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EIT: Historial
2006
XII EIT Algarve recebeu agentes de viagem Teve lugar durante quatro dias a XII Edição do Encontro Internacional de Turismo evento organizado pela Mundiventos e com o apoio do Emigrante/ Mundo Português, TAP- Air Portugal, Região de Turismo do Algarve, Câmaras Municipais de Silves, Lagos, Portimão e Albufeira e da CARMIM, que mais uma vez trouxe a Portugal centenas de agentes de viagem portugueses radicados no estrangeiro que tiveram oportunidade de estabelecer contactos com a oferta e as potencialidades turísticas de Portugal. Esta edição elegeu o Algarve como região a promover e os participantes além do alegre convívio, iniciaram a visita pelo Alentejo (Reguengos de Monsaraz) seguido do Algarve, concelhos de Portimão, Silves, Lagos e Albufeira, onde para além de se inteiraram do património histórico, cultural e gastronómico visitaram os melhores empreendimentos turísticos e hoteleiros da região ... Promover Portugal no mundo foi o lema quando em Janeiro de 1995 se iniciaram os Encontros Internacionais de Turismo (EIT).
Mais de 200 participantes vindos do mundo inteiro participaram na décima edição do Encontro Internacional de Turismo, este ano com uma nova vertente - cultural e associativa - que permitiu transformar este evento num verdadeiro encontro de todo o Mundo Português. "Em Portugal, o prolongamento é sempre a melhor parte do jogo". É este o pontapé de saída para a campanha oficial de promoção de Portugal como destino turístico por ocasião do Euro 2004, o terceiro evento mais mediático do mundo, a seguir aos Jogos Olímpicos e ao Mundial de Futebol, que no próximo ano se realiza em território nacional. Aproveitar o Campeonato Europeu de Futebol de 2004 para promover Portugal como destino turístico é um dos objectivos do Governo português, que para o efeito considera importante o papel dos agentes de viagem portugueses no estrangeiro, conforme ficou patente no X Encontro Internacional de Turismo - EIT, que decorreu em Lisboa entre 2 a 4 de Novembro, reunindo mais de 200 congressistas vindos do mundo inteiro. Para além da vertente turística e empresarial, representada no Encontro por agentes de viagem e operadores turísticos, portugueses e estrangeiros, este ano o evento incluiu também a vertente associativa e cultural, representada por dirigentes associativos e membros da comunicação social lusa das Comunidades, que transformaram o X EIT num encontro de todo o Mundo Português.Reconhecimento O secretário de Estado do Turismo, que presidiu à sessão de abertura do X EIT, no Centro de Negócios do Pavilhão Atlântico no Parque das Nações, em Lisboa, referiu que, pela primeira vez, o Governo inscreveu no seu Plano de Desenvolvimento Turístico "um reconhecimento inequívoco da importância que têm as comunidades portuguesas, que hoje podem visitar o país como qualquer outro turista estrangeiro". Em declarações ao O Emigrante/Mundo Português, Luís Correia da Silva sublinhou que "pela primeira vez, está inscrito um programa detalhado com um investimento significativo para auxiliar a promoção de Portugal como destino turístico junto das comunidades". "Muitos portugueses virão a Portugal acompanhar os jogos da Selecção Nacional, esses portugueses estão convocados, serão um suporte importante para a equipa nacional, mas desta vez estamos a propor-lhes que para além de virem apoiar e ver os jogos, que organizem as suas férias de forma a passarem aqui algum tempo e já agora que convidem os seus amigos e colegas de trabalho", afirma o secretário de Estado do Turismo. "É nessa lógica que está a ser feita esta campanha promocional de Portugal como destino turístico por ocasião do Euro que tem precisamente um mote que é: "Em Portugal, o prolongamento é sempre a melhor parte do jogo", precisamente convidando todos, não só para virem ver os jogos como também passarem as suas férias em Portugal". Dirigindo-se aos congressistas presentes, o secretário de Estado do Turismo lançou um apelo: "tragam familiares e amigos e aproveitem esta ocasião única para, além de apoiarem as equipas