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Economia

    

Crise financeira: Portugueses entre os menos optimistas da União Europeia

Quinta-Feira, 26 Agosto de 2010
Cerca de 75 por cento dos cidadãos das União europeia consideram que uma melhor coordenação das políticas económicas e financeiras entre os Estados membros ajudaria a combater a crise. Os portugueses são os segundos menos optimistas.

 

De acordo com uma sondagem realizada pela UE, no seu «Eurobarómetro da Primavera de 2010», 72 por cento dos inquiridos querem melhor fiscalização dos grandes grupos financeiros internacionais e, em média, os europeus acreditam mais na União Europeia como a mais capaz para tomar medidas contra os efeitos da crise.

Quanto às medidas para cortar os números do défice e da dívida pública em cada um dos seus países, em média 74 por cento dos europeus acreditam que estas não podem ser adiadas.

 

Apenas mais optimistas que os britânicos

 

A opinião dos cidadãos portugueses, embora num modo geral esteja em linha com a da média europeia, não é, no entanto, tão optimista. Quanto ao efeito da coordenação dos países em termos de políticas económicas, em que a média é de 75 por cento, 62 por cento dos portugueses acreditam que esta pode ajudar a melhor enfrentar os efeitos da crise, sendo o segundo país menos optimista em 27, apenas ultrapassado pelo Reino Unido, com 60 por cento.

Quando questionados se consideram que as medidas para reduzir o défice orçamental e a dívida pública são inadiáveis, 59 por cento dos portugueses inquiridos concordam totalmente e só apenas 22 por cento discordam totalmente.

Esta percentagem está no entanto abaixo da média da União Europeia, que se situa nos 74 por cento, tendo valores inferiores apenas os resultados apurados em três países, e em pé de igualdade com a Bélgica (também com 59 por cento), em 31 países.

Os portugueses, num resultado que fica acima da média do total dos inquiridos, apresentam uma confiança na União Europeia como a mais qualificada para tomar medidas efectivas contra os efeitos da crise, de 28 por cento, contra 26 por cento da média, apresentando a mais baixa taxa de confiança na capacidade do Fundo Monetário Internacional, a par da Roménia.

Os inquiridos portugueses apresentam a quinta menor taxa de confiança no seu próprio Governo para tomar medidas contra a crise, 11 por cento, em igualdade com a Eslovénia. A taxa de confiança dos portugueses nos Estados Unidos para tomar medidas eficazes contra a crise económica e financeira chega mesmo a ser superior à registada quanto ao próprio governo, 12 por cento.

Os resultados foram obtidos com base em entrevistas pessoais realizadas entre 5 e 28 de Maio de 2010, tendo sido para o efeito entrevistadas 26.641 pessoas nos 27 Estados membros da UE.



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