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Tecnologia nacional detecta bebés sem oxigénio

Segunda-Feira, 08 Fevereiro de 2010
É um alerta computadorizado e automático para situações de oxigenação deficiente do feto, e acredita-se que já esteja a salvar vidas em várias salas de parto na Europa. No Hospital de São João, no Porto, o primeiro do país a adoptar a tecnologia, os resultados são optimistas.
Desde 2003 - ano em que os investigadores começaram a utilizar o software Omniview-SisPorto - o número de bebés que nascem com baixa oxigenação grave caiu, em média, para metade. mas o que chamou a atenção dos especialistas internacionais foi um estudo feito a partir de registos clínicos que concluiu que os alertas detectam com segurança 100 por cento dos casos de baixa oxigenação, embora produzam sete por cento de alarmes falsos. Por detrás deste software estão sete investigadores da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto (FMUP) e do Instituto de Engenharia Biomédica (INEB). Ao longo de 20 anos, a equipa procurou os algoritmos necessários para produzir alertas com segurança, que podem ser utilizados nas salas de parto para antecipar complicações por má oxigenação do feto.
“A monitorização é geralmente feita durante todo o trabalho de parto e também ao longo do último trimestre da gravidez, sobretudo em gestações de risco”, explicou ao jornal «I» Diogo Ayres de Campos, um dos investigadores. A tecnologia começou a ser comercializada em 2005, por uma empresa de artigos médicos. Hoje é utilizada em 14 maternidades nacionais, mas também em blocos de parto de países desenvolvidos como a Dinamarca, Holanda, Reino Unido, Suíça, Israel.
Segundo o responsável, o custo de implementação, que não inclui os aparelhos de aquisição dos sinais, que à partida já são utilizados nos blocos de parto, anda à volta dos 20 mil euros.  Em países como Israel e Reino Unido, e ainda através de uma parceria com a Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, está a ser desenvolvida uma nova investigação para consolidar o sistema. “Não basta ser inovador, é preciso demonstrar que as inovações têm interesse para a prática da medicina”, defende.



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