nacionais, passarem um período de férias conhecendo ou recordando algumas das mais bonitas regiões do país, o seu património, a sua cultura, a sua natureza, gastronomia, vinhos e obviamente beneficiando do calor e simpatia do acolhimento dos portugueses". Ainda na sessão de abertura, Carlos Morais, organizador do evento, afirmou a importância dos agentes de viagens radicados fora de Portugal para o sector, sublinhando que estes trabalham um mercado que tem "uma estratégia insubstituível na promoção do turismo português no estrangeiro". Referindo-se especificamente ao EIT lembrou que este evento tem como um dos mais importantes componentes a divulgação das regiões e destinos de Portugal a estes agentes, que poderão assim melhor conhecer e vender as suas potencialidades turísticas. "Queremos que os desafios destes portugueses encontrem muitas das respostas neste Encontro. Acima de tudo, para que tenham meios e condições para desenvolverem diariamente o seu trabalho", finalizou Carlos Morais. Na sessão de abertura do X EIT, estiveram ainda presentes o embaixador Rui Félix Alves, em representação do Ministério dos Negócios Estrangeiros, Rui Valente, Director Geral de Turismo, Madalena Torres, Administradora do ICEP - Investimento, Comércio e Turismo de Portugal para a Área do Turismo, e Dionísio Barum, Director Comercial da TAP. À sessão de abertura seguiu-se um debate subordinado ao tema "A importância económica dos portugueses residentes no estrangeiro enquanto turistas, investidores e consumidores", no qual a administradora do ICEP para a área do Turismo, Madalena Torres, abordou as várias campanhas levadas de promoção de Portugal em todo o Mundo. 2002 Coimbra
2001 VIII EIT - 8, 9, 10 de novembro O potencial dos turistas portugueses residentes no estrangeiro O primeiro dia de trabalhos do VIII Encontro Internacional de Turismo (EIT) decorreu no Hotel Ritz, em Lisboa. As estratégias para a consolidação do turismo, os acontecimentos de 11 de Setembro e a sua repercussão no sector, o futuro da TAP-Air Portugal e a entrada da moeda única europeia foram alguns dos temas debatidos no dia 8 de Novembro, pelos cerca de 200 agentes de viagens portugueses residentes no estrangeiro e as individualidades ligadas ao turismo, que participaram do Encontro. A sessão de abertura do VIII EIT contou com a presença do Presidente do Conselho de Administração do ICEP-Portugal, Luis Neto, do Director Geral de Turismo, José Sancho Silva, em representação do secretário de Estado do Turismo, de Jamila Madeira, deputada PS e presidente da Sub-Comissão de Turismo da Assembleia da República, de Carlos Luis, deputado PS eleito pela Emigração, de Dionísio Barum, Director Comercial da TAP-Air Portugal e de António Mota, Director Internacional do BCP. Luis Neto começou por referiu ser uma honra participar no VIII EIT, um evento que já se assumiu como um "significativo fórum de discussão e debate de ideias no âmbito do turismo". Para o presidente do Conselho de Administração do Icep-Portugal, é fundamental que as entidades públicas "com algumas responsabilidades no domínio da internacionalização económica de Portugal" não desvalorizem o mercado turístico dos portugueses residentes no estrangeiro, já que representa uma ligação emocional, cultural e sentimental com os produtos de origem nacional. Um potencial que Luis Neto considera estar a ser "sub-aproveitado" quer pelo sector público, quer pelo privado, e que levou o Icep a avançar com uma campanha de promoção turística junto desse mercado. " Este projecto, fundamentado na análise da comunidade emigrante e luso-descendentes é de grande oportunidade, pois identifica, para além dos genéricos da actividade turística, factores específicos do potencial deste segmento de mercado - a sua evolução qualitativa, pelo maior nível cultural e de habilitações literárias; o elevado poder de compra, já que cultivam a capacidade de poupança; e uma disposição para o descobrir Portugal, não se limitando à terra natal", revelou. Luis Neto referiu ainda que estes portugueses e luso-descendentes representam uma oportunidade de diversificação