O Emigrante / Mundo Português
Email: Password:
 
Primeira vez? Registe-se gratuitamente aqui.
Esqueceu-se da sua password? clique aqui.


Quinta-Feira, 09 Fevereiro 2012 - 05:41 (Açores 04:41)
Homepage
SECÇÕES

Lisboa
Clique aqui para saber a hora de outras cidades

newsletter
meteorologia
   

Moçambique/Confrontos: Maputo volta ao normal, protestos em Chimoio

A capital de Moçambique amanheceu hoje com grandes filas nas paragens dos autocarros, ruas desimpedidas, ausência de violência e pouca polícia nas ruas, após os confrontos nos últimos dois dias. O mesmo não ocorreu em Chimoio, capital provincial de Manica, no centro de Moçambique. A cidade acordou hoje com protestos de populares que recorrem a pedras, paus e pneus para impedirem a abertura de mercados, lojas e circulação de transportes públicos, como relata o jornalista da Agência Lusa.

 

Em Maputo, os militares, que na quinta-feira estavam em peso nas ruas, hoje não são visíveis. A Lusa apenas viu um carro blindado na zona do Zimpeto, periferia da capital.

Também a presença da polícia é pouco visível e não há estradas bloqueadas, apesar de ainda ontem muitas estarem obstruídas com pneus, viaturas e contentores de lixo.

O maior problema consiste na mobilidade, pela ausência dos transportes semi-colectivos ("chapas"), o que faz com que milhares de pessoas se concentrem nas paragens e percorram grandes distâncias a pé. Ainda assim, circulam alguns "chapas" e os autocarros dos Transportes Públicos de Maputo (RPM) estão a funcionar desde as 4 horas da madrugada.

Na zona da Praça dos Combatentes, onde se registaram nos últimos dois dias confrontos violentos entre populares e polícia, e onde muitas lojas foram saqueadas, a situação era calma hoje de manhã, havendo também algum comércio a funcionar. No centro da cidade, onde não se registaram incidentes, há hoje notoriamente mais movimento e alguns cafés e lojas, fechadas nos últimos dois dias, estão a funcionar.

Sintomático de que a cidade está a voltar ao normal é a presença, no centro de Maputo, do pequeno comércio: os jovens a venderem cigarros e outros produtos nas principais rotundas, os vendedores de artesanato e os produtos alimentares transportados em pequenos carros. As padarias continuam a ter longas filas de pessoas à espera de pão. As bombas de gasolina, na maior parte dos casos, estão encerradas.

 

Protestos em Chimoio

 

O mesmo não ocorreu em Chimoio, capital provincial de Manica, no centro de Moçambique. A cidade amanheceu hoje com protestos de populares que recorrem a pedras, paus e pneus para impedirem a abertura de mercados, lojas e circulação de transportes públicos, como relata o jornalista da Agência Lusa.

Os mercados 25 de Junho e Feira, e a maior parte dos estabelecimentos comerciais, incluindo o supermercado Shoprite, no centro da cidade, encontram-se encerrados, sob forte presença da polícia, que receia “tumultos e vandalismo”.

“Acordámos pela manhã e vimos grupos de gente, numa autêntica manifestação. Como prudência, preferi não abrir a loja temendo o que aconteceu no Maputo”, disse hoje à Agência Lusa um comerciante de nacionalidade paquistanesa.

Os focos dos protestos estenderam-se rapidamente para os bairros Bloco Nove, 16 de Junho, 3 de Fevereiro e Quatro, arredores da cidade de Chimoio. A polícia está a espalhar-se para contornar a situação e já disparou para dispersar os manifestantes.

A cidade de Maputo foi palco nos últimos dois dias de protestos que resultaram em violentos confrontos com a polícia. Na capital, onde hoje a situação está mais calma, morreram sete pessoas e 288 ficaram feridas, segundo dados oficiais.

 

Sete mortos

 

As pessoas estão a protestar contra a subida do preço dos bens essenciais, mas o Governo moçambicano não voltou atrás com a decisão. Após uma reunião extraordinária do Conselho de Ministros, o porta-voz do governo indicou que morreram seis pessoas na quarta-feira e uma na quinta-feira, a que se juntam 288 feridos nos dois dias de protestos. Alberto Nkutumula disse que as manifestações por causa do aumento do custo de vida “causaram pesadas perdas humanas e materiais”, revelando que houve “23 lojas assaltadas e pilhadas e 12 autocarros vandalizados, um dos quais completamente destruído”.

Sublinhou ainda que a “subida dos preços é irreversível” e aconselhou os moçambicanos a trabalhar mais para que seja possível aumentar a produtividade.

EDIÇÃO IMPRESSA

Sondagem
HOJE FAZEM ANOS
Americo Lourenco - Franca
Andreia Alves - Suica
Antonio Almeida - Franca
Antonio Machado - Brasil
Antonio Silva - Franca
Aurora Lopes - Brasil
Diamantino Costa - Rep. Dem. Timor
Dias Aires - Suica
Domingos Trindade - Angola
Dr Anjos - Brasil
Elias Laudo - Canada
Francisco Barbosa - Brasil
Guilherme Simoes - Brasil
Jorge Mota - Brasil
Jose Casimiro - Franca
Jose Pedrosa - Brasil
Jose Rodrigues - Franca
Luis Almeida - Brasil
Manuel Dias - Austria
Mario Figueiredo - Brasil
Marques Pereira - Franca
Martins Luis - Luxemburgo
Nuno Pereira - Alemanha
Stephanie Jacinto - Suica
Urbano Guedes - Brasil
Valdemar Pereira - Franca
DOSSIERS
destaque
destaque
destaque
destaque

PUBLICIDADE
destaque
destaque
destaque
destaque
destaque
 
O Emigrante / Mundo Português
Av. Elias Garcia 57 - 7º • 1049-017 Lisboa - Portugal
Tel: +351 21 795 76 69 | Fax: +351 795 76 65
Email: redaccao@mundoportugues.org   |  assinaturas@mundoportugues.org
Webdesign por