maio, no apartamento do resort do The Ocean Club, na Praia da Luz, tendo abandonado definitivamente a hipótese de rapto, noticia o Diário de Notícias na edição de hoje.
Segundo o jornal, que cita fontes ligadas à investigação, as suspeitas que desde o desaparecimento da menina sempre recaíram sobre os pais de Maddie tomam agora mais força.
A certeza de que Maddie terá morrido, por homicídio ou negligência, é baseada em novo indício, e desencadeou as buscas efectuadas pela PJ na Praia da Luz, há cerca de duas semanas, adianta o DN.
Essa certeza, diz o jornal, motivou a deslocação de agentes da polícia britânica, que se encontram na Praia da Luz a apoiar as investigações da polícia portuguesa, acompanhados de cães pisteiros especialmente treinados para detectar cadáveres.

- Alguns dos veículos de familiares de Robert Murat, único arguido no caso do desaparecimento de Madeleine McCann, foram inspeccionados hoje à tarde num parque de estacinamento no centro de Portimão, disse à Lusa fonte ligada ao processo. Segundo a mesma fonte, as viaturas, entre as quais uma autocaravana, foram levadas para aquele parque de estacionamento subterrâneo, no largo da Câmara Municipal e próximo das instalações da PJ em Portimão. A mãe de Robert Murat foi vista várias vezes a conduzir a autocaravana que foi inspeccionada. A PJ, contactada pela Lusa, escusou-se a pormenizar esta diligência, nomeadamente que exames terão sido feitos e a esclarecer qual o motivo destas buscas. Dois pisos subterrâneos do parque de estacionamento estão vedados desde o início da tarde, onde as autoridades estão a realizar exames periciais às viaturas. Cerca das 17:30, cinco dos veículos, conduzidos por inspectores e funcionários da Polícia Judiciária, abandonaram o parque, desconhecendo-se qual o seu destino.

6 de Agosto
Madeline McCann pode ter morrido por acidente no quarto do Ocean Club, no Algarve, onde estava instalada com os pais, avança o Jornal de Notícias na sua edição de hoje.
De acordo com o jornal, vestígios de sangue de uma pessoa morta, presumivelmente da pequena Madeleine, foram descobertos numa parede do quarto ocupado pelo casal McCann, no apartamento do "Ocean Club", em Lagos, de onde a menina desapareceu, no dia 3 de Maio.
O facto, ainda segundo o JN, situa a morte da criança dentro do apartamento, mas não é certo para os investigadores que se tenha tratado de homicídio, apesar de, e de acordo com os elementos recolhidos pelos peritos forenses, alguém ter tentado limpar os referidos vestígios
Os novos indícios podem levar PJ a interrogar de novo família e amigos da criança desaparecida, adianta o jornal.
A Policia Judicária deu no domingo por terminadas as buscas que levou a cabo nos últimos dois dias na propriedade de Robert Murat, o único arguido no caso do desaparecimento de Madeleine McCann, disse à Lusa fonte daquela polícia. Mais de uma dezena de inspectores estiveram durante todo o dia na casa Liliana, onde o arguido reside com a mãe, de onde a maioria saiu pelas 15:45 horas, tendo os últimos homens abandonado o local cerca das 16:10, constatou a agência Lusa no local. Durante as buscas os agentes ultilizaram um cão pisteiro de raça Border Collie.
Fonte da PJ escusou-se a revelar os resultados das buscas, confirmando que o número de agentes envolvidos foi aumentando ao longo do dia.
Robert Murat e o seu advogado, Francisco Pagarete, acompanharam todas as deligências da PJ e já se encontram novamente no interior da propriedade, após uma saída de duas horas para almoço.
Os agentes da PJ iniciaram o segundo dia de buscas um pouco antes das 7:00 da manhã na casa que fica a uma centena de metros do apartamento de onde a menina inglesa desapareceu a 3 de Maio último.
"O trabalho de ontem (sábado) consistiu em preparar o terreno para as operações científicas de hoje e tinham mesmo que ser feitas", disse fonte da PJ ao início da manhã.

- Um segundo suspeito no caso do desaparecimento de Madeleine McCann está a ser vigiado há várias semanas pela polícia por ter laços com o único arguido, Robert Murat, noticia hoje a imprensa britânica.
"Murat não é o único nome. Outro homem tem estado sob vigilância há várias semanas", revela uma fonte policial citada pelo jornal "The Sun".
De acordo com a mesma fonte, "factores relacionados com o seu passado e movimentos na altura [do desaparecimento] levaram a polícia a suspeitar que ele possa estar envolvido", após declarações de uma testemunha importante.
A informação da existência de um segundo suspeito, que estará a ser filmado e seguido sem o saber, é notícia noutros dois tablóides, o "Daily Mirror" e o "Daily Express", ambos citando fontes não identificadas.
O alegado "cúmplice" do raptor corresponde à descrição de um homem que levava uma menina embrulhada num cobertor na noite do desaparecimento de Madeleine, a 03 de Maio, segundo os dois jornais.
"É também possível que o segundo homem não tenha estado envolvido fisicamente no rapto, mas saiba quem foi e esteja a esconder o crime", afirma uma fonte próxima da investigação portuguesa ao "Daily Mirror".

- Os tablóides britânicos referem a existência de testemunhos que localizam Robert Murat bêbado num bar na noite do desaparecimento de Madeleine, contrariando o alibi de que estaria em casa com a mãe.
A pista do segundo suspeito é tratada pela imprensa britânica com maior destaque do que a alegada descoberta de vestígios de sangue de um cadáver no apartamento onde a família McCann passava férias quando a menina desapareceu enquanto dormia.

- As novas buscas à casa onde Robert Murat vivia com a mãe foram também amplamente cobertas pela imprensa britânica, principalmente os tablóides "Daily Express" e "Daily Mirror", que voltam a dar destaque de primeira página ao assunto.

- Para marcar os 100 dias desde o desaparecimento da filha, Kate McCann deu extensas entrevistas aos semanários "The Observer" e "Sunday Times", onde expressa o seu sofrimento pelo que aconteceu.
"Arrependo-me desesperadamente de não ter lá estado para a ajudar. Todas as horas ainda me pergunto: 'Porque é que pensei que era seguro?', confessa ao "Sunday Times".
Contando ainda a relação forte com a filha, que nasceu depois de tratamentos contra a infertilidade, Kate volta a contestar as críticas à atenção que estão a ter da comunicação social e aos potencias efeitos negativos de tanta publicidade.
"Algumas pessoas dizem que a publicidade pode prejudicar, que ela pode estar escondida por causa disso. Mas o que é que podemos fazer, ficar sentados e não fazer nada?", questiona.

4 de Agosto
- As buscas que decorrem desde o início da manhã na casa de Robert Murat são para confirmar ou não eventuais indícios surgidos na investigação ao desaparecimento da menina britânica, disse à Lusa fonte ligada à investigação. «É uma diligência no âmbito da investigação, entre as muitas que tem sido feitas e que servem para confirmar ou infirmar indícios recolhidos pelos investigadores», disse a fonte.

A mesma fonte referiu ainda que a medida de coacção aplicada a Robert Murat (termo de identidade e residência, a medida menos gravosa), o único arguido no caso do desaparecimento da menina britânica na praia da Luz, poderá vir a ser agravada no âmbito desta diligência.

Escusando-se a pormenorizar se Robert Murat poderá vir a ser detido, a mesma fonte disse «que tudo pode acontecer».

«O processo continua a decorrer, temos que verificar todos os elementos de prova que os investigadores tem recolhido e como tal as diligências mantêm-se no seguimento do processo», explicou a fonte, sublinhando que as buscas de hoje tanto podem demorar mais duas horas como três ou quatro dias.

«Tudo depende do que for encontrado e que corresponda ao que está nas mãos do investigadores», concluiu.

Na casa Liliana, propriedade da mãe de Robert Murat, mantém-se cerca de uma dezena de inspectores da Polícia Judiciária, militares da GNR, elementos da Protecção Civil Municipal de Lagos e trabalhadores de uma empresa de jardinagem que têm desbastado vegetação nos jardins da residência em áreas previamente delimitadas por fitas de polícia.

Ao local têm acorrido igualmente inúmeros jornalistas portugueses e estrangeiros, tendo em conta o mediatismo do caso que despoletou no início de Maio quando Madeleine McCann, de 3 anos de idade, desapareceu do apartamento onde dormia com dois irmãos gémeos, na Praia da Luz, em Lagos.


-Robert Murat, único suspeito do desaparecimento de Maddie McCann, está desde as 7:00 a acompanhar as buscas no interior de sua casa na praia da Luz, onde inspectores da Polícia Judiciária e GNR estão a fazer limpeza no terreno. O porta-voz de Robert Murat, Tuck Price, disse à agência Lusa que as autoridades chegaram às 07:00 da manhã ao local munidas de um mandado judicial.
Fontes polícias britânicas, citadas pela imprensa do Reino Unido, dizem que as buscas na casa de Murat podem durar até quatro dias. A Lusa constatou no local que as autoridades - pelo menos oito inspectores da PJ e militares da GNR - delimitaram várias zonas com fitas policial e que procedem a operações de limpeza do terreno em torno da habitação. No interior do terreno da vivenda estão também vários veículos da protecção civil e da Polícia Judiciária.
Para o local deslocaram-se já vários jornalistas ingleses e portugueses que acompanham os trabalhos, criando-se novamente o cenário que foi habitual ao longo de cerca de dois meses logo após o desaparecimento de Madeleine McCann. Francisco Pagarete, que tal como Robert Murat está dentro da habitação, disse à agência Lusa que já é formalmente advogado do único arguido, mas recusou a dar qualquer informação adicional sobre as buscas desta manhã.
A casa situa-se a cerca de uma centena de metros do apartamento onde a menina desapareceu a 0 de Maio, enquanto dormia com dois irmãos gémeos e os pais jantavam no restaurante do resort, a cerca de 50 metros.
As autoridades policiais escusaram-se para já a fornecer elementos sobre a sua actuação no terreno de Robert Murat, o único suspeito até agora no envolvimento no caso, mas revelaram que a PJ se têm mantido activa e que têm efectuado outras diligências, nomeadamente em casa de familiares do inglês de 33 anos.

3 de Agosto
Faz hoje, dia 3 de Agosto, precisamente três meses que Madeleine McCann desapareceu no Algarve quando passava férias com os pais na praia da Luz em Lagos no complexo Ocean Club. Até hoje e com as investigações policiais a decorrerem sem parar já foram ouvidas muitas possíveis testemunhas. O inglês Robert Murat é o único arguido neste caso. Os pais continuam a acompanhar a investigação de muito perto (vivem agora no Algarve), encontrando-se frequentemente com a Polícia Judiciária.

2 de Agosto

- Algumas testemunhas referiram à polícia belga terem visto uma criança semelhante a Madeleine McCann na fronteira belga-holandesa acompanhada de um homem que dizem ser holandês e de uma mulher supostamente britânica. Segundo a polícia belga de Torges o possível suspeito evidenciava um "comportamento estranho" referindo que este deverá ter aproximadamente 40 anos, 1,80 m de altura, e na ocasião tinha uma barba de alguns dias. A mulher aparentava ter cerca de 25 anos.

Retrato robot de um possível suspeito

Ainda segundo as testemunhas o casal suspeito viajava num carro de marca Volvo, modelo recente, com uma matrícula belga que começa pelas letras VUV.

Outras testemunhas referiram ter visto Maddie na esplanada do café "De Pause" em Torges.
A polícia belga difundiu esta quarta-feira um retrato-robot do suspeito.