do turismo português, já que viajam ao longo do ano, dispersam-se pelo país com estadias médias de 17 dias. É ainda um mercado que, tendo em conta os acontecimentos de 11 de Setembro e pelas ligações afectivas ao país, "se pode assumir como vector mais estável, mais fidelizado ". Uma fidelidade que para Jamila Madeira, deputada PS e presidente da Sub-Comissão de Turismo da Assembleia da República deve gerar criação de parcerias que possam responder a uma questão de fundo: "de que forma nós podemos efectivamente difundir o mercado de turismo ao nível dos portugueses residentes no estrangeiro, de que forma nós podemos multiplicar isto e tornar num mercado potencial hoje e no futuro, aquilo representam os portugueses residentes no estrangeiro". Ao sublinhar que "o envolvimento das comunidades portuguesas na realidade económica, científica e social de Portugal é evidente", Jamila Madeira afirmou que os agentes de viagens que residem no estrangeiro não podem ser deixados à margem dessas parcerias. "É evidente que vocês estão e estarão ao nosso lado. Por isso, vão ser esse instrumentos, conhecer o que Portugal tem para oferecer, conhecer e estar permanentemente actualizados e ter à vossa disponibilidade mecanismos para essa actualização, no sentido de, junto das gerações de portugueses hoje residentes no estrangeiro e aquelas que o futuro nos trará, conseguir que Portugal seja e continue a ser, um destino preferencial e consigamos que esses turistas especiais possam vir a Portugal, possam gostar de Portugal, possam ajudar-nos a serem efectivamente os nosso embaixadores por excelência de Portugal no mundo". 23 de Outubro de 2000 - VII EDIÇÃO Governo promete desenvolver potencial turístico da diáspora Depois de ter reconhecido os portugueses residentes no estrangeiro como turistas, o Governo vai mais longe e aposta no desenvolvimento turístico da diáspora. A Direcção Geral de Turismo concluiu finalmente o seu estudo que foi apresentado nesta edição do Encontro Internacional de Turismo que reuniu na Serra da Estrela cerca de 140 agentes de viagens portugueses. O Governo está a analisar o potencial dos portugueses residentes no estrangeiro enquanto turistas e a estudar novas estratégias para desenvolver esse mesmo potencial. Os portugueses residentes no estrangeiro, segundo o estudo da DGT representam cerca de16 por cento do total de entradas de turistas em Portugal e vêm principalmente de França, Brasil, Estados Unidos e Canadá. Esta é apenas uma das conclusões do estudo que a DGT apresentou no decorrer deste encontro. O referido estudo foi apresentado pela Direcção Geral de Turismo e era destinado a avaliar o potencial das comunidades portuguesas como emissores de turistas para Portugal e foi apresentado pelo director daquele organismo, José Sancho Silva que participaria como orador no primeiro painel (em representação do Secretário de Estado do Turismo) subordinado ao tema "As três vertentes do Turismo Português". Os diversos debates foram animados por personalidades diversas, de onde é justo destacar o Presidente da Região de Turismo da Serra da Estrela, Jorge Patrão, o Administrador do ICEP, João Rodrigues, o Director Comercial da TAP, Dionísio Barum e o Presidente da Associação Nacional das Regiões de Turismo, Paulo Neves. Para além dos tradicionais debates, o Encontro incluiu um espaço de exposições, projecção de filmes, visitas educacionais e bolsas de contactos. Foi a última participação de José Lello na qualidade de Secretário de Estado das Comunidades Portuguesas num Encontro de Turismo, considerando este como uma importante mais valia que devia ser analisada e impulsionada. Recorde-se que foi na V edição deste encontro que o governo reconheceu a importância deste mercado e o estudo agora apresentado pela Direcção Geral de Turismo tem como finalidade a implantação de um plano estratégico de marketing que desenvolva todo o seu potencial. Um momento que podemos classificar de "histórico", já que esta realidade foi por nós posta em debate na opinião pública há mais de dez anos e agora é finalmente reconhecida pelas autoridades de turismo.
