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Comunidades

    

Membros das comunidades querem levantamento do movimento associativo

Terça-Feira, 05 Agosto de 2008
Santa Maria da Feira, no distrito de Aveiro, acolheu entre 30 de Julho e 1 de Agosto, a I Convenção Mundial das Comunidades Portuguesas, que juntou  dirigentes de organismos das comunidades portuguesas, especialistas na matéria da emigração e membros do Governo português para debater questões como a crise do associativismo nas comunidades.

As conclusões da I Convenção Mundial das Comunidades Portuguesas, uma iniciativa da Associação dos Portugueses no Estrangeiro e da autarquia de Santa Maria da Feira, pedem a “urgente realização de um levantamento exaustivo” do movimento associativo português espalhado pelo mundo.
“O associativismo foi e continua a ser um elemento essencial da presença portuguesa nos cinco continentes e, por isso, é importante efectuar um levantamento exaustivo das associações portuguesas no estrangeiro, conhecer a sua história, os seus problemas actuais e o seu enquadramento no país de acolhimento”, lê-se, segundo a Agência Lusa, no documento que traça as conclusões da convenção.
É sugerido que esse trabalho de recolha seja realizado pelo Observatório da Emigração, lançado em Maio deste ano pela Secretaria de Estado das Comunidades e que tem como principais objectivos, produzir informações sobre a evolução e as características da emigração portuguesa e sobre a actual situação das comunidades portuguesas espalhadas pelo mundo.

Apoios escassos

O documento realça a crise do associativismo da diáspora, sublinhando as dificuldades na renovação de dirigentes, os escassos apoios e “a reduzida intervenção do Governo português na definição e execução de uma política adequada a esta nova realidade”.
Refere também que as autarquias “podem servir como elos de ligação com as associações portuguesas no estrangeiro, estabelecendo parcerias”, e destaca “a excelência da articulação entre o poder central e o poder local na área das migrações”, tornando-se “indispensável que a rede dos gabinetes, que lhes presta apoio, possa cobrir todo o território nacional”.
Um alargamento que, refere ainda o documento, “deve realizar-se nas regiões mais afectadas pelos fluxos migratórios, passando os gabinetes já existentes a serem designados como gabinetes de apoio às migrações, dado as características actuais da mobilidade das populações”.



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