25 de Julho

A notícia foi avançada pelo jornal inglês «Daily Express»: uma nova testemunha terá afirmado à Polícia Judiciária (PJ) que viu um homem, perto das 21h30, a andar apressadamente em direcção à Igreja da Praia da Luz, junto à praia, na noite em que Madeleine McCann foi raptada.

Esta informação vem corroborar o testemunho de uma amiga do casal McCann, Jane Tanner, que já tinha dito anteriormente à PJ ter visto, na noite de 3 de Maio, um homem a descer a rua apressadamente com uma criança enrolada num cobertor, sensivelmente à mesma hora. A rota que terá sido tomada a pé, passa pela frente da entrada do empreendimento onde os pais se encontravam a jantar nessa noite, e depois por um supermercado, que a essa hora já estaria fechado. Mais abaixo, em direcção à praia, encontra-se a Igreja de Nossa Senhora da Conceição, já perto da praia.


Murat: suspeitas reforçadas

Entretanto, o jornal online Diário Digital referia no dia 23 de Julho Robert Murat seria confrontado ao longo desta semana pela Polícia Judiciária (PJ) com novas informações entretanto recolhidas pelos inspectores sobre o caso, e que vêm reforçar a ideia de que o britânico estará envolvido no desaparecimento da criança.

Robert Murat - o único arguido até ao momento no âmbito do rapto da menina inglesa - afirmou desde o início à polícia que na noite do desaparecimento jantou na vivenda da sua mãe, localizada a cerca de 200 metros do apartamento do resort The Ocean Club, onde a criança dormia com os dois irmãos gémeos. Disse ainda à polícia que deitou-se cedo, mas algumas testemunhas afirmaram à polícia que o arguido ajudou nas buscas na noite, e serviu até como tradutor.

13 de Julho
O pai da menina britânica que desapareceu em Maio de um aldeamento na Praia da Luz (Algarve), partiu ontem para Inglaterra, onde procura obter informações sobre o andamento das investigações policiais, anunciou hoje a porta-voz da família.
Em comunicado enviado hoje à agência Lusa, a porta-voz do casal, Justine McGuiness, explica que, além dos encontros com a polícia, Gerry McCann deslocou-se ao Centro de Protecção Online de Exploração de Crianças, (CEOP), em Londres, para «aprender técnicas policiais de investigação, e de como traçar perfis» de pessoas implicadas em crimes contra crianças. Após a visita, Gerry McCann disse acreditar «que as polícias estão a fazer tudo o que podem para encontrar Madeleine», sublinhando ter aprendido «mais sobre algumas técnicas usadas para traçar o perfil de raptores de crianças». «Esperamos que isto nos ajude a compreender melhor as investigações», disse Gerry, agradecendo os «esforços das polícias portuguesa e britânica para encontrar Madeleine». Na terceira deslocação que efectuou ao reino Unido desde o desaparecimento da sua filha, Gerry McCann participou, quinta-feira à noite, num jantar da federação das policias britânicas, destacando durante o seu discurso «a importância do apoio de todo o mundo, para ultrapassar os dias sem a Madeleine». Gerry prometeu continuar «a trabalhar com as polícias e as agências de apoio às crianças, para manter a campanha de Madeleine bem como do desaparecimento de outras crianças». «Kate e eu esperamos que este esforço combinado ajude a tornar o mundo um pouco mais seguro para todas as crianças. Acreditamos que existe um sentimento forte de que o mundo se tenha tornado um lugar demasiado pequeno para tolerar os crimes contra as crianças», observou.

O comunicado acrescenta que «a família McCann mantém-se convencida que Madeleine está viva», apelando a quem tenha informações sobre o seu paradeiro que informe a polícia, revelando ainda que o casal se mantém em «contacto regular» com as polícias de Portugal e do Reino Unido.

Gerry McCann, médico cardiologista, deverá regressar à Praia da Luz ainda hoje.



11 de Julho

- O único arguido do processo relacionado com o desaparecimento de Madeleine, Robert Murat, já saiu das instalações da Polícia Judiciária de Portimão, onde esteve a ser ouvido desde as dez da manhã. Robert Murat começou a ser ouvido às 10:00, fez apenas uma interrupção de cerca de uma hora e meia para almoço e saiu pouco depois das 18:00 das instalações da PJ de Portimão sem prestar declarações aos jornalistas.

Fonte da investigação disse à agência Lusa que Robert Murat esteve a ser inquirido para despistar ou confirmar pormenores do seu depoimento inicial bem como elementos que podem constituir prova encontrados a quando do inicio das investigações. A mesma fonte adiantou que o cidadão britânico pode, caso seja necessário, voltar quinta-feira às instalações do Departamento de Investigação Criminal (DIC) de Portimão.


- Os amigos do casal McCann foram ouvidos durante uma hora e meia nas instalações da PJ. Fonte ligada à investigação, citada pelo «Diário Digital», disse que a deslocação dos três britânicos tratou-se de uma diligência processual, escusando-se a revelar pormenores, alegando o segredo de justiça.

Os três ingleses, Rachael Oldfield, de 36 anos, Russell O'Brien, de 36 e Fiona Payne, de 34, entraram no Departamento de Investigação Criminal (DIC) da PJ de Portimão cerca das 11h, uma hora depois da chegada de Robert Murat, que até ao momento é o único arguido no caso. Murat, saiu da Judicária pouco antes dos britânicos, regressando àquelas instalações por volta das 14h35, onde se encontra a esta hora.

Os três britânicos não prestaram declarações aos jornalistas mas a porta-voz dos McCann emitiu uma nota à Agência Lusa dando conta da reacção dos amigos do casal a esta diligência policial. "Estamos muito satisfeitos por poder ajudar a polícia na sua investigação. Todos nós queremos fazer tudo o que pudermos para ajudar a encontrar Madeleine para que volte a estar com os seus pais. Eu sei que Kate e Gerry estão muito gratos aos portugueses pelo seu enorme apoio», afirmou na nota uma das amigas, Rachel Oldfield.

Na nota pode ainda ler-se que "a investigação para encontrar Madeleine continua activa" e que "Kate e Gerry McCann estão em contacto regular com a polícia portuguesa". A terminar surge mais um apelo: "Quem saiba de qualquer informação sobre o paradeito de Madeleine deve contactar a polícia na sua zona de residência ou ligar para 00441883731336".

Entretanto António Toscano, jornalista espanhol, chegou hoje a Portugal dirigindo-se às instalações da DIC da Judiciária para fazer a entrega de documentação que diz sustentar a tese de que a menina foi raptada pelo indivíduo conhecido por «El Francês», ligado a uma rede internacional de pedofilia.


Mais diligencias

Além de Robert Murat, a Judiciária tem já marcadas para esta semana outras diligências com testemunhas, entre as quais a cidadã alemã sócia de Murat numa imobiliária e o seu companheiro português. O objectivo será, mais uma vez, confrontá-los com factos apurados no decorrer da investigação iniciada a 3 de Maio.

Madeleine McCann, de quatro anos, desapareceu do quarto onde dormia com os dois irmãos num apartamento do aldeamento turístico Ocean Club, na Praia da Luz, enquanto os pais, Gerry e Kate McCann, jantavam com um grupo de amigos num restaurante próximo. A Judiciária acredita que a chave do caso está na Praia da Luz e nas pessoas que ali se encontravam na altura, e continua a aguardar o resultado de algumas perícias laboratoriais, nomeadamente genéticas. Entre estas contam-se diversos testes a amostras recolhidas em Sotogrande, Algeciras, em Espanha, onde foi detido um industrial italiano (que ficou em prisão preventiva) e a sua companheira portuguesa, acusados de tentativa de extorsão ao casal McCann, no valor de quatro milhões de euros.


- O único arguido no caso Madeleine voltou na manhã de hoje, 11 de Julho, à Polícia Judiciária. Robert Murat - que já ontem tinha sido interrogado durante mais de sete horas - chegou às instalações da PJ de Portimão por volta das 10 horas, acompanhado pelo advogado e mostrou-se bastante tranquilo.

Uma hora depois, entraram na PJ três amigos do casal McCann, duas mulheres e um homem que viajaram propositadamente de Inglaterra para serem inquiridos na qualidade de testemunhas no processo. Espera-se um dia longo.

- Hoje deverá deslocar-se à tarde, à Polícia Judiciária de Portimão, o jornalista ‘free-lancer' espanhol Antonio Toscano, que garante saber a identidade de quem raptou Madeleine e afirma que este envolve uma rede pedófila europeia. Antonio Toscano revelou que tenciona entregar aos investigadores alguns documentos que, em seu entender, comprovam a sua teoria, isto apesar de a PJ já ter considerado essa pista como inválida.

10 de Julho
- Robert Murat foi ouvido durante sete horas e meia nas instalações da Polícia Judiciária (PJ) de Portimão, com os investigadores a procurarem contradições nas declarações do único arguido e principal suspeito no caso do desaparecimento de Madeleine McCann. Além de possíveis contradições, a PJ terá confrontado o arguido com elementos novos recolhidos durante a investigação. Esta foi a primeira vez que Robert Murat voltou a ser ouvido na PJ desde que foi constituído arguido, a 14 de Maio passado.

- O único arguido no caso da menina desaparecida em Lagos está a ser ouvido no Departamento de Investigação Criminal de Portimão, na sequência da investigação da PJ.
Segundo a SIC Notícias, estariam também nas instalações da Polícia Judiciária de Portimão a alemã que é sócia de Robert Murat no ramo imobiliário e o seu companheiro, ambos arrolados como testemunhas no mesmo processo.

Entretanto, fonte da PJ disse à Lusa que o jornalista espanhol freelancer António Toscano vai quarta-feira deslocar-se ao Departamento de Investigação Criminal de Portimão para entregar documentos que sustentam a sua tese de que a menina terá sido raptada por um indivíduo conhecido como «El Francês» e que este terá relações com redes pedófilas. Aquele jornalista já foi ouvido no âmbito das investigações, tendo-se deslocado a Portugal no dia 27 de Junho. Na altura entregou todos os elementos que afirmava ter sobre o desaparecimento de Madeleine McCann.

Toscano explicou que a sua deslocação a Portugal não teve como única finalidade a entrega de documentos ás autoridades portuguesas mas também a recolha de outras informações «para continuar a investigar o caso».

O director da PJ, Alípio Ribeiro, afirmou dois dias depois da visita do jornalista espanhol que o seu depoimento não merecia «particular credibilidade» à polícia portuguesa.

6 de Julho
A polícia holandesa deteve um homem por alegada tentativa de extorsão ao casal McCann, pais da menina desaparecida no inicio de Maio na Praia da Luz (Algarve), disse hoje à lusa fonte próxima da investigação. Segundo a mesma fonte, os investigadores aguardam informação por parte da polícia holandesa, que deverá chegar durante o dia de hoje, e que será dada a conhecer através de um comunicado.
Já no final de Junho um italiano foi detido em Cadiz por alegadamente ter tentado apropriar-se dos quatro milhões de euros prometidos a quem desse informações sobre o paradeiro de Madeleine McCann.

4 de Julho
O pai de Madeleine McCann fez de novo um apelo aos possíveis raptores da filha, pedindo para a «deixarem voltar». «Por favor, devolvam-na», disse Gerry McCann que voltou a agradecer o apoio que tem chegado ao casal oriundo de todo o mundo, destacando a comunidade portuguesa da Praia da Luz.

