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Deputado José Cesário questiona promoção de Portugal na China

Segunda-Feira, 08 Fevereiro de 2010
Numa recente viagem à China, o deputado social-democrata José Cesário afirmou estar preocupado com as próximas acções de promoção de Portugal naquele país, tanto na exposição mundial de Xangai que tem início em Maio, como no ano de Portugal em 2011. “É um desafio enorme”, disse José Cesário, que disse não ter conhecimento de “planos claros” para os 12 meses da promoção portuguesa em 2011.
“Considerando que faltam já menos de 11 meses, penso que é altura de serem tomadas decisões em definitivo porque é óbvio que, por um lado não seria admissível neste momento uma hipotética desistência e, por outro lado, embora seja um desafio muito difícil e até bastante ambicioso, mas já que demos este passo não podemos correr riscos de que a imagem de Portugal fique minimamente comprometida”, afirmou à Agência Lusa.
José Cesário manifestou-se também preocupado com a participação portuguesa na exposição de Xangai e quer saber “como é que (essa) programação se pode inserir também numa lógica de projecção da imagem de Portugal na China, que passos se poderão seguir”. “Levo estas duas questões em carteira para serem suscitadas junto do Ministério dos Negócios Estrangeiros e eventualmente na área do Ministério da Economia, na certeza de que me parece que não é possível fazer promoção económica sem diplomacia cultural”, assinalou.
O deputado, eleito pelo círculo Fora da Europa, reconheceu um aumento das exportações portuguesas para a China e até destacou alguns sectores considerados no passado como “proibitivos” como o era o das confecções, mas salientou que, apesar do crescimento, Portugal está “muitíssimo aquém daquilo que a generalidade dos países, por exemplo do espaço europeu, tem conseguido”.
“Portugal tem de ter uma estratégia de actuação, estratégia essa que tem de conciliar os instrumentos que já temos no terreno, os agentes que estão (…) em Pequim, em Xangai, aqui em Macau ou em Hong Kong e de uma forma articulada tem de passar por eles”, disse.
O deputado do PSD acrescentou que a China e a Ásia são elementos a juntar “rapidamente às três prioridades da política externa - Europa, países lusófonos e espaço Atlântico”.



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