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Brasil: 200 anos de relojoaria portuguesa em exposição no RIo de Janeiro

Terça-Feira, 05 Agosto de 2008
Uma exposição de 200 peças de relojoaria portuguesa, criadas entre os séculos XVII e XIX, está patente até 14 de Setembro no Centro Cultural Banco do Brasil, na cidade do Rio de Janeiro. «O tempo sob medida» abarca um período de 200 anos e integra o programa de comemoração dos dois séculos de fundação do banco, criado com a chegada da Família Real Portuguesa ao Brasil.

A mostra, organizada com o apoio do Instituto Camões, reúne peças pertencentes ao acervo da Fundação Medeiros e Almeida, de Lisboa. Relógios de bolso, despertadores e peças francesas fabricadas pela Casa Breguet, entre as quais um grande relógio de mesa do século XIX, proveniente do Palácio Imperial de Schönbrun, que pertenceu à Imperatriz Sissi da Áustria, podem ser apreciados até 14 de Setembro.
Luiz Geraldo Dolino, curador da exposição, referiu à Agência Lusa que a exposição tem como objectivo “chamar a atenção para a medição do tempo para celebrar os 200 anos do Banco do Brasil, criado com a chegada da Corte Portuguesa”. O curador diz ser “um privilégio o Brasil ser o primeiro país a receber os relógios”, pois esta é a primeira vez que o acervo sai de Portugal e “não se sabe” quando tal voltará a acontecer. “Veio para o Rio uma parte desta colecção, além do mobiliário de arte decorativa”, precisou.
A exposição promete levar os visitantes a uma viagem pelo tempo com relógios de pé, especialmente a série criada por Thomas Tompion (1638-1713), um grande fabricante inglês nesse período. Um dos destaques da mostra é a peça “considerada o luxo máximo” da Arte Sacra: a Virgem com o Menino, um relógio autómato de coluna, em bronze dourado. Na coroa da Nossa Senhora, o relógio tem as horas gravadas a ouro.
Outra raridade do acervo são os relógios despertadores. O destaque vai para Godfrie Poy (1718-1750), cujas obras, realizadas em bronze dourado e com aplicações em prata, dispõem de um mecanismo capaz de acender uma vela no candelabro que integra a peça. Luis Dolino afirma que a receptividade do público tem sido positiva, já que “a exposição é muito original, é um assunto totalmente novo”. “Espero que, com o sucesso desta exposição, seja possível abrir uma porta permanente de trocas com Portugal”, sublinhou.



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