Numa curta entrevista dada aos jornalistas, no dia em que faz dois meses que Maddie desapareceu os pais de Madeleine McCann admitiram que tem existido muita especulação em torno do caso, facto que não ajuda as investigações.
O casal referiu ainda que quer ficar com a família na Praia da Luz até ao aparecimento de Madeleine, porque diz que é onde se sente «mais perto da investigação», sendo por isso «importante» manter-se no local.


30 de Junho
- A portuguesa Aurora Vaz Pereira e o italiano Danilo Chemello foram ontem ouvidos pela Justiça espanhola, dois dias depois de terem sido detidos num aldeamento de luxo no Sul do Espanha por suspeita de ligação ao desaparecimento de Madeleine McCann. Aurora Vaz Pereira prestou declarações perante o tribunal de primeira instância, em San Roque, município onde se situa o aldeamento onde foi detida. A decisão da juíza foi adiada para amanhã. O cidadão italiano também deverá ser ouvido no âmbito do processo de extorsão aos pais de Maddie.
Segundo a edição de hoje do Correio da Manhã a portuguesa Aurora Vaz Peireira está a ser ainda investigada a pedido das autoridades francesas por possível envolvimento numa rede de adopção ilegal. Aurora também cumpriu pena por maus tratos à filha tendo sido condenada a cinco anos de pena suspensa por incriminar o ex-marido. Terá também criado um banco ilegal de esperma.
Já o industrial italiano foi chamado por causa de um mandado internacional de captura emitido em França tendo sido ontem sujeito ao primeiro interrogatório judicial mas não respondeu pelo caso Madeleine. Danilo cumpriu 18 meses por maus tratos à filha. Sobre ele pende um mandado de captura por conspiração para matar uma juíza e pode ter ligações ao tráfico de arte

-O jornal italiano Il Messaggero noticiou que o italiano Danilo Chemello, de 61 anos, e a sua companheira portuguesa Aurora Pereira Vaz, detidos quinta-feira, em Espanha, no âmbito do desaparecimento de Madeleine McCann, pretendia apropriar-se dos quatro milhões de euros prometidos a quem desse informações sobre o paradeiro de Madeleine.
Entretanto um juiz espanhol decretou segredo de justiça sobre a detenção deste casal. A ordem do juiz espanhol da cidade de Torremolinos significa que a polícia deixa de poder fazer comentários sobre os desenvolvimentos do caso, apesar de os dois suspeitos continuarem detidos, afirmou hoje sob anonimato um porta-voz da polícia espanhola.
Recorde-se que o jornal espanhol El Mundo identificou a portuguesa detida no Sul de Espanha como sendo Aurora Pereira. Dois agentes da Polícia Judiciária portuguesa participaram nas detenções, noticiou ainda a agência Associated Press (AP). Um inspector da PJ declarou no local à AP que se suspeita que os dois detidos estejam envolvidos no caso Madeleine, mas ressalvou que ainda não existem provas concretas.
Sobre o italiano detido, Alípio Ribeiro, director nacional da Polícia Judiciária, referiu que a polícia "está a aguardar para saber que informações estão na sua posse", mas alertou que para já "não se podem criar falsas expectativas". De acordo com um porta-voz da polícia espanhola, o casal detido terá tentado "cobrar a recompensa oferecida pelos pais" de Madeleine McCann, que desapareceu do quarto onde dormia na Praia da Luz, Algarve, a 3 de Maio. Fontes policiais espanholas também adiantam que até agora não haverá uma ligação directa dos detidos com o desaparecimento da criança e o mesmo dizem fontes do Ministério italiano dos Negócios Estrangeiros.

29 de Junho
- A Polícia Judiciária (PJ) anunciou hoje que, até ao momento, "não é possível responsabilizar" o casal detido em Algeciras (Espanha) pelo desaparecimento da menina inglesa Madeleine McCann em Maio no Algarve. A PJ refere, em comunicado divulgado ao final do dia, que o casal, de 61 e 54 anos, ficou detido "pelo cometimento de outros crimes". A Judiciária esclarece ainda que se encontra "há vários dias" a acompanhar o desenvolvimento da acção policial de captura dos suspeitos em Espanha, "equacionando e despistando qualquer ligação ao caso Madeleine, tal como vem acontecendo com outras pistas que lhe chegam ao conhecimento".
Elementos da PJ acompanharam no local a operação policial que levou à detenção do casal, diz a nota, acrescentando que "as diligências prosseguem, por forma a recolher todos os elementos adequados ao esclarecimento das suspeitas". Segundo fontes contactadas pela Agência Lusa, o detido é de nacionalidade italiana e era alvo de um mandado de captura internacional emitido por França.
Apesar de a PJ não confirmar as identidades dos detidos, vários órgãos de comunicação social espanhóis referem que a mulher é de nacionalidade portuguesa. Entretanto, o porta-voz da PJ para este caso, Olegário Sousa, disse à agência Lusa que "para já não está confirmado que o casal esteja envolvido no caso do desaparecimento de Madeleine McCann".
Fonte próxima da PJ tinha dito anteriormente à Lusa que o italiano hoje detido pela Polícia espanhola perto de Cádiz (Espanha) "não está referenciado como pedófilo", mas andava a telefonar a uma advogada de Málaga a dizer que sabia "coisas" sobre o desaparecimento de Madeleine McCann.
Segundo a mesma fonte, o homem está referenciado pelas autoridades policiais como alegado falsificador de obras de arte e não como pedófilo, tendo a sua detenção resultado de uma acção conjunta das Polícias francesa, portuguesa e italiana. Já depois de detido pela Polícia espanhola, o homem - cuja identidade não foi revelada - ter-se-á mostrado disponível para falar sobre o desaparecimento da menina inglesa, mas a Polícia duvida da sua credibilidade. Segundo a mesma fonte, o homem vivia numa casa "super-protegida" perto de Cadiz, o que dificultou a operação policial de detenção, que ocorreu à hora de almoço. Uma outra fonte ligada às investigações adiantou que o italiano detido é procurado em França por suspeita de estar envolvido na preparação do assassínio de um juiz.
Orgãos de comunicação social espanhóis admitem a hipótese de que o detido tivesse o objectivo de extorquir dinheiro aos pais da menina inglesa desaparecida a 3 de Maio.

- Segundo o jornal espanhol El Mundo a portuguesa detida no Sul de Espanha, e que pode estar relacionada com o desaparecimento de Madeleine McCann, está identificada como Aurora Pereira. Citando a agência Ansa, o jornal adianta que ela tem uma relação sentimental há dez anos com o outro detido quinta-feira, o italiano Danilo Chemello, de 61 anos, natural de Sandrico (Vincenza).

Ainda segundo a mesma fonte fora emitido um mandado internacional de captura contra Chemello, emitido por França, por delito de associação ilícita, adiantando que o detido já cumprira uma de prisão de 18 meses em França por ter maltratado uma filha menor. Segundo o jornal, o casal detido tentou «cobrar a recompensa oferecida pelos pais» de Madeleine McCann, que desapareceu do quarto onde dormia na Praia da Luz, Algarve, a 3 de Maio.

Segundo o jornal, citando fontes policiais espanholas, não haverá uma ligação directa dos detidos com o desaparecimento da criança e o mesmo dizem fontes do Ministério italiano dos Negócios Estrangeiros.

O juiz de Torremolinos que acompanha a detenção do casal decretou o segredo de justiça para o caso, salienta o jornal.


- As autoridades espanholas detiveram um homem italiano e uma mulher alegadamente portuguesa numa urbanização de Cádiz, Espanha, por eventual ligação ao desaparecimento da menina britânica Madeleine MacCann, há 56 dias, no Algarve.
O cidadão italiano foi detido com base num mandato internacional emitido em França, mas não existe para já confirmação de um vínculo directo ao desaparecimento de Madeleine, estando as autoridades espanholas a investigar essa possível ligação.
A operação da Polícia espanhola começou às 05:00 do dia 28 de Junho num município perto de Algeciras (Cádiz), onde estiveram agentes da brigada anti-raptos da Unidade de Delitos Especializados e Violentos a revistar uma vivenda, segundo a edição electrónica do jornal espanhol El Pais.
De acordo com fonte da Polícia Judiciária (PJ) contactada pela agência Lusa, o cidadão italiano hoje detido "não está referenciado como pedófilo", mas telefonava a uma advogada de Málaga afirmando saber informações sobre o desaparecimento da criança.
No entanto, fonte da Polícia Nacional em Madrid afirmou que o mandado de captura que pendia sobre o italiano, detido em Sotogrande, arredores de Cadiz, estava relacionado com um crime de pedofilia, afirmando que a investigação ainda está em curso.
O jornal espanhol El Pais afirma mesmo que o italiano poderá ter tentado chantagear a família McCann, pedindo dinheiro em troca de informações sobre a localização de Maddie, versão que fonte da Polícia espanhola também já indicou. Por seu turno, a agência espanhola EFE garante que a detenção está relacionada com o desaparecimento de Madeleine. Fonte da PJ indicou também que o homem é referenciado pelas autoridades policiais como alegado falsificador de obras de arte, tendo a sua detenção resultado de uma acção conjunta das Polícias francesa, portuguesa e italiana.
Ao fim da tarde a Polícia Judiciária emitiu em comunicado a referir que, até ao momento, "não é possível responsabilizar" o casal hoje detido em Algeciras (Espanha) pelo desaparecimento da menina inglesa Madeleine McCann. A PJ refere que o casal, de 61 e 54 anos, ficou detido "pelo cometimento de outros crimes".

28 de Junho
Depois de ser ouvido pela Polícia Judiciária, o jornalista espanhol António Toscano disse aos jornalistas que a sua deslocação a Portugal visou «fornecer informações à Polícia sobre o desaparecimento de Madeleine», sublinhando que a criança «foi raptada por um homem conhecido nos meios pedófilos pela alcunha de de 'El Francês'». Toscano precisou que «trata-se de um homem, de cerca de 50 anos, 1,70 metros de altura, de cabelo e olhos claros e que actua numa rede de pedofilia na Europa, com ramificações em todo o Mundo».
O jornalista, que se deslocou a Portugal acompanhado pelo presidente da Associação de Defesa das Crianças Vítimas de Corrupção Sexual Infantil, de Espanha, Reinaldo Colas, disse aos jornalistas que "a pista fornecida à PJ surgiu a partir de informações que apontavam para a actuação do 'El Francês', que terá sido visto num bar em Sevilha, uma ou duas semanas antes do desaparecimento da menina". "Acredito e tenho quase a certeza que terá sido ele o autor do rapto", garantiu Toscano aos jornalistas, acrescentando que "o perfil onde se encaixa Madeleine vale nos meios pedófilos entre um a dois milhões de euros".
Para este jornalista "free-lancer", a menina britânica "está viva e a rede onde actua o alegado raptor não faz mal às crianças sob pena de serem perseguidos e excluídos", acrescentando que o paradeiro de "El Francês" é desconhecido desde Fevereiro último, apesar de, garante, "saber que se encontra na Europa".
Toscano, que se intitula "jornalista-investigador" há oito anos, diz conhecer os meios pedófilos e garante ter tido sucesso "em 14 dos 15 desaparecimentos de crianças que investigou" em Espanha, observando que trabalha há 46 dias no caso Madeleine "por conta própria e sem qualquer interesse na recompensa" que é oferecida por informações sobre o paradeiro da menina. "Caso as minhas informações sejam determinantes para encontrar Madeleine, o dinheiro será entregue a organizações de apoio às crianças", garantiu Toscano.


27 de Junho

A Polícia Judiciária portuguesa está em Portimão a ouvir o jornalista espanhol António Toscano, que diz ter informações sobre o paradeiro de Madeleine McCann.

