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Luxemburgo: Sindicalistas pedem apoio de Portugal na formação profissional de emigrantes

Segunda-Feira, 01 Fevereiro de 2010
Representantes da confederação sindical do Luxemburgo OGB-L pediram à ministra do Trabalho e da Solidariedade Social, a colaboração de Portugal na formação profissional dos emigrantes portugueses naquele país.
“Temos um problema muito concreto: os portugueses falam a língua portuguesa, mas não falam as outras. Os professores (da formação profissional) são todos de língua luxemburguesa, francesa ou alemã. Como é que vão comunicar?”, questionou Carlos Pereira, dirigente da OGB-L, à saída de uma reunião com Helena André, que decorreu em Lisboa no final de Janeiro
“Porque não fazer uma colaboração mais forte com Portugal para levar técnicos que possam dar formação profissional em português”, acrescentou o mesmo responsável. Na base da preocupação da OGB-L em dar formação profissional aos emigrantes portugueses está a taxa de desemprego que afecta a comunidade. “Dos 20 mil desempregados (no Luxemburgo) uma terça parte é de nacionalidade portuguesa”, indicou. O sindicalista disse ainda que encontrou uma “receptividade positiva” por parte da ministra Helena André para colaborar na questão da formação profissional e sublinhou que, do lado luxemburguês, “todas as portas estão abertas” para que seja encontrada uma solução com Portugal.
Também presente na reunião esteve o secretário-geral da CGTP-IN, Carvalho da Silva, defendeu que a formação profissional é necessária para dar “resposta a uma nova geração de trabalhadores” migrantes. “A nova geração chega ao Luxemburgo com trabalho imediato, mas muitas vezes acaba no desemprego e a formação que têm é insuficiente”, afirmou.
Referindo-se aos esforços do Luxemburgo para tentar resolver o desemprego entre a comunidade portuguesa, Carvalho da Silva disse que pode ser “usado como um exemplo” para outras comunidades. Na reunião foram também debatidas questões ligadas à segurança social, às reformas dos emigrantes portugueses e à aprendizagem da língua.
Residem oficialmente no Luxemburgo 80.951 portugueses, dos quais 3.700 estão desempregados, segundo dados oficiais.



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