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Economia

    

Ministro diz que sectores energético, florestal e turístico têm maiores possibilidades de sucesso

Quarta-Feira, 13 Janeiro de 2010

O ministro da Economia apontou hoje os sectores energético, florestal e turístico como os que têm maiores oportunidades de sucesso, considerando que os empreendedores têm que ter grande capacidade de adaptação.

"Julgo que quem se lança nesta aventura de criar riqueza deve ter a noção de que as oportunidades de sucesso não são idênticas em todas as actividades", afirmou Vieira da Silva, que considerou que "os sectores energético, florestal e turística têm elevada potencialidade".

O ministro da Economia, que participava na Conferência Nacional do Empreendedorismo, disse que "em tempos o que importava era a qualidade da ideia, mas hoje tem que se ter boas ideias em sectores com maior capacidade de inovação".

Perante uma audiência de centenas de empresários e estudantes, Vieira da Silva falou da "mudança significativa nos processos de apoio ao empreendedorismo", que veio resolver "um modelo excessivamente burocratizado e desresponsabilizador que conduziu a resultados fracos".

O ministro da Economia admite que "há excelentes empresas que foram apoiadas pelo Estado", mas, contrapôs, "em número inferior ao esforço realizado". Para o governante, os instrumentos de capital de risco são positivos, porque "repartem melhor os riscos da inovação e aceleram a capacidade de tomada de decisão".

Segundo Vieira da Silva, a principal causa da "ineficiência dos esquemas de apoios ao empreendedorismo é a incapacidade de fazer o acompanhamento [do projecto] ao longo do tempo". É neste contexto que o ministro da Economia defende parcerias estratégicas entre o Estado e o universo empresarial, entre o sistema científico e o sector empresarial e dentro do sector empresarial, que, considerou, "o aspecto mais crítico da actividade empresarial".

Na Conferência Nacional do Empreendedorismo, que decorreu hoje no Porto, Viera da Silva considerou o empreendedorismo "uma componente fundamental para que o país possa progredir no caminho da modernização e um instrumento para apoiar o crescimento da economia portuguesa".

Vieira da Silva utilizou a metáfora de uma ponte para ilustrar o actual momento económico: "Estamos a atravessar uma ponte em que o sítio de onde vimos já não existe, porque quilo que era a nossa economia desapareceu e a ambição é chegar à margem, sem a certeza de o conseguir".



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