António Toscano, que vive em Valência, Espanha, viajou esta manhã até ao Algarve depois de ter afirmado publicamente ter informações sobre o alegado raptor de Madeleine McCann. Segundo declarações recentes à imprensa depois de ser ouvido pela PJ, o jornalista pretende ir ao complexo turístico de onde a criança desapareceu, na Praia da Luz, e falar com os pais da criança, Gerry e Kate McCann.


25 de Junho
Dezassete pessoas garantiram às autoridades maltesas que viram a menina britânica em várias localidades da ilha, mas, até agora, nenhuma destas pistas foi confirmada. Se na sexta-feira passada foram duas as testemunhas que contactaram a polícia, no sábado voltou a haver quem afirmasse ter visto a criança de quatro anos na ilha mediterrânica. Uma das testemunhas é uma cidadã de Malta que afirma ter visto a Maddie há uma semana e meia, num jardim público, sentada numa carrinho de criança na companhia de uma mulher. Já outra testemunha disse às autoridades que no passado dia 22 de Junho, sexta-feira, viu uma menina muito parecida com Maddie, num carrinho de criança, na capital da ilha, acompanhada por uma mulher provavelmente estrangeira.
O terceiro contacto foi feito por um homem, igualmente maltês, que procurou as autoridades para dizer que há um mês e meio viu uma criança parecida numa outra cidade da ilha.

22 de Junho
Os pais de Madeleine McCann não desistem da campanha para divulgar ao mundo o desaparecimento da filha, no Algarve, e hoje vão recordar os 50 dias passados sobre o facto, lançando balões em mais de 50 capitais espalhadas pelo mundo. Segundo o pai de Madeleine, Gerry McCann, toda a família está agradecida pela participação das várias capitais espalhadas pelo mundo no lançamento de balões para assinalar o 50º dia do desaparecimento da filha.
Está previsto que na Praia da Luz, Lagos, os balões sejam lançados cerca das 14:00 de hoje.
"Estamos satisfeitos com a resposta positiva para o lançamento dos balões no 50º dia, que vai ser um verdadeiro evento global", disse Gerry, referindo que em alguns lugares do mundo vão haver "alternativas aos balões".
Na cidade de Ventura, no sul da Califórnia (EUA), em vez de balões vão ser "largadas 50 pombas brancas" e no Afeganistão está prevista uma "corrida de papagaios de papel, actividade proibida durante o domínio taliban", lê-se no site da Internet "Find Madeleine".

16 de Junho
A PJ abandonou em definitivo a pista seguida nos últimos três dias na sequência de uma carta anónima que apontava uma zona nas proximidades de Odiáxere, Faro, onde poderia estar enterrado o corpo de Madeleine McCann, anunciou fonte daquela polícia. "A pista foi eliminada por falta de provas", disse o porta-voz da PJ para o caso, acrescentando que outras pistas continuam em investigação. Olegário Sousa confirmou à Lusa que vários inspectores estiveram hoje, durante cerca de três horas no terreno, entre Arão e Pereira, apoiados por agentes da GNR acompanhados de cães.

15 de Junho
Os pais de Madeleine continuam a acreditar que a filha está viva e estão satisfeitos por até agora não haver provas de que o corpo da menina está enterrado no local indicado na carta anónima divulgada pelo De Telegraaf. Na última entrada do "blog" integrado no "site" www.findmadeleine.com, datada de quinta-feira, Gerry afirma-se satisfeito pela ausência de provas de que o corpo de Maddie esteja enterrado, embora ressalve que "ainda vão decorrer buscas".
A zona em questão esteve vedada desde a madrugada de hoje, mas as vedações foram retiradas cerca das 9:30 e desde então não são visíveis agentes da PJ ou da GNR naquela zona. As vedações, que estiveram guardadas por militares da GNR, impediam o acesso aos locais onde os investigadores trabalharam durante a madrugada entre as pequenas povoações de Arão e a Pereira. Segundo fontes da GNR, cerca das 06:30 oito viaturas da PJ apoiadas por duas equipas, uma das quais de busca e salvamento da GNR com cães, entraram na zona previamente vedada.
Num "post" publicado quarta-feira, o casal afirmava-se "extremamente desapontado" com o facto de o jornal holandês ter publicado parte da carta anónima e preocupados com a sua credibilidade enquanto pista. "Embora toda a informação deva ser levada a sério, ficámos muito aborrecidos por a carta ter sido publicada antes que a polícia portuguesa tivesse a oportunidade de investigar a área sem a atenção massiva da imprensa", referia Gerry McCann.
O casal classifica ainda a publicação da carta como um exemplo de jornalismo "irresponsável", que, ainda que transmitisse informação verdadeira, foi feito de maneira "cruel" e "insensível".

13 de Junho
O diário holandês De Telegraaf recebeu uma carta anónima com mapas que assinalam o lugar onde alegadamente
se encontra o corpo de Madeleine McCann. O remetente da carta anónima diz que o corpo de Madeleine poderá encontrar-se "a norte do caminho, debaixo de arbustos e pedras", num ponto "a cerca de 15 quilómetros a nordeste do local onde a criança foi vista pela última vez".
Um porta-voz da polícia de Amsterdão, Gerard Crooland, disse à Agência Lusa que o jornal holandês "De Telegraaf", que na sua edição de hoje publica a carta anónima, contactou as autoridades de Amsterdão na segunda-feira à noite e forneceu-lhes o documento. Segundo o diário holandês, o remetente da carta "é muito provavelmente" o mesmo que no ano passado enviou àquele jornal uma nota sobre o lugar em que se encontravam as meninas belgas assassinadas Stacy e Nathalie, de sete e dez anos de idade, respectivamente.
O porta-voz da Polícia Judiciária portuguesa para o caso Madeleine, Olegário Sousa, admitiu a possibilidade de ser investigado o local mas adiantou que a imprensa não será informada dessas diligências, dizendo apenas que a informação "já chegou seguramente à investigação", se não a carta "pelo menos a notícia" e que será investigada, "como todas as outras".

11 de Junho
Os pais de Madeleine McCann estiveram hoje em Marrocos, onde divulgaram o desaparecimento da menina de quatro anos, no dia 3 de Maio, no Algarve, e reuniram-se com o ministro de Interior do país norte-africano.

O ministro marroquino do Interior, Mohamed Benaissa, disse a Gerry e Kate McCann que a polícia local investigará qualquer pista sobre a menina que eventualmente surja em Marrocos. Gerry e Kate McCann encontraram-se também com organizações de protecção infantil. "Viemos pedir ajuda ao público marroquino", disse Gerry McCann.

O casal distribui fotografias de Madeleine com informação em árabe e contactos das autoridades a quem podem ser fornecidas pistas sobre o paradeiro da criança.

O casal desvalorizou ainda alguns rumores segundo os quais foram a Marrocos para seguir a pista dada por uma turista norueguesa, que assegurou ter visto Madeleine em Marraquexe seis dias depois do seu desaparecimento.


8 de Junho
A polícia espanhola desmentiu ter recebido qualquer telefonema sobre o paradeiro de Madeleine McCann conforme foi noticiado pela comunicação social nacional e internacional. Esta pista foi noticiada pela televisão britânica Sky News, segundo a qual um homem teria telefonado para a polícia espanhola, garantindo conhecer o paradeiro de Maddie.
Já ao final da tarde, um porta-voz da direcção nacional da polícia espanhola negou a veracidade destas informações. "Tudo o que posso dizer é que se trata de uma mentira", afirmou o responsável. "Não sei de onde veio [esta informação], mas a polícia não tem registo deste telefonema em lado nenhum", disse ainda.
No regresso ao Algarve, onde chegaram ao final da tarde, os pais de Madeleine desvalorizaram esta nova pista, afirmando que o alegado telefonema "nada trouxera de interessante".
Também a Polícia Judiciária portuguesa garantiu não ter sido informada de nenhum desenvolvimento por parte das autoridades espanholas. "Nada me foi comunicado, mas aparentemente trata-se de mais um avistamento ", afirmou Olegário de Sousa, porta-voz da PJ, em declarações à Lusa.

7 de Junho
Os pais de Madeleine McCann que se encontram a fazer uma viagem pela Europa para tentar arranjar novos dados sobre o desaparecimento da sua filha atrasaram a sua ida de Berlim para Amsterdão porque ao que tudo indica houve um telefonema misterioso de um homem que afirma saber o paradeiro. A chamada terá sido realizada para as autoridades de Espanha que acreditam que esta nova pista "não parece ser fraudulenta, devido à credibilidade dos pormenores fornecidos". De acordo com as autoridades espanholas, o homem queria falar directamente com os McCann tendo a chamada sido localizada de um telefone não registado de um país não identificado, mas que os responsáveis pela investigação garantem não ser Marrocos, onde há alguns dias uma turista terá visto a menina, acompanhada por um casal.

30 de Maio

Depois de ter trocado algumas palavras com o casal Mc Cann, o Papa Bento XVI abençoou hoje os pais e a fotografia de Madeleine McCann, desaparecida no Algarve a 3 de Maio, e prometeu rezar pela família e pelo regresso da menina.
Gerry e Kate McCann, assistiram à cerimónia num local privilegiado na primeira fila de uma área reservada a cerca de cem pessoas. No final da audiência, o Papa Bento XVI deslocou-se à área reservada e, entre muitas outras pessoas, agarrou as mãos de Gerry e Kate McCann e conversou com eles por breves minutos.
O casal britânico, visivelmente emocionado, entregou ao Papa uma fotografia de Madeleine, de quatro anos.
"Foi muito importante para nós termos entregue a foto de Madeleine e quando o Papa a abençoou foi um momento muito emotivo porque sabemos que aquele toque nos vai ajudar nestes tempos difíceis", disse Kate McCann numa conferência de imprensa após o encontro.
Comovidos, os McCann afirmaram que o encontro com o Papa dar-lhes-á "ânimo para prosseguir na busca de Madeleine" e a promessa do Papa de que iria rezar pela família e pelo regresso, sã e salva, de Madeleine "ajudou tremendamente a família".

Católicos devotos, os McCann rezaram na semana passada no Santuário de Fátima pelo regresso da menina em segurança. Um porta-voz do Vaticano, o reverendo Ciro Benedettini, tinha dito anteriormente que tinha sido o Cardeal britânico Cormac Murphy-O´Connor a solicitar o encontro.


28 de Maio (segunda-feira)
- O Papa Bento XVI recebe quarta-feira os pais de Madeleine McCann, menina britânica desaparecida a 3 de Maio num aldeamento turistico na Praia da Luz, no Algarve, em Portugal, confirmou o porta-voz do Vaticano, Federico Lombardi. Os pais de Madeleine, Kate e Gerry McCann, ambos católicos praticantes, assistirão à audiência geral, que se celebra na Praça de São Pedro, sendo depois recebidos pelo Pontífice. Os McCann visitaram há poucos dias o Santuário de Fátima, em Portugal, e pediram aos peregrinos que ali se dirigem diariamente para rezarem pelo regresso da sua filha.

26 Maio (sábado)
- A Polícia Judiciária (PJ) de Portimão recebeu hoje dezenas de telefonemas com alegados testemunhos acerca do suspeito descrito na conferência de imprensa de ontem daquela polícia. De acordo com o inspector-chefe Olegário Sousa, desde o fim da tarde de sexta-feira "o número de chamadas não aumentou, mas o seu conteúdo é diferente", relatando a maior parte delas encontros visuais com o suspeito que terá sido visto na noite do alegado rapto. Nas suas declarações de hoje à Lusa, Olegário Sousa admitiu que ao final do dia de hoje poderão ter sido recebidas "cerca de 100 chamadas" nas instalações de Faro e Portimão da PJ, cujos números foram divulgados sexta-feira.

