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NacionalForam entregues os Prémios Gulbenkian de 2010Segunda-Feira, 26 Julho de 2010
A Fundação Calouste Gulbenkian entrega anualmente prémios nas áreas da Arte, da Educação, da Ciência e da Beneficência. Foram entregues no passado dia 20 de Julho os Prémios Gulbenkian 2010. Todos os anos a Fundação Calouste Gulbenkian atribui os Prémios Gulbenkian Arte, Beneficência, Ciência, Educação e ainda o Prémio Internacional Calouste Gulbenkian. Estes Prémios vêm reafirmar a fidelidade ao desígnio de Calouste Sarkis Gulbenkian, que instituiu aquelas quatro áreas como os quatro objectivos estatutários da Fundação. O Prémio Internacional vem ainda recordar as múltiplas dimensões que marcaram a vida e a personalidade do seu fundador. O Prémio Internacional Calouste Gulbenkian é de 100 mil euros. Os outros são de 50 mil euros cada. A Sociedade de Jornalistas do Ambiente e o Instituto do Ambiente Alpino foram distinguidos em “ex-aequo” com o Prémio Gulbenkian Internacional. Quando se assinala o Ano Internacional da Biodiversidade, o júri, composto por Jorge Sampaio, Lord Robert May, Jacqueline McGlade, Hans Joachim Schellnhuber e Viriato Soromenho-Marques, premiou “a importância da investigação aplicada à protecção ambiental e à defesa de biodiversidade, bem como o trabalho de divulgação dos temas ambientais e o seu contributo para criar uma opinião pública informada e esclarecida”. A Sociedade de Jornalistas do Ambiente, fundada em 1990, reúne repórteres, editores e produtores de todos os meios de comunicação social, contando com mais de 1500 membros de 30 países. Criado em 1995, o Instituto do Ambiente Alpino abrange oito países, num território de 191 mil quilómetros quadrados e com uma população de mais de 13 milhões de habitantes. A cenógrafa e figurinista Cristina Reis foi distinguida com o Prémio Gulbenkian de Arte. O júri, composto por João Marques Pinto, José Gil, Raquel Henriques da Silva, Salwa Castelo-Branco e Jorge Silva Melo, destacou a “excepcional capacidade de invenção” de Cristina Reis, que, numa carreira com 35 anos, tem trabalhado sobretudo com o Teatro da Cornucópia. O prémio foi anunciado juntamente com o Prémio Gulbenkian Educação, atribuído “ex-aequo” à ACTA-Companhia Teatral do Algarve e à Academia de Música de Viana do Castelo. A decisão coube neste caso a um júri composto por Maria Helena da Rocha Pereira, Vítor Aguiar e Silva, Guilherme de Oliveira Martins, Lídia Jorge e João Filipe Queiró, que, explica a Fundação Gulbenkian num comunicado, “decidiu distinguir duas instituições com âmbitos de actuação distintos, uma no domínio do teatro e outra no do ensino musical, com uma marcada acção pedagógica em cada uma das áreas e que têm investido fortemente na formação e sensibilização de públicos.” A ACTA, criada em 1995, tem desenvolvido projectos artístico-pedagógicos com temas relacionados com a toxicodependência, a educação sexual e o bullying, enquanto a Academia de Música de Via-na do Castelo, que existe desde 1977, tem apostado na criação de públicos infantil, juvenil e sénior. O professor catedrático Miguel Poiares Maduro foi o vencedor do Prémio Gulbenkian Ciência, dedicado este ano às Ciências Sociais e Humanas. Especialista em Direito da União Europeia, Miguel Poiares Maduro é actualmente professor do Instituto Universitário Europeu, em Florença, Itália, e director do seu programa de “Global Governance”. O júri do prémio, segundo a Gulbenkian, “foi unânime em reconhecer a excelência do trabalho de Miguel Poiares Maduro, em particular nos domínios do Direito da União Europeia e do estudo compa-rado do Direito Constitucional e do Direito do Comércio Internacional”. Nascido em 1967, Miguel Poiares Maduro iniciou a ativi-dade académica na Faculdade de Direito da Universidade Nova de Lisboa, tendo leccionado também em universidades como as de Yale, London School of Academics, Chicago, Colégio da Europa e Michigan. Por último, o Prémio Gulbenkian Beneficência 2010 foi repartido por duas instituições: a Associação de Mulheres Contra a Violência e a Associação de Reabilitação e Integração Ajuda (ARIA). O facto de ambas se dedicarem a “problemas sociais muito preocupantes que, por diversas razões, não têm merecido a atenção necessária”, justificou a escolha da Fundação. A Associação de Mulheres contra a Violência é uma organização não governamental com mais de 20 anos que se ocupa da defesa dos direitos humanos das mulheres e crianças. A ARIA - Associação de Reabilitação e Integração Ajuda é uma Instituição Particular de Solidariedade Social que apoia pessoas com deficiências mentais, ajudando-as a integrarem-se na sociedade. |
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