10 de Novembro de 1999 - VI EDIÇÃO EIT marca encontro no Funchal A Região Autónoma da Madeira foi o local escolhido pela organização para a realização da VI Edição do EIT. Alberto João Jardim foi um grande anfitrião dos congressistas afirmando que estes agentes de viagem são extraordinariamente importantes para a região. O Presidente da Região Autónoma presidiu à sessão do VI Encontro Internacional de Turismo que reuniu no Funchal mais de 150 agentes de viagem e representantes de diversas entidades ligadas ao turismo. Alberto João Jardim ao dar as boas vindas aos congressistas e referindo-se à importância do encontro e ao trabalho dos agentes de viagens afirmaria que "O meu governo tem todo o interesse e carinho em apoiar, já que consideramos extraordinariamente importante a sua presença e trabalho". Foi igualmente afirmado que a Madeira iria acolher de braços abertos a visita das novas gerações assim como os milhares de portugueses emigrantes, naturais do arquipélago, que todos os anos retornam em férias, até porque - segundo afirmou Alberto João Jardim - o português continental continua a ser o principal cliente de turismo na Madeira. Nesta edição do Encontro, e apesar de não ter estado presente o Secretário de Estado do Turismo, Vitor Neto numa entrevista que concedeu ao jornal O EMIGRANTE - MUNDO PORTUGUÊS traçou também algumas idéias sobre a importância deste encontro e deste mercado, afirmando "O mercado dos portugueses que residem no estrangeiro é de importância relevante para a economia portuguesa" - e para além das remessas o Secretário de Estado fez questão de frisar também a importância económica dos gastos dos portugueses do estrangeiro quando visitam Portugal como turistas. Também neste encontro foi referido o atraso na publicação do estudo da DGT sobre a importância e especificidade deste mercado, cuja responsabilidade o Secretário de Estado atribuiria ao facto de poucas agências de viagem terem respondido atempadamente ao inquérito sobre sazonalidade e serviços que a Direcção Geral de Turismo tinha dirigido a mais de 500 agências de viagem. Nessa entrevista o Secretário de Estado prometeu ainda a criação de uma empresa autónoma para a área da promoção do turismo que viesse gradualmente a substituir a estrutura tradicional do ICEP, aproveitando no entanto a elevada craveira técnica dos profissionais que representam o ICEP no exterior. Recorde-se qie no final desta edição do EIT ficou assente que a edição seguinte iria ocorrer no interior do país, tendo como anfitriã a Região de Turismo da Serra da Estrela, promovendo assim o desenvolvimento económico e social das regiões do interior. 1998 2 de Novembro de 1998 - IV EDIÇÃO Finalmente o reconhecimento como turistas Foram mais de 120 agentes de viagem que vieram do mundo inteiro até Vilamoura pela segunda vez no mesmo ano para uma vez mais discutir os principais problemas e anseios deste mercado. Foi aqui nesta V Edição do evento que os portugueses do estrangeiro foram considerados turistas em Portugal e que este mercado passou a existir "oficialmente"... A sessão de abertura deste encontro contou com a presença do Secrteário de Estado do Turismo, Vitor Neto que dirigindo-se aos presentes começou por afirmar que "o sector do turismo não tem sido suficientemente valorizado no quadro nacional", mas sublinhou que nos oito meses que separaram a IV da V edição do evento a secretaria tinha dado passos fundamentais no desenvolvimento do turismo português, começando nomeadamente a pôr de lado falsas questões em relação ao sector, concentrando por isso, energia no que é fundamental, ou seja uma linha clara de orientação para o futuro do turismo. Realçou ainda a necessidade de que outras regiões - e não apenas o Algarve - se fortaleçam. Para Vitor Neto, "diversificar" era a palavra de ordem. Lembrou ainda que é fundamental a defesa dos recursos naturais e históricos, assim como a qualidade dos produtos turísticos e do acolhimento aos turistas. Mostrou-se ainda disponível para