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RegionalPortalegre: Nova corticeira cria de cem postos de trabalhoSegunda-Feira, 29 Junho de 2009
Um grupo de empresários ligados ao sector da cortiça vai criar uma nova unidade industrial em Portalegre, num investimento de 8,5 milhões de euros que prevê criar cerca de uma centena de postos de trabalho directos.A nova fábrica, denominada Robcork, deverá entrar em funcionamento no início do próximo ano na zona industrial de Portalegre. A nova estrutura societária é composta por produtores, funcionários e investidores estrangeiros que darão origem a uma nova sociedade anónima. Em declarações à agência Lusa, um dos administradores da empresa, João Posser D‘Andrade, garantiu que o projecto é “inovador” e que pretende angariar vários produtores para o “enriquecer”. “Este projecto tem maquinaria inovadora, integra um vasto leque de pessoas que acredita na cortiça e tem a vantagem de ter o seu produto já vendido, uma vez que parte dos compradores do produto final são sócios da empresa”, explicou. Além dos usos mais tradicionais da cortiça, a empresa pretende avançar em novas áreas de negócio, novos segmentos de mercado e novos produtos inovadores, tendo sempre como base a cortiça. O projecto, apresentado no edifício da Câmara Municipal de Portalegre pela administração da empresa, contará com o apoio de várias entidades ligadas à investigação e desenvolvimento, como universidades nacionais e estrangeiras. A empresa pretende ainda desenvolver a sua actividade em todas as áreas da fileira da cortiça, tendo como mercado alvo países como o Japão, Estados Unidos da América, Alemanha, França e Áustria. Como países emergentes, a Robcork conta com a Rússia, Ucrânia, Polónia, Coreia do Sul e países árabes. O investimento global ronda os 8,5 milhões de euros, contando com apoios financeiros da União Europeia, através do Quadro de Referência Estratégico Nacional (QREN). A Robcork vai ficar sedeada nas antigas instalações da multinacional Johnson Controls, que produzia componentes para automóveis e que fechou as portas em 2007, arrastando para o desemprego mais de duas centenas de trabalhadores. Entretanto, no mesmo espaço, já esteve em laboração a Nova Robinson, empresa também ligada ao sector da cortiça, mas que se encontra actualmente em processo de insolvência. De acordo com o município de Portalegre, o edifício custará à nova empresa cerca de 1,6 milhões de euros, sendo que o pagamento será efectuado em sete anos, com três de carência e sem juros. A maioria dos funcionários que trabalhavam na centenária fábrica Robinson vai transitar para este novo projecto. De acordo com Sevinate Pinto, da empresa Agroges e consultor da Robcorck, este projecto conta com um “know-how enorme”, porque possui mão-de-obra qualificada e um produto de “excelência” para vender. |
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