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“Portugal deve apostar mais na exportação de alimentos” - Ministro da Agricultura

Segunda-Feira, 10 Maio de 2010
O ministro da Agricultura, António Serrano, defendeu que Portugal deve promover as suas exportações de alimentos, área em que o país é “altamente deficitário”, uma vez que o sector agrícola é “estratégico” para a economia nacional. “A agricultura deve ser um sector estratégico nacional. É decisiva para promover as nossas exportações de alimentos e reduzir as importações”, afirmou António Serrano. O ministro da Agricultura, do Desenvolvimento Rural e das Pescas falava à Agência Lusa, à margem da sessão de encerramento, a que presidiu, do seminário “O PRODER e a PAC pós 2013”. O seminário, organizado pela Associação de Criadores de Ovinos do Sul (ACOS), visou debater o futuro do espaço agrícola comum.
O ministro da Agricultura realçou à Lusa ter-se tratado do “primeiro debate público aberto à sociedade civil” sobre o processo negocial em torno da Política Agrícola Comum (PAC) que vai vigorar na União Europeia (UE) após 2013. Questionado sobre as preocupações do Governo nesta área, António Serrano lembrou que Portugal “consome mais alimentos” do que os que produz e que “é necessário garantir que a agricultura” portuguesa “tem condições para reforçar o papel estratégico que tem no país”.
“Consumimos mais produtos alimentares do que os que produzimos, pelo que temos de importar grande parte deles. Somos altamente deficitários”, afirmou, argumentando que é necessário alterar esta situação. A agricultura é um “sector fundamental para o desenvolvimento da Europa e do país. Deve continuar a garantir a função primária de produção de alimentos para a nossa população”, frisou.
No seio da UE, afirmou, o Governo português vai defender a importância da agricultura “em todas as suas dimensões, de sustentabilidade económica, social e ambiental”. A negociação da PAC pós 2013 vai ser um processo “complexo”, uma vez que envolve 27 países, ao invés dos 15 da anterior reforma, realçou, mas Portugal vai “discutir abertamente esta matéria”.
“Criámos um conjunto de dispositivos técnicos para promover uma discussão ampla. A negociação política ao nível de Bruxelas será no segundo semestre de 2011 e, por isso, temos até final do primeiro semestre do próximo ano para consolidar a nossa posição”, afirmou.


                                                  



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