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Amiais de Baixo bate recorde do Guiness com procissão dos archotes

Segunda-Feira, 08 Fevereiro de 2010
Feitos de junco entrançado, os archotes fizeram a vila de Amiais de Baixo (Santarém) entrar para o livro de recordes Guiness  ao iluminarem a procissão em honra do mártir São Sebastião...

A procissão com archotes das Festas de Amiais de Baixo em Honra do Mártir São Sebastião inscreveu, o seu nome no Livro dos Recordes do Guiness ao conseguir que 624 pessoas participassem na procissão com archotes em fogo ao longo de uma milha terrestre (1620 metros). O anterior recorde pertencia a uma localidade sueca com 407 participantes.
A partida deu-se pouco depois das 22 horas, junto à entrada nascente da vila, onde muitos se inscreveram à última da hora. Acendidos os archotes com pequenos maçaricos, a procissão decorreu em passo acelerado com miúdos e graúdos ao longo da rua Dr. António Maria Galhordas, perante milhares de pessoas, a caminho do cemitério, onde estava instalada a “meta”. Assim que a juíza confirmou os 624 participantes – mais 24 do que a comissão de tinha proposto bater - foi a alegria e o orgulho a virem ao de cima.  Seguiu-se a procissão religiosa presidida pelo padre Pereira, com o arcanjo S. Miguel a ser levado do cemitério para a igreja matriz.
Na noite do concerto de Jorge Palma, destaque para a festa de milhares de pessoas na variante de Amiais com os olhos postos no fortíssimo fogo de artifício que se prolongou por 20 minutos e encheu de cor e grande estrondo os céus da vila.  Edgar Saldanha, juiz das festas, teve a ideia de candidatar aquilo que achava ser único no país -a procissão dos archotes dos Amiais - para “dar projecção nacional e, neste caso, internacional” a umas festas com origem em 1847 e que “são já muito conhecidas a nível regional”.
A candidatura ao Guiness World Records foi aceite, com a informação de que o recorde dos archotes pertencia à Suécia, 407, número que Edgar Saldanha acredita ser possível bater, já que o ano passado a comissão de festas distribuiu mais de 500. A única dificuldade, seria a exigência de que a procissão percorresse uma milha (1.620 metros), cerca do dobro do percurso habitual, mantendo-se os archotes acesos ao longo de todo o trajecto. Esta exigência, teve que ser testemunhada ao vivo por uma enviada do Guiness, obrigou a que este ano fosse colocado um cuidado especial na feitura dos archotes, para garantir que não se apagam. Desconhecendo os archotes suecos que entraram para o Guiness, Edgar Saldanha disse à Lusa que os archotes usados na procissão dos Amiais são feitos de “bracejo”, uma espécie de junco que um grupo de mulheres da vila apanhou em Junho na zona de Montemor-o-Novo. Celeste Sousa, 73 anos, é uma das mulheres que se junta ao grupo que prepara os archotes - o junco tem que ser limpo, posto a secar e escolhido - antes de irem para Setúbal, onde o senhor Rogério os banha “com um produto à base de breu (resina de pinheiro com alcatrão)”. Os archotes que entraram para o Guiness têm cerca de 80 centímetros e é revestido na zona onde é seguro por um pedaço de papel “para evitar que as mãos se sujem”, sublinhou Edgar Saldanha.


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