ajudar os agentes de viagem e os turistas residentes no estrangeiro, mas não sem antes definir o que é preciso fazer, "temos que estudar melhor o sector, para definir medidas adequadas para a resolução dos problemas. A finalizar o Secretário de Estado afirmou ainda que este "foi um ano excepcional, quase mesmo mágico, pois o nosso país nunca teve uma visibilidade no estrangeiro como neste ano. Carlos Morais, promotor do evento e administrador de O EMIGRANTE-MUNDO PORTUGUÊS começou por fazer um breve historial dos eventos realizados lembrando que a idéia surgiu de um convite feito por agentes de viagem portugueses estabelecidos no estrangeiro para "desenvolver um conjunto de iniciativas e projectos tendentes a valorizar a actividade desenvolvida por imensos portugueses residentes no estrangeiro, nas mais variadas áreas empresariais, nomeadamente no sector do turismo. Presente também na sessão de abertura o deputado eleito pelo Algarve, Paulo Neves, na altura membro da sub-comissão parlamentar do turismo da Assembleia da República. Referindo-se ao EIT afirmaria "agora compreendo melhor aquilo que os senhores são e o que fazem e sobretudo aquilo que representam" - e continuou afirmando que os agentes de viagem portugueses residentes no estrangeiro são claramente "a nossa melhor força de vendas no mundo. São empresários, mas vendem aquilo que conhecem, que é aquilo que amam..."
Iniciativa privada desenvolve o turismo Sesimbra foi o grande palco para esta edição do Encontro Internacional de Turismo que reuniu pela quarta vez mais de centena e meia de agentes de viagem do mundo inteiro. Dirigindo-se aos agentes de viagem presentes, o Secretário de Estado do Turismo, Vitor Neto afirmaria serem eles "os responsáveis por muito do prestígio que Portugal tem em todos os continentes e estou disponível, enquanto Secretário de Estado a ser vosso interlocutor". O Secretário de Estado do Turismo, Vitor Neto pôs em evidência a pouca importância que era atribuida àquele sector na economia portuguesa afirmando "A recente separação da Secretaria de Estado do Turismo, da Secretaria de Estado do Comércio é uma resposta importante no sentido de se dedicar mais atenção a este sector". Vitor Neto salientou ainda a importância da iniciativa privada como um dos mais importantes meios para desenvolver o turismo português afirmando "O Estado não pode ter um papel de substituição em áreas que competem à iniciativa privada e aos empresários". Vitor Neto aproveitou ainda este encontro para revelar estar a ser preparado um estudo pela Direcção Geral de Turismo que segundo afirmaria "será posto à disposição das Regiões de Turismo para um melhor conhecimento do que se passa nas suas zonas e assim definirem planos estratégicos de intervenção turística". Afirmava ainda altura o Secretário de Estado pretender que a DGT voltasse a ser "Um organismo dinâmico, vivo e interveniente. Por seu turno Carlos Morais, promotor do evento afirmaria que era necessário reconhecer também aos portugueses do estrangeiro o estatuto de "turistas em Portugal", já que o velho chavão do português que regressa à terrinha uma vez por ano, já não existe, o que mereceria dos presentes uma grande ovação de apoio. Recorde-se que foi nesta edição do EIT que a Direcção Regional do Turismo da Madeira anunciou aos presentes a ampliação do aeroporto do Funchal. Pela voz da sua directora, Conceição Estudante, foi anunciado para final do ano 2000 a conclusão das obras daquela importante infraestrutura que viria a permitir ao turismo da região a captação de novos mercados. O Encontro encerrou os trabalhos com o grande tema da actualidade de então - A EXPO'98 última exposição mundial do século XX. Manuel Palma director de Marketing falou do estado das obras e a respectiva promoção tendo sido na ocasião divulgado um vídeo intitulado, "EXPO'98 - Uma festa à porta do futuro". Uma vez mais Almeida Santos manifestou toda a sua admiração por esta iniciativa numa visita guiada que os congressistas fizeram à Assembleia da República e onde se congratulou com a adesão ao projecto por parte de empresas africanas de expressão portuguesa. 1997