25 Maio (sexta-feira)
- A PJ está à procura de homem de raça caucasiana, 1,75 metros de altura e aparentando 35 a 40 anos, visto na noite e local do desaparecimento de Madeleine McCann, apelando a quem o tenha visto que comunique à PJ.
Trata-se do primeiro apelo lançado pela Polícia Judiciária desde o dia em que desapareceu Maddie McCann, a 03 de Maio. Em conferência de imprensa realizada hoje em Portimão, a PJ acrescentou que o homem tem cabelo curto à frente mas que cobre o pescoço, resultando a descrição efectuada do testemunho de várias pessoas que na Praia da Luz, Lagos, alegam ter visto um sujeito com estas características. No apelo, a PJ convida também o indivíduo com este perfil a entrar em contacto com a polícia.

24 Maio (quinta-feira)
- No Santuário de Fátima, o casal Mc Cann apertou as mãos e deixou-se abraçar pela multidão. Gerry e Kate Mc Cann chegaram a Fátima às 11 horas, cansados e, num silêncio só quebrado pelas palmas e pelas palavras do monsenhor Luciano Guerra. Acenderam uma vela e rezaram a Nossa Senhora pelo regresso da filha Maddie. A presença dos McCann na oração do terço foi anunciada pelo reitor do Santuário, que pediu aos peregrinos para "rezarem com eles". Que Nossa Senhora conceda "a esta família a graça de acolher a vontade de Deus", afirmou o monsenhor Luciano Guerra.
A oração foi dedicada aos pais "stressados e cansados" e às "instituições que gerem" o país, tendo o reitor destacado a importância de "a sociedade perceber que é essencial que os pais tenham tempo para os seus filhos".
Monsenhor Luciano Guerra referiu-se também ao drama das "dezenas e dezenas de crianças abandonadas ou vendidas" e fez um pedido especial aos beatos Francisco e Jacinta, para que os Pastorinhos "estejam com as crianças amadas e respeitadas, particularmente com a pequena Madeleine". "Que Deus a guarde", disse.


23 Maio (quarta-feira)
- Michaela Walczuch, a sócia alemã do britânico Robert Murat, o único arguido no âmbito das investigações do caso Madeleine McCann, e o seu marido, Luís António, abandonaram as instalações da Polícia Judiciária por volta das 15h30. Luís António, um cidadão português, fez durante anos a manutenção dos jardins e da piscina da vivenda da mãe de Murat e do aldeamento Ocean Club, de onde a pequena Maddie desapareceu.
Esta não foi a primeira vez que Michaela Walczuch e o marido foram interrogados no âmbito deste processo. No passado dia 14, data em que Murat foi constituído arguido, foram ouvidos nas mesmas instalações da PJ em Portimão na qualidade de testemunhas.


- A sócia alemã de Robert Murat, o único arguido no «Caso Madeleine», e o seu marido português estão a ser ouvidos desde a manhã, nas instalações da Polícia Judiciária de Portimão, disse à Lusa fonte policial.

A alemã é sócia de Robert Murat no site online de venda imobiliária Romigen e vive na Praia da Luz há vários anos.

- A ida, hoje, ao Santuário de Fátima foi uma "visita espiritual profunda e emocional" para o casal McCann, que pediu uma oração dos peregrinos pelo aparecimento da filha Madeleine. Segundo Clarece Mitchell, assessora de imprensa do casal, os pais de Madeleine "há muito queriam vir visitar o Santuário" porque "retiram muita força da fé" católica que têm.
Um milhar de peregrinos rezou hoje o terço na Capelinha das Aparições, em Fátima, em solidariedade com o casal McCann cuja filha desapareceu há 20 dias.
A oração do terço teve início ao meio-dia e foi presidida pelo reitor do Santuário de Fátima, Luciano Guerra, que pediu aos peregrinos que encheram a Capelinha para rezarem com o casal.

De acordo com Clarece Mitchell, o casal não foi mais cedo ao Santuário, porque queria estar o mais próximo possível do "centro das buscas". "Para Kate é muito difícil" estar longe da Praia da Luz e "ela quer voltar o mais rapidamente possível", disse Mitchell.


- Os pais de Madeleine McCann chegaram hoje às 10h45 ao Santuário de Fátima para rezar pelo aparecimento da filha e pediram uns momentos de oração privados antes de participarem na celebração do terço na capelinha do Santuário. A mãe, com uma rosa amarela na mão, e o pai com um pequeno laço de seda na t-shirt fizeram todo o percurso em silêncio até se recolherem na Capela de Nossa Senhora das Dores, um dos templos privados do Santuário por volta das 11 horas. Depois, o casal dirigiu-se à Capelinha das Aparições, para participar na oração do terço, que se iniciou ao meio-dia. A presença dos McCann motivou a solidariedade de alguns peregrinos, entre os quais um casal de irlandeses que empunhava um cartaz onde podia ler-se "Irlanda reza por Madeleine". Estes irlandeses representam uma organização católica irlandesa, o Irish Center, que lida com tráfico de crianças e de órgãos. Outros elementos desta organização pediram aos McCann para fornecerem fotografias da Madeleine para reforçar o apelo ao seu aparecimento junto dos canais da instituição.

- O presidente do Instituto Nacional de Medicina Legal (INML) disse hoje à Lusa que os exames aos vestígios recolhidos pela Polícia Judiciária no caso do desaparecimento de Madeleine McCann ainda estão a decorrer, sem que haja ainda conclusões. Entretanto, o «Correio da Manhã» revela hoje que os exames aos vestígios recolhidos pela Polícia Judiciária na casa de Robert Murat, único arguido do caso do desaparecimento de Madeleine, em Lagos, são inconclusivos por estarem contaminados. O jornal, que cita declarações do presidente do INML, Duarte Nuno Vieira, diz que os exames dos vestígios recolhidos na vivenda de Robert Murat, na casa de uma das testemunhas, o russo Sergey Malinka, no apartamento do empreendimento Ocean Club, de onde desapareceu a criança, bem como noutras habitações, não forneceram quaisquer provas aos investigadores. "Isto não é como se vê nas séries (televisivas) do CSI", disse ao jornal, adiantando que os vestígios são facilmente contaminados, até pela presença de simples insectos nas proximidades. O diário adianta, citando base numa fonte próxima da investigação, que os vestígios vão ser ainda sujeitos a exames mais complexos e demorados.


22 Maio (terça-feira)
-A Polícia Judiciária (PJ) apelou aos turistas nacionais e estrangeiros que estiveram de férias na Praia da Luz, na semana do desaparecimento de Maddie e nos dias anteriores, para que lhe enviem todas as fotos com pessoas que tenham sido tiradas durante esse período. É mais uma tentativa para identificar alguém que tenha as características do retrato-robô elaborado pela PJ ou de outra figura referenciada no mundo da pedofilia internacional, nomeadamente um dos nomes que constam da extensa lista de suspeitos enviada pela polícia inglesa. Madeleine McCann desapareceu do apartamento onde dormia na noite de 3 de Maio.

- A Polícia Judiciária (PJ) continua a investigar um testemunho segundo o qual Madeleine McCann teria sido vista numa área de serviço próxima de Marraquexe, Marrocos. Segundo o inspector-chefe Olegário Sousa, porta-voz da PJ para o caso, esta pista "continua em estudo e ainda não foi descartada".De acordo com alguma imprensa dos últimos dias, uma norueguesa de 45 anos teria visto uma menina com características semelhantes a Maddie, na companhia de um homem de outra etnia, seis depois do desaparecimento, nessa área de serviço. Segundo a testemunha, a menina vestia um pijama azul claro e terá perguntado ao acompanhante "quando veria a sua mãe". Olegário Sousa revelou que a investigação está a ser feita através de um oficial de ligação com a polícia marroquina ao abrigo da cooperação bilateral entre as autoridades dos dois países.

Entretanto, de acordo com a PJ, nos conteúdos do disco rígido apreendido ao russo Serguei Malinka, nada foi encontrado que justifique a alteração do seu estatuto de testemunha no caso.

21 Maio (segunda-feira)
- O «Correio da Manhã» (CM) publica na edição de hoje que a chave do crime pode estar na Romigen e afirma que a PJ investiga Genaro Gonzalez, estrangeiro que dá nome à imobiliária on-line com Robert Murat e Michaela Walczuch. Genaro Gonzalez, com cerca de 50 anos, medeia a venda de casas, apartamentos e moradias, além da sociedade com Robert e Michaela, sediada em casa desta e agora investigada pela PJ. Genaro Gonzalez falou ontem ao CM desde Huelva, Espanha, e começou por dizer que não tinha "a certeza de pertencer a essa promotora". Está "num grupo com muitos negócios" mas garante não conhecer Michaela e Robert. Genaro Gonzalez não será nesta fase suspeito de qualquer ligação ao crime, mas "todas as ligações a Robert Murat estão a ser tidas em conta", apurou o CM. E os inspectores da PJ insistem na relação deste trio de sócios com Sergey Malinka, o russo que terá desenhado a página na internet da empresa imobiliária.

Malinka garante ao CM que a relação com Robert Murat é "apenas profissional", mas o site da Romigen está activo desde 6 de Abril do ano passado, depois de o russo o ter criado. E na noite do rapto, a 3 de Maio, quase um ano e um mês depois, foi apanhado a ligar primeiro para a vivenda e depois para a mãe do suspeito inglês e único arguido no caso do rapto da pequena Maddie McCann.


20 Maio (domingo)

- O Padre José Manuel Pacheco anunciou este domingo, na Igreja da Praia da Luz, em Lagos, a realização de uma oração nacional por Madeleine, desaparecida há 17 dias no Algarve. Segundo o clérigo, a oração, organizada pela Congregação Irmãs Carmelitas, está marcada para a próxima terça-feira, às 22 horas. A Congregação mandou um e-mail a todas as paróquias do Ppaís para se juntarem a iniciativa. O anúncio foi feito depois de os pais de Madeleine, Gerry e Kate McCann, terem comparecido, como fazem diariamente, na missa da manhã.


19 Maio (sábado)
- Um poço nos arredores de Silves e uma casa abandonada na zona da Praia da Luz foram os dois locais onde a Polícia Judiciária realizou novas buscas à procura de Madeleine. No entanto, estas buscas não tiveram resultados relevantes para a investigação.
As autoridades encontram-se agora à espera do resultado de várias perícias, que estão a ser efectuadas ao material apreendido, quer a Robert Murat, o único arguido do caso, quer ao seu conhecido, Serguei Malinka.

Segundo a edição de hoje do Correio da Manhã, os computadores apreendidos a Serguei Malinka tinham os discos rígidos apagados e, duas horas depois do desaparecimento da menina de quatro anos, terá havido um telefonema entre o russo e o telemóvel de Jennifer Murat, a mãe do britânico, depois de uma primeira tentativa para o número fixo da vivenda.

18 Maio (sexta-feira)

- Uma notícia avançada pela agência France Press revela que a polícia grega iniciou esta sexta-feira buscas para encontrar Madeleine McCann, depois de uma turista ter dito que vira a criança na ilha de Creta.

O turista, de nacionalidade Suiça, disse à polícia do seu país que viu Madeleine acompanhada de um homem, aparentando entre 40 e 50 anos, dentro de num hotel em Hersonissos, 26 quilómetros a Leste de Hérakliton.

