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Preço dos combustíveis arrastam TAP para os prejuizos

Quarta-Feira, 01 Outubro de 2008

A TAP anunciou hoje um prejuízo de 133 milhões de euros nos primeiros oito primeiros meses deste ano, apesar das receitas terem aumentado 18 por cento.

"Infelizmente são resultados com cerca de 130 milhões de euros negativos. Nós até esperávamos que em Agosto pudéssemos retornar não aos bons resultados, mas ter um impacto um pouco maior sobre o resultado que já tínhamos acumulado até aqui", admitiu o presidente da companhia aérea Fernando Pinto em conferência de imprensa.


Para Fernando Pinto não há dúvidas quanto à causa do resultado negativo.

"A principal causa está no combustível onde tivemos uma despesa adicional de 30 milhões só num mês, o que torna impossível e inviável a qualquer empresa absorver isso", disse
O presidente da TAP salientou, no entanto, que pela primeira vez a transportadora aérea conseguiu ultrapassar "o que era previsto em proveitos, neste caso em mais de 10 milhões de euros", apontando ainda que a empresa cresceu 27 por cento e que "sem os custos, cresceu 19 por cento".

"Mostra a melhoria de eficiência. Tudo isso é um trabalho que não tem fim, é uma melhora constante", referiu Fernando Pinto.

De acordo com os números apresentados hoje, entre Janeiro e Agosto de 2008 a empresa conseguiu receitas de 1.413 milhões de euros, mais 18 por cento do que no mesmo período de 2007, em que as receitas da TAP somaram 1.197 milhões de euros.

O resultado operacional situou-se nos 94 milhões de euros negativos contra os 45 milhões de euros positivos dos primeiros oito meses do ano passado.


Fernando Pinto aproveitou ainda a apresentação de resultados para "dar um puxão de orelhas" aos sindicatos dos trabalhadores da empresa com alguma da responsabilidade na recuperação da TAP, afirmando que tem de haver compreensão em relação à actual situação, embora não tenha recusado a possibilidade de aumentos salariais.

"No inicio [das negociações com os sindicatos] nós dissemos que não aceitaríamos nem conversar sobre aumentos salariais, hoje colocamo-nos numa posição diferente e aceitamos desde que se consiga ter uma série de pontos importantes a serem negociados e eu diria que o mais importante é conseguirmos obter a compreensão para a situação real", defendeu.



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