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Cavaco Silva lembra que dever do Estado é nunca esquecer os mais pobres

Domingo, 05 Outubro de 2008
O Presidente da República, Cavaco Silva, advertiu hoje que o dever do Estado é nunca esquecer os mais pobres e fazer uso ponderado dos dinheiros públicos, assumindo como pilares fundamentais da sua actuação a justiça e a segurança.

Cavaco Silva falava na cerimónia comemorativa da revolução republicana de 5 de Outubro de 1910, na Praça do Município, após o discurso do presidente da Câmara de Lisboa, António Costa.

Com o presidente da Assembleia da República, Jaime Gama, e o primeiro-ministro, José Sócrates, a escutá-lo, o chefe de Estado advertiu que "o Estado nunca pode esquecer aqueles que têm muito pouco, os mais frágeis e desprotegidos, os que se encontram em situação de pobreza".

Num discurso em que se referiu ao actual quadro de dificuldades económicas nacionais e internacionais, o Presidente da República defendeu que os portugueses "têm o direito a esperar do Estado que faça bem o que lhe compete fazer: que seja rigoroso e ponderado no uso dos dinheiros públicos e que os impostos sejam justos e razoáveis".

"O Estado tem de garantir dois valores essenciais, a justiça e a segurança. Deve promover o acesso de todos aos cuidados de saúde, como deve oferecer um ensino de qualidade e uma rede de protecção social que proteja os cidadãos", frisou.

Após estes avisos, Cavaco Silva deixou uma mensagem de confiança no futuro do país.

"Do mesmo modo que não escondo a verdade dos tempos difíceis que vivemos, não escondo a verdade da minha confiança num Portugal melhor", disse.

Sobre a saúde da democracia portuguesa, o chefe de Estado referiu que o país "vive um período de estabilidade política", havendo "condições de governabilidade".

No entanto, admitiu que "podem e devem ser introduzidas alterações pontuais para melhorar a qualidade da democracia e aproximar o poder dos cidadãos".

Na cerimónia comemorativa do 5 de Outubro, estiveram presentes os presidentes do Supremos Tribunal de Justiça, Noronha Nascimento, do Tribunal de Contas, Guilherme d´Oliveira Martins, a presidente da Assembleia Municipal de Lisboa, Paula Teixeira da Cruz, a líder do PSD, Manuel Ferreira Leite, o líder parlamentar do PCP, Bernardino Soares, os deputados Helena Pinto (Bloco de Esquerda) e do CDS (António Carlos Monteiro).

Na tribuna de honra encontravam-se ainda os ministros da Defesa Nacional, Nuno Severiano Teixeira, das Obras Públicas, Mário Lino, o presidente do PS, Almeida Santos, e o ex-Presidente da República Jorge Sampaio.



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