Contactado pelo «PortugalDiário», o porta-voz da Polícia Judiciária de Portimão, Olegário Sousa, afirmou desconhecer a diligência.

- A Polícia Judiciária admite que poderão surgir novos arguidos no caso. Uma das pessoas que poderão vir a ter esse estatuto é o técnico de informática russo Sergey Malinka, que depois de uma longa inquirição no Departamento de Investigação Criminal de Portimão, iniciada às 20 horas de quarta-feira e concluída perto das três da manhã de ontem, saiu apenas na qualidade de testemunha do processo.


- Robert Murat foi apanhado pela Polícia Judiciária a construir um álibi. Segundo o «Correio da Manhã», o cidadão inglês, constituído arguido no processo do desaparecimento de Madeleine, terá falado com diversos amigos a quem disse ou perguntou se tinham estado juntos no dia em que a menina desapareceu.

Recorde-se que, durante o interrogatório policial, Robert Murat assegurou que na noite em que Madeleine desapareceu esteve com a mãe. Um testemunho confirmado pela própria aos elementos da Judiciária.

Este foi mais um indício recolhido pelos investigadores, para consolidarem as suspeitas que sobre ele recaem.

17 Maio (quinta-feira)
- Um porta-voz da família da pequena Madeline anunciou hoje que o site na Internet criado quarta-feira a favor do aparecimento da menina teve cinco milhões de visitas nas primeiras 24 horas. Falando em nome dos pais e restantes familiares, frente ao aldeamento de onde a criança desapareceu, Michael Wright, primo de Kate McCann, reiterou o pedido aos meios de comunicação social para que ajudem a manter viva a campanha pelo aparecimento da menina.


- O alerta recebido pela polícia de Pinhal Novo, concelho de Setúbal, feito por um indivíduo que dizia ter visto a menina desaparecida no Algarve no interior de uma carrinha, acabou por se mostrar tratar de um falso alarme.

Segundo disse à Agência Lusa fonte da corporação,"um indivíduo informou os militares do posto da GNR do Pinhal Novo de que teria avistado a menina inglesa no interior de uma carrinha cinzenta". "Foi-nos dada uma matrícula que não estava correcta porque o indivíduo terá trocado alguns números, mas conseguimos perceber qual era o veículo e falar com o proprietário ao princípio da tarde, tendo-se verificado que a informação dada não tinha qualquer fundamento", acrescentou.

- As autoridades receberam hoje uma informação de populares que afirmam ter visto uma criança com semelhanças com Madeleine McCann, a menina inglesa desaparecida há 14 dias no Algarve, noticia o jornal «Correio da Manhã».

De acordo com a informação, a menina seguiria dentro de uma carrinha que circulava na margem sul do Tejo.

Face a esta suspeita, está a decorrer uma operação conjunta levada a cabo pela PSP, GNR e Polícia Judiciária para tentar localizar a carrinha em questão - de cor vermelha e marca Ford - que circula com matrícula falsa, de acordo com informação avançada ao jornal por fonte policial. A operação para tentar localizar a carrinha suspeita está a decorrer nos concelhos de Almada, Moita e Montijo.


- O jornal «Correio da Manhã», refere na edição de hoje que Sergei Malinka, é suspeito de envolvimento no desaparecimento de Madeleine. Os investigadores detectaram várias conversas telefónicas entre ele e Robert Murat na noite em que a menina inglesa foi raptada. Sergei e Robert também terão sido fotografados pelos investigadores nos dias a seguir ao desaparecimento da menina. Ambos foram vistos nas imediações do Ocean Club e conversaram algumas vezes. As imagens foram analisadas ao pormenor nos últimos dias e, segundo revelou ao jornal uma fonte próxima da investigação, ficou demonstrada amizade e proximidade entre ambos.

Sergei Malika, que terá antecedentes criminais por crimes sexuais violentos, estaria a ser vigiado há pelo menos cinco dias, tal como Robert Murat. As suas actividades na zona da Luz são um autêntico mistério. Na vizinhança é dado como empregado de uma loja de computadores - mas o Correio da Manhã afirma que o seu nome aparece como sócio de uma empresa de turismo, em Lagos, que tem um site na internet. Entretanto, a morada da firma que consta na net corresponde à de um café.
Sergei Malika mora há cerca de oito anos, com os pais, num apartamento na Praia da Luz, a aproximadamente 500 metros da casa de onde Madeleine desapareceu.


Sergei Malinka


- Sergei Malinka, o cidadão russo de de 22 anos que será amigo de Ribert Murat, entrou nas instalações da polícia às 22 horas de ontem, para ser interrrogado no âmbito das investigações ao desaparecimento de Madeleine McCann, e saiu por volta da 2h40 de hoje.

16 Maio (quarta-feira)
- Elementos da PJ que estavam no apartamento de Sergei Malika, levaram dois computadores e outro material, tendo abandonado a casa cerca das 19:50, uma hora e meia depois de terem entrado. Lavaram consigo o cidadão russo, para ser novamente ouvido.

À Agência Lusa, o inspector-chefe da Polícia Judiciária, afirmou que o cidadão russo foi ouvido apenas como testemunha, como tem acontecido com outras pessoas. De acordo com Olegário Sousa, continua a haver apenas um arguido, o britanico Robert Murat.

- Elementos da Polícia Judiciária (PJ) destacados para a investigação sobre o desaparecimento de Madeleine MacCann estão desde as 18h10 de hoje no apartamento de um cidadão russo, Sergei Malika, que reside a cerca de 600 metros do Ocean Club. A agência Lusa presenciou a chegada de duas viaturas da PJ, com quatro investigadores e o cidadão russo, que, segundo fonte próxima da investigação, esteve a ser ouvido nas instalações da Judiciária de Portimão.


- A Polícia Judiciária (PJ) encontrou o paradeiro do cidadão russo que poderá estar envolvido no rapto de Madeleine, segundo apurou o Expresso online. De acordo com o semanário, o russo, amigo de Robert Murat e com antecedentes criminais por crimes sexuais violentos, foi localizado perto do Ocean Club e deverá ser inquirido nos próximos dias. Os investigadores acreditam que possa ter pistas sobre o paradeiro da criança. Na manhã de hoje, o jornal «Correio da Manhã» citava fontes próximas da investigação, que afirmam que Robert Murat e o amigo russo estariam juntos em diversos negócios considerados «esquisitos».

- Está acessível a partir de hoje, um site para ajudar buscas de Madeleine McCann. A página na Internet poderá ser encontrada no endereço http://www.findmadeleine.com/

Segundo Cheree Dodd, a diplomata nomeada pelo Governo britânico para ajudar os pais da menina desaparecida há 13 dias da Praia da Luz, em Lagos, o objectivo desta iniciativa dos amigos e família do casal McCann é disponibilizar toda a informação sobre a menina de quatro anos, nomeadamente sobre os fundos recolhidos para auxiliar na procura da criança.


Robert Murat
- Robert Murat, 33 anos, até ao momento o único arguido na investigação ao desaparecimento da menina de três anos Madeleine McCann, declarou hoje à Sky News que está a ser o «bode expiatório» por algo que garante não ter cometido.
"Fui feito bode expiatório por algo que não fiz. Isto está a arruinar a minha vida e a da minha família (...). A única maneira de sobreviver a isto é o raptor ser detido pela polícia", afirmou o britânico à cadeia televisiva inglesa, nas primeiras declarações após ter sido constituído arguido neste caso.
Robert Murat é conhecido em Lagos.
Proprietário de uma agência imobiliária, em sociedade com Michaela Walczuch.
Murat é quase um filho da terra.
Há mais de vinte anos que reside na moradia da Praia da Luz, a pouco mais de 60 metros do local de onde Madeleine foi raptada.

15 Maio (terça-feira)
- A Polícia Judiciária constituiu hoje como arguido uma das três pessoas que esteve a interrogar na segunda-feira. O arguido é Robert Murat, que vive em casa da sua mãe a escassos metros do aldeamento de onde Madeleine desapareceu há 12 dias. Ao longo de segunda-feira, a Policia Judiciária inquiriu três pessoas, uma das quais Robert Murat, sendo que as restantes estão relacionadas com o cidadão britânico. O cidadão inglês saiu do DIC cerca da 1h45 de hoje, com termo de identidade e residência como medida de coação.

- Os outros dois indivíduos ouvidos pela PJ também na segunda-feira, são o casal Michaela Walczuch, alemã, 33 anos, e Luis António, português, 47 anos. Michaela terá um relacionamento amoroso com Murat. A alemã vive há dez anos com o marido, Luís António, em Lagos, mas fazem vidas separadas e os vizinhos asseguram que Robert visita a casa há um ano.

- A PJ revela que durante as investigações e perícias à casa de Robert Murat foram apreendidos computadores e telemóveis e cassetes de vídeo - presumivelmente com material pedófilo. No computador, a Polícia Judiciária (PJ) terá encontrado correio electrónico com mensagens encriptadas e ligações a páginas de pedofilia. A PJ acredita que as pistas de Murat, um alegado consumidor de sites pedófilos, podem conduzir a redes de tráfico de crianças para fins sexuais.

14 Maio (segunda-feira)
- Cerca das 21h50, elementos da Polícia Judiciária (PJ) abandonaram a vivenda onde estiveram a realizar buscas durante todo o dia. A casa está localizada junto ao aldeamento turístico de onde Madeleine MacCann desapareceu há 11 dias. Cinco viaturas da PJ, com um total de 10 agentes a bordo, abandonaram a "Casa Liliana", na Praia da Luz, em Lagos, transportando vários caixotes e sacos de plástico. Na residência, onde vive uma das três pessoas que estão a ser inquiridas na PJ de Portimão, terão ficado ainda elementos daquela polícia científica e de investigação criminal. Fora da residência, a GNR mantém um cordão de segurança.

- A Polícia Judiciária (PJ) e a GNR estão desde a manhã a fazer buscas na vivenda de um indivíduo de ascendência britânica situada a 100 metros do local onde desapareceu há 11 dias Madeleine McCann.

O indivíduo é divorciado e vive com a mãe, uma inglesa de 79 anos, e com uma filha de quatro anos.

As buscas de hoje resultaram de uma denúncia de uma jornalista britânica, Lori Campell, do Sunday Mirror, que estranhou o comportamento do homem durante os primeiros dias de investigação. De acordo com a repórter, o dono da casa quando se referia às buscas dizia sempre que «já era tarde de mais ou que Madeleine já estaria em Espanha». Por outro lado, acrescentou Lori Campell, o indivíduo dizia que era porta-voz da família McCann, o que não correspondia à verdade. «Estranhei que ele não falasse muito da menina, mas sobretudo do que a polícia andava a fazer e do andamento da investigação», contou a repórter do Sunday Mirror, que transmitiu as suspeitas às autoridades portuguesas.

A mãe do indivíduo montou há dias uma banca de recolha de depoimentos sobre o desaparecimento da menina de quatro anos, com o argumento de que pretendia recolher testemunhos de pessoas que, por qualquer razão, tivessem medo de contactar com as autoridades.

O início das buscas nesta casa foi marcado por uma correria dos jornalistas portugueses e estrangeiros que estavam no Ocean Club, o complexo turístico da Praia da Luz (Lagos) de onde desapareceu a menina de quatro anos, aguardando o depoimento do embaixador britânico.


- Os investigadores voltaram hoje às buscas próximo do aldeamento, na Praia da Luz, de onde Madeleine desapareceu há onze dias, para investigar um apartamento a uma centena de metros do local do alegado rapto.

