Quinta-Feira, 09 Fevereiro 2012 - 05:02 (Açores 04:02)
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Duas universidades portuguesas entre as 500 melhores do mundo
As Universidades do Porto e de Lisboa foram incluídas na lista das melhores instituições de ensino superior do mundo. A análise foi feita pela Universidade das Comunicações de Xangai (Jiaotong) e os critérios consideram essencialmente o desempenho de um instituto em matéria de investigação.
Na análise predominam com grande vantagem as universidades norte-americanas. As portuguesas encontram-se ambas na posição 401, ao lado de vários institutos. Este «top 500» organizado pela universidade chinesa é, todos os anos, aguardado com Europa, onde é também bastante contestado, uma vez que, pelo oitavo ano consecutivo, o primeiro lugar é ocupado pela Universidade de Harvard, nos Estados Unidos. À semelhança da edição de 2009, os Estados Unidos ocupam 17 dos 19 primeiros lugares. As três primeiras posições mantêm-se inalteradas, havendo apenas uma troca directa entre o segundo e o terceiro postos - Harvard em primeiro e Berkeley rouba o segundo lugar a Stanford. Na Europa, apenas as britânicas rivais de Cambridge e Oxford (quinto e décimo lugar, respectivamente) estão entre os dez primeiros. Todas as outras são norte-americanas. Na vigésima posição, a Universidade de Tóquio é o primeiro estabelecimento não americano e não europeu a aparecer. A Suíça, com o Instituto Tecnológico de Zurique, ocupa a 23ª posição. O Canadá aparece em 27º lugar, com a Universidade de Toronto, e a Bélgica surge apenas no 90º posto, com a Universidade de Gand. Na lista das 500 universidades, a Alemanha está a ganhar terreno, sendo o segundo país com mais estabelecimentos classificados – 39 universidades – ainda assim muito longe dos Estados Unidos, que têm 154. O Reino Unido tem 38 universidades qualificadas e o Japão 25. Já a França, que estava em quinto lugar em 2009, com 23 universidades, desceu um lugar no ranking por países, com 22 universidades, em ex-aequo com Itália e China. A Europa - que pretende estabelecer a sua própria classificação em 2011 - defende que os critérios tidos em conta penalizam as suas universidades e que a qualificação é quase exclusivamente científica. Os critérios de Jiaotong consideram essencialmente o desempenho de um instituto em matéria de investigação, não equacionando a formação. É considerado o número de prémios Nobel, as medalhas Fields (equivalentes ao Nobel em Matemática) e os artigos publicados em revistas unicamente anglo-saxónicas como a Nature ou a Science, sendo excluídas as francesas. Realizada desde 2003, esta classificação nasceu quando a China decidiu dotar-se de universidades de prestígio internacional. O objectivo foi definir critérios para que uma universidade fosse considerada de interesse mundial e também analisar o posicionamento dos institutos chineses. |
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