Quinta-Feira, 09 Fevereiro 2012 - 06:22 (Açores 05:22)
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Moçambique: Confrontos entre população e polícia em Maputo causaram seis mortosManifestações, apedrejamentos e tiros da polícia marcaram no início da manhã de hoje dos bairros periféricos de Maputo e alastraram-se até ao centro da capital moçambicana que está a viver hoje um cenário de guerra, como relata o jornalista da Agência Lusa. Nas ruas, a polícia está a disparar balas verdadeiras contra a população enfurecida que não arreda pé e insiste com barricadas em protesto contra o aumento de preços. Desde a Julius Nyerere, a zona nobre da cidade, passando pelo Alto-Maé até ao bairro do Benfica, as lojas e bancos estão fechadas, algumas vandalizadas. Os protestos já causaram pelo menos seis mortos e 11 feridos, disseram fontes de hospitais moçambicanos à Lusa. O número de feridos que deram entrada no Hospital Central de Maputo subiu de 11 para 42, quatro dos quais em estado grave, disse à Agência Lusa o diretor do serviço de urgência, António Costa. Os números mais recentes avançados pela Lusa referem que os protestos já causaram pelo menos seis mortos. No Hospital José Macamo, a indicação é de que estão naquele local três mortos. Por seu lado, o Hospital de Mavalane confirma a morte de dois cidadãos. O director do serviço de urgência do Hospital Central, António Costa, disse que aquela unidade tem a registar um morto, embora a cadeia televisiva STV indique três. O mesmo responsável revelou que todos os feridos são civis menos um, que é membro da Força de Intervenção Rápida da Polícia da República de Moçambique.
Portugueses no aeroporto estão bem
Os muitos portugueses que se encontram retidos no aeroporto de Maputo, Moçambique, estão bem e reina um ambiente de tranquilidade, disse à Lusa um dos portugueses que está no local à espera de ir para a cidade. “Sabemos que há distúrbios na cidade, mas aqui está tudo tranquilo. As pessoas estão calmas e a aguardar”, disse João Corte Real. De acordo com o português que reside em Moçambique, quando desembarcaram, oriundos de Lisboa, os passageiros não puderam sair do aeroporto e foram informados que teriam de ficar à espera de mais indicações. Afirmando que o avião “tinha bastantes pessoas”, João Corte Real disse ainda que está muitos portugueses no aeroporto. Além dos passageiros que chegaram hoje, estão também no local portugueses que “iam embarcar de regresso a Portugal”, mas “o avião está retido”. Até às 10h45 ainda não tinham sido dadas novas indicações às pessoas que estavam retidas no aeroporto, pelo que continuavam todos a aguardar. Entretanto, fonte do gabinete do secretário de Estado das Comunidades disse à Lusa que iria ser aberto um corredor para permitir que a tripulação da TAP que estava num hotel chegasse ao aeroporto e o avião pudesse regressar a Lisboa. Residem oficial na região da grande Maputo, 10 mil portugueses, segundo dados da embaixada de Portugal. O embaixador Mário Godinho de Matos disse ainda que estão também turistas portugueses no país e lembrou que está a decorrer uma feira comercial, que levou muitos empresários e homens de negócios a Maputo. O protesto teve início com a “greve” dos transportes públicos (chapas) e deve-se ao aumento do custo de vida. Hoje aumentam os preços da água e da luz. |
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