Fontes ligadas à investigação avançaram à Agência Lusa que a entrada no apartamento de férias deu-se ainda de madrugada e as buscas duraram toda a manhã. A mesma fonte adiantou que a casa - situada numa rua paralela ao bloco de onde desapareceu Madeleine - poderá estar relacionada com a tragédia, mas não adiantou pormenores.

Ao longo do dia, os repórteres têm-se dividido entre a Praia da Luz e o Tribunal de Portimão, a 25 quilómetros, onde se espera que algumas testemunhas de nacionalidade britânica sejam ouvidas por um juiz, para "memória futura".

Contudo, até ao fim da tarde, não houve qualquer audição, situação semelhante à que se manteve nas instalações da Polícia Judiciária (PJ) da mesma cidade, onde não se prevê qualquer inquirição até ao final do dia, de acordo com o inspector chefe Olegário Sousa.

- Os pais de Madeleine leram na manhã de hoje um comunicado onde desmentem a intenção de regressar a Inglaterra, salientando que só voltarão para casa quando encontrarem Madeleine. Segundo o jornal Correio da Manhã, Gerry e Katie MacCann informaram que não podem revelar nada sobre o estado actual das investigações e explicaram que a chegada de dois advogados britânicos para os ajudar os aliviou e permitiu-lhes concentrarem-se na parte física e emocional.

"Recentemente tem havido múltiplas ofertas de diversas formas de ajuda de pessoas que querem ajudar Madeleine. Nós aceitamos com todo o carinho estas ofertas, mas neste momento elas criaram um problema para nós porque não sabíamos como as gerir", afirmou Gerry MacCann em conferência de imprensa. "Chamámos aqui os nossos advogados para nos ajudar sobre a forma de melhor usar estas ofertas de ajuda, a melhor forma de ajudar a Madeleine. Desde que os advogados cá chegaram sentimos que um enorme peso nos foi retirado dos nossos ombros, que era coisa que neste momento não queríamos pensar", explicou.

Na edição de sábado, o jornal Correio da Manhã voltou a insistir na tese de que o rapto de Madeleine terá sido planeado em Inglaterra. De acordo com o diário, a Polícia Judiciária (PJ) acreditava «poder recuperar a pequena Maddie com vida nas próximas horas», já que «a chave do crime está entre nove inquiridos dos últimos dois dias», e que «os inspectores só não avançam para detenções para não pôr a vida da criança em risco». »Estão quase todos hospedados no Ocean Club e o rapto terá sido premeditado em Inglaterr»", noticiava o jrnal, adiantando ainda que os nove ingleses «têm sido submetidos a intensos interrogatórios e o CM sabe que a Polícia admite ter finalmente o crime desvendado, depois de, durante dias, terem ‘vagueado' entre diversas direcções, adianta uma fonte ligada às investigações».

A notícia refere ainda que em causa esteve sempre «o trio de suspeitos que chegou a ser filmado numa bomba de gasolina e cuja imagem foi mostrada a várias pessoas entre os mais de cem inquiridos. Neste último núcleo que poderá explicar o desaparecimento de Maddie encontram-se os dois suspeitos que, conforme o CM avançou, passaram ontem toda a tarde a ser ouvidos».

As nove pessoas foram levadas para o edifício da Polícia Judiciária em Portimão, onde decorreram as investigações, seis quinta-feira (dia 10) e três sexta-feira: duas mulheres e um homem hospedados no Ocean Club, de onde Maddie foi raptada.

13 Maio (domingo)

- Dez dias após o alegado rapto de Madeleine, o aparato policial desapareceu da Praia da Luz, Lagos, e os passeios dos pais da criança britânica concentram a atenção das dezenas de repórteres que se mantêm no local. Os muitos agentes da Polícia Judiciária (PJ) que nos primeiros dias vasculhavam jardins, experimentavam acessos e batiam às portas vizinhas, saíram da proximidade do aldeamento algarvio e nem os apartamentos que as autoridades ocupam na zona têm hoje qualquer movimento. À tarde, uma simples ida dos McCann à praia deu origem a inúmeras correrias e atropelos entre os repórteres de imagem, mas ninguém ousou perturbar o silêncio a que se tem remetido o casal britânico nos intervalos das curtas declarações que tem feito.

11 Maio (sexta-feira)

- No dia em que a pequena Madeleine comemora quatro anos de idade, a Igreja da Praia da Luz encheu-se para uma eucaristia marcada pela forte presença de crianças portuguesas e britânicas, que rezaram e cantaram com emoção. A igreja católica daquela localidade algarvia esteve completamente cheia, com cerca de 300 crentes, que ouviram uma missa dita em português e inglês, pela menina britânica desaparecida há nove dias.

Os pais da criança, Kate e Gerry McCann, estiveram na primeira fila, emocionados, e participaram nos cânticos. No altar foram colocadas flores, brinquedos e fitas verdes e amarelas que simbolizam a esperança para a encontrar Madeleine McCann. No final da eucaristia, as crianças de sétimo ano da catequese da Praia da Luz lançaram balões ao céu e entregaram a toda a comunidade que assistiu à missa uma fotografia em miniatura da menina desaparecida com a mensagem: "Obrigada Senhor, pelo dom da vida de Madeleine".

O pároco da Praia da Luz informou os presentes de que em Fátima todos os cerca de 500 mil peregrinos presentes hoje no santuário estavam a rezar por Madeleine e uma das mensagens que deixou aos pais foi para terem "coragem e rezarem sempre".


- O futebolista internacional inglês David Beckham, do Real Madrid, fez hoje um emocionado apelo público na televisão na tentativa de ajudar a encontrar Madeleine. "Se viram esta rapariga, por favor, vão junto das autoridades locais ou da polícia e forneçam essa informação, qualquer informação genuína que tenham. Por favor, por favor, ajudem-nos a encontrá-la", disse Beckham, segurando um poster de Madeleine McCann. Depois dos apelos dos futebolistas lusos Paulo Ferreira (Chelsea) e Cristiano Ronaldo (Manchester United), feitos em português e inglês, a "estrela" do Real Madrid também se envolveu na procura da sua jovem compatriota.


- Duas mulheres e um homem, todos britânicos, foram ouvidos desde as 11h30 até ao fim da tarde nas instalações da Polícia Judiciária (PJ) de Portimão. Primeiro saíram as duas mulheres, saindo um pouco mais tarde o homem. Segundo a Agência Lusa, sabe-se que o interrogatório teve a ver com o desaparecimento de Madeleine no dia 03 de Maio.

10 Maio (quinta-feira)
- A Interpol emitiu aos seus 186 países membros um alerta global sobre o desaparecimento de Madeleine a 03 de Maio, na Praia da Luz, em Lagos. O «alerta amarelo», feito a pedido das autoridades portuguesas, foi colocado ontem no site da organização na Internet.

Os alertas da Interpol são classificados por cores, sendo o «amarelo», agora accionado, relacionado com o desaparecimento de pessoas, em especial menores. Um antigo inspector português ligado à Interpol explicou à Lusa que os alertas feitos através desta organização internacional prendem-se com "o grau de importância da busca" e que neste caso "a busca decorre com grande intensidade".


- A Polícia Judiciária (PJ) assegurou que "não recai qualquer tipo de suspeita sobre familiares e amigos da criança" Madeleine MacCann, que foram hoje novamente inquiridos pela PJ. "Sobres os mesmos não recai qualquer tipo de suspeita, tendo sido ouvidos por necessidades de esclarecimentos da investigação", refere a PJ, num comunicado divulgado no início da conferência de imprensa realizada em Portimão.

Na conferência de imprensa realizada no pavilhão Portimão Arena, o porta-voz da PJ disse que continuam a ser despistadas "inúmeras hipóteses de investigação, resultantes de informações que em grande número continuam a chegar à PJ". "Até ao momento, foram objecto de busca mais de 200 quilómetros quadrados, tendo a área sido dividida, de acordo com a proximidade ao local do desaparecimento, em três zonas: perímetro próximo, intermédio e afastado", disse.


- Por volta das 18H45 os pais que estavam na Policia Judiciária a ser ouvidos sairam juntamente com os avós e um outro casal não identificado. Em declarações públicas a polícia eliminou qualquer suspeita sobre os pais ou qualquer dos casais que estiveram a ser ouvidos esta tarde. Apesar de não terem sido feitas muitas declarações a juduciária sempe afimou que a investigação entrou na sua fase conclusiva.
Entretanto esta tarde surgiu uma nova pista que leva até Espanha e uma informação não confirmada garantia até que uma localidade espanhola entre Sevilha e Huelva estaria inclusivamente cercada pela polícia

- Por volta das 13H30 de hoje os pais da menina foram levados pela judiciária da casa onde se encontravam para Portimão para virem a ser de novo interrogados pela polícia. Fontes não identificadas garantiram entretanto que a polícia já pode estar em posse de um pedido de resgate...


- Mais de 100 pessoas assistiram hoje de manhã, emocionadas, a uma missa anglicana, realizada na igreja católica da Praia da Luz e dita em inglês por três padres, onde se solidarizaram com a família McCann rezando e pedindo a Deus para que se encontre Madeleine, desaparecida há sete dias.

Com a fotografia de Madeleine fixada junto à imagem de Nossa Senhora de Fátima e uma vela acesa de mais de 50 centímetros de altura, os crentes chorosos pediram luz e entregaram as suas orações à família McCann. A mãe de Madeleine, Kate McCann, esteve sentada na primeira fila da igreja, a assistir à cerimónia religiosa amparada por uma amiga, e foi a primeira a comungar, sempre agarrada ao pequeno peluche cor-de-rosa de Madeleine.

O padre José Pacheco, pároco da igreja católica da Praia da Luz, disse entretanto à agência Lusa que no sábado, dia em que Madeleine faz quatro anos, haverá uma missa católica, em português, e sexta-feira, a partir das 21 horas, decorrerá uma vigília de esperança junto ao templo. Nessa ocasião, o padre pede que os fiéis levem um objecto ou peça de roupa de cor verde, para simbolizar a esperança no regresso de Madeleine.



9 Maio (quarta-feira)

- A dona de um estabelecimento junto ao aldeamento turístico de onde desapareceu a menina inglesa denunciou às autoridades movimentos suspeitos de uma viatura, entre as 22h30 e as 23 horas daquele dia, que já avistara na Marina de Lagos. Fonte próxima das investigações disse à agência Lusa que a mulher avistou "um carro com três ou quatro homens" na zona daquele aldeamento turístico, na Praia da Luz, perto de Lagos, mas só após a notícia do desaparecimento da menina Madeleine McCann contactou as autoridades.

Sexta-feira de manhã, 4 de Maio, a mulher dirigiu-se ao posto da GNR de Lagos, onde lhe terá sido dito que não havia tempo para a receber, mas mais tarde acabou por ser ouvida pelos investigadores. De acordo com a testemunha, tratava-se do mesmo carro e indivíduos que vira a circular na Marina de Lagos dias antes, numa movimentação que já na altura achou "esquisita". Contactada pela Lusa no estabelecimento comercial, situado a uma centena de metros do quarto de onde Madeleine desapareceu, a mulher confirmou ter sido ouvida pela Polícia, mas não confirmou nem desmentiu os acontecimentos, remetendo-se ao silêncio.

Na zona, o dia de hoje foi agitado pela entrega às autoridades de uma peça de roupa infantil com um bilhete, cujo conteúdo se desconhece. A peça de roupa, entregue pouco antes das 14 horas pelo ocupante de uma carrinha, poderá ser um babete ou uma blusa tipo 'top', de cor verde. O homem parou bruscamente a viatura, junto ao sítio onde estão os jornalistas, e entregou a peça a um militar da GNR, que a transportou para o posto móvel, situado frente ao bloco de apartamentos. Desvalorizando a entrega, fonte da GNR disse à Lusa que aquele tipo de achados tem sido muito frequente nos últimos dias, estando as autoridades a analisar diversos objectos relacionados com crianças.

