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Deputados do PSD questionam funcionamento da Escola Virtual

Segunda-Feira, 29 Junho de 2009
Os deputados do PSD pela Emigração questionam o Governo sobre o projecto Escola Virtual para alunos no estrangeiro, lançado em Junho de 2005, afirmando que quatro anos depois do seu lançamento, “não há qualquer informação” sobre o programa.
“Não é conhecido o número de utilizadores, não são públicos os dados relativos ao aproveitamento dos alunos nos diferentes módulos, não se conhece o número de certificados emitidos e que permitem a equivalência de estudos no que se refere à língua portuguesa, ou seja depois do anúncio veio um estranho silêncio, certamente, por falta de resultados”, afirmam Carlos Gonçalves, José Cesário e Gonçalo Nuno dos Santos, num requerimento entregue no dia 23 de Junho na Assembleia da República.
Os deputados afirmam que o projecto “criou bastantes e naturais expectativas” junto dos portugueses residentes no estrangeiro por ser apresentada como “mais uma ferramenta ao serviço das nossas comunidades para aprender português”.
O programa definia que os alunos trabalhariam num sistema de auto-aprendizagem, para o qual pagariam um custo «simbólico», entre 20 e 25 euros, para terem cartões de utilizador. Os estudantes teriam que ser avaliados sobre os conhecimentos adquiridos para avançarem para o nível seguinte, sendo o exame realizado nos consulados e embaixadas.
Os parlamentares afirmam, entretanto, que “não há informações que tenha tido lugar em algum consulado ou em alguma embaixada de Portugal qualquer tipo de exame relativo à Escola Virtual”, acrescentando ainda que “não há também elementos orçamentais que nos possam elucidar sobre a Escola Virtual”.
Partindo desses pressupostos, o sociais-democratas questionam o Governo, através do Ministério dos Negócios Estrangeiros, sobre o total dos utilizadores da Escola Virtual nos anos lectivos que decorreram de 2005 a 2009 e o número de alunos que obtiveram a certificação dos seus conhecimentos em língua portuguesa. Os deputados pretendem saber ainda o número de exames que foram feitos nas instalações dos postos consulares e quais os que foram utilizados para a realização de provas. Por último, perguntam qual o valor das receitas reunidas através da venda dos cartões de utilizador e qual a verba global de funcionamento da Escola Virtual.
Questionada pela Agência Lusa sobre a matéria das perguntas, fonte do gabinete do secretário de Estado das Comunidades afirmou “não responder a perguntas dirigidas ao Governo pela Assembleia da República através da comunicação social”.
A.G.P.



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