Domingo, 20 Julho 2008 - 13:56 (Açores 12:56)
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Chile – finalizando Santiago...Retomando nas "NOTAS DE VIAGEM" de hoje a temática Santiago do Chile, devo referir que entre os locais que visitei, um dos mais interessantes foi sem dúvida a Plaza de Armas, lugar que, como se sabe, é tradicional nos centros populacionais da época da colonização Espanhola. É um dos sítios mais concorridos da cidade, muito bonito e onde se localizam o Museu Histórico Nacional, a Catedral Metropolitana, o Correio Central e a sede do Município de Santiago. A Praça, que data da fundação da cidade, ou seja, de 1541,é ampla, arborizada e ajardinada, dispõe de diversas esplanadas, existindo igualmente muito vendedores e artistas de rua, possuindo, em suma, o bulício próprio deste tipo de locais turísticos, caracterizado por um permanente e intenso movimento de pessoas, muitas delas mostrando claramente que estavam em Santiago pela primeira vez, e por isso tiravam fotos, compravam recordações e visitavam os pontos de maior interesse, já mencionados no período anterior. Ainda a propósito destes monumentos, refira-se que o Museu Histórico Nacional está sediado no antigo Palácio de la Real Audiência, e mostra com detalhe a história do Chile, desde o período da colonização de Espanha até 1925, retratando ainda a evolução da vida do País até ao golpe de estado de 1973, estando-se perante um Museu muito bem organizado. A Catedral Metropolitana que hoje se pode visitar, não é a que tinha as suas origens aquando da fundação da cidade, visto que a igreja inicial foi incendiada por Índios Mapuche, e duas catedrais que se lhe seguiram foram destruídas por terramotos, sendo o edifício actual o quinto construído no lado oeste da Plaza de Armas. O que achei lindíssimo, talvez mesmo o imóvel que mais me encantou em Santiago do Chile, foi aquele onde está instalada a sede dos Correios Chilenos! Construído no lado norte da Plaza de Armas, foi no século XVI a casa do conquistador espanhol Pedro de Valdivia, o fundador de Santiago, sendo sucessivamente utilizada pelos governadores da época colonial, e depois da independência, até 1845, pelos Presidentes da República, altura em que a residência presidencial passou para o Palácio de La Moneda. Também neste caso, o imóvel já não está como o original, pois no passado foi quase completamente destruído por um incêndio, pelo que o estilo neo-clássico que apresenta data do restauro em 1882, e, mais tarde, em 1903, foram-lhe acrescentados o terceiro piso e a cúpula superior. Não muito longe da Plaza de Armas, encontra-se o Museu Chileno de Arte Pré-Colombiana, que foi outro local que gostei muito de visitar. O conjunto de peças, a maior parte cerâmicas, provenientes das diversas culturas e civilizações pré-colombianas, nomeadamente, do México, do Brasil, da região Andina, cobrindo 4.500 anos da história da antiga América Central, constitui um inestimável repositório do que foram aqueles tempos, e, dado que esta é uma temática que me é particularmente grata, foi com imenso prazer que passei umas horas neste Museu. Naturalmente, que durante a minha permanência na capital Chilena, muitos mais locais interessantes visitei, não me tendo limitado aos já mencionados, que, no entanto, reputo como fazendo parte do lote dos que obrigatoriamente devem ser visitados. Contudo, no artigo de hoje, irei ainda dedicar alguma atenção aos Cerros San Cristóbal e Santa Lucia. O Cerro San Cristóbal, com 300 metros de altura, tendo no seu topo a estátua da Virgem Maria, com 36 metros, e que foi erigida em 1908, situa-se no Parque Metropolitano, o maior de Santiago do Chile, é acessível por viaturas automóvel, teleférico e funicular, e permite a melhor vista panorâmica da Capital, o que, com um dia de Sol e muita luminosidade, é imperdível! Também é imperdoável não ser visto o Cerro Santa Lúcia, é certo que muito mais pequeno que o San Cristóbal, sendo uma gigantesca formação rochosa que se eleva a 70 metros de altura, facilmente acessível a partir do centro histórico da cidade. Por exemplo, rapidamente se chega à base do Cerro, caminhando cerca de 20 minutos desde a Plaza de Armas. Gostei particularmente desta visita! A forma do monte, o muito verde que o envolve, as construções existentes no local e que se enquadram perfeitamente na orografia do terreno, as várias estátuas que ali se encontram, homenageando figuras históricas, a pedra, na base do Cerro, com a gravação de uma carta de Pedro de Valdivia dirigida ao Rei Carlos V, de Espanha, dando conta da beleza das novas terras conquistadas para o seu Reino, também, perto dali, um mural sobre a poetisa chilena Gabriela Mistral, Prémio Nobel da Literatura em 1945, e, por último, a espectacular vista da cidade que se pode alcançar do topo de Santa Lucia! Entre as duas visitas, a San Cristóbal e a Santa Lucia, esta última é muito mais "saborosa", mais acolhedora, mais bonita! Finalizando o artigo de hoje, reafirmo que Santiago do Chile ficou aquém do que esperava, porque coloquei as minhas expectativas muito altas, e, porventura, porque, paralelamente, no meu subconsciente, estabeleci a comparação com Buenos Aires! Gostei incomparavelmente mais de Buenos Aires, sendo a capital Argentina das cidades que mais aprecio, ombreando, em termos de gosto meramente pessoal, com Londres, San Francisco, Sydney, San Petersburgo, pelo que Santiago do Chile foi claramente "prejudicada" por esta circunstância. Todavia, como já anteriormente escrevi, a capital Chilena justifica plenamente ser visitada, os motivos de interesse turístico são muitos, e nem, por exemplo, o facto de ter achado que os preços na restauração são algo elevados, ou que as pessoas não são especialmente hospitaleiras, constituem razões para que não afirme, estou satisfeito por ter visitado Santiago do Chile. No próximo artigo concluirei as "NOTAS DE VIAGEM" sobre o Chile. Rui Oliveira e Sousa Janeiro 2007 |
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