- Cerca de 150 pessoas retomaram as buscas por Madeleine, disse à Lusa o tenente-coronel Costa Cabral, das Relações Públicas da GNR. As buscas concentraram-se nas zonas já anteriormente batidas. Entre estas pessoas estão 12 homens com cães de busca e salvamento, 12 bombeiros, com dois veículos, nove elementos da Protecção Civil com três veículos, dezenas de militares da GNR, e algumas dezenas de inspectores da Judiciária, revelou o responsável. Até ao fim da manhã, não tinha sido pedido qualquer helicóptero para auxiliar nas buscas, adiantou ainda à Lusa fonte do Comando Distrital do Operação de Socorros (CDOS).


-
A imprensa britânica noticia que dias antes do rapto de Madeleine McCann, foi avistado um homem a vaguear perto do quarto de onde veio a desaparecer. O The Sun afirma que o homem foi avistado a mexer nas persianas do quarto da criança e a agarrar um carrinho de bebé e que terá fugido quando confrontado por uma funcionária do complexo turístico. Esta funcionária descreveu o homem como "esquisito", de meia-idade, pele escura e barba por fazer. O Times online noticia que a policia portuguesa elaborou o retrato de um homem inglês que pretende interrogar e que consiste num homem branco, com 1,70 metros, com idade entre os 35 e os 40 anos, com cabelo curto e preto.


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O presidente do Sindicato Nacional de Polícia (SINAPOL) insurgiu-se contra as críticas que a imprensa britânica tem feito à actuação das autoridades portuguesas no caso de Madeleine McCann, defendendo que a PJ é das melhores do mundo. A imprensa inglesa tem vindo a acusar recorrentemente as polícias portuguesas pela forma como estão a conduzir a investigação e pela falta de informação disponibilizada aos jornalistas. São "acusações infundadas", considera o sindicalista, contrapondo que "desaparecem crianças em Inglaterra que nunca mais são encontradas".

"Os polícias portugueses estão a fazer um grande esforço (...). Sei de colegas que se voluntariaram para ir trabalhar em dias de folga" e participar na operação montada para encontrar a pequena turista inglesa, disse Na sua opinião, a atitude crítica dos jornalistas britânicos que estão a acompanhar o caso indica que querem "arranjar um bode expiatório" para o facto de a criança não aparecer. "Nós não somos responsáveis pela situação criada", acentuou Armando Ferreira.

8 Maio (terça-feira)

- A Polícia Judiciária (PJ) revelou que existem linhas de investigação que podem conduzir à determinação do móbil do alegado crime, permitindo a concentração e centralização dos esforços das autoridades policiais.

Em comunicado, a PJ explica que, "dos vastos elementos já recolhidos pela investigação, e que são muitos, é agora possível afirmar que foram despistadas e abandonadas diferentes hipóteses de investigação, uma vez que lhes foi retirada consistência". No entanto, a PJ enfatiza que "permanecem abertas e em franco desenvolvimento outras hipóteses de investigação, que podem conduzir à determinação do móbil da ocorrência".

"Com base em dados que apontam para o cometimento de um crime grave, a PJ mantém envolvidos na investigação todos os meios necessários e adequados para o esclarecimento do caso", diz a nota. Entre outras hipóteses, a Polícia Judiciária coloca a de rapto.

7 Maio (segunda-feira)

- O criminalista Barra da Costa afirmou ter informações de que o sequestrador da menina britânica Madeleine McCann poderá ser um cidadão inglês.

Em declarações à agência Lusa, o ex-inspector chefe da Polícia Judiciária (PJ) disse ter indicações de que o "retrato falado" aponta para que o sequestrador seja um "homem alto, de cabelo curto", e que provavelmente foi visto, por detrás, naquela zona há alguns dias.


- As autoridades alargaram para 15 quilómetros o raio das buscas em torno do apartamento do qual desapareceu quinta-feira a menina inglesa Madeleine, com 60 efectivos aos quais se juntaram 30 populares.

A procura foi estendida a várias zonas do concelho de Vila do Bispo e à Barragem da Bravura.

Pensafrim, Espinhaço de Cão, Budens e Espiche são algumas das povoações que foram inspeccionadas por militares da GNR, elementos da Protecção Civil e bombeiros.

As zonas rurais de Colinas Verdes e Sargaçal estão a ser percorridas por homens e cães das patrulhas de busca e salvamento da GNR chegadas de Lisboa.


- A mãe da criança inglesa apelou novamente à pessoa "que está ou esteve" com a filha para que não lhe faça mal e para que a deixe voltar para a família.


- A Polícia Judiciária (PJ) anunciou que as investigações sobre o desaparecimento de Madeleine McCann "têm permitido a recolha de dados e informações que podem vir a revestir relevante interesse", mas escusou mais pormenores. A Judiciária diz que "as autoridades nacionais têm contado com a permanente colaboração das autoridades policiais estrangeiras congéneres e ainda a INTERPOL e da EUROPOL".

6 Maio (domingo)

- O jornal britânico Daily Mail noticia que um amigo da mãe de Madeleine ofereceu uma recompensa de 100.000 libras (cerca de 147.000 euros) para informações acerca do paradeiro da menina.


- Um inspector do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF) afirmou à Lusa que uma eventual fuga do país é "impossível" de evitar, nomeadamente porque há rios fronteiriços que se atravessam facilmente de barco.


- O presidente da Câmara Municipal de Lagos, Júlio Barroso, disse que as buscas para encontrar a menina estenderam-se às freguesias vizinhas e à Mata de Barão de São João.


- Os pais da pequena Maddie fazem a sua terceira declaração pública desde o desaparecimento da filha, agradecendo o apoio da população da Praia da Luz e pedindo que continuem a rezar pela criança.


- A GNR justificou que a fronteira do Guadiana não tem controlo 24 horas por dia, porque isso "seria contraproducente para o sucesso da eventual captura de um suspeito".


- Mais de 60 horas após a menina britânica Madeleine ter desaparecido as autoridades policiais prosseguem as buscas incessantemente, mas remetendo-se ao silêncio quanto aos resultados da investigação.


- A pacata vila da Praia da Luz, escolha turística de eleição dos britânicos, transformou-se nas últimas 72 horas na capital mediática do Reino Unido, com a chegada de dezenas de repórteres e de um "batalhão" de meios pouco usuais em Portugal.

5 Maio (Sábado)

- As buscas para encontrar Madeleine McCann prosseguiram durante toda a noite ao longo das bermas das estradas, incluindo a que liga a Estrada Nacional 125 (EN 125) à Praia da Luz, Lagos.


- O governador civil de Faro garantiu que as forças de segurança trabalham "em coordenação absoluta" e estão "altamente empenhadas" em encontrar a criança.


- às 12:00 de sábado o director nacional adjunto e responsável pela directoria de Faro da PJ, Guilhermino Encarnação, disse estar em situação de assegurar que a criança terá sido raptada.

Segundo este responsável, todos os caminhos apontam para um crime de rapto da criança e que já existe um "esboço" de um eventual suspeito.

Em conferência de imprensa, o responsável adiantou que a polícia "tem elementos que asseguram o rapto", acrescentando que este tipo de crime não é só para pedido de resgate, mas inclui também a prática sexual.

Esta foi a primeira declaração oficial da Polícia Judiciária desde o desaparecimento de Madeleine.


- O raio de acção da polícia foi alargado, para aproximadamente três quilómetros e a Polícia Judiciaria começa a trabalhar com a Europol, Interpol, Polícia Britânica e outras entidades europeias que dispõem de elementos que podem ajudar a detectar a criança.


- O embaixador britânico em Portugal informou que chegaram ao Algarve três polícias britânicos para participar nas investigações.


- Inúmeros populares, muitos dos quais cidadãos britânicos residentes na zona, colaboram na procura.


- As investigações estendem-se à orla costeira, tendo a polícia marítima disponibilizado uma lancha e cinco homens para patrulhamento das praias e falésias da zona.


- Dezenas de agentes da Polícia Judiciária inspeccionam as casas vizinhas do bloco de apartamentos.

Munidos de plantas da zona, os agentes passam "a pente fino" as redondezas do apartamento, na Praia da Luz, "batendo" as ruas, casas e jardins em redor do complexo Ocean Club.


- Nas estradas de acesso à Praia da Luz brigadas da GNR efectuam várias operações "stop".


- Uma lancha salva-vidas, com quatro homens da Polícia Marítima, patrulha a costa.


- A PJ de Faro marcou para as 20:00 uma conferência de imprensa destinada a fazer um novo ponto da situação, mas mais tarde anuncia o cancelamento do encontro com os jornalistas por não haver novos elementos a apresentar publicamente sobre as operações em curso.


- O pai da criança desaparecida voltou a apelar a quem disponha de informações para a localização da sua filha que o comunique às autoridades.

4 de Maio (sexta-feira)
- A Embaixada Britânica entra em contacto com a família da menina desaparecida no Algarve e com as autoridades portuguesas.


- Os pais da menina inglesa suspeitam que a filha foi vítima de um rapto premeditado, devido à forma como os suspeitos terão entrado no apartamento - sem alertar os gémeos de dois anos - e por não terem levado bens materiais.


- Um amigo do casal afirmou que uma das pessoas no jantar terá visto, no decorrer da refeição, uma "pessoa suspeita" a carregar uma criança ao colo, embora na altura não tenha suspeitado de qualquer coisa estranha, uma vez que aquele é um espaço frequentado por várias famílias.


- Durante a tarde de sexta-feira as autoridades portuguesas decidem envolver um helicóptero da Protecção Civil nas buscas, juntando-se assim às dezenas de elementos no terreno, que incluem efectivos da GNR, agentes da Polícia Judiciária, equipas com cães e bombeiros. Também a Polícia Marítima deslocou para o local lanchas salva-vidas e elementos a pé.

As buscas da GNR tiveram o apoio da PSP de Lagos e Polícia Judiciária de Portimão, por não estar posta de lado a possibilidade de um rapto.

- No mesmo dia os pais da menina inglesa, dois médicos, foram ouvidos pela PJ.


- O jornal britânico The Sun oferece uma recompensa de 15.000 euros a quem der informações sobre o paradeiro de Madeleine McCann.


- Os pais da menina inglesa fazem um primeiro apelo a quem a tenha levado que a deixe regressar para junto deles e afirmam que têm recebido todo o apoio das autoridades portuguesas desde que foi comunicado o desaparecimento de Madeleine.

3 Maio (quinta-feira)
- Uma menina britânica de três anos desapareceu de um complexo turístico na praia da Luz em Lagos, Algarve, enquanto dormia - juntamente com dois irmãos gémeos, de dois anos - e os pais jantavam fora com amigos, num restaurante a cerca de 50 metros do apartamento.

O desaparecimento terá ocorrido - segundo os pais - entre as 21:30 e as 22:00 do complexo Ocean Club, na praia da Luz, Lagos, numa das vezes em que os pais foram do restaurante ao apartamento para ver se estava tudo bem.

Os pais dizem ter dado o alerta pouco depois das 22:00 enquanto a GNR referiu ter sido avisada cerca das 23:50. Depois de alertada, a GNR enviou para o local uma equipa cinotécnica (homem/cão) na tentativa de localizar a criança.


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