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EconomiaCrise dos combustíveis obriga TAP a «aterrar» nos prejuízosQuarta-Feira, 08 Outubro de 2008
Com o combustível a atingir preços superiores aos mil dólares por tonelada (o dobro do normal) as companhias áereas de todo o mundo entraram em profunda recessão e estão a redimensionar o negócio, procurando rotas mais rentáveis e sobretudo gerindo melhor os custos. A TAP não é excepção e esta semana anunciou 132 milhões de euros de déficit de Janeiro a Agosto. Mas a empresa não está parada e anunciou também lucros operacionais neste período e se não fosse a alta dos comustíveis a TAP estaria a voar tranquilamente dentro dos lucros.A TAP anunciou um prejuízo de 133 milhões de euros nos primeiros oito primeiros meses deste ano, apesar de no mesmo período ter registado um aumento de receitas de 18 por cento. Porquê então o prejuízo? “Infelizmente são resultados com cerca de 130 milhões de euros negativos. Nós até esperávamos que em Agosto pudéssemos retornar não aos bons resultados, mas ter um impacto um pouco maior sobre o resultado que já tínhamos acumulado até aqui”, admitiu o presidente da companhia aérea em conferência de imprensa. “A principal causa está no combustível onde tivemos uma despesa adicional de 30 milhões só num mês, o que torna impossível e inviável a qualquer empresa absorver isso”, disse Fernando Pinto. O presidente da TAP salientou, no entanto, que pela primeira vez a transportadora aérea conseguiu ultrapassar “o que era previsto em proveitos, neste caso em mais de 10 milhões de euros”, apontando ainda que a empresa cresceu 27 por cento e que “sem os custos, cresceu 19 por cento”. “Mostra a melhoria de eficiência. Tudo isso é um trabalho que não tem fim, é uma melhora constante”, referiu Fernando Pinto. De acordo com os números apresentados hoje, entre Janeiro e Agosto de 2008 a empresa conseguiu receitas de 1.413 milhões de euros, mais 18 por cento do que no mesmo período de 2007, em que as receitas da TAP somaram 1.197 milhões. O resultado operacional situou-se nos 94 milhões de euros negativos contra os 45 milhões de euros positivos dos primeiros oito meses do ano passado. Fernando Pinto aproveitou a apresentação de resultados para atribuir aos sindicatos dos trabalhadores da empresa alguma da responsabilidade na recuperação da TAP, afirmando que tem de haver compreensão em relação à actual situação, mas não recusou a possibilidade de aumentos salariais (ver caixa) “No inicio das negociações com os sindicatos nós dissemos que não aceitaríamos nem conversar sobre aumentos salariais, hoje colocamo-nos numa posição diferente e aceitamos desde que se consiga ter uma série de pontos importantes a serem negociados e eu diria que o mais importante é conseguirmos obter a compreensão para a situação real”, defendeu. Preço dos Combustíveis anulam progressos da gestão E não se pense que a questão do combustível é “desculpa de mau pagador”. O preço actual do Jet fuel (combustível para avião) custa no mercado internacional mais de 1000 dólares a tonelada, contra os cerca de 480 que seria um preço aceitável e qua ainda há pouco tempo se pagava. Por aqui se vê como a conta combustível fez disparar estes custos para o dobro o que baralha por completo as contas do gestor mais atento. E o mais grave é que não se espera que o preço venha a baixar nos tempos mais próximos para aquele valor que todos desejamos. |
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