Quinta-Feira, 09 Fevereiro 2012 - 05:49 (Açores 04:49)
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Moçambique/confrontos: Estradas cortadas em vários bairros de MaputoUm forte tiroteio registou-se hoje de manhã em Maputo, na Avenida Julius Nyerere, entre Magoanine e Xiquelene, constatou a Agência Lusa. No local estava um grande contingente policial, da PRM (Polícia da República de Moçambique) e da Força de Intervenção Rápida. Na zona da Polana-Caniço, em Maxaquene, jovens tentaram arrombar uma loja de chineses, que vende televisores, mas foram impedidos pela chegada da polícia, que disparou para o ar. Na zona, constatou também a Lusa, havia grupos de jovens a colocar pneus na estrada. Escondem-se nos becos do bairro à chegada da polícia e voltam à estrada quando esta dispersa. Na zona do Zimpeto, populares voltaram a queimar pneus. O Zimpeto fica na zona de saída de Maputo, em direcção ao norte do país. Na manhã de hoje, algumas pessoas tentaram sair da cidade de carro, mas foram impedidas por populares e Maputo continua isolada, relata ainda o jornalista da Agência Lusa. Já se registaram confrontos entre manifestantes e polícia na Avenida do Trabalho, no bairro da Chamanculo, com estradas cortadas e pneus a arder, enquanto na zona de Xiquelene, grupos de jovens atiraram pedras à polícia e destruíram cartazes de Armando Guebuza, Presidente da República. Os populares criticam o discurso feito ontem por Armando Guebuza e dizem que não querem condolências, mas sim a baixa dos preços dos produtos essenciais. Em Maputo, com quase todos os estabelecimentos encerrados, há dificuldades em abastecer as viaturas com combustível. Nas poucas padarias abertas hoje de manhã formam-se longas filas. Na periferia, há populares à procura de locais que vendam alimentos. São raros os estabelecimentos abertos. O número de mortos na sequência dos confrontos, que começaram na manhã de ontem, 1 de Setembro, variou consoante as fontes. Alguns órgãos de comunicação social davam conta de dez mortos e 50 feridos, citando fontes da Polícia da República de Moçambique (PRM), enquanto dados recolhidos pela Lusa junto de três hospitais de Maputo davam conta de seis mortos e mais de 80 feridos. Ao final da manhã de hoje, o ministro da Saúde de Moçambique, Ivo Garrido, confirmou que seis pessoas morreram na sequência da violência nas ruas de Maputo. Após uma reunião extraordinária do Conselho de Ministros, Ivo Garrido disse que dos confrontos já resultaram seis mortos e mais de 80 feridos. Dos feridos, 68 estão no Hospital Central de Maputo e os restantes, mais de vinte, nas outras unidades, José Macamo e Mavalane. A violência entre populares e polícia surgiu na sequência de protestos contra o aumento do preço de bens essenciais. |
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