Novos desafios da oferta turística portuguesa Entender e divulgar os problemas dos portugueses residentes no estrangeiro como embaixadores privilegiados de Portugal junto dos países de acolhimento foi uma das principais questões discutidas pelos 150 agentes de viagem neste III encontro. Quando vista Portugal cada português gasta em média 500 contos, valor muito superior a qualquer outro turista estrangeiro. Este é portanto um mercado com enormes potencialidades de crescimento, mas que as autoridades não reconhecem e logicamente não dirigem campanhas de promoção e sensibilização. Foi para discutir estas e outras questões que se reuniram mais de 150 agentes de viagem em Lisboa. Presente na sessão de abertura esteve Almeida Santos como presidente da Assembleia da Republica, o Secretário de Estado do Comércio e Turismo, Jaime Andrez, o Vice-Presidente do ICEP Francisco Bandeira e Luis Espanha da Região de Turismo da Costa do Sol. Jaime Andrez considerou na altura ser o turismo uma prioridade estratégica para o governo, enquanto que Almeida Santos destacou o importante papel dos agentes de viagem portugueses radicados no estrangeiro na promoção e divulgação do nosso país afirmando: "Eles promovem o regresso periódico dos portugueses a Portugal como turistas, e promovem ainda a vinda de outros turistas não portugueses" Neste III Encontro foi muito importante o painel do segundo dia onde foi abordada a questão da estratégia de promoção do turismo português, contando com a participação de Vera Saudade e Silva do ICEP e Salazar Leite da Direcção Geral de Turismo. A representante do ICEP pôs em evidência a estratégia daquele organismo que passava por "uma maior aproximação ao sector privado", sendo para tal necessário "associar o produto ao destino e às vendas" através de uma campanha realizada sempre em sincronia com os agentes de viagens e operadores turísticos. Por seu turno Salazar Leite da DGT iniciou a sua apresentação afirmando estar "a representar uma nova direcção" e deixou um recado aos presentes no sentido de que os agentes presentes solicitassem cada vez mais participação activa da Direcção Geral de Turismo. A EXPO'98 esteve também no centro das atenções deste III Encontro, contando com a presença de Miguel Fontoura, director do departamento de Promoção da Expo para as Comunidades Portuguesas. Por último Eduardo Branco esteve no encontro representando a TAP e afirmando na época que a TAP devia ser "uma companhia nacional com posição proeminente no mercado, premiando a lealdade dos seus clientes". O então Secretário de Esado das Comunidades, José Lello encerraria este III Encontro com palavras de incentivo aos agentes de viagem presentes. 1996 5 de Janeiro de 1996 - II EDIÇÃO Portugal não é promovido no estrangeiro Era o ano de todas as esperanças, depois do sucesso que tinha sido no ano anterior a realização do I Encontro o nosso jornal promovia já a segunda edição e para tal fizémos um périplo mundial que nos levou aos Estados Unidos, Canadá, Venezuela, Brasil, África do Sul, Suiça, França, Reino Unido, Alemanha, Bélgica e Luxemburgo.Da reunião no Luxemburgo foi unânime a opinião de que devia ser dada mais importância à divulgação de Portugal no estrangeiro como um país de imensas potencialidades turísticas. No decurso da reunião Clara Mateus considerou que "quem vai a Portugal é sobretudo o mercado étnico" pois segundo aquela empresária não havia ainda muito interesse por parte da população Luxemburguesa em conhecer Portugal. Clara Mateus considerou ainda que já havia uma estratégia para levar os portugueses a visitarem outros lugares que não apenas a sua região de origem. Por enquanto ainda é difícil - sustentou - os portugueses consideram que o simples facto de irem a Portugal já são férias, mas as coisas estão a mudar e a nova geração já quer conhecer outros lugares em Portugal para além da