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CulturaMorte de Michael Jackson provoca onda de choqueSexta-Feira, 26 Junho de 2009
A notícia da morte de Michael Jackson por paragem cardíaca na véspera do seu regresso aos palcos surpreendeu o mundo inteiro, nomeadamente ao nível das celebridades e dos dirigentes mundiais. "Não consigo parar de chorar... sempre admirei Michael Jackson", escreveu Madonna num comunicado. "O mundo perdeu um dos muito grandes, mas a sua música viverá para sempre". A actriz Elizabeth Taylor, 77 anos, sua amiga de longa data, afirmou estar "muito perturbada" para divulgar uma declaração, segundo a sua porta-voz. Lisa Marie Presley, que esteve casada com Jackson entre 1994 e 1996, disse estar "muito triste e confusa". "É uma perda tão grande e em tantos sentidos que não tenho palavras", afirmou. "Tenho o coração despedaçado por causa dos seus filhos, que sei que eram tudo para ele, e da família", acrescentou Lisa Marie Presley. "Fiquei totalmente devastado com a notícia", disse o produtor e músico Quincy Jones, que supervisionou o álbum "Off the Wall" do cantor em 1979. A sua música "é tocada em todos os cantos do planeta porque ele tinha tudo - talento, graça e profissionalismo", acrescentou. O actor Jamie Fox, que soube da notícia quando estava a ser entrevistado pela cadeia de televisão NBC, disse esperar que se recorde dele como "um músico brilhante" e não pelo "número de circo" que se tornara a sua vida. "O mundo perdeu hoje uma das figuras mais influentes e emblemáticas da indústria da música", sublinhou, por seu lado, Arnold Schwarzenegger, governador da Califórnia. O Governo do Japão manifestou igualmente pesar pela morte de Michael Jackson, que tinha uma legião de admiradores no arquipélago. "Estou triste, segui-o desde a sua estreia nos Jackson Five", declarou o ministro do Interior e da Comunicação, Tsutomu Soto, numa conferência de imprensa. O seu colega da Defesa, Yasukazu Hamada, prestou também homenagem ao autor de "numerosas canções populares e emblema de uma geração" Em Caracas, o presidente venezuelano, Hugo Chávez, considerou "lamentável" a notícia da morte de Michael Jakson, mas criticou os órgãos de informação por lhe darem demasiada importância. "Perdemos um herói do mundo", afirmou o antigo presidente sul-coreano Kim Dae-jung, que se encontrara com o cantor. No Brasil, o cantor e antigo ministro da Cultura Gilberto Gil manifestou também o seu pesar. "Entristece-me muito ver um tão grande e incrível talento deixar-nos tão cedo - um talento que nos deu a todos alguns momentos maravilhosos", disse à Folha Online. "Vou ter saudades do Rei da Pop", acrescentou Gilberto Gil. Michael Jackson morreu quinta-feira, aos 50 anos, após ter dado entrada nas urgências de um hospital de Los Angeles, na Califórnia, em paragem cardíaca. |
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