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RegionalDois séculos depois de construído Palácio da Brejoeira abriu as portasSegunda-Feira, 30 Agosto de 2010
O Palácio da Brejoeira, em Monção, tantas vezes admirado por quem passava do lado de fora das grades, abriu-se a visitas do público ao fim de dois séculos...Situado na freguesia de Pinheiros, concelho de Monção, classificado como Património Nacional desde 1910, sendo propriedade privada, só agora decide abrir as suas portas a visitas, e partilhar toda a beleza e relíquias escondidas, acabando com toda a curiosidade de tantos quantos passavam do lado de fora dos portões e o admiravam. Os portões do palácio abrem-se agora de par em par, quando a visita é requisitada por grupos ou individuais. Uma realidade só possível ao fim de mais de dois séculos de resguardo. A sua construção foi iniciada em 1806, a mando de um cavaleiro da Ordem de Cristo de nome Luís Pereira Velho de Moscoso e foi concluída em 1834. Há registos históricos que indicam que construí-lo custou “400 contos”. Desde sempre, este imponente palácio a que falta uma torre para ser real (tem três, precisava de quatro) foi sempre palco de grandes festas, como a sua própria construção dá a perceber. Ex-líbris da região do Alto-Minho, é uma grandiosa construção em estilo neo-clássico, dos princípios do século XIX. Casa senhorial, circundada de altos muros, ao gosto da época, com um frondoso parque de essências arbóreas centenárias e pouco vulgares. É um conjunto notável – Palácio, capela, bosque, jardins, vinhas e adega antiga (onde hoje estagia a prestigiada Aguardente Velha) – que seduz e encanta pela harmonia que dele emana. Para lá dos seus jardins, cultivam-se com esmero 18 dos 30 hectares da propriedade, com vinha de casta Alvarinho que Hermínia Paes transformou num dos mais emblemáticos vinhos da Sub-região de Monção. Datada de 1806, o inicio da sua construção, a mando de um “rico morgado, fidalgo da Casa Real e cavaleiro da Ordem de Cristo” de nome Luís Pereira Velho de Moscoso é concluída em 1834. Palácio construído na encantadora Quinta do Vale da Rosa, actual Quinta da Brejoeira, com grandes e luxuosos salões, imensa biblioteca, jardim de inverno, teatro, azulejos figurativos, pratas, loiças do oriente, mobiliário de madre pérola e pau-preto, tudo aqui é palaciano e pode a partir de agora ser visitado. Segundo Hugo Souto - Director de Marketing e Património - “a abertura teve duas razões fundamentais, o abrir este valiosíssimo património saciando a curiosidade de tantos, quantos se aproximavam dos portões e sempre os encontraram fechados, e encontrar uma forma de financiamento para obras de restauro e manutenção do Palácio. Até ao momento esse agendamento está a ser efectuado pelo departamento comercial, no entanto a partir do final deste mês passa a ser efectuado pelo departamento de marketing & património. O Palácio da Brejoeira enquanto ex-líbris desta região, sempre foi admirado e sendo também património nacional desde 1910, é sem dúvida referência como um dos monumentos mais atractivos de todo o norte do pais, de realçar que após a sua abertura a visitantes no dia 1 de Julho do corrente ano, já por aqui passaram cerca de 6000 pessoas”. Acerca da opinião dos visitantes refere-nos “ os comentários que temos vindo a recolher são sem duvida gratificantes, não só pela grandiosidade do monumento, como pelo serviço prestado pela equipa do departamento. Um espaço a conhecer, onde os visitantes vão poder dizer: “eu estive no Palácio da Brejoeira”. Sob o lema “Não descendemos de sangue real, mas do nosso sangue descendem reis”. Candelabros gigantescos, luxuosas tapeçarias, azulejos, muitos azulejos, alguns formando quadros de evocação a desenfreadas festas e a Deus Baco, pratas e loiças do oriente, mobiliário de madrepérola e pau preto, tudo é palaciano. Junto à porta de entrada há um teatro e após um lanço de escadas há um jardim de Inverno, mais um lanço de escadas e há uma imensa biblioteca, que dá para amplos salões, um de retratos, a “sala do rei”, e salas de fumo, de jantar e de armas. Este último salão dá para o belo jardim das Camélias que, por sua vez, conduz a um bosque e uma quinta com 30 hectares, dos quais 18 são de cultivo de vinha. Há ainda a adega, de onde saem todos os anos 60 mil litros de vinho, em boa parte o famoso “Alvarinho Palácio da Brejoeira”, de que é mentora Hermínia Pais, a sua última proprietária hoje com 92 anos. Para profissionalizar as visitas ao espaço será, em breve, criado “um Departamento de Gestão de Comunicação, Relações Públicas e Património” e no site da internt pode consultar e porque não na próxima vinda a Portugal visitar o Alto Minho e o Palácio que esteve dois séculos fora dos olhares do público. |
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