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Quarta-Feira, 08 Fevereiro 2012 - 22:48 (Açores 21:48)
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Um discurso patriótico

Ouvi pela televisão um discurso patriótico proferido por António Barreto acerca dos ex-combatentes na altura das comemorações do 10 de Junho em Portugal. Pode o governo não nos ligar nenhuma, pagar, aos que paga, um mísero subsídio em vez de uma pensão, não reconhecer o tempo de tropa a todos, para efeitos de reforma, mas temos um Presidente da República que convida ex-combatentes a desfilar e alguém que discursa bem. Deixemos o enxerto do referido discurso: "O Dia dos Portugueses ou, oficialmente, o Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas, comemorado em 2010, tem um significado especial. Na verdade, assistimos esta manhã a um desfile das nossas Forças Armadas precedido de uma extensa delegação de Veteranos, de Antigos Combatentes, mais singelamente de combatentes dos exércitos em todas as guerras e conflitos em que Portugal esteve envolvido desde meados do século XX. Ao ver desfilar umas dezenas de antigos combatentes, de todos os teatros de acção militar em que Portugal participou, não sentimos vontade nem necessidade de lhes perguntar pela guerra, pela crença ou pela época. Sentimos apenas obrigação de, pelo reconhecimento, pagar uma dívida. Sentimos orgulho por saber que é a primeira vez na história que tal acontece e que está aberta a via para a eliminação de uma divisão absurda entre os Portugueses. Com efeito, é a primeira vez que, sem distinções políticas, se realiza esta homenagem de Portugal aos seus veteranos. Centenas de milhares de soldados portugueses combateram em nome do seu país, do nosso país, desde o início do século XX até à actualidade. Independentemente das opiniões de cada um, para o Estado português todos estes soldados foram Combatentes, são hoje Veteranos ou Antigos Combatentes, mas, sobretudo, são iguais. Não há, entre eles, diferenças de género, de missão ou de função. São Veteranos e foram soldados de Portugal. É assim que deve ser. Todos fizeram o seu esforço e ofereceram o seu sacrifício, seguindo determinações políticas superiores. Foram, simplesmente, militares portugueses que tudo deram e arriscaram. É esse o reconhecimento devido.

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