O Emigrante / Mundo Português
Email: Password:
 
Primeira vez? Registe-se gratuitamente aqui.
Esqueceu-se da sua password? clique aqui.


Sexta-Feira, 03 Setembro 2010 - 18:32 (Açores 17:32)
Homepage
SECÇÕES

Lisboa
Clique aqui para saber a hora de outras cidades

newsletter
meteorologia
   

A história de um português da Lousã na revolução cubana

Adelino Mendes nasceu na Serra da Lousã. Em 1936, integrou a Revolta dos Marinheiros contra Salazar, em Lisboa. Poucos anos mais tarde, durante a II Guerra Mundial, refugiou-se em Cuba. Na ilha das Caraíbas restabeleceu a sua vida, arranjou trabalho, casou, teve filhos e... integrou o Exército Revolucionário de Fidel Castro na sua luta contra o ditador Fulgêncio Baptista. Em 1959, a título póstumo, foi condecorado com a medalha de Combatente da Luta Clandestina.

O português Adelino Mendes, filho de humildes camponeses da Serra da Lousã, foi parte activa da Revolução Cubana do final de 1958 e princípio de 1959, tendo sido mesmo condecorado postumamente por Fidel Castro. Na celebração dos 50 anos da revolução cubana, contamos a história deste português revolucionário, conforme é recordada pela história e pelo seu filho Ismael.
Adelino Mendes, que apascentara ovelhas e cabras antes de ingressar na Armada, integrou em 1936 a Revolta dos Marinheiros contra Salazar, em Lisboa. Mais tarde, durante a II Guerra Mundial, refugiou-se em Cuba.
Em 1941 juntou-se aos comunistas do Partido Socialista Popular – marxista-leninista –, e veio a participar activamente na Revolução Cubana.
Em 1959, rejubilou com a entrada do Exército Rebelde em Havana, após ter integrado a rede clandestina de apoio à insurreição da Sierra Maestra, comandada por Fidel Castro, Che Guevara, Camilo Cienfuegos e Raul Castro.
Vinte anos mais tarde, no vigésimo aniversário do triunfo da Revolução, o líder cubano  Fidel Castro distinguiu o português Adelino Mendes, a título póstumo, com a medalha de Combatente da Luta Clandestina.

Uma vida em Cuba

Depois da Revolução, Adelino trabalhou no Ministério do In-terior de Cuba, e casou com a costureira havanesa Maria del Cármen Boulet Rovira.
À filha mais velha, Adelino deu o nome de uma vizinha por quem nutriu especial simpatia, Arminda. Ao segundo filho cha-mou Ismael, em homenagem ao seu companheiro Ismael Fernan-des ‘Leiteiro’, morto na Revolta dos Marinheiros. À filha mais no-va chamou Lusitânia, em exalta-ção à pátria onde sonhava re-gressar até 1975, ano em que morreu, de ataque cardíaco, em Havana.
Nos últimos anos, os descendentes cubanos do revolucio-nário da Serra da Lousã adqui-riram a nacionalidade portuguesa. Vários netos e bisnetos de Adelino têm vindo mesmo a fi-xar-se em Portugal e em Espa-nha.
Dos três filhos, no entanto, Ismael é o único ainda vivo. E é ele quem melhor recorda a vida cubana do pai Adelino.

Memórias do pai revolucionário

Adolescente quando as tropas revolucionárias entraram na capital de Cuba, Ismael fez à Agência Lusa um relato emotivo dos acontecimentos político-militares que marcaram para sempre a vida da família.
Exilado em Cuba desde 1941, Adelino Mendes ganhava a vida a produzir ‘tamales’ (comida popular de Cuba, à base de milho moído e carne de porco, embrulhada nas folhas do próprio cereal), tendo chegado a vendê-los ao Colégio de Belém, a instituição religiosa on-de Fidel Castro estudou antes de ingressar na Faculdade de Direito.
Anos mais tarde, Adelino estaria ao lado do mesmo Fidel, lu-tando contra a ditadura de Ful-gêncio Baptista.
Em casa dos Mendes, em Marianao, reuniam-se com fre-quência cúpulas do movimento revolucionário, e reproduzia-se propaganda clandestina.

O dia da Revolução

“Em meados de Dezembro de 1958, a família estava perfeitamente a par da situação política que se vivia em Cuba, graças à informação da Rádio Rebelde (que emitia da Sierra Maestra, sob a direcção de Carlos Franqui, que mais tarde se exilou, rompendo com Fidel), que sintonizávamos em casa”, contou Ismael Mendes.
Na madrugada de 1 de Ja-neiro, a sua família soube da fuga de Fulgêncio Baptista, “de avião, para São Domingo”.

A chegada dos “barbudos”

Para Ismael Mendes, foi o “alto nível combativo” que o líder da Revolução e os seus companheiros da Sierra Maestra – onde começou a luta armada, em 1956 – conseguiram imprimir ao Exército Rebelde que asse-gurou a derrota das tropas do ditador. O filho de Adelino Mendes recorda também “a entrada dos barbudos em Havana, o que confirmou o triunfo da Revolu-ção”, a 8 de Janeiro de 1959, há 50 anos.
Nesse dia, “toda a família Mendes assistiu e ouviu o histórico discurso de Fidel Castro”.
EDIÇÃO IMPRESSA

Sondagem
HOJE FAZEM ANOS
Albano Abreu - Alemanha
Armando Tavares - Franca
Camoes Herminio - Franca
Daniela Amaral - Suica
Dos Fernando - Franca
Evaristo Costa - Franca
Fernando Santos - Franca
Joao Moinho - Brasil
Joaquim Melin - Australia
Jordao Elisio - Luxemburgo
Jose Antonio - Inglaterra
Jose Gomes - Franca
Jose Honorio - Franca
Jose Matos - Luxemburgo
Jose Mota - Franca
Jose Pereira - Franca
Laura Machado - Suica
Manuel Mendes - Brasil
Maria Domingues - Suica
Ribeiro Bernard - Franca
Vieira Antonio - Canada
DOSSIERS
destaque
destaque
destaque
destaque

PUBLICIDADE
destaque
destaque
destaque
destaque
 
O Emigrante / Mundo Português
Av. Elias Garcia 57 S/L 1049-017 Lisboa - Portugal
Tel: +351 21 7957670 | Fax: +351 7957665 | Email: redaccao@mundoportugues.org
Webdesign por