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S. Pedro do Sul: Ervas aromáticas biológicas à conquista do mercado português

Segunda-Feira, 19 Julho de 2010
Ervas aromáticas produzidas biologicamente saem todos os dias de uma empresa de São Pedro do Sul para vários pontos do país, através de um sistema de distribuição e entrega directa nos locais de venda que garante a frescura...

Criada em 1999, a empresa Vasco da Rocha Pinto dedica-se à produção em modo biológico e comercialização de ervas aromáticas em fresco, produtos hortícolas e frutícolas, mas a principal aposta recai nas primeiras. “As que têm mais saída são a salsa e os coentros, as mais conhecidas no nosso país, e depois o manjericão”, disse Ângela Pinto, engenheira agrónoma e filha do dono da empresa. Contou que quando o pai começou a actividade, depois de ter regressado da Suíça, onde tinha adquirido os conhecimentos de agricultura biológica, o interesse dos portugueses por ervas aromáticas “era quase zero”.
Mas, segundo Ângela Pinto, a aposta nesta área de negócio mostrou-se acertada. Os trabalhadores a tempo inteiro já são 30, mais os reforços de verão. Clientes também não faltam. Além dos hipermercados Modelo e Continente, El Corte Inglês, a empresa vai começar a trabalhar com o grupo Auchan. Abastece ainda lojas Celeiro, pequenas e grandes lojas de agricultura biológica. “
Ao todo são 40 clientes fixos e alguns que vão aparecendo de vez em quando, à volta de 20”, explicou. Os produtos chegam-lhes com o máximo de frescura possível, devido do sistema de distribuição e entrega directa, uma ideia que Vasco Pinto “importou” dos tempos em que trabalhava na Suíça. Apesar das “dores de cabeça” causadas pela manutenção da frota, Ângela Pinto considera que esta “foi uma decisão acertada”, uma vez que “a distribuição é uma fase muito importante porque (os produtos) têm que chegar aos clientes à temperatura certa”. 
“Se isso não acontecer, a vida de prateleira é mais reduzida e depois os clientes queixam-se”, afirmou, explicando que no próprio dia para que está marcada a encomenda, as ervas são colhidas e embaladas de manhã e “logo expedidas”. A empresa tem duas viaturas pesadas, três ligeiras e três motoristas a trabalhar diariamente, estando a pensar “criar uma central na zona de Lisboa para conseguir fazer melhor as distribuições”. Segundo a engenheira agrónoma, no Inverno o preço das ervas aromáticas produzidas biologicamente pode chegar a 40 por cento de diferença das restantes e, no Verão, a 20/15 por cento.
“O Inverno é uma altura muito má para a produção. Em 2009, a empresa facturou cerca de 725 mil euros, um valor que prevê aumentar este ano para os 800 mil euros.
                                                                                                                                                                                                                          



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