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ComunidadesVenezuela/Segurança: Não há «perseguição» aos portugueses...Terça-Feira, 30 Setembro de 2008
O presidente da Câmara Venezuelana Portuguesa de Comércio e Turismo (Cavenport) não acredita que haja algum “tipo de perseguição” aos portugueses na Venezuela. “Não concordo com a palavra «perseguição» (aos portugueses) porque os mais afectados são os próprios venezuelanos”, disse José Luis Ferreira a «O Emigrante/Mundo Português», acrescentando que “nas duas últimas semanas houve quatro casos seguidos” de assassinatos de portugueses, mas que se passam “semanas em que não se houve falar nada”. O empresário português apoiou o envio da Carta Aberta e os apelos feitos ao Primeiro-ministro pelos conselheiros das Comunidades Portuguesas da Venezuela, mas mostrou-se céptico quanto a futuros resultados. “Acho que será quase impossível que se faça algum acordo de segurança”, revelou. O responsável da Cavenport destacou que os empresários e comerciante portugueses são geralmente “um alvo fácil” para os assaltantes, porque pelo seu trabalho “estão muito visíveis” e acredita que a diminuição da insegurança actual passa por uma maior vigilância policial. “Havendo vontade política do Estado venezuelano, haverá maior presença policial para que os cidadãos tenham mais segurança”, sublinhou. Mais atenção Manuel Pereira, um dos subscritores da Carta aberta, concorda que a «perseguição» não se dirige apenas aos portugueses e “também visa comerciantes e empresários de outras nacionalidade e venezuelanos que movimentam dinheiro”. Mas explicou que os autores da carta a José Sócrates referem-se aos portugueses porque, sublinhou, “como conselheiros é nosso dever zelar pelos nossos”. António de Freitas, conselheiro de Caracas, sublinhou que o objectivo da carta foi “chamar a atenção para a preocupação que tem atingido a comunidade portuguesa na Venezuela e aproveitar o encontro entre José Sócrates e Hugo Chavez, no sentido de que o primeiro-ministro de Portugal fizesse um apelo ao presidente da Venezuela em relação à insegurança”. Manuel Pereira, por sua vez, lembrou que o facto de “em menos de três semanas” terem sido assassinados quatro portugueses é motivo para que os conselheiros peçam aos governantes portugueses que “estejam mais atentos ao que se passa em relação à insegurança”. O conselheiro por Valência referiu ainda que não são poucos os desabafos e pedidos de ajuda que têm chegado até aos membros do CCP. “Recebemos cartas e falamos com portugueses a lamentarem-se e a pedirem ajuda. Dizem que o nosso Governo deveria estar atento e pronunciar-se mais”, acrescentou. Manuel Pereira sublinhou que a actuação dos conselheiros será feita junto da Embaixada de Portugal e dos Consulados, mas acrescentou que estes concordam com acções de protesto que sejam organizadas pela comunidade. “Respeitamos a vontade da comunidade, devem pronunciar-se, porque há motivo para isso”, concluiu. A.G.P. |
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