terra dos pais e avós. Para Manuel Fernandes da Taki-Tálá a maioria dos turistas portugueses que encaminha para Portugal já viajam de avião, alguns já adquirem programas e a título de exemplo referiu que só na época de Natal chega a registar 5000 partidas. Uma das grandes questões postas por estes agentes de viagens é a falta de promoção de educacionais por parte do ICEP. Manuel Fernandes referiu inclusivamente ter participado num educacional ao Algarve promovido por um operador alemão radicado em Portugal e onde mais de seis centenas de agentes alemães tiveram oportunidade de visitar toda a região do Algarve. Na sua opinião é assim que se promovem as regiões e o turismo em Portugal e não fazer como o ICEP tem feito através da realização de um jantar convidando apenas algumas agências de viagem. Segundo confessou, "tal prática é bonita e agradável mas é um desperdício de dinheiro". Para estes agentes de viagem do Luxemburgo há muita esperança depositada nestes encontros, até porque segundo disseram já no decorrer do primeiro foram ditas bastantes coisas importantes, nomeadamente no que se refere à falta de promoção de Portugal por todo o estrangeiro. Por outro lado a importância do EIT aferia-se - segundo aqueles agentes - pela possibilidade do debate e da troca de idéias com outros agentes radicados noutros mercados mas que têm igualmente em Portugal o seu produto de vendas. 1995 20 de Janeiro de 1995 - I EDIÇÃO Promover portugal no mundo A promoção de Portugal no estrangeiro como destino turístico nas comunidades portuguesas foi o grande tema desta primeira edição, usando os agentes de viagem portugueses como ponte para estabelecer este "diálogo". Decorreu nos dias 19 e 20 de Janeiro na Feira Internacional de Lisboa e na altura foi organização do jornal O EMIGRANTE-MUNDO PORTUGUÊS no âmbito das comemorações das suas bodas de prata e que respondia assim aos sucessivos apelos dos seus inúmeros leitores agentes de viagem em todo o mundo. Associaram-se na altura a este evento, o ICEP, a TAP, o Ministério do Comércio e Turismo e a Secretaria de Estado do Turismo. Um dos objectivos deste encontro foi o de dotar os seus participantes de conhecimentos necessários para a promoção do nosso país junto dos portugueses do estrangeiro, nomeadamente de regiões que não as suas de origem a fim de os transformar em potenciais turistas. Nesse sentido promoveram-se contactos e trocaram-se idéias e projectos procurando sensibilizar as entidades governamentais para a grande falta de meios que afectavam o trabalho daqueles agentes, e o reconhecimento da importância do seu trabalho. O Secretário de Estado do Turismo, Alexandre Relvas presidiu à sessão inaugural, tendo estado também presentes, Luis Correia da Silva, Vice-Presidente do ICEP e Carlos Morais que desde a primeira hora projectou e desenvolveu este projecto. O secretário de Estado do Turismo na sua intervenção apresentou números referindo a importância da contribuição do sector com cerca de 8 por cento no rendimento nacional. Alexandre Relvas apresentou ainda as principais acções estruturantes que estavam a ser desenvolvidas para tornar Portugal um destino mais competitivo. Os agentes de viagem presentes tiveram oportunidade de expressar as suas principais preocupações e dificulades ao Vice-Presidente do ICEP, Luis Correia da Silva. Luis Azevedo de Boston, afirmou que o problema fulcral eram os transportes dado que a TAP-Air Portugal na época já tinha cancelado as operações para aquela cidade. A cerimónia de encerramento foi presidida pelo Ministro Faria de Oliveira que poria em destaque o potencial de Portugal para a indústria do turismo, evidênciando a importância da diáspora portuguesa consubstanciada nos 4,5 milhões de portugueses espalhados pelo mundo afirmando nomeadamente: "E ninguém melhor que os agentes de viagem portugueses residentes no estrangeiro para colaborar numa estratégia agressiva de promoção do turismo português... |
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