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Nigéria: Carlos Soares foi libertado e regressou a Portugal

Quinta-Feira, 03 Julho de 2008
O cidadão português Carlos Soares, de 42 anos, natural de Leça da Palmeira e residente em Lagos, esteve sequestrado 42 dias na Nigéria.
A acção de sequestro ocorreu a 13 de Maio, no Estado dos Rios, no Delta do Níger, quando homens armados atacaram o na-vio em que se encontrava o português, comandante da embarcação, e a restante tripulação, um ucraniano e nove nigerianos. As 11 pessoas integravam a tripula-ção do navio Lourdes Tide, que fazia a rota entre Onne (no Estado dos Rios) e Escravos (no Estado do Delta) quando foi atacado. O navio encontrava-se ao serviço da empresa Tidewater, uma companhia norte-americana contratada pela petrolífera Che-vron, também sediada nos Estados Unidos da América.
Segundo o secretário de Estado das Comunidades, António Braga, a libertação, que ocorreu no dia 25 de Junho, foi uma ope-ração “complexa e sensível”, que decorreu sem incidentes e foi re-alizada “com recurso aos serviços de informação nigerianos”.
Nas suas declarações à Agência Lusa, António Braga destacou a cooperação verificada entre os governos português, nigeriano e norte-americano na libertação de Carlos Soares: “expresso o meu reconhecimento aos senhores embaixadores dos Estados Unidos, em Lisboa e Abuja, e às autoridades nigerianas, por toda a cooperação realizada nesta complexa e sensível operação”.
O sequestrado português e o sequestrado ucraniano, imediato do navio, foram libertados no dia 25 de Junho. Os restantes marinheiros já se encontravam em liberdade.
Logo após a sua libertação, Carlos Soares efectuou exames médicos de rotina num hospital na Nigéria, e, de acordo com o seu irmão, José Porfírio, ficou confirmado que o ex-refém contraiu malária.
Ainda de acordo com José Porfírio, Carlos Soares viajou no fim-de-semana seguinte para Portugal, passando alguns dias no Algarve, onde reside, e seguindo depois para Leça da Pal-meira, onde vive a sua mãe.
Ao longo do ano de 2007, mais de 200 estrangeiros empre-gados no sector petrolífero foram raptados na Nigéria e libertados depois de terem sido pagos resgates.
Neste caso em particular, e numa mensagem que pode ser relevante para as famílias de outras possíveis vítimas, António Braga fez questão de realçar a importância da “atitude dos familiares (de Carlos Soares), que escrupulosamente mantiveram a serenidade essencial para o encaminhamento do processo”.


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