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São Miguel: Viagem de sonho a uma ilha paradisíaca

Terça-Feira, 06 Maio de 2008

São Miguel, a maior ilha do arquipélago dos Açores, também conhecida pela «ilha verde» tem uma superfície de 759,41 Km2, com 65 Km de comprimento e 16 Km de largura. A beleza da ilha, com as suas lagoas, merece uma visita. Aliado à beleza natural o vasto e rico património histórico, encanta o visitante. As grandes crateras das Sete Cidades, Fogo e Furnas apresentam maravilhosas lagoas de águas cristalinas. Venha daí viajar na nossa companhia até aos Açores e conhecer a ilha de S. Miguel...

O seu povoamento inicia-se em 1444, depois de o Infante D. Henrique ter mandado lançar gado em sete das ilhas do arquipélago. A sua capitania foi entregue a Gonçalo Velho, cavaleiro e frade da Ordem de Cristo. Os primeiros habitantes provieram das províncias da Estremadura, Alto Alentejo e Algarve, vindo juntar-se, mais tarde, madeirenses, judeus e mouros e, possivelmente, franceses (tradição presente no nome da freguesia da Bretanha).

A fertilidade do solo, a posição geográfica entre a Europa, a África e a América contribuem para uma rápida expansão económica, centrada no cultivo do trigo (que se exportava para as guarnições portuguesas das praças do Norte de África), da cana-de-açucar, das plantas tintureiras pastel e urzela (exportadas para a Flandres), no vinho e nos lacticínios. Um século mais tarde, a batata-doce, o milho, o inhame, o linho e a laranja ampliam a produção agrícola da ilha.

Vítima de ataques de corsários franceses, ingleses e argelinos durante o final do séc. XVI e parte do séc. XVII, São Miguel é ocupada por tropas espanholas em 1582, depois da derrota, frente a Vila Franca do Campo, de uma esquadra francesa, em que combatiam também portugueses, de apoio a D. António, Prior do Crato, pretendente ao trono português. Com a Restauração, em 1640, São Miguel recupera a sua posição de centro comercial desenvolvendo contactos com o Brasil, para onde seguem colónias de emigrantes. A laranja, exportada para Inglaterra, traz a São Miguel, desde o final do séc. XVIII, uma grande prosperidade.

Uma doença extermina os laranjais a partir de 1860, mas, em breve, a capacidade de iniciativa local introduz novas culturas - tabaco, chá, espadana, chicória, beterraba sacarina e ananás que garantem a sobrevivência económica e a que vêm juntar-se, com o correr dos anos, indústrias diversas, o incremento da pesca e da pecuária.

Hoje São Miguel, um dos centros de decisão política e administrativa da Região, é uma ilha com uma economia diversificada e em franco progresso. Esta e as outras oito ilhas que formamo Arquipélago dos Açores emergiram das profundezas do mar há milhares de anos, na sequência de violentas erupções vulcânicas. E a terra ainda está bem viva nas ilhas dos Açores, manifestando-se diariamente sob as mais diversas formas de actividade vulcânica secundárias (furnas, fumarolas, nascentes de água quente, etc....).

O avião é o meio mais cómodo e rápido para visitar as ilhas, servidas por voos regulares de diversas transportadoras aéreas, onde se destacam a TAP e a SATA, a companhia local que assegura também o transporte inter-ilhas. No Verão, há ligações de barco para, praticamente, todas as ilhas. O aeroporto João Paulo II dista, em automóvel, pouco mais de cinco minutos do centro de Ponta Delgada, que se revela uma cidade moderna, dotada de todos os equipamentos sociais indispensáveis e oferecendo ao visitante uma vasto leque de alternativas no que respeita a comércio, alojamento e restauração

As Portas da Cidade, onde sobressai o arco central construído no século XVIII e a Igreja Matriz de São Sebastião estão no centro da zona mais comercial da cidade, mas é, sobretudo, pela avenida Infante Dom Henrique que o trânsito flui do porto até à nova zona das piscinas e da marina, construídas numa área antigamente ocupada pelo antigo porto de pesca da Calheta de Pero de Teive, uja memória foi imortalizada em postais e fotografias de época.

Périplo por S. Miguel


Saindo de Ponta Delgada em direcção à Povoação (a vila onde desembarcaram e se estabeleceram os primeiros habitantes da ilha), a estrada segue sempre junto à costa, passando pelas praias do Pópulo (a pequena e a grande); pela vila de Lagoa com as suas piscinas naturais, onde as rochas oferecem uma curiosa atracção natural que dá pelo nome de «sopro da baleia»; e por localidades como Água de Pau e Ribeira Chã. Vila Franca do Campo (que foi a primeira capital da ilha, no século XVI) e o seu ilhéu são paragem obrigatória. O casario, o colorido dos barcos de pesca artesanal, o relicário dos pescadores e o pequeno cais de embarque, são apenas alguns dos pormenores que fixam a atenção do visitante.

O Ilhéu de Vila Franca abriga, no interior, o que deverá ter sido uma pequena caldeira e é, hoje, uma autêntica piscina natural em forma de concha. As Furnas concentram as atenções de muitas famílias de micaelenses, que ali dispõem de uma casa de fim-de-semana. Esta localidade é, igualmente, um importante centro termal intimamente ligado à actividade das suas furnas e nascentes. Ribeira Quente - esta pequena freguesia deve o seu nome às furnas subaquáticas que afloram na orla da praia, autênticas nascentes de água escaldante que brotam no oceano, para grande contentamento dos banhistas (cuidado para não escaldar os pés!).
Depois de uns bons mergulhos, o percurso segue pela estrada sinuosa, entre campos e pastagens.



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