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Produtores de Vinhais vão poder vender castanha todo o ano

Quinta-Feira, 18 Fevereiro de 2010

Um contrato de financiamento assinado no passado dia 14 pelo ministro da Agricultura, António Serrano, que vai permitir à CACOVIN- Agroindustrial, a fábrica da castanha propriedade de produtores e da autarquia de Vinhais, adquirir câmaras de frio, que vão possibilitar a comercialização do produto durante todo o ano.

O investimento, superior a 1,25 milhões de euros, vai permitir ao concelho - um dos maiores produtores nacionais de castanha - criar condições de conservação. "Esta é a fase que faltava" para completar o trabalho de recolha, tratamento, calibragem e embalamento, afirmou o presidente da Câmara de Vinhais, Américo Pereiro. O PRODER, programa de desenvolvimento regional, financia em quase meio milhão de euros o investimento neste equipamento que criará condições para comercializar castanha durante todo o ano e a melhores preços para os produtores, de acordo com o autarca.

Segundo explicou, este fruto tem um prazo de duração muito limitado, se não for devidamente acondicionado, o que obriga os produtores a "despachá-lo rapidamente e, às vezes, sem grande lucro devido às regras de mercado". "O frio é fundamental para poder conservar a castanha e agora podemos armazenar em segurança por largos meses", disse, o que aumentará a capacidade de armazenamento e permitirá aos produtores ir vendendo ao longo do ano e a melhores preços de mercado.

O concelho de Vinhais, na Terra Fria Transmontana, é responsável por um terço da produção nacional de castanha e a autarquia local está apostada criar, a partir deste produto, uma nova fileira económica idêntica ao sucesso do fumeiro regional. A fábrica CACOVIN, criada há três anos, foi o primeiro passo desta estratégia que conta também com outro projeto mais vasto, o RefCast, que se propõe aumentar a área de soutos em toda a região transmontana.

Américo Pereira acredita que "a castanha poderá vir a ser a principal actividade económica desta região muito em breve".



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