Quinta-Feira, 17 Maio 2012 - 16:19 (Açores 15:19)
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Dois luso-descendentes ao encontro de Portugal IX: Ao encontro do Porto
Chegamos ao Porto a partir de Gaia e, meu Deus, que complicação! Depois ter termos andado em círculos durante mais de uma hora e de termos recebido indicações de meia dúzia de pessoas, conseguimos finalmente ter o nosso primeiro vislumbre do rio Douro. E o momento não poderia ter sido melhor: o sol estava a pôr-se quando cruzamos a ponte e a bela cidade aninhada na colina surgia em tons subtis de vermelho e laranja. Uma vista de tirar o fôlego… era como se estivéssemos a entrar num cartão postal. Continua...Depois de cruzarmos a ponte, seguimos por entre um complicado circuito de ruas à procura de um residencial. Já passava das 19 horas de uma sexta-feira e, mais uma vez, estávamos perante uma situação que fazia prever a dormida no carro como sendo a nossa única opção, já que não tínhamos nenhuma reserva. Todos os residenciais ao longo das principais avenidas estavam completamente cheios, mas após uma procura que durou quase uma hora, conseguimos encontrar um lugar. Não era certamente a mais luxuosa das pousadas, mas servia o seu propósito. Além disso, localizava-se na Rua das Galerias de Paris e Danny e eu estávamos prontos para conhecer a vida nocturna que aquela cidade maravilhosa tem a oferecer. Decidimos pois, sair para explorar a «noite» do Porto que estava apenas a começar, nas ruas à nossa volta. Enquanto descíamos as escadas do residencial, chocamos com dois turistas que falavam inglês. Estávamos acostumados a ouvir falar francês, espanhol e alemão a ser falado em toda parte mas inglês? E aqueles dois não tinham um sotaque tipicamente britânico. Eram um pouco exóticos, provavelmente de uma terra muito distante e estavam a tentar, em vão, explicar ao recepcionista que chuveiro do quarto estava a vazar, algo que compreendíamos, tendo em conta a realidade que tínhamos encontrado no nosso próprio quarto. E foi assim que Danny e eu conhecemos Dave e Timo. Com alguma dificuldade lá consegui explicar ao funcionário da recepção o que eles estavam a tentar dizer, já há algum tempo. Os dois rapazes eram afinal, naturais de uma pequena cidade na Nova Zelândia. Tinham iniciado, dois meses antes, um percurso pela Europa de mochila às costas. Até àquela altura, já tinham percorrido parte da França e de Espanha e estavam recém-chegados a Portugal. Resolvemos percorrer juntos a cidade. Eles não falavam uma única palavra de português o seu sotaques indecifrável tornava um pouco difícil a comunicação com os naturais de cidade. Além disso, quem melhor para mostrar-lhes a cidade do que dois «colegas» turistas que tinham o inglês como língua materna e ainda falavam português? |
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