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ComunidadesSuiça: Português despedido de rádio vai protestar em frente ao ParlamentoTerça-Feira, 05 Agosto de 2008
Jorge Resende, o emigrante português na Suiça que foi despedido da Rádio Suisse Romande (RSR), após alegadamente ter descoberto ficheiros de cariz pedófilo no computador de um colega, e os ter denunciado à direcção da RSR, vai agora iniciar uma nova forma de protesto, que pensa levar até à sede das Nações Unidas, em Genebra… Despedido da RSR em Fevereiro deste ano, Jorge Resende viveu dentro do seu carro, em frente à rádio, em Lausanne, entre Maio e Julho, e chegou a fazer uma greve de fome que deveria durar o mesmo tempo que o Campeonato Europeu de Futebol, mas que acabou por prolongar-se por 32 dias. Este segundo protesto terminou quando um juiz ordenou que o ex-administrador de sistemas informáticos na RSR, não poderia aproximar-se da sede da rádio, num perímetro de 800 metros. O emigrante português diz que a administração da rádio, que solicitou a ordem judicial, alegou temer que ele “ficasse violento com a greve de fome”. “Eu já tinha acabado a greve de fome. Neste momento estou a ser tratado como um criminoso sem nunca ter feito mal a ninguém”, queixou-se, revelando a O Emigrante/Mundo Português que o seu advogado vai interpor um recurso para tentar anular a decisão do tribunal. Enquanto tal não acontece, Jorge Resende prepara-se para iniciar outras formas de protesto, assim que regressar à Suiça. Neste momento, está em Portugal com a mulher e as três filhas porque, diz, tinha que deixar a Suiça para descansar. “Esta ordem «dos 800 metros» destruiu-me mesmo, eu tinha que sair de lá. Só o facto de ter passado a noite a conduzir para chegar a Portugal, fez-me bem. Estamos aqui a recuperar energias”, afirmou. Protesto em frente ao Parlamento Jorge Resende revelou a O Emigrante/Mundo Português que a partir do fim deste mês pretende iniciar um protesto diário em frente ao Palácio Federal, o Parlamento suíço, que deverá prolongar-se por três a quatro semanas. Uma acção que, espera, sensibilize os políticos suíços. O emigrante português está ainda a pensar levar esse mesmo protesto até à porta da sede das Nações Unidas em Genebra e não põe de parte a hipótese de o levar mais longe. “Estou mesmo a pensar ir a Nova Iorque e passar um mês em frente às Nações Unidas para informar o que se está a passar”, revelou. Outra forma de protesto poderá ser levada a cabo pela mulher e passa pela distribuição das inúmeras folhas com as mais de duas mil assinaturas reunidas na petição on-line (www.petitionresende.ch) lançada por amigos e que pede a reintegração do português na RSR. “A minha mulher está a pensar ir à rádio entregar a cada dia uma folha da petição que as pessoas assinaram e ficar em frente à rádio por duas horas, durante o almoço. E as pessoas que quiserem, podem falar com ela e com o grupo de ajuda, como faziam comigo”, explicou Jorge Resende que não se conforma por ter sido despedido na sequência da denúncia que fez. “A mim despediram-me porque dizem que eu sou pérfido, que sou incompetente. Todos os anos recebia prémios, todos os anos as minhas folhas de serviço diziam que eu era um óptimo colaborador. Agora de repente estou a ser incompetente?”, queixa-se. A.G.P. |
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