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RegionalVilar Formoso: Gasolineiras às «moscas»...Terça-Feira, 27 Maio de 2008
Desde que os preços dos combustíveis começaram a ser mais baixos em Espanha, já encerrou uma gasolineira na avenida principal de Vilar Formoso e as duas que ali estão em funcionamento têm clientela reduzida. Um morador disse à Lusa que a Cipol, que apresenta sinais de abandono, lixo acumulado e equipamentos degradados, "já está fechada há cerca de três anos quando os combustíveis ficaram mais baratos em Espanha". No posto da Repsol estava apenso um aviso que informava os clientes que encerra "às quartas-feiras e domingos" mas "o sistema automático encontra-se ligado 24 horas". Neste posto, o litro da gasolina sem chumbo 95 custava 1.474 euros e o gasóleo 1.388 euros. Nas proximidades, a gasolineira Agip, que vendia a gasolina 95 a 1.501 euros/litro, a de 98 a 1.576 e o gasóleo a 1.428 euros, não tinha movimento. Ao serviço encontrava-se a funcionária Maria de Fátima, que se entregava à tarefa de lavar e limpar um carro na estação de serviço e indicava que naquela manhã terão abastecido "dois ou três condutores". "Uns dias podem passar vinte e temos outros com sete ou oito", disse, temendo perder o emprego face à situação de crise. No entanto, com a chegada do Verão, admitia que o negócio poderá "arrebitar" porque "os emigrantes não gostam muito dos combustíveis espanhóis, preferem os nossos". Atravessando a fronteira, em Fuentes de Oñoro, nas bombas da Cepsa, o cenário é totalmente diferente, onde carros de matrícula portuguesa fazem fila para atestar os depósitos. Nas duas gasolineiras daquela localidade espanhola (Cepsa e Gildo) os preços explicam a opção dos portugueses: gasóleo - 1.236 euros/litro), gasolina 95 - 1.172 euros e 98 - 1.261 euros. Pedro Navarro, administrador da Cepsa disse à Lusa que "oitenta por cento" da clientela é portuguesa e que "aos fins-de-semana há mais movimento". Recordou que já houve uma época em que o gasóleo era mais barato em Portugal e "vendia-se lá e eu aqui papava moscas". "O comércio fronteiriço é assim, umas vezes é feito lá [Portugal] e outras cá [Espanha]. Antes tinha três empregados e agora tenho oito e cinco são portugueses", disse. Na gasolineira Gildo, de um grupo que também possui um supermercado, um funcionário garantia que os clientes "são todos portugueses" e vaticinava que "no dia em que faltarem os portugueses", os funcionários irão "para a rua". Silvino Carmo, residente em Almeida, disse que "muitas vezes" se desloca "de propósito para abastecer" o automóvel, considerando que os aumentos em Portugal "são uma vergonha". |
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