Quinta-Feira, 17 Maio 2012 - 16:15 (Açores 15:15)
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Dois luso-descendentes ao encontro de Portugal VIII: Adeus ao AlentejoEnquanto percorríamos a estrada sinuosa que conduzia à muralha monumental construída sobre o rochedo, Marvão ia-se apresentando como uma enorme fortaleza, altaneira sobre o campo abaixo. Continua...E tentávamos perceber como os reis de Portugal tinham vivido por trás das paredes desses castelos. Chegamos em Marvão com a esperança de poder descansar toda a noite. Estacionamos o carro e caminhamos, com as nossas mochilas às costas, para dentro das imponentes muralhas. Como de costume, não tínhamos reservado nenhum quarto. Eu gosto de ser «flexível» quando viajo. Não reservar alojamento significa não ter de antemão compromissos com nenhum hotel: se gostar de um lugar, fico, se não, tenho a liberdade de se deslocar para algum lugar que me pareça melhor. No entanto, neste caso, teria sido bem melhor termo-nos preparado… Era como se todos os turistas espanhóis tivessem decidido visitar aquela pequena vila no fim-de-semana. E com apenas um punhado de casas de hóspedes, estávamos um pouco sem opções. O único quarto disponível em toda a vila ia custar-nos por volta de 100 libras (cerca de 110 euros). Apesar do recepcionista ter tentado o seu melhor para nos acomodar e ter-nos oferecido 15 por cento de desconto, não tínhamos possibilidades de passar a noite ali, já que aquele valor estava bem acima do nosso orçamento diário. Afinal nós somos apenas «viajantes de mochila às costas» e a nossa regra número um foi elaborar um orçamento apertado para podermos ir o mais longe possível. Já não tínhamos a possibilidade seguir para a cidade mais próxima - que certamente teria um lugar onde pudéssemos passar a noite. Por isso voltamos atrás de cabeça baixa, mochila às costas e exaustos, desejando pouco mais do que um lugar aconchegante para descansar. Desanimados, atravessamos a bonita vila de regresso ao nosso carro… estava na hora de seguir pela estrada novamente. Mas estávamos decididos a não permitir que esta situação nos deitasse abaixo. Afinal, tínhamos um saco térmico repleto de coisas incríveis para comer. Tínhamos parado em Abrantes no início do dia, e tal como as crianças numa loja de doces, escolhemos uma variedade surpreendente de bolos de pastelaria. Sentamo-nos na muralha, a apreciar a fantástica vista da vila cidade enquanto comíamos umas óptimas sanduíches de queijo e presunto, matávamos a sede com um doce refrigerante português Sumol e adoçávamos a boca com algumas «Palha» de Abrantes, um doce tradicional que eu experimentei pela primeira vez quando meu pai nos levou, a mim e à minha irmã, a um passeio por Abrantes, a cidade nasceu. Satisfeitos e mais contentes, era então altura de seguir em frente. Conduzimos por cerca de 40 minutos até chegarmos finalmente a Portalegre, outra das belas cidades fortificadas do Alentejo. Ali nem sequer arriscamos e tivemos sorte: seguimos directamente para o Albergue da Juventude, fizemos o check-in e, após um longo dia na estrada, tivemos finalmente